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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sobre Mulheres, Cervejas e Copas num dos gols da Alemanha

Eu vou contra o homem que acha que mulher não entende de cerveja, mas se este homem acha que mulher não entende de futebol... é, ele estaria certo no meu caso. Eu até sei o que é impedimento (juro!), mas estou longe de poder manter uma conversa agradável por mais de 1 minuto. No caso da seleção Brasileira até consigo citar metade da escalação e olhe lá. Por isso foco na cerveja!

E se tem algo que a Alemanha faz bem - além de montar uma seleção homogênea, focada, equilibrada, com controle dos passes e com jogadores mais experientes, que já participaram de outras copas e que.... ops, me empolguei! - é cerveja. Historicamente. E, coincidência ou não, grande parte das cervejas degustadas sábado foram alemãs. Vale explicar o "sábado"... Voltei às aulas e me matriculei no curso de Sommelier de Cervejas do Senac. Ainda MUITO a aprender, mas o coração já bate feliz em saber cada sábado um pouquinho mais!

E, guiada pela brilhantíssima Cilene Saorin, degustamos 6 rótulos, um nacional e o restante alemão. Coincidência? "I don't think so"... Ainda, um dia antes da fatídica partida de futebol fui presenteada com mais um excelente rótulo alemão, que já havia tomado anteriormente, quando ganhei o rótulo de amigo secreto e fiz o post pra entrar feliz em 2012, a Münchner Kellerbier Anno 1412.

Dentre todas estas alemãs (seis, quase sete) falemos da Ustersbacher Dunkel Weisse. Rótulo da cervejaria Brauarei Ustersbach, localizada em Usterbach, ao sul da Alemanha desde meados do século 17, esta Dunkel Weisse (ou dunkelweizen) - cerveja escura com trigo - de cor castanha, corpo turvo e boa espuma, tem no seu aroma notas de banana, caramelo e cravo. No sabor, bom equilíbrio, notando-se o salgado característico do trigo, equilibrando com a acidez e doçura, do caramelo e banana. Pouco amargor, deixa um gosto doce na boca, diferente do futebol que encaramos.



Excelência na cerveja, excelência no futebol, a Alemanha pode ter deixado um gostinho amargo além do lúpulo para muitos brasileiros, mas para mim foi especialmente perfeita!

Ein Prosit. Sete vezes...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cerveja e futebol

Depois de uma semana, já consigo falar do clássico na Final do Campeonato Paulista.

Corinthians vs Santos.

Quatro mulheres em uma mesa de bar. Duas delas (as que vos escrevem) fazem parte de um bando de loucos e estavam devidamente concentradas. Cerveja Weltenburger Kloster Barock Dunkel na mesa e começa o jogo.

Garçom em campo, abre a garrafa, passa para as mulheres, elas dominam, colocam a cerveja calmamente a 90º no copo até o meio de campo. Fazem o giro, aproximam, percebem o aroma, completam o copo e vai... vai... vai... é copo cheio e cerveja aprovada.

Que felicidade, essa cerveja é a alegria da cidade.

A Weltenburger Dunkel é uma alemã escura das mais antigas do mundo, segue a arte monástica do preparo e fermentação. Sua coloração é marrom avermelhada bastante brilhante, a espuma não é muito encorpada e seu aroma... bom, para mim lembrou muito o aroma do pão preto australiano feito com melado (pela mistura óbvia de melado e fermento). Já para Catarina a associação não foi tão óbvia assim. Apreciadora da culinária oriental, sua primeira impressão lhe remeteu ao temaki.

Enfim, percepções são como gostos, religião e futebol, cada um tem a sua e não se discute.

Voltando a Weltenburger. Ela é bastante equilibrada, o melado, o tostado e o amargor são suaves. Percebe-se também que há pouco lúpulo em sua composição. Extremamente agradável de se tomar, ainda mais em uma tarde chuvosa de domingo.

Aliás, tarde chuvosa não, tarde de grandes tempestades, isso sim, e muitos conflitos. Um segundo gol frustrante do adversário, a fé da nação corintiana renovada na sequência e pouco tempo depois apita o árbitro e a consquista do campeonato é adiada por um longo ano. Haja coração para estas sofredoras.

Ainda bem que tínhamos uma reconfortante cerveja caramelada para nos consolar.