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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cerveja arretada!

Estar em constante busca da cerveja perfeita é algo que ao mesmo tempo que encanta, nos tira um pouco do roteiro em algumas ocasiões. E de roteiro me refiro ao roteiro turístico. Sou uma exímia exemplar da mistura da ascendência uruguaia com a nordestina. Filha de cearense, daquelas que carrega a peixeira na cintura e fala arrastado, fui passar os primeiros dias do ano em braços familiares em Fortaleza. Muito sol, praia e cerveja, como todo litoral tupiniquim que se preze.

E lá estava eu, pendurada no 3G do celular debaixo do guarda-sol. Objetivo: encontrar uma cerveja genuinamente nordestina. Etapa concluída!

A Drache Bier é produzida pela primeira – e até então única – cervejaria artesanal nordestina, com fábrica no município de Horizonte, a cerca de 50km de Fortaleza, a Cervejaria Nordeste. Produzida sob a Lei de Pureza Alemã, nas versões Pilsen, Stout, Pale Ale e Weiss (o trigo foi admitido posteriormente na Reinheitsgebot como ingrediente adjunto), todas provadas no empório do Shopping Dom Luis, em Fortaleza, onde o simpático Elisson (na foto) me explicou tintim por tintim todas as peculiaridades de cada cerveja.

A cervejaria trata como diferencial o fato de só trabalhar com produtos de alta qualidade. Ele ressalta que todos os ingredientes utilizados na fabricação do chopp Drache Bier são todos  importados: malte da Alemanha e Bélgica; lúpulo da Alemanha e Estados Unidos; e levedura da Bélgica e França, além de água mineral de fonte própria. Um estudo sobre uma fórmula mundialmente respeitada, buscada diretamente na Alemanha, os melhores ingredientes e a mais alta tecnologia de produção que durou cerca de 6 meses, até o lançamento, em 2009, que resultaram num chopp excelente, provados na seguinte ordem:

Drache Bier Pilsen
Um Chopp leve e suave, com o sabor do lúpulo bem acentuado, que denota a qualidade dos ingredientes. De cor amarelo brilhante e espuma branquinha branquinha (olha eu arrastando o sotaque), bem refrescante, servido gelado como o clima de verão nordestino pede. Excelente opção para acompanhar mariscos e crustáceos debaixo do guarda-sol.

Drache Bier Weiss
Como toda Weiss, tem o quê de banana, frutada, com cravos e florais. De cor amarela-opaca e espuma densa e não-filtrado, mas um pouco mais amargo que o comum. Mais gelado que visto por aí, foi quase meu rótulo favorito, o que não seria surpresa, já que eu adoro Weiss. Ótima opção para acompanhar queijo de cabra ou aves. 



Drache Bier Pale Ale
A surpresa da noite. Vale dizer que eu estava em clima de verão, portanto aceitavelmente, os chopes eram servidos na temperatura de 1°C, o que para uma Pale Ale é muito gelada. Não sei se foi isso ou a surpresa com o amargor refrescante da versão, foi eleita minha Drache favorita. De tonalidade acobreada graças ao uso da mistura com o malte tostado, revela um sabor maltado e encorpado. Tem um toque herbal, por conta do lúpulo evidente, o que gerou até uma discussão com o Elisson.

Drache Bier Stout
A última versão da sequência de degustação, também sofreu a questão da temperatura acima, estando mais gelado que o comum, o que o deixou refrescante e com o sabor talvez até menos acentuado. Mais, oxi, nenhum problema até aí. Estava um calor da peste! O Drache Stout é uma boa opção para ser degustado com mariscos e crustáceos, feijoada, chocolate, tortas de frutas e sobremesas de banana. Enfim, pratos mais pesados, que harmonizam bem com o contraste entre a suavidade do aroma com traços de chocolate e malte tostado e o sabor forte e encorpado do café. Enfim, um excelente exemplar de Stout.



Ainda, a Drache tem todas as opções em garrafas long necks à venda por módicos R$15,00 o kit com as 4 versões. E uma infinidade de souvenirs. Vieram para casa acompanhando um garrafão em cerâmica – de presente – cheio de pilsen, que permaneceu gelada por 2 dias. E o atendimento... sensacional! Troquei algumas figurinhas com o Elisson e ele fez questão que eu não pagasse a degustação, apenas os souvenirs. Patrocínio dos bons! Minha mãe que o diga, não se cabia quando viu o cartãozinho do MC circulando entre os funcionários (acho que ela está começando a entender... e curtir.) e ainda menos quando ganhou um chopp Pilsen, escolhido pelo paladar dela a melhor opção.

Eu, que nem posso mais que considerar turista de tantas visitas que fiz à terra de Padre Cícero, não me contive com fotos mil e me rasgo de elogios sempre que saio de lá.

Um cheiro!