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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Gato preto cruzou a estrada!

Dizem por aí que sexta-feira 13 é um dia de azar....
Aliás, o número 13 está associado ao azarado, errado, do infortúrnio. Em alguns lugares do mundo, como Nova York, alguns prédios nem tem o 13o andar. Somado ao dia que Jesus Cristo foi crucificado, sexta-feira, é uma junção de superstição e cuidados extras - além, claro, de rituais. Para o cristianismo, a desconfiança com relação à sexta-feira 13 remonta às religiões pagãs. Acredita-se também que o dia tenha recebido seu nome em inglês (Friday) em homenagem a uma deusa nórdica chamada Frigga. Para os cristãos, essa figura podia significar uma ameaça à religião controlada por homens e, por isso, os padres a caracterizaram como bruxa. A deusa também se reunia com doze outras bruxas, consagrando-se a 13ª do círculo. Apesar de o número 13 ser considerado azarado hoje em dia, em culturas antigas ele já foi associado à sorte e sacralidade, ligado à morte, não no sentido negativo mas sim como um renascimento e transformação, conotação que permaneceu, mas outras culturas que enxergam a morte como algo negativo se apropriaram disso e associaram o número à má sorte.

Tradicionalmente, alguns elementos conhecidos como azarados, são associados à Sexta-Feira 13. E, infelizmente, o mais famoso deles é o gato preto. A ideia de que gato preto traz má sorte existe desde a Idade Média, quando foi considerado bicho de estimação de bruxas, e até hoje é bastante procurado para rituais de magia negra - ou apenas para maldade mesmo, que vai de estourar o rabo com bombinhas à perfuração de olhos e retiradas de vísceras. Quem é gateiro sabe a preocupação que as entidades tem com estes bichanos, chegando até mesmo a cancelar a adoção nas vésperas de sextas-feiras 13.



E, eis que, para hoje, temos uma perfeita! Uma cerveja forte, encorpada e também cheia de tradição: Invicta Black Cat, uma black IPA - ou IBA, indian black ale - lançada pela Cervejaria Invicta na época da reformulação da sua marca, em março de 2015. A Black Cat é, na realidade, a antiga Invicta Black Ale, num rótulo BEM mais interessante. Apresenta um conjunto de lúpulos equalizado com maltes torrados, trazendo força e robustez num corpo de 7.5% de abv e 75IBU. De cor preta opaca, tem espuma bege média, boa carbonatação, aroma floral, notas já conhecidas em ipas de maracujá bem marcadas, o que evidencia o uso de lupulos americanos. Logo em seguida, sentimos as notas torradas, com café, chocolate amargo. Aliás o amargor, em sabor, está presente do começo ao fim do gole, mesclado com o sabor torrado e levemente cítrico. No final, amargor e secura.

Uma cerveja licorosa e intensa, que fecha bem uma sexta-feira nada tranquila. Para quem, nestas datas, morre de medo de cruzar com um gato preto, garanto que a Black Cat não traz nenhum azar, muito pelo contrário! Aliás, no rótulo, como não amar, um gatinho! E um breve aviso: "Azar mesmo é não cruzar o caminho desta India Black Ale". Quem avisa amigo é.

Saúde, à nós e aos nossos bichanos, de todas as cores!

^..^

:)

terça-feira, 17 de março de 2015

Pela simplicidade de São Patrício


St. Patrick's Day há muito não é novidade. E hoje me peguei numa retrospectiva, daquelas de nos deixar viajando, durante minutos a fio com cara de bobo. 

Vivo o St. Patrick's Day há exatos 6 anos, desde o primeiro, em Londres, onde fiz AQUELE pub crawl, com 14 pubs e muitas pints. Em 2011, com o nascimento do Mulheres e Cerveja, camisetas, posts, barulho. Em 2012 mais um tour, mas em SP, que terminou numa fatídica festa - e talvez este tenha sido o mais incrível de todos. Então, a vida sacole
jou e eu passei 2013 trabalhando e conseguindo, por fim , uma pint de Guinness no fim de um domingo quente e cansativo na Austrália. Ano passado, comemorei mais que o St. Patricks, era um aniversário em plena segunda-feira.

E este ano... sem expectativas, sem celebração planejada, vendo o mercado cervejeiro se ouriçando pela inserção de corante na cerveja. Depois de muitos anos sorrindo por São Patrício, hoje meu ponto de vista é no mercado, nas cervejas artesanais - embora esteja sim hoje vestida de verde com meu AMADO suspensório da Heineken. Pensei em tantas cervejas boas para se escrever - as novas Fio Terra e Trimiliqui, da Urbana, que finalmente chegaram no mercado, a linda da Yba-la, Green Cow, Holy Cow, as zilhões de lançadas e premiadas no festival semana passada...

Mas sabe... acho que existe um determinado momento que só queremos tomar uma cerveja e celebrar. Sem "sommelierie". Pensei no barulho que o filme da Budweiser no final do Superbowl fez e quantos beerlovers se sentiram intimamente magoados. Seguindo esta linha, fui em todos os momentos que achei que fosse entendida no assunto da cerveja por aqui. Pensei na Duff verde que tomei em 2012 e achei o máximo do incrível. Pensei na minha primeira Rauchbier tomada no O'Malleys em 2011, num copo descartável. Pensei na Proibida, que provei em 2012 e escrevi aqui, e hoje relendo até pensei em apagar, mas achei honesto mostrar que falta de conhecimento não é vergonha - e ainda semana passada defendi a Proibida num grupo do facebook, usando os argumentos da minha primeira aula de Sommelier: não existe cerveja ruim. Passo o ano enchendo a boca pra falar que não vendo Guinness - mas "pera", tenho um ponto de vista, adoro Guinness! - e hoje eu PRECISO de uma pint perfeitamente tirada. Passei meus últimos meses dizendo "lightstruck" com conhecimento de causa e hoje me visto de Heineken, uma das marcas que mais admiro no mercado cervejeiro.

Cerveja é paixão doente, quase um time de futebol. Os amantes de cerveja, que caem na armadilha do mercado das cervejas "especiais", se tornam engessados. E hoje eu elegi o St. Patrick's Day como o "Dia de tomar cerveja e só". Quero quebrar isso em mim mesmo, me libertar da amarra da Sommelier e apenas viver a marca que este dia se tornou. Claro que quero cerveja boa, mas hoje eu prometo não escolher, não argumentar, não seguir o padrão de avaliação cor-aroma-sabor-corpo. Hoje eu vou tomar cerveja PERFEITA, dançar, me divertir, ouvir música, comer, sair, o que for, mas hei de terminar a noite dizendo: As coisas boas vêm para aqueles que esperam!

E quem sabe amanhã volto a ser a velha mulher que acha que entende de cerveja, que diz que mantem um blog, e que promete todos os dias escrever sobre esta ou aquela perfeita, mas que anda mais trabalhando com cerveja do que para a cerveja. ;)

Cheers! De verde!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Eu sou Gordelícia!

Ok, muita gente pode não concordar, mas sou sim uma Gordelícia. Mesmo não estando na minha pior forma, nunca me sentirei magra. Aliás, tirando a minha mãe, acho que mulher nenhuma se sente, né?

O fato é que sempre levantei a bandeira de que mulher é magra pras outras mulheres, que homem gosta é de ter onde pegar, onde apertar. Sempre defendi a “teoria da picanha”...

