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domingo, 24 de fevereiro de 2013

And The Oscar goes to...

Enquanto eu fico aqui, assistindo, escolhendo as melhores das melhores - cervejas - a Sociedade da Cerveja me delicia...


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vai Vivi!!!!

Mais um começo de semana, nem tão tranquilo, já com um convite a postos: a Etapa Brasil do World Draught Masters Stella Artois. Seria nesta segunda-feira, 03 de outubro, que o representante Brasil seria escolhido para representar o país na final em Buenos Aires em 26 de outubro, competindo com outros 27 países. E lá fui eu novamente presenciar tal façanha, bem acompanhada de um amigo (já que a equipe feminina declinou) e com muito a conversar, conhecer assistir.

O local do evento, o Bourbon Street em São Paulo, foi uma excelente opção. Hostess elegantéeeerimas em todos os cantos, muitos e muitos garçons circulando com bandejas carregadas de chopes Stella Artois que mantinham nossos copos sempre – sempre – cheios, quitutes, canapés e acepipes muito saborosos e jazz. Muito jazz. 
E foi entre jazz, tango – Argentina né – e um pouquinho de Charles Chaplin, que eu tive o prazer de conhecer as meninas do Chat Feminino, os meninos do O Clube da Cerveja e enfim pessoalmente o @senarafa, da assessoria da Ambev. E a Catarina distribuindo a rodo o novo cartãozinho, tava que era um sorriso só! :D

Os concorrentes – de 21 bares de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – se apresentavam em grupos de 4, com direito à apreensão de quartas de final, semifinal e a grande final. Sim, apreensão, afinal eu estava super na torcida da Vivi, a única mulher desde as quarta de final, que foi ficando (e eu twittando), ficando (e eu twittando) e venceu! Alegria, alegria, a Vivi, além de uma graça de simpatia e linda, tirou o chope Stella com a maior maestria, seguindo todos os 9 passos e complementando com o sorriso que com certeza está no rosto até agora! A competição avaliou se os participantes seguiram à risca os nove passos do ritual de servir o Chopp Stella Artois. Além do respeito ao ritual, qualidade no serviço, habilidade, destreza e simpatia foram critérios eliminatórios.

A Vivi – Vivian Aline Salmeron – é bartender do Charles Edward, bar aqui em São Paulo há 8 anos, e já venceu a etapa Brasil em 2008, quando disputou o mundial na Bélgica (justo onde né?). Ela diz que seu segredo para vencer é “dedicação, tratar o chope como algo precioso, levar a sério o ritual dos nove passos e conhecer a história da bebida belga”.
Catarina e Vivi, pelas mãos de um fotógrafo militar já bem embriagado!

E o Mulheres e Cerveja vai continuar super in nessa competição e torcer MUITO para ter a primeira representante brasileira no hall da fama da Stella Artois.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

World Draught Masters - Stella Artois

Um começo de semana tranquilo e sem nenhuma novidade, algumas cervejas novas em folha compradas para degustação e então recebo um convite especial: o Encontro de Ativação do World Draught Master de Stella Artoir, que aconteceu dia 27 de setembro, na Botica do Quintana.

Claro que aceitei o convite sem pestanejar. Além de aceitar, fui a fundo sobre o assunto... o World Draught Master está em sua 15º edição, e a etapa final será dia 26 de outubro em Buenos Aires. O evento consiste em eleger o melhor tirador de chopp Stella Artois do mundo, aquele que segue com maestria o chamado “Nove passos para tirar o Chopp Stella Artois”. Curiosa, a primeira coisa que fiz foi saber sobre os vencedores e constatei: tem mulher sim entre os vencedores! Em 6 edições tivemos mulheres representando países como Bélgica, Nova Zelândia, Romênia, EUA, Austrália e Itália. Ah mulheres!

No evento, fomos apresentados ao ritual e conhecemos um pouquinho mais sobre a marca – já bem intima de Catarina, conforme você a vê abaixo admirando a fábrica em Leuven, Belgica.


Tirar o chope Stella foi simples mas carregado de emoção. Sim eu tremia. Em partes porque cerca de 100 pessoas me olhavam, em partes porque eu estava sendo julgada numa brincadeira para que pudéssemos testar e aplicar nossos conhecimentos. Mas principalmente porque ao pegar o cálice, todo um mundo voltou à memória. O bar se modificou, ao meu redor eu pude ver o pub, onde passei tantas noites de sexta e sábado, tirando por vezes centenas de pints numa só noite. Claro que não eram perfeitos, não eram milimetricamente avaliados, mas a sensação foi forte. Tão forte que eu voltei, no final do evento, para me testar ainda mais e fazer como os profissionais do campeonato: tirei dois chopes de Stella ao mesmo tempo, ambos com o colarinho recomendado, servido e tirado conforme o ritual. E por falar em ritual, apresentemo-lo:

1.O Cálice
O cálice foi criado para garantir a qualidade de Stella Artois em todos os detalhes: sabor, cor, aroma e espuma. Representa o requinte e a tradição de Stella Artois em todo o mundo.
2. A Purificação
É preciso ter certeza de que o cálice está limpo, livre de qualquer resíduo, inclusive de marca de dedos. Aqui o segredo é lavar bem, não segurar no corpo do cálice e sim na base, onde tem o brasão da marca. E para finalizar, secar o copo num rápido movimento segurando com a boca para baixo, evitando assim que fique água da lavagem dentro dele.
3. O Sacrifício
É, parece desperdício, mas o primeiro jato da chopeira não deve ser servido. O liquido que fica retido nos bicos não está fresco, e devemos garantir a qualidade desde a primeira gota.
4. A Alquimia
Deve-se inclinar o cálice à um ângulo de 45° e posiciona-lo abaixo do jato. Quando o chope atinge o cálice e começa a circular é criada a proporção ideal entre a espuma e líquido.
5. A Coroação
Um chope da qualidade de Stella Artois merece muito mais que um colarinho. Merece uma coroa, que é formada com o retorno do cálice para a posição vertical, quando este estiver com a metade do seu volume preenchido. A coroa evita que o líquido entre em contato com o ar, preservando seu sabor, aroma e temperatura. E tem gente que pede chope sem colarinho achando que está bebendo menos...
6. A Reverência
Chegou a hora de fechar a torneira. O chopeiro deve fechar rapidamente a torneira e retirar o cálice, sem deixar que caiam respingos. O líquido e o cálice jamais devem tocar a torneira.
7. A Guilhotina
Uma etapa não muito vista, mas além de importante, muito bonita de se ver. É onde o chopeiro deve retirar o excesso de espuma, utilizando-se de espátula especial de Stella Artois, inclinada num ângulo á 45°, passando-a sobre o cálice bem apoiado no balcão para retirar as bolhas maiores. Isso garante que a espuma dure mais tempo. Depois a espátula deve ser colocada num outro copo, com água limpa. Sem força, sem delicadeza, apenas na velocidade e com o toque ideal.

8. A Regra Inviolável
A coroa como vimos tem a importante tarefa, é fundamental para garantir o sabor e o aroma de Stella Artois. Além disto, ajuda a manter a sua temperatura. A altura ideal é de dois dedos: mais ou menos 3 cm.

9. A Premiação
Vire a marca do cálice para o cliente, segurando pela base e com a logomarca voltada para o consumidor. Enquanto ele se delicia com a sua obra prima, deseje “Saúde!”. 
Quer ver como foi fácil? Sim, esta sou eu:


Mesmo que “longo”, é um processo simples e rápido. O evento ainda deixou mais que o esperado: um livro sobre o World Draught Masters, um lindo cálice de brinde e mais: hoje é a etapa final Brasil, que conta com a participação de 21 bares de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Será no Bourbon Street, e estarei presente com amigos convidados para curtir, apreciar e matar mais um pouquinho de saudade da época em que estava do outro lado do balcão.

Ou seja, o assunto ainda não acabou...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sociedade da Cerveja

Porque às vezes a vida nos presenteia com coisas pequenas que nós alimentamos e tornamos grandes feitos.

Poeta. É como me sinto depois da noite de quarta-feira, onde a Catarina e a Renatinha foram convidadas, através de suas reais personagens Michelle e Renata, a compor a Sociedade da Cerveja, criada pela Ambev. 
A Sociedade da Cerveja tem um conceito bem legal de interatividade, o site tem artigos interessantes que atendem leigos e mais experientes, com história, conceitos, dicas de harmonização, curiosidades e, na área restrita, descontos e promoções especiais.

Sim, agora somos zitolibadoras de carteirinha. O primeiro encontro ocorreu no Bar do Nelson. Foi interessante ver que, de todas as mesas, a nossa era a única composta apenas por mulheres.
A apresentação da comunidade foi iniciada pela Gisele, que depois descobrimos ter muita coisa em comum com a gente, a começar pela dupla personalidade, assim como nós. Em seguida, foi o Caio, o cervejeiro, que ensinou a todos como manusear, servir, sentir e saborear 3 diferentes tipos de cerveja, além de contar muitas curiosidades sobre nosso precioso néctar.

