Mostrando postagens com marcador Mulheres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mulheres. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Mãe, só tem uma!

Mãe é mãe, e elas tem esta capacidade de nos apoiar incondicionalmente, mesmo que não entendam patavinas o que fazemos. A minha era assim. ERA.

Ela curtia e compartilhava TODOS os meus posts de cerveja sem nem saber o que era uma Stout, IPA ou cerveja não pasteurizada. Um belo dia, ela me ligou e disse: “Me diz o que eu posso pegar de cerveja no seu quarto, porque olha, essas aqui da geladeira não dá mais pra tomar não...”

Sorri e chorei. Por um lado minha incentivadora tinha virado uma nova amante de cervejas especiais; seu paladar tinha apurado e agora ela já não mais tomava Skol. Mas isso também significava uma considerável baixa no meu estoque pessoal, porque ela não brinca em serviço viu...

Minha mãe tem um paladar até que bem amplo. Gosta das amargas, faz cara feia mas gosta. Gosta das escuras mas nunca toma o copo todo. O que ela toma sem “mas” é Pilsen mesmo. Geralmente separo pra ela uma ou outra mais frutada, Witbier ou American Wheat. 

Para ela, a perfeita do dia das Mães será a Vedett, uma witbier belga que eu, por acaso, encontrei no Pão de Açúcar a um preço tão prostituído que não vou poder escrever, ou a censura me pega aqui. Mas estava próxima ao vencimento e pra balizar, com o valor da caixa de 24 unidades que trouxe no port-malas, eu mal compraria 3 unidades...

A Vedett é uma Witbier, estilo que usa trigo não-maltado, semente de coentro e casca de laranja. Uma cervejaria mais comercial na Europa, com ações tipo a da Coca-cola, onde você manda uma foto e eles imprimem no rótulo. Simpático não? Tem ótima drinkability, cerveja de cor amarelo-palha, turva e ótima formação de espuma. Aroma com notas cítricas, evidenciando a semente de coentro que dá um toque condimentado junto com o floral do lúpulo. Baixíssimo amargor, sabor de pão e fermento no retrogosto provenientes do trigo e da fermentação. Possui uma boa acidez seguida do amargor bem leve e agradável, com 4.7% ABV que nem marcam território.

Ano passado dei de presente pra Dona Vânia, essa minha mãe, uma cesta de cervejas; ela, com sorriso na orelha disse: “Olha, eu tenho as minhas próprias cervejas!”

Tão bonitinha, mas meu irmão tomou todas, para seu azar e tormento materno. Este ano ela vai ganhar uma TV, só que ainda não sabe. E pior: certeza que vai me cobrar suas próprias cervejas...

Saúde e vida longa às mamães!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Gato preto cruzou a estrada!

Dizem por aí que sexta-feira 13 é um dia de azar....
Aliás, o número 13 está associado ao azarado, errado, do infortúrnio. Em alguns lugares do mundo, como Nova York, alguns prédios nem tem o 13o andar. Somado ao dia que Jesus Cristo foi crucificado, sexta-feira, é uma junção de superstição e cuidados extras - além, claro, de rituais. Para o cristianismo, a desconfiança com relação à sexta-feira 13 remonta às religiões pagãs. Acredita-se também que o dia tenha recebido seu nome em inglês (Friday) em homenagem a uma deusa nórdica chamada Frigga. Para os cristãos, essa figura podia significar uma ameaça à religião controlada por homens e, por isso, os padres a caracterizaram como bruxa. A deusa também se reunia com doze outras bruxas, consagrando-se a 13ª do círculo. Apesar de o número 13 ser considerado azarado hoje em dia, em culturas antigas ele já foi associado à sorte e sacralidade, ligado à morte, não no sentido negativo mas sim como um renascimento e transformação, conotação que permaneceu, mas outras culturas que enxergam a morte como algo negativo se apropriaram disso e associaram o número à má sorte.