Teoria da picanha é que devemos todas ser uma carne nobre. Todo homem adora picanha, o melhor corte da carne. Alguns gostam da picanha com a gordura, dizem até que dá mais sabor à carne. Outros, mais fit, retiram a camada de gordura. Dizem que mata! O importante aqui é sempre focar o público-alvo. O foco é nos que querem mais sabor e menos mimimi. Meu público nunca foi o mundo fitness. Nunca tive vergonha de mostrar – a sós - minhas pequenas saliências. Porque existe espaço pra todas, o importante é sempre ser uma carne nobre.

Mas aqui falamos de... cerveja! E todo homem que gosta de uma boa picanha gosta de uma boa cerveja.

Sim, eu sou Gordelícia. Sou Urbana na realidade. A Urbana é uma cervejaria paulista, metropolitana, do Jabaquara. E criativa, muito criativa. À sua frente o mestre-cervejeiro André Leme, que tem as criações de rótulos pouco convencionais, de desenho criativo e receitas inovadoras. A Gordelícia é o carro-chefe da cervejaria, que ainda conta com rótulos como Refrescadô de Safadeza, Boo!, Trem Bão, La Sorciere, Sporro, Piscadinha e o último lançamento, a Prima Pode. Posso afirmar – tentando ser imparcial - que todas são perfeitas. Cada um no seu quesito: tem a do meu rótulo favorito, tem a da minha receita favorita, a do nome favorito, a que eu vendo mais.... E tem a Gordelícia, que é de tudo um pouco.

Esta gordinha seduz. Seduziu até o homem que não gostava de cerveja, que busca proteína e passa a noite regado à energético. Encontrou nela proteína e energia. Intensa, encorpada, doce. Uma cerveja com todos os atributos femininos, que passeia na boca, que revela sabores. Das frutas tropicais brasileiras à levedura belga, ela percorre cada cantinho da boca. Seu aroma? Perfume, não aroma. A cor? Clássica. A espuma? Marcante. O alcool? Presente e para derrubar os que não estiverem preparados para seu golpe de perna: 7.5% de abv. Uma Belgian Strong Golden Ale, de cor amarelo-palha, tem adição de malte de trigo e cereais flocados, trazendo corpo e volume. No aroma, cravo e banana. No sabor, baixo amargor, textura de pele macia – esta gordinha usa monange! – com um final adocicado.

Perfeita. Pra comprar, pra vender, pra beber, pra presentear e até mesmo pra seduzir. De mulher pra mulher.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cerveja quente - no bom sentido!

E quem é vivo sempre aparece...

É verão. E o verão mais quente dos últimos 70 anos. Conversa de elevador à parte, conceitualmente o verão é o melhor amigo da cerveja  - que embora tenha seu berço nas terras frias, nós brasileiros e cervejeiros por natureza adotamos a máxima de que o verão pede uma boa loira gelada.

E na minha ainda habitada prateleira de cervejas patrocinadas, noto um rótulo enviado pela Clubeer perfeito para minha sensação térmica: a Labareda, da Coruja.

Eu sei, eu sei... a noite era para algo mais refrescante nos seus 30 e tantos graus, algo cítrico talvez, mas a cerveja com pimenta me desafiou. Uma cerveja fora-de-série, a segunda da Coruja, que é a nossa brasileira das invenções (já falamos sobre a Coruja aqui, nacional do sul com a tal cerveja viva, lembram?) e fez esta apimentada em parceria com o músico Wander Wildner - presente no rótulo inclusive. Ainda falando de rótulo, nada refrescante, pelo contrário, quente. Mas que diz refrescar, em suas palavras, "refresca a alma, o corpo e a mente". Uma cerveja curiosa e ousada. 

Uma larger que surgiu de uma Keller Bier, cerveja de porão, esfumaçada, com o acréscimo do fino malte Vienna e um toque de pimenta, o que torna a Labareda uma autêntica Rock Bier. Com retrogosto picante na medida, tem sua cor âmbar e espuma bege levíssima, onde nota-se o malte, um caramelo meio defumado e especiarias. Muito pouco amarga, que bem gelada desceu e sim... refrescou! Com seus 6.7% de ABV, não apimenta tanto a alma quanto a boca.

Um leve queimar nos lábios, acalentados pelo ventilador na cabeceira da cama e uma vontade absurda de... ar-condicionado!




segunda-feira, 15 de abril de 2013

Czechvar agora é chopp!


Texto escrito pela Elisângela  ou Eli, que nos representou no evento. Ela é uma recém apaixonada por cerveja – na realidade por qualquer tipo de bebida, mas que se aproximou do mundo da cerveja graças às boas influências. Valeu Eli!

A gente já falou aqui sobre a Czechvar e sobre como uma cerveja mesmo amarga pode ser leve e refrescante. Então a Uniland nos convidou para um evento especial no Consulado da Republica Tcheca: o lançamento no Brasil da Czechvar em barril!

A versão chopp da Czechvar traz o amargor residual persistente do lúpulo Saaz e o agradável aroma de malte tcheco. De sabor leve, talvez resultado da maçã em sua fermentação, é uma bebida muito refrescante que combina muito bem com o clima tropical do Brasil. Com a proposta de agradar os paladares dos consumidores mais exigentes, a Czechvar harmoniza muito bem com petiscos, refeições leves como saladas, peixes, grelhados ou queijos frescos.

Eu acrescentaria uma pitada de pimenta para realçar a refrescância natural do chopp, que deve ser consumido com um denso colarinho e estupidamente gelado.


Quem quiser conferir chopes Czechvar, vai no The Ale House Pub e Empório Alto dos Pinheiros em São Paulo, Grannies Pub em Campinas e Empório Biergarten em Ribeirão Preto.

Na zdraví!


sexta-feira, 8 de março de 2013

Bohemia além da Bohemia

Ainda no fuso brasileiro, é de brasileira que falo hoje. A Bohemia Confraria, post que fiquei devendo desde a Experiência Cervejeira Bohemia, onde fui apresentada oficialmente à ela (sim, já a conhecia, mas superficialmente).

A Bohemia vai além da Pilsen Premium que pedimos no bar quando queremos algo mais top na cerveja com os amigos. Ela tem uma família de mais três lindas representantes: a Bohemia Escura, a Bohemia Weiss e a Bohemia Confraria. 

A última, uma receita especial, criada na idade média pelos monges belgas, que foi resgatada e aperfeiçoada pela Bohemia. É uma cerveja feita com lúpulo importado, de tipo Abadia, mais forte e encorpada, com um aroma frutado e cítrico, seu corpo de cor âmbar e sabor intenso, mas doce. Traz também um ABV bem elevado para a família, de 6.2%. Sua fabricação é inspirada no processo artesanal dos monges da Idade Média. A cerveja Bohemia Confraria é elaborada com lúpulo importado adicionado à aveia em sua receita. Essa fórmula lhe confere o sabor e o aroma frutado e cítrico característicos das cervejas de abadia. A Bohemia Confraria combina muito bem com aperitivos frios e defumados, frutos do mar, carnes marinadas, fondues, ervas, molhos agridoces e queijos fortes.


No apelo visual, uma garrafa diferenciada, que dá um efeito de cerâmica, artesanal. Combinada à taça Confraria, comprada na pequena loja de Souvenirs, que deixa a obra ainda mais bonita, é uma cerveja sem erro, ótima para o começo da noite, fim do dia ou apenas para acompanhar um petisco ou momento, quando quer que seja.

Saúde!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Experiência Cervejeira Bohemia



A ponte Rio-SP nunca foi tão rápida. Pra quem está acostumada a levar mais de uma hora pra chegar em qualquer ponto de São Paulo, estar em Petrópolis, a quase 500km de casa, mesmo com o atraso do voo, antes do meio-dia, é até extasiante.