A degustação começou pela Stella Artois (coincidentemente tema do último post), partindo para a Bohemia Escura e finalizando com a Leffe Brown. Seguindo a escala da mais suave para a de sabor mais marcante.

A Leffe Brown foi eleita a cerveja da noite, por ser uma cerveja encorpada porém de sabor adocidado leve, com um aroma de caramelo torrado, que dava um toque de “cerveja de mulher”. A Leffe é uma cerveja belga, que chegou no Brasil em 2007 através da Ambev. Não é uma cerveja daquelas que você toma aos montes sem perceber, ela é bastante intensa, e deve ser apreciada sem pressa.

Eu já conhecia a Leffe Blonde dos meus tempos de bartender e achava, dentre meu limitado conhecimento, a mais parecida com nossa brasileirinha. Tinha gosto de “quero voltar pra casa”. Hoje eu já não concordo mais com isso...

Foi uma degustação gostosa e espontânea. Tivemos nosso momento tiete e estrela, aprendiz e professora, onde vimos que nosso propósito da busca da cerveja perfeita é cada vez mais pertinente. E que, mais ainda, é muito bem recebido por todos que nos conhecem. Por isso, outras degustações virão, novas marcas, rótulos, conceito e, principalmente, história pra contar.

E, por falar em poeta... para as mulheres apaixonadas por Shakespeare: ele era um apreciador da arte cervejeira. Tanto que, em um de seus textos, a palavra "Ale" é mencionada 14 vezes, enquanto "beer" é citada outras cinco vezes.

É... nem só de amor vive um poeta. Salut!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Entre amigas

No tempo em que eu bebia, fumava e f@*&#!
O dinheiro rendia.

Agora não bebo, não fumo e não F@*@!
Me F@*@ toda.

Vou voltar a beber, a fumar e a F@*§♫!
Vocês vão ver.

Levante o copo. Veja embaixo a imagem do homem amado!
SAI DANADO! SAI DANADO!

Arriba, abajo, al centro, adentro!

E assim começa mais uma noite entre mulheres e cervejas.

Na última sexta feira fomos ao Coconut. Comemorar o lançamento do nosso blog e claro, tomar cerveja entre amigas.

Nada melhor para se fazer em um começo de noite de verão no último dia útil da semana. E não, não buscamos cervejas exóticas ou diferentes.

Não fomos ali a trabalho, na nossa jornada em busca da cerveja perfeita. Estávamos apenas relaxando de uma semana de muita correria e calor. Comemorando conquistas, contando novidades e compartilhando expectativas.

Nessas horas a grande preocupação são com as histórias, risadas e com o ambiente, que deve ser o mais agradável e acolhedor possível. Para conseguir esse ambiente acolhedor só estando na presença de velhas conhecidas, e por isso optamos pela Bohemia pilsen. Assim mantivemos o respeito à arte cervejeira sem sair de nossa zona de conforto. Afinal foi ela em um dia remoto, a primeira a me mostrar que há diferenças entre as cervejas e me abriu os olhos para esta arte.

Aliás o site da Bohemia é bem legal e pode-se aprender mais sobre cervejas, principalmente sobre a própria, na companhia do mestre cervejeiro.

A Bohemia foi criada em 1853, é produzida com malte importado e lúpulo de Saaz, da República Tcheca, ela é clara, leve e muito refrescante e possui aroma levemente frutado.


Nós estávamos lá, curtindo a noite, fazendo muitos brindes e nos divertindo horrores, quando de repente a nossa ilustre anfitriã, Lilian Gonçalves, dona não só do Coconut, mas de outros 4 bares na mesma rua, veio até nossa mesa para verificar se estávamos satisfeitas com o atendimento e ambiente.

Lilian Gonçalves
A presença dela causou um verdadeiro frisson à mesa, com direito a muitos flashes e elogios. Claro que não podia perder a oportunidade de contar a ela sobre nosso blog, notícia que foi recebida com toda sua natural simpatia e mais do que isso, ela abraçou a idéia a ponto de nos informar que ali acontece o Clube da Cerveja (evento em torno obviamente da nossa amada bebida) e que ela nos chamará para participar do próximo.

Preciso falar que ficamos histéricas?
Quase nada, só a ponto de nos tornarmos o centro das atenções do lugar. Vamos combinar que felicidade não é algo a se esconder, não é mesmo?

Isso é o que se espera de uma sexta-feira a noite. Juntar amigas ao redor de muita cerveja, com histórias para contar e motivos para comemorar e arrumarmos mais histórias e mais motivos para comemorar, e principalmente, deixar o bar cheias de expectativas.

Afinal são as expectativas que movem o mundo no universo feminino.