Tradicionalmente, alguns elementos conhecidos como azarados, são associados à Sexta-Feira 13. E, infelizmente, o mais famoso deles é o gato preto. A ideia de que gato preto traz má sorte existe desde a Idade Média, quando foi considerado bicho de estimação de bruxas, e até hoje é bastante procurado para rituais de magia negra - ou apenas para maldade mesmo, que vai de estourar o rabo com bombinhas à perfuração de olhos e retiradas de vísceras. Quem é gateiro sabe a preocupação que as entidades tem com estes bichanos, chegando até mesmo a cancelar a adoção nas vésperas de sextas-feiras 13.



E, eis que, para hoje, temos uma perfeita! Uma cerveja forte, encorpada e também cheia de tradição: Invicta Black Cat, uma black IPA - ou IBA, indian black ale - lançada pela Cervejaria Invicta na época da reformulação da sua marca, em março de 2015. A Black Cat é, na realidade, a antiga Invicta Black Ale, num rótulo BEM mais interessante. Apresenta um conjunto de lúpulos equalizado com maltes torrados, trazendo força e robustez num corpo de 7.5% de abv e 75IBU. De cor preta opaca, tem espuma bege média, boa carbonatação, aroma floral, notas já conhecidas em ipas de maracujá bem marcadas, o que evidencia o uso de lupulos americanos. Logo em seguida, sentimos as notas torradas, com café, chocolate amargo. Aliás o amargor, em sabor, está presente do começo ao fim do gole, mesclado com o sabor torrado e levemente cítrico. No final, amargor e secura.

Uma cerveja licorosa e intensa, que fecha bem uma sexta-feira nada tranquila. Para quem, nestas datas, morre de medo de cruzar com um gato preto, garanto que a Black Cat não traz nenhum azar, muito pelo contrário! Aliás, no rótulo, como não amar, um gatinho! E um breve aviso: "Azar mesmo é não cruzar o caminho desta India Black Ale". Quem avisa amigo é.

Saúde, à nós e aos nossos bichanos, de todas as cores!

^..^

:)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Duchesse, uma perfeita nunca citada

Sobre mulheres e cerveja, há sim uma favorita.

Sempre me fazem esta pergunta, e minha resposta é que não há uma favorita. Há um estilo do momento, um rótulo que me encantou e repito por vezes. Há a mais comentada, a mais cara, a mais bem-quista. E então que percebi a recorrência em que peço a minha favorita.

Esteve presente na celebração do aniversário, no curso de sommelier, em chopp e garrafa, na loja de cerveja, no encontro com amigos. Sempre lá, eu sempre pedindo, ela sempre me fazendo sorrir. E nunca havia a colocado no hall das perfeitas, sequer citado seu nome: Duchesse de Bourgogne. Por que meu Deus?

Primeiro, um rótulo bucólico. Paz, pássaro, serenidade, seriedade. Pintura, muito amor.
A simplicidade. O rótulo é uma homenagem à Duquesa de Borgonha Mary, nascida no século 15 nos arredores de Bruxelas. Com 20 anos Mary herdou o ducado e ficou conhecida por ser uma mulher com temperamento forte e decidido, que fez com que a França reconhecesse o poder que a província de Borgonha tinha. Mas aos 25 anos a duquesa faleceu em uma queda de cavalo perto da região de Bruges.
Até hoje, é uma cerveja que nos remete à realeza. Não só pelo nome, mas por alguns fatores curiosos, como ter sido servida no casamento real do príncipe Frederik da Dinarmarca com a princesa Mary, em 2004. Coincidência?

Segundo, um estilo diferenciado, que pode ser o primeiro passo ao estilo mais difícil das cervejas, ou completamente mal-interpretado. A Duchesse (não confundam com a Duchessa, da Birra del Borgo) é uma Flanders Red Ale, estilo tradicional da região de Flandres na Bélgica (ou grande-Bruxelas), mais parecido com vinho, por conta de sua cor e sabor acético, ou “avinagrado”. Produzida desde 1885 pela Verhaeghe-Vichte, é envelhecida por anos em barris de carvalho compostos por lactobacilos responsáveis por "azedar" a bebida. Mas o produto final, engarrafado e refermentado na garrafa, é um blend geralmente feito entre três safras, de 6, 12 e 18 meses. Para isso, além do cervejeiro está envolvido o trabalho de um blender especial para esta “alquimia”.