Por que Petrópolis? Porque é ela que está a fábrica da Cerveja Bohemia, e é lá que conhecemos a Experiência Cervejeira, num museu que, mais que Bohemia, fala da história da cerveja no Brasil. Patrocínio Ambev, meu querido! Devo falar que, ao lado da Yumi do Eu Bebo Sim e da Pollyana, da assessoria da Ambev, não tinha muita mulher no meio da machaiada cervejeira. Tudo bem, eu nunca disse que homem não sabe de cerveja, e eu aprendi um monte de coisa boa! 


Passando pela história, tipos de cerveja, onde um corredor e uma animação interativa muito bem feita mostra todos os tipos de cerveja. Tá, falta um ou outro, mas nota quem manja até demais. Outra tela mostra as grandes marcas de grande parte do mundo, num mapa onde podemos escolher país por país. Esta fase da experiência termina na Praça Koblenz, uma homenagem à cidade de Petrópolis, que leva o nome da praça localizada em frente à Cervejaria, fundada em 1845 pelos primeiros colonos  alemães que chegaram à cidade de Petrópolis.
E vamos à Bohemia. Mais uma brasileira na lista das perfeitas, foi a primeira cerveja pilsen caracterizada como Premium nas mesas de bar. Aquela que é a perfeita "cola social", como chamamos as loiras da mesa do bar, que só quando estamos bem, formados ou já estabilizados podemos coloca-la aos montes à mesa. Sim, porque quem nunca se contentou com qualquer cerveja nas festas de faculdade ou nas "aulas vagas" (cabuladas) nos bares nos arredores da faculdade ou trabalho?

A produção, história e segredos da Bohemia são divididos nas Sala do Mestre, Sala dos Ingredientes (mastigar cevada é obrigatório em qualquer visita em cervejarias), Alquimia e Transformação, onde tomamos um Chope Bohemia exclusivo, vindo direto da produção (fato: não há chope de Bohemia fora de Petrópolis), o Ritual, onde duas mulheres nos mostram o ritual para tomar uma Bohemia - a escolhida foi a Confraria, receita especial que falarei no próximo post (sempre evitando o detalhamento de Cinquenta Tons de Cinza nos posts). 




Depois de dois copos de cerveja, um estúdio interativo, com fotos, jogos e quiz. Meus olhos brilharam quando vi uma rotuladora para personalizar uma garrafa de Mulheres e Cerveja, mas para minha frustração, não estava em funcionamento. Fiquei com isso meio entalado, odeio ilusões... Vão me fazer voltar né?! 


Ainda, a Vila Bohemia, onde vimos a real produção da cerveja, com as garrafas na pressa de serem preenchidas, rotuladas, encaixotadas e encaminhadas para as lojas, mercados, empórios e bocas sedentas. Finalizamos o dia no Boteco, com comidinhas de boteco sensacionais regadas à Bohemia Pilsen e mais um pouco da Bohemia Confraria. De souvenirs, ainda peca um pouco. Segundo o Ricardo Amorim, Gerente de Comunicação da Ambev, o projeto ainda está em expansão, e tão logo o restaurante se estruturar e crescer, uma loja de souvenirs de peso acompanhará a finalização da visita. Tomara, porque pra mim, souvenirs são parte importante de uma visita. Meu cartão de crédito sabe o quanto posso gastar estando extasiada pelo líquido dourado sagrado!


Enfim, de volta pra casa, lembranças na bolsa, na câmera e na memória, agradeço o convite, indico a visita e confesso que fiquei SÓ mais um pouquinho apaixonada por cerveja, orgulhosa por ver a qualidade de uma produção genuinamente nacional.

SAÚDE!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um casamento cervejeiro :: Cervejaria Nacional


Há tempos estou pra falar da Cervejaria Nacional. Mais precisamente desde a primeira vez que a visitei, mas desta vez será especial.

A Cervejaria Nacional fica em Pinheiros, São Paulo. Tem três ambientes: a fábrica no primeiro andar, o bar no segundo e o restaurante no terceiro. Genuinamente nacional, usa o folclore brasileiro como tema da decoração e para nomear as cervejas.

Sim, fábrica, porque a Cervejaria Nacional é a única fábrica-bar de SP. Por isso lá só tem as cervejas produzidas por eles e é lá, no primeiro andar – onde eu tirei as melhores fotos da vida! -  que são produzidos cerca de 5.000 litros de cerveja de 5 tipos diferentes por mês. Cerveja sem conservantes, artesanal e muito saborosa, elaborada pelas mãos dos mestres-cervejeiros Fabiani e Alexandre Sigolo. Até hoje, lá já foram produzidas e bebidas mais de 25 receitas dos mais variados sabores e ingredientes.

Daí lá a gente ainda aprende mais sobre cerveja. A gente já sabia que cerveja gelada demais é um erro. E na Cervejaria eles explicam porque não servem a estupidamente gelada... “A temperatura baixa engana suas papilas gustativas e faz com que você dificilmente perceba o sabor ou a falta dele. Por isso, todas as nossas receitas chegam à torneira da chopeira com a temperatura entre 0º e 0,2ºC, para que você possa degustar e sentir todas as características do sabor de cada uma delas.” Cultura cervejeira. O bar no segundo andar, com mesas, balcão e decorado com sacas de cevada está sempre cheio – funciona desde o almoço até tarde da noite.

E indo ao terceiro e último andar, o restaurante, um espaço rústico, iluminado durante o dia e mais quente e ameno à noite, tem no fundo a cozinha, super à mostra através de um vidro que mostra a galera se empenhando em pratos sensacionais. E então foi neste ambiente que nosso casamento foi celebrado. O terceiro andar foi reservado e previamente decorado, e escolhemos o menu de harmonização da casa para nossos convidados.



Foram 5 pratos, cada um acompanhando – à vontade – uma cerveja da casa. Os convidados ao chegar tinham como opção de petiscos as “comidinhas de boteco”: Pastéis de Carne e Queijo, Bolinho de arroz, Batata da casa e Polenta frita. Para harmonizar, a cerveja Y-iara Pilsen, o carro-chefe da casa, primeira das cervejas a ser produzida. Base de maltes pilsen e vienna, coloração amarela-dourada, lúpulo Saaz para um aroma floral e 5% ABV. A ideia dessa receita é reproduzir a tradição do estilo, com amargor perceptível, 100% malte e personalidade. As cervejas Pilsens são leves, aromáticas, refrescantes e com delicadas notas de malte. Sugerida para acompanhar saladas, aperitivos fritos e condimentados e grelhados. Foi basicamente a escolha dos convidados para a noite toda, embora muito ainda tivesse por vir...

Como entrada, duas opções: Crostini de Cogumelos (Cogumelo paris com um toque de alho, parmesão e rúcula), servidos com a Cerveja Kurupira Ale, uma Amber Ale com equilíbrio entre o amargor do lúpulo e as notas adocicadas de malte, onde o caramelo tende a prevalecer. Nossa Ale do dia a dia e herdeira direta da receita da Drake's Brown Ale. O plano era criar uma receita baseada no primeiro grande sucesso da Cervejaria Nacional, com tons mais avermelhados. Na versão Kurupira temos 30 IBU's como na original, com maior presença das notas de malte caramelo e 5% ABV.
Salada Xavantes
Ainda como entrada, a Salada Xavantes - alface romana, molho ceasar, parmesão e croutons – servida com a cerveja Domina Weiss, que como toda cerveja de trigo tem um paladar refrescante, aromas de banana e cravo e a inconfundível sensação do malte de trigo, características que agradam muito nos dias mais quentes. Com uma receita simples de maltes de trigo e pilsen e lupulagem amena com o Tettnanger, a Domina Weiss é elaborada com uma cuidadosa fermentação que produz os aromas acima de maneira muito delicada, o que faz dela a campeã absoluta de vendas. Inclusive, foi com ela o primeiro brinde dos noivos, direto da fonte!

Brinde dos noivos by Domina Weiss
O prato principal podia ser escolhido entre um sensacional Risoto de Costelinha (Arroz arbóreo com costelinha de porco desfiada, limão cravo e crispy de cebola) ou o Ravioli da Casa, que eu já a-d-o-r-a-v-a, recheado com mussarela de búfala e molho de tomate italiano. Ambos acompanhavam a Mula IPA, aquela favorita do padrinho Ali. É um estilo que tem se tornado muito popular entre os cervejeiros. A Mula nasceu como uma IPA americana, a qual possui teor alcoólico elevado (7,5%), corpo baixo, final seco e generosas doses de lúpulos americanos que contribuem para aromas de frutas tropicais, maracujá e cítrico além do amargor bem pronunciado (60 IBUs). Como as IPAs são cervejas de personalidade forte, amargor elevado e alto teor alcoólico com o lúpulo sendo o grande destaque, são indicadas para acompanhar pratos mais fortes e mais temperados. Por fim, além do fantástico Bolo de Guinness já anteriormente citado, a sobremesa, mais apreciada impossível: Petit Gateau com sorvete de creme, servida com a Sa’si Stout. As cervejas Stout são famosas por acompanharem doces e sobremesas. A Sa’si é uma Dry-Stout com  4,6% ABV, 35 IBU e cor negra profunda. Com o tempo o forte amargor de malte torrado foi sendo equilibrado com outros elementos da receita para dar harmonia aos sabores dessa Stout, caracterizada pela cremosidade e as notas de café e chocolate no aroma e sabor. 

E ainda, a Patrícia Reali, gerente da Cervejaria Nacional, foi incrível o tempo todo. Mesmo depois de 2 meses, ainda é tempo de agradecer a atenção especial que nos deu e o momento proporcionado. É sempre muito difícil agradar à todos em um evento – principalmente casamento – mas o local superou nossas expectativas. Quem já conhecia adorou a ideia de termos a recepção lá. E quem não conhecia com certeza se surpreendeu! Muito gostoso ter um casamento simples, mas cheio de estilo e com muitos elogios.
Valeu Pat!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Petroleum, uma grande descoberta!

Sejamos honestas: eu arranjo motivo para tudo. Leia-se por motivos, desculpas, esfarrapadas ou lógicas, satisfações, porquês e quero-porque-queros.

E a páscoa – aquela que passou há quase um mês – foi o “motivo” que o amigo Robson do Empório Alto dos Pinheiros (sério, adoro ele, me cumprimenta pelo nome e sabe praticamente todas as cervejas que eu comprei lá) me deu para provar o lançamento da Wäls: a Wäls Petroleum. “Páscoa taí, gosta de chocolate? Então... esta aqui é a última recebida, lançamento da Wäls, conhece?". Até busquei no Google uma foto do Robson pra ilustrar. Preciso de uma foto com ele pra agradecer a atenção e as mesas rápidas em dias de superlotação!

Lançada oficialmente em 20 de março (e provada em 31 de março, ainda ‘quentinha’), a Wäls Petroleum é fruto de alguns anos de estudo e dedicação da microcervejaria mineira Wäls, que desde de 1999 se orgulha de trabalhar em uma produção ecologicamente correta, com sua própria estação de tratamento de esgoto, coleta seletiva e com sustentabilidade. Seus barris de maturação vieram da Escócia, de carvalho francês. Todo este cuidado e carinho renderam à cervejaria o título de Cervejaria do ano e a medalha de ouro para a Wäls Petroleum na Copa Sul-Americana de Cervejas no Festival Brasileiro da Cerveja (a cervejaria ainda levou ouro em outra categoria-chave, eleita a campeã no estilo Pilsen).

Fruto da parceria com a paranaense DUM, a Wäls Petroleum é uma Russian Imperial Stout, elaborada com diversos tipos de grãos escuros, com aromas de malte torrado, chocolate belga e toffee. Ainda, é maturada com cacau belga. Tudo isso rende à esta Stout – que todos sabem que é um dos meus estilos favoritos – uma textura aveludada num corpo escuro, combinando com uma espuma marrom, e um fortíssimo aroma, que sim, é de Páscoa. No sabor, uma surpresa agradável... o amargor é forte mas equilibrado. Não trava, desliza pela boca, é a mesma sensação de apreciar um belo chocolate belga, daqueles carregado no cacau, intensos. Posso dizer que esta está para um cervejeiro – zitolibador – assim como o chocolate está para a mulher. Não li uma crítica sequer a respeito da Wäls Petroleum, apenas descrições de experiências inesquecíveis. E o preço: R$23,00 por 360ml.

Perfeita! E quase feminina: seu corpo negro e sabor inebriante escondem seus 12% de ABV.

Vou repetir: maturada com cacau belga, caso isso tenha passado despercebido.

Como o próprio rótulo faz questão de enfatizar, uma grande descoberta (assim como petróleo, mas acho infeliz ter que explicar o insight do nome né?!). Se não fosse a queda do copo na mesa que me rendeu um corte bonito na perna... Mas ainda assim a experiência foi positiva e minha páscoa muito mais feliz.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Lady in Black

Esse não foi um patrocínio, foi uma solicitação desesperada. Assim que soube que a Curi (a já apresentada Semyle) ia nos representar no Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau, eu já corri meus dedinhos pelo teclado para pesquisar o que eu queria de lá. Eis que, antes mesmo do Festival acontecer, eu vejo o lançamento da cerveja mais tendenciosa da história do Mulheres e Cerveja: a Lady in Black.

Foi no próprio site do Festival que eu li:
Mais uma vez presente no festival, a Sauber Beer, de Mogi Mirim (SP), aproveita para divulgar a Lady in Black, uma cerveja produzida em homenagem às mulheres. "Como diz o nome, é uma cerveja preta mais encorpada e adocicada para agradar o paladar feminino", ressalta o engenheiro químico Renato Marquetti Júnior.
Não tive dúvidas que era essa que eu queria! E ela não decepcionou.

O lançamento da Sauber Beer foi um presente de Renato para a esposa Vanesca, que mesmo tendo apoiado a cervejaria desde o início, não era apreciadora da bebida. Ele ficava constrangido com isso e se empenhou em pesquisar o paladar feminino, até chegar nesta cerveja, aprovada pela esposa, ainda que ela tenha reclamado do leve amargor no final. "Claro que eu adorei. É uma cerveja escura, como as mulheres gostam, mas que por outro lado é leve", explica ela. E eu assino embaixo. A cerveja, uma Stout bem equilibrada, cremosa, com espuma densa e persistente. Um aroma clássico das Stouts mas já afirmando o equilíbrio do amargor: um adocicado gostoso, pouca presença de lúpulo, amadeirado. Já no aroma percebe-se que é uma Stout doce que não vai ser enjoativa. Digo isso pq vi muito da Malzebier na Lady in Black, mas sem aquela “pegada” do açúcar da Malzebier, não trava, desce muito mais amena, deixando no fundo da boca o amargor que caracteriza uma boa Stout.