O resultado é uma cerveja delicada porém complexa, de 6.2% de álcool, com aromas adocicados, que remente à cerejas e frutas vermelhas, mas com notável acidez balsâmica. Seu corpo, médio, de tom marrom acobreado, levemente turvo, servido em taças, tem uma espuma de baixa formação e persistência. No paladar, já nem tão doce, explode uma complexidade de gostos, um dulçor de malte mais frutado, uma acidez intensa, melaço e vinagre se equilibrando, notas salgadas de leveduras, amadeirado das barricas, frutas secas e até mesmo taninos suaves, o que a leva tão próximo do mundo do vinho. A Duchesse inclusive é considerada a cerveja que contem notas mais vinificas dentre as cervejas. O final é seco, ácido e ávido por mais um gole.

Além de uma das minhas perfeitas, a Duchesse de Bourgogne é, assim como a Rodenbach Grand Cru, seu “primo-irmão” (uma versão “pour homme” dela, comparando dulçor e acidez), uma das mais conhecidas e importantes representantes do estilo. Gosto de harmoniza-las com sobremesas cremosas sem chocolate, ou quebrando caldos gordurosos.

Hoje já encontramos a Duchesse em versões long neck, mas eu gosto do tradicional, a garrafa rolhada, que está aqui, de abajour, me acompanhando nos estudos.

Perfeita até pra isso!

Santé!



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Muito amor envolvido

Dia dos namorados. A gente sabe que a data aqui no Brasil é puramente comercial, pré-evento do Dia de Santo Antônio – que já me ajudou na vida, ou não – mas que a data pesa, ela pesa! Mundo todo comemora em fevereiro, e isso acaba sendo a grande desvantagem da globalização. Solteiros viajantes sofrem em mais idiomas. Casados e relacionados gastam em duas moedas. 

E a sexta-feira hoje será quente! Jantares românticos à vista,  a propaganda do Boticário bombou – e o Egeo vendeu como nunca por puro recalque de consumidores que vestem a causa, como eu. E hoje, no kit presente romântico, vai uma cerveja mais que perfeita. Perfeita porque começando pelo rótulo, dispensa cartões e declarações: I love with my Stout. Se eu amo com a minha stout, é muito amor envolvido.

Acompanhando os textos desde 2011, sabemos que Stout é um dos meus estilos favoritos. Logo, é muito amor envolvido.

E quem declara amor com cerveja... meu amigo, minha amiga. Isso é muito amor envolvido.

Ainda sobre a perfeita, a “Love” (para os íntimos) é da EvilTwin, cervejaria dinamarquesa dona de rótulos incríveis e de receitas irreverentes – além de nomes fora do comum. Seu nome, “gêmeo diabólico”, vem do fato de o fundador, Jeppe Jamit-Bjergsø, ser irmão gêmeo de Mikkel Borg Bjergsø, fundador da Mikkeler, outra cervejaria dinamarquesa famosa. Então, uma certa rivalidade nasceu para criarem as receitas mais diferentes. Ruim pra eles, ótimo pra gente que se beneficiou da rivalidade fraterna! Ambos têm o mesmo esquema de produção: são cervejarias ciganas, ou seja, não têm fábricas e fazem suas brassagens mundo afora, com outras cervejarias parceiras, inclusive no Brasil. Como Jeppe mora em NY, a Love foi foi produzida na Two Roads Brewery de Connecticut.

A Love é uma Imperial Stout, ou seja, mais alcoólica que as Stouts tradicionais, tem 12% de abv. Densa e encorpada, é negra e quase cremosa, lembra óleo de motor, porém opaca e com espuma também densa e persistente. No aroma, notas de cacau, baunilha, canela, caramelo. Parece doce como o amor (e como chocolate), com o álcool latente que inebria. Então, no paladar, o relacionamento se torna real: uma enxurrada de amargor que equilibra com as notas torradas de malte – queimadas. O doce chocolate se torna um “100% cacau”. Preenche a boca, com carbonatação perfeita, deixando um retrogosto de chocolate amargo. Notas de frutas vermelhas quando assenta no copo. Sabe o namoro e encantamento no o aroma e a realidade no paladar? O resultado é relacionamento sério no retrogosto: você quer mais.