A Sauber Beer nasceu em 2009 da combinação entre a experiência de mais de 25 anos em Engenharia Química  de Renato e a paixão pela cerveja de alta qualidade. As cervejas são produzidas ao som dos pássaros e quedas d’água em uma agradável chácara na cidade de Mogi Mirim (SP), onde a proposta é obter uma cerveja que resgate o verdadeiro sabor de antigamente. 

A receita deu certo, já que na produção foram usados lúpulos mais suaves, mais aromatizados. Esta “fornada” especial rendeu apenas 100 garrafas de 600ml. Espero ver mais por aí. É uma cerveja que eu quero repetir a dose!

terça-feira, 6 de março de 2012

Proibida

A vida e suas coincidências...

Por razões que fogem à minha competência - an-han - estou em um período de retiro. Por longos 30 dias estou proibida de tomar cerveja, seja ela qual for. 

E é um período necessário. Porque tudo em excesso faz mal, de água à felicidade, passando por comida, sexo e, quem diria, cerveja. E eu abusei no carnaval. Ao fazer uma continha de padeiro, coisa simples, percebi a quantidade homérica que ingeri nos 6 dias de festas tupiniquins. Afinal, em um lugar onde a garrafa de água custava R$3 e 4 latinhas de Skol 250ml - a famosa "piriguete" nas terras soteropolitanas - saíam pela bagatela de R$5, a escolha era até justa, haja visto o valor previamente gasto em abadás. Enfim, foram cerca de 20 unidades por dia, vezes 6 dias, vezes 140 calorias a unidade, vezes...

Odeio Pitágoras.

Eu, que estou acostumada à longos períodos sem doces, chocolate e "afins", vou dizer: é difícil. Qualquer dose meia boca de corrida, de risada ou de suco de açaí substituem a serotonina, mas nada substitui a cevada. Sim, porque eu ainda tenho livre acesso ao álcool, logo não é papo de alcoolatra não, eu de fato sinto falta de cerveja mesmo.

Mas esta é terminantemente proibida.

E então a última cerveja provada antes do carnaval, ou seja, antes do estopim deste jejum, foi exatamente uma Proibida
Encontrada por acaso em uma loja de conveniências, dificilmente nas prateleiras por aí, a Proibida é a famosa cerveja que "trollou" o Pânico ano passado, com as tchecas que no fim eram uma estratégia de marketing viral utilizada pela cervejaria, e que deu o maior auê por conta do principal patrocinador do programa, a Skol.  Dizem que foi pegadinha, dizem que foi estratégia. Enfim... a cerveja tem um bom Marketing, criou a primeira likestore no Facebook semana passada e teve até bloco de carnaval em Récife.

A cerveja é o último lançamento da Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP), cervejaria da região nordeste do Brasil existente desde 2008. É uma Pilsen brasileiríssima que segue à risca a receita tcheca de cerveja, utilizando malte e lúpulo importado. Não é uma cerveja artesanal, não vem cheia das nove horas - pelo contrário, comprei num posto de gasolina por cerca de R$5 e provei na própria long neck mesmo - mas tem ares de Premium. Tem um aroma que chama a atenção, diferente das Pilsens do mercado, com um toque herbal e denotando lúpulo, mas no sabor um amargor leve, um pouco ácida e aguada. Nenhuma grande inovação nem descoberta, é uma cerveja de boteco, de verão. Refrescante como uma boa tcheca (sério, que frase esquisita!), boa para deixar um gostinho de quero mais quando este meu "inferno astral" acabar.

Só por mais 20 dias!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cerveja arretada!

Estar em constante busca da cerveja perfeita é algo que ao mesmo tempo que encanta, nos tira um pouco do roteiro em algumas ocasiões. E de roteiro me refiro ao roteiro turístico. Sou uma exímia exemplar da mistura da ascendência uruguaia com a nordestina. Filha de cearense, daquelas que carrega a peixeira na cintura e fala arrastado, fui passar os primeiros dias do ano em braços familiares em Fortaleza. Muito sol, praia e cerveja, como todo litoral tupiniquim que se preze.

E lá estava eu, pendurada no 3G do celular debaixo do guarda-sol. Objetivo: encontrar uma cerveja genuinamente nordestina. Etapa concluída!

A Drache Bier é produzida pela primeira – e até então única – cervejaria artesanal nordestina, com fábrica no município de Horizonte, a cerca de 50km de Fortaleza, a Cervejaria Nordeste. Produzida sob a Lei de Pureza Alemã, nas versões Pilsen, Stout, Pale Ale e Weiss (o trigo foi admitido posteriormente na Reinheitsgebot como ingrediente adjunto), todas provadas no empório do Shopping Dom Luis, em Fortaleza, onde o simpático Elisson (na foto) me explicou tintim por tintim todas as peculiaridades de cada cerveja.

A cervejaria trata como diferencial o fato de só trabalhar com produtos de alta qualidade. Ele ressalta que todos os ingredientes utilizados na fabricação do chopp Drache Bier são todos  importados: malte da Alemanha e Bélgica; lúpulo da Alemanha e Estados Unidos; e levedura da Bélgica e França, além de água mineral de fonte própria. Um estudo sobre uma fórmula mundialmente respeitada, buscada diretamente na Alemanha, os melhores ingredientes e a mais alta tecnologia de produção que durou cerca de 6 meses, até o lançamento, em 2009, que resultaram num chopp excelente, provados na seguinte ordem:

Drache Bier Pilsen
Um Chopp leve e suave, com o sabor do lúpulo bem acentuado, que denota a qualidade dos ingredientes. De cor amarelo brilhante e espuma branquinha branquinha (olha eu arrastando o sotaque), bem refrescante, servido gelado como o clima de verão nordestino pede. Excelente opção para acompanhar mariscos e crustáceos debaixo do guarda-sol.

Drache Bier Weiss
Como toda Weiss, tem o quê de banana, frutada, com cravos e florais. De cor amarela-opaca e espuma densa e não-filtrado, mas um pouco mais amargo que o comum. Mais gelado que visto por aí, foi quase meu rótulo favorito, o que não seria surpresa, já que eu adoro Weiss. Ótima opção para acompanhar queijo de cabra ou aves. 



Drache Bier Pale Ale
A surpresa da noite. Vale dizer que eu estava em clima de verão, portanto aceitavelmente, os chopes eram servidos na temperatura de 1°C, o que para uma Pale Ale é muito gelada. Não sei se foi isso ou a surpresa com o amargor refrescante da versão, foi eleita minha Drache favorita. De tonalidade acobreada graças ao uso da mistura com o malte tostado, revela um sabor maltado e encorpado. Tem um toque herbal, por conta do lúpulo evidente, o que gerou até uma discussão com o Elisson.

Drache Bier Stout
A última versão da sequência de degustação, também sofreu a questão da temperatura acima, estando mais gelado que o comum, o que o deixou refrescante e com o sabor talvez até menos acentuado. Mais, oxi, nenhum problema até aí. Estava um calor da peste! O Drache Stout é uma boa opção para ser degustado com mariscos e crustáceos, feijoada, chocolate, tortas de frutas e sobremesas de banana. Enfim, pratos mais pesados, que harmonizam bem com o contraste entre a suavidade do aroma com traços de chocolate e malte tostado e o sabor forte e encorpado do café. Enfim, um excelente exemplar de Stout.



Ainda, a Drache tem todas as opções em garrafas long necks à venda por módicos R$15,00 o kit com as 4 versões. E uma infinidade de souvenirs. Vieram para casa acompanhando um garrafão em cerâmica – de presente – cheio de pilsen, que permaneceu gelada por 2 dias. E o atendimento... sensacional! Troquei algumas figurinhas com o Elisson e ele fez questão que eu não pagasse a degustação, apenas os souvenirs. Patrocínio dos bons! Minha mãe que o diga, não se cabia quando viu o cartãozinho do MC circulando entre os funcionários (acho que ela está começando a entender... e curtir.) e ainda menos quando ganhou um chopp Pilsen, escolhido pelo paladar dela a melhor opção.

Eu, que nem posso mais que considerar turista de tantas visitas que fiz à terra de Padre Cícero, não me contive com fotos mil e me rasgo de elogios sempre que saio de lá.

Um cheiro!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ein, Zwei, G’sufa... Oktoberfest!

(um, dois, beber... Oktoberfest!)

Existem coisas, pessoas e oportunidades na vida que a gente arranja motivo pra não deixar pra trás. E a Oktoberfest foi uma delas. Na realidade eu até agradeci por ter “postergado” a oportunidade de ir na Oktoberfest. Ano passado surgiu a vontade e o convite, que eu acabei passando. Ainda bem, porque este ano as coisas tinham um brilho diferente. Uma vontade diferente, um interesse diferente. E que bom, a mesma companhia!

Muita coisa tem acontecido ultimamente, eu ganhei novas companhias sensacionais, mas perdi algumas que ainda machucam. No final de semana em Blumenau, duas pessoas fizeram uma falta irreparável, por dois motivos diferentes. Mas é a vida, a gente não tem controle sobre o sentimento dos outros, né? Mal temos sobre os nossos...

Enfim... um final de semana de guerreira, como ouvi dos amigos. De anjo à alemã, de uma festa à fantasia em Santos na sexta-feira à Blumenau, passando por São Paulo, Navegantes, ônibus, taxi, avião. Nem eu sei como cheguei... Mas cheguei, e logo nossa visita no sábado à fábrica da Eisenbahn estava já agendada para as 16h. 5 grandes apreciadores de cervejas e petiscos, pedindo todo o arsenal do cardápio antes mesmo da visita à produção.

Touquinhas à postos, e a Amanda já começa seu discurso, mostrando maltes, lúpulos, cerais, explicando o passo-a-passo da velha produção de cerveja, barris, toneis, fermentação... aquele roteiro que todo cervejeiro A-D-O-R-A. No fim, fotos, fotos, e nossa prova da cerveja recém produzida. E, claro, a compra de souvenirs, onde eu me acabei com exemplares de Eisenbahn Oktoberfest e ainda um Licor de cerveja, que vai ser tema de um post futuro...

 
Inspirada na Oktoberfest de Munique, que ocorre há 200 anos, nossa versão brasileira é a maior festa alemã das Américas, com sua primeira edição em 1984 (quase a idade da Catarina!) e até hoje faz de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro. Embora o mote principal seja a cerveja, a Oktoberfest é folclore, tradição e cultura, com muita música, comidas típicas, danças e paradas com os costumes alemães preservados pelos imigrantes desde as formações das colônias vindas da Europa para o sul do Brasil. Em suas 26 edições mais de 17 milhões de pessoas já passaram pelo Parque Vila Germânica, ou seja, uma média de um público superior a 700 mil pessoas por ano.
A Oktoberfest original – uma das pretensões de viagem em curto prazo de Catarina - começou em 12 de outubro de 1810, quando o Rei Luis I, mais tarde Rei da Baviera, casou-se com a Princesa Tereza da Saxônia e para festejar o enlace organizou uma corrida de cavalos. O sucesso foi tanto, que a festa passou a ser realizada todos os anos com a participação do povo da região. Em homenagem à princesa, o local foi batizado com o nome de Gramado de Tereza. A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Neste local apareceram também os primeiros fotógrafos alemães, que ali encontraram um excelente ambiente para fazerem suas exposições. A cerveja, proibida desde os primeiros anos, só começaria a ser servida em 1918. Logo depois, os caricaturistas já retratavam a luta pelos copos cheios de cerveja e pela primeira vez pode-se apreciar nas telas dos cinemas a festa das mil atrações. Por consequência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros. (fonte: www.oktoberfestblumenau.com.br)
 
À noite, o evento, na Vila Germânica, e Catarina produzida com os costumes alemães não se continha. Um longa fila, uma longa espera, um evento lotado. E muita, MUITA gente bonita. Mais precisamente mulheres bonitas. Claro né, o sul e suas garotas aspirantes à modelos, seus olhos, peles e cabelos claros, seus biótipos de dar inveja à muita paulista. (Aqui cabe: não à mim, se tem uma coisa que faz parte do meu conjunto hoje em dia é a autoestima. Bora que o público é vasto gente...)

Música típica, comidas típicas, shows e atrações, muitas tendas das cervejarias locais, entre elas a Cervejaria Schornstein (um post futuro falará sobre a proeza do seu chopp natural), a Eisenbahn, de onde eu mal saí de perto, e minha primeira aquisição: o valioso caneco de chopp de 1 litro com o cordão característico. Fundamental. Foram 10 fichas de R$4,50, 10 chopps, e nem todos consumidos. Foi um sufoco vender as fichinhas no mercado clandestino e, na desistência, o erro: chopp de vinho. Foi neste momento que eu ouvi do Chefe Ali: “Catarina, você era meu orgulho, agora eu tenho vergonha de você.” 1,5litro de chopp de vinho e uma ressaca fenomenal no dia seguinte me lembraram que não importa quão cheiroso e convidativo o chopp de vinho pareça, ele é MUITO traiçoeiro. Sim, este eu digo com veemência: NUNCA MAIS.

Já quase na porta, debaixo de forte garoa (que a paulista que vos fala leva pra onde quer que viaje), um tropeço: um quiosque da AMBEV e a minha, a nossa, amada Hoeggarden. Justo no final, pela quantia de R$8,00 a “garrafa”. Também havia Stella Artois, Brahma (oficial) e muitas e muitas outras marcas do precioso líquido que adornava o evento com flores.

Hora de ir embora, que pela graça do horário de verão, tivemos uma hora a menos de evento. Cinco horas da manhã, e uma longa estrada nos esperava no dia seguinte. Que só não era mais longa que a minha estrada, que a cada cerveja, cada evento e cada pessoa que conheço, se mostra maior e bem mais interessante.

Na próxima semana: Einsebahn Oktoberfest, ainda em clima de folk germânico.

Ein Prosit!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ah Moleque!

I Beer Experience
 Um sábado chuvoso, de muito trânsito em São Paulo, e um compromisso que por mais que tivesse motivos para não ir, não poderia deixar de presenciar: o I Beer Experience, que aconteceu no último sábado.

Foram 28 stands, de cervejarias e empórios, oferecendo os mais variados tipos de cerveja, ao som de Velhas Virgens e Blues on the table. Velhas Virgens inclusive com sua cerveja própria.

Vou confessar: esperava algo diferente. Pedir as cervejas estava complicado, a “casa” estava cheia. Tive a impressão que tudo era puramente comercial. Não conseguia conversar com as pessoas nos stands, era tudo muito rápido, não podia ficar com as garrafas (como se isso impedisse Catarina de fazer qualquer coisa né) e as melhores cervejas se esgotaram bem rápido. Tanto que deixei de lado todo o apelo cervejeiro e resolvi curtir com os amigos a área de descanso. Tantas cervejas me deixaram meio aérea.
Mas, críticas à parte, sim, tive novos sabores, uma grande favorita, cervejas de todos os tipos e inclusive uma excelente surpresa pessoal. Além claro de barganhar a taça da Estrella Galicia. Catarina com seus sapatinhos amarelos e seu sorriso doce conquista! :D
Vamos às duas favoritas:
 
Madera
Mais pelo trocadilho mesmo! Depois de algumas muitas cervejas, era divertido pedir “uma madera”. Realmente não esperava a surpresa. A Madera,  da nanocervejaria Brix de Piracicaba (SP) é uma old ale maturada em barril de carvalho – e todos sabem, eu gosto desta história de maturação e envelhecimento, enquanto ainda não é comigo. A Madera, com seus 9% de teor alcóolico, é extremamente maltada e encorpada, com um toque frutado bem leve. Excelente cerveja, perfeita para dias frios e chuvosos com (ou sem) boa companhia. Vou repetir só pra constar: 9% de teor alcóolico, o que me fez deixar o evento com o velho TOC de não pisar nas linhas do chão. Tsc tsc.

Bacuri Beer – Amazon.
Sensacional é a palavra. E também a palavra bacuri, que rondava o evento e já tinha chegado à mim em dicas e sugestões dos amigos mesmo antes do sábado. Tanto que por vezes o estoque da cerveja se acabava, sendo reposto para alegria dos beers presentes.
A cerveja já foi vencedora do Prêmio Tecno Bebida Award no ano de 2002, mas seu lançamento oficial foi feito lá no Beer Experience, o que aumentava o zumzumzum em torno da receita desta cerveja: a Amazon Beer, cervejaria de Belém do Pará, utiliza frutos amazônicos na composição de suas cervejas. E nesta em especial era o Bacuri, que também significa “moleque pequeno” em expressões sulistas do Brasil. Já no norte, esta fruta exótica  e popular de polpa agridoce e mil e uma utilizações na culinária e até medicina, dá à Bacuri Beer um toque adocicado, leve e... é, inebriante. 
Cerveja de cor amarela bem clara, com espuma densa e um aroma suave de lichia, que eu adoro! No sabor, leve, muito leve, ligeiramente ácida . Ainda, um gostinho de biscoito no final, graças ao fermento. Mais uma que vai agradar muito ao paladar feminino, por ser leve e de baixíssimo teor alcoólico: 1,8% apenas. Aliás, fato comprovado: segundo pesquisa do bar da fábrica da cervejaria, 72% do público que consome o chope da Bacuri Beer é feminino. Ah Mulheres!

Não sei se a vontade que sinto agora é de tomar outra Bacuri Beer ou de enfim provar a fruta, que desconheço.

Enfim, Beer Experience deixou sua marca. Espero muito que cresça e seja seguido por muitas outras edições, ficando cada vez melhor e mais bem frequentado. E quando eu digo “deixou sua marca”... calma, não é pra valer! ;)

Valeu Beers!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Não adianta vir com guaraná pra mim!

Dia desses eu li que lady que é lady não precisa repetir isso o tempo todo. Fato. E acho que isso cabe para a Divina: cerveja boa não se intitula como boa, simplesmente é.

Como para bom "bebedor", meia palavra basta, percebam que a Divina ficou MUITO aquém das minhas expectativas. Acho até que é a primeira vez que faço um post onde não me encanto com a cerveja... vou explicar melhor.

Ao buscar uma cerveja – mentira, ao procurar uma fruitbeer gostosa, já que a ansiedade da minha viagem ao encantador continente das cervejas aumenta minha vontade daquela fruitbeer belga – na Tortula (padaria/empório em São Paulo que dá dó ao ver como se degrada dia após dia), me deparei com a “Göttlich Divina!”, assim mesmo, com exclamação e tudo.

Cerveja com Guaraná. Um rótulo que não sei porque me lembrou tubaína, uma mistura que me deixou bem curiosa e um preço bem interessante, visto os preços dos outros escassos rótulos da Tortula: R$19,90 a garrafa de 600ml. Levei-a acompanhada de um pacote de salgadinhos e mini-bolos confeitados... sei lá, era um sábado de culto à infância talvez. Mas o momento infância logo passou e a Divina! acabou sendo degustada dias depois, na companhia de um gato, no sentido literal apenas da palavra.

A Divina! é obra de um brasileiro, o Mestre Cervejeiro Leonardo Botto, que utiliza guaraná da Amazônia na sua composição.  Cerveja brasileira, da cervejaria Opa Bier, é produzida com o artesanal processo de Dry Hopping, onde ao final da produção, a cerveja é guiada por pressão através de um recipiente completo com Lúpulos de Aroma. O resultado é uma cerveja muito aromática, sem perder suas características originais de sabor, coloração e espuma. Fato verificado, a Divina! é intensamente dourada, com uma espuma bem persistente e um aroma floral, com apenas um levíssimo toque do guaraná. Sabor intenso, uma Pilsen Super Premium com seu tradicional sabor presente de malte, dando aquele amargor do fim do gole. Refrescante sim, mas não teve aquele clímax que eu tanto esperava.

Enfim, a cerveja é boa sim, mas naquele momento eu esperava algo além de bom. Queria algo de fato divino, perfeito, que me fizesse novamente cantar. Não precisava ser Frank Sinatra, alguns versos de Paul McCartney seriam suficientes, mas essa já é outra história...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Malzbier: Ser ou não ser... cerveja!

A Malzbier, como disse no primeiro post, é minha cerveja favorita. Desde os tempos de menina, sempre gostei de cerveja escura, e foi a Malzbier minha porta de entrada. E sempre será, indiscutivelmente, cerveja!

Gostar de Malzbier me põe em situações nada agradáveis. Porque pior que o preconceito do homem com a mulher que gosta de cerveja, é com a que pede uma Malzbier. Conhecida amplamente como “cerveja de mulher”, raras são as vezes que um homem a pede num local público. Tanto que, recentemente em um churrasco, um amigo se aproveitou da minha irreverência e assumiu que há tempos não bebia uma Malzbier, que ia poder matar a vontade. Poder? Porque realmente Malzbier é um produto raro...

Ainda, conhecida como “cerveja de grávida”, por ter uma gradação alcoólica bem inferior à das cervejas pilsen, complementa o meu hall de situações desagradáveis. Certa vez, minha então sogra parou um evento familiar pra me perguntar se tomar Malzbier era a maneira que dizer à todos que eu estava grávida. Oi?

O estilo Malzbier vem de “cerveja de malte”, onde sua fermentação ocorre por volta do 0C e o gás carbônico e o açúcar - caramelo e xarope de açúcar - são adicionados depois, o que dá a coloração mais escura (não, a culpa não é do malte). Dizem as más línguas que antigamente a Malzbier era feita para reaproveitar a cerveja de início e fim da filtração e cervejas fora dos padrões.

Hoje, a Malzbier já nem é mais conhecida como cerveja na Alemanha, seu país de origem, onde perdeu o posto e virou bebida energética, se enquadrando no grupo de “outras cervejas com baixo teor alcoólico”, uma vez que quase não tem fermentação. E quando falo de Malzbier, uso a clássica metonímia como figura de linguagem, já que é da Antarctica Malzbier que me refiro. Ela, que é mais saborosa e muito menos doce que as concorrentes brasileiras, como a Brahma, Schin, Crystal e Itapava. Fora do Brasil não temos outros exemplares conhecidos para comparar – a não ser que queiram me apresentar, serão bem-vindas!
 
As cervejas importadas, não-filtradas, triplamente filtradas, de trigo, de Deus, do inferno, que me desculpem, mas Malzbier me transporta para um lugar só meu, onde as coisas são mais simples, são felizes. É abrir facilmente uma long neck e sentir o caramelo, o aroma adocicado, apreciar o sabor da minha adolescência, lembrar de coisas boas. É beber sozinha, voltando daquele esperado show. É sentar no sofá da sala e assistir o seriado favorito, ou abrir a geladeira numa tarde cinza e saber que nem tudo está perdido. É pedir na mesa do bar e encarar os amigos, assumir minhas vontades.

É, mesmo depois de provar tantos outros rótulos, saber que eu continuo ligada nas minhas próprias vontades, sem influencias externas.

É resolver agora, de supetão, descer ao bar e pedir uma Malzbier como entrada para outras grandes cervejas, como no início...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Deus é brasileiro. E cervejeiro.

Dizem por aí que uma certa jardineira estava triste, triste... alguém foi contar a história dela numa época insossa de um mês curto numa mesa de bar – grandes feitos sempre começam na mesa de bar. Colocaram ritmo e virou marchinha. Dois gringos altos ouviram, ergueram seus indicadores pro céu e saíram numa rua se balançando. E assim nasceu o CARNAVAL.

E se alguém conhece data mais compatível com a cerveja (não vale citar St. Patrick’s Day) me apresente que eu faço minhas malas! Carnaval é farra, é festa, é fantasia, axé, ziriguidum, balacobaco. É sol e calor, ou só calor. E que calor!

E que não me venha Carlinhos Brown com água mineral… queremos uma cerveja, boa e gelada! Refrescante, no camarote, redonda, cervejão – vale tudo! É o clímax da “cola social”, nosso apelido carinhoso para as cervejas de ocasião. Afinal, não há nenhum som no mundo como o estalar do anel de uma lata estupidamente gelada sendo aberto (ou tem?). Não há melhor sensação no mundo que virar um generoso gole de cerveja “trincando” garganta abaixo e sentir o refrescar do líquido descendo corpo abaixo (ou tem?). Aquele fechar de olhos rápido e eterno, onde o sabor da cevada invade a alma e te transporta durante milésimos à qualquer lugar inebriante. E pronto, lá está você, ao som do axé, ziriguidum, balacobaco, com a tribo, com a família, com os amigos, com um braço forte envolvendo a cintura e dividindo o líquido sagrado/gelado/abençoado.

A Renatinha, que é daquelas que pulam o carnaval, também adora a data. Carnaval para ela – e tantos outros – resume-se à 4 dias e meio de paz e sossego, longe do trabalho, de pernas para o ar, na piscina, com boa música, boa comida e muita cerveja: um estoque suficientemente grande para nem por o pé na rua.

Já eu, que faço parte da leva de escorpianos que foram frutos do carnaval, um ser abençoado pelo Deus do carnaval, tenho confete e serpentina correndo na veia. Apaixonada de carteirinha por cerveja e por carnaval, não me contive ao ouvir o samba-enredo da Império da Casa Verde: "Samba sabor cerveja. Admirada há milênios, a mais nova sensação nacional". A escola paulista vai contar a história da bebida, a partir da produção e consumo no Egito antigo até a chegada ao Brasil e suas adaptações e peculiaridades... vemos motes de campanhas e alusões à boemia e o consumo em bares, restaurantes e afins. E, o que – CLARO – seria imprescindível, ressalta a presença de mulheres, já que estamos ligadas intimamente à bebida. A Schincariol é patrocinadora oficial da escola, que é a última a desfilar no Anhembi sábado – logo depois da escola onde a Catarina aqui estará desfilando sua outra paixão, a alvinegra!

Cerveja pra quem é de cerveja, samba pra quem é de samba, o enredo da escola está aqui pra quem quiser ter na ponta da língua a história da cerveja em ritmo de pandeiro e tamborim: http://youtu.be/0NvOMGxjfao | http://letras.ms/7PLm

Ah... e claro, a gente não pode falar de carnaval sem falar nela... a camisinha! Carnaval + cerveja + gente bonita só pode dar coisa boa, então vamos manter assim, com apenas boas lembranças, sem péssimas consequências! Vale sempre lembrar que a camisinha não evita só os futuros escorpianinhos, mas as indesejáveis DSTs, entre elas a AIDS e a hepatite. O Ministério da Saúde lançou sua campanha de carnaval e nós, blogueiras cervejeiras, fazemos parte desta campanha! Mais em www.camisinhaeuvou.com.br | @minsaude


Ok, todo mundo careca de ouvir isso, mas vamos pecar sempre pelo excesso: Sem camisinha, não dá, não deem ;)

Bom esquindô!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Entre amigas

No tempo em que eu bebia, fumava e f@*&#!
O dinheiro rendia.

Agora não bebo, não fumo e não F@*@!
Me F@*@ toda.

Vou voltar a beber, a fumar e a F@*§♫!
Vocês vão ver.

Levante o copo. Veja embaixo a imagem do homem amado!
SAI DANADO! SAI DANADO!

Arriba, abajo, al centro, adentro!

E assim começa mais uma noite entre mulheres e cervejas.

Na última sexta feira fomos ao Coconut. Comemorar o lançamento do nosso blog e claro, tomar cerveja entre amigas.

Nada melhor para se fazer em um começo de noite de verão no último dia útil da semana. E não, não buscamos cervejas exóticas ou diferentes.

Não fomos ali a trabalho, na nossa jornada em busca da cerveja perfeita. Estávamos apenas relaxando de uma semana de muita correria e calor. Comemorando conquistas, contando novidades e compartilhando expectativas.

Nessas horas a grande preocupação são com as histórias, risadas e com o ambiente, que deve ser o mais agradável e acolhedor possível. Para conseguir esse ambiente acolhedor só estando na presença de velhas conhecidas, e por isso optamos pela Bohemia pilsen. Assim mantivemos o respeito à arte cervejeira sem sair de nossa zona de conforto. Afinal foi ela em um dia remoto, a primeira a me mostrar que há diferenças entre as cervejas e me abriu os olhos para esta arte.

Aliás o site da Bohemia é bem legal e pode-se aprender mais sobre cervejas, principalmente sobre a própria, na companhia do mestre cervejeiro.

A Bohemia foi criada em 1853, é produzida com malte importado e lúpulo de Saaz, da República Tcheca, ela é clara, leve e muito refrescante e possui aroma levemente frutado.


Nós estávamos lá, curtindo a noite, fazendo muitos brindes e nos divertindo horrores, quando de repente a nossa ilustre anfitriã, Lilian Gonçalves, dona não só do Coconut, mas de outros 4 bares na mesma rua, veio até nossa mesa para verificar se estávamos satisfeitas com o atendimento e ambiente.

Lilian Gonçalves
A presença dela causou um verdadeiro frisson à mesa, com direito a muitos flashes e elogios. Claro que não podia perder a oportunidade de contar a ela sobre nosso blog, notícia que foi recebida com toda sua natural simpatia e mais do que isso, ela abraçou a idéia a ponto de nos informar que ali acontece o Clube da Cerveja (evento em torno obviamente da nossa amada bebida) e que ela nos chamará para participar do próximo.

Preciso falar que ficamos histéricas?
Quase nada, só a ponto de nos tornarmos o centro das atenções do lugar. Vamos combinar que felicidade não é algo a se esconder, não é mesmo?

Isso é o que se espera de uma sexta-feira a noite. Juntar amigas ao redor de muita cerveja, com histórias para contar e motivos para comemorar e arrumarmos mais histórias e mais motivos para comemorar, e principalmente, deixar o bar cheias de expectativas.

Afinal são as expectativas que movem o mundo no universo feminino.