Uma cerveja altamente recomendada para os beer-lovers, chocolate-lovers e os love-lovers. Harmoniza bem com chocolate – eu jogaria chocolate branco, pra quebrar e porque é meu favorito. Lambuzaria com sorvete, na orgia da fava de baunilha, e até, porque não, tomaria direto da pele do meu amor cervejeiro.

Cheers. E mais amor por favor.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Deliria, a Delirium feita por mulheres

E para começar no primeiro post do ano bem feminina – antes do carnaval o ano sequer começou vai - vamos de rosa.

Teve uma cerveja, guardada há meses, comprada em dose dupla – e degustada coincidentemente ao mesmo tempo! - que foi presenteada pra uma das amigas que amam rosa (a cor). Foi a Deliria, a Delirium feita especialmente por mulheres. Edição especial feita para o Dia Internacional da Mulher, em março do ano passado. Na realidade não foge muito da receita da Delirium Tremens, a azulzinha – azul é cor de menino! – da Brouwerij Huyghe. Mas é melhor.

Uma vez citamos aqui uma analogia que vou repetir: a mulher foi feita da costela do homem (Porter x Stout - a missão de uma resposta) assim como a Deliria foi feita da costela da Tremens. Novamente no caso destas cervejas, “uma é teoricamente mais forte que a outra, mas no fundo as duas são feitas do mesmo barro e são igualmente complexas. E fascinantes.”

A Deliria segue a mesma “receita” mas foi produzida em evento especial na cervejaria. E, claro, teve sua edição limitada. A Deliria é uma Belgian Strong Blond Ale (uma Ale mais alcoólica e adocicada) que passa por uma segunda fermentação na garrafa e apresenta aromas e sabores equilibrados, com notas frutadas, florais e leve lúpulo. Com 8.5% de teor alcoólico, assim como sua precursora Tremens é bem carbonatada, com espuma bem marcante branquinha, doce, com aromas florais e frutados e na boca um toque de maçã, especiarias e um quase zero de amargor, mas com álcool bem evidente pra quem é mais sensível. Um pouco mais cítrica que a Tremens, e também mais interessante. Não vou seguir a máxima que é uma cerveja para o sexo forte não. Pelo contrário, é uma cerveja feminina, marcante e envolvente. Muito bem vestida, com um rótulo encantador, é ele que dá aquela primeira conquistada – a tal da primeira impressão que fica. Mais doce e mais arrebatadora, seu álcool pode derrubar mais rápido os despreparados.

E, claro, é mais cara.

Mas nada que os homens não estejam acostumados não é?

E por ser rosa, doce, feminina, encantadora e, de novo, rosa, em muitos quesitos ela se torna uma perfeita. Pra celebrar amizade, cores, sabores, cidades e delírios.

Cheers!

PS: Depois desta leitura, vale uma visita no site da Delirium. Há uma versão do site em 3D que dá mais vida ao elefante rosa" :)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Eu sou Gordelícia!

Ok, muita gente pode não concordar, mas sou sim uma Gordelícia. Mesmo não estando na minha pior forma, nunca me sentirei magra. Aliás, tirando a minha mãe, acho que mulher nenhuma se sente, né?

O fato é que sempre levantei a bandeira de que mulher é magra pras outras mulheres, que homem gosta é de ter onde pegar, onde apertar. Sempre defendi a “teoria da picanha”...

Teoria da picanha é que devemos todas ser uma carne nobre. Todo homem adora picanha, o melhor corte da carne. Alguns gostam da picanha com a gordura, dizem até que dá mais sabor à carne. Outros, mais fit, retiram a camada de gordura. Dizem que mata! O importante aqui é sempre focar o público-alvo. O foco é nos que querem mais sabor e menos mimimi. Meu público nunca foi o mundo fitness. Nunca tive vergonha de mostrar – a sós - minhas pequenas saliências. Porque existe espaço pra todas, o importante é sempre ser uma carne nobre.

Mas aqui falamos de... cerveja! E todo homem que gosta de uma boa picanha gosta de uma boa cerveja.

Sim, eu sou Gordelícia. Sou Urbana na realidade. A Urbana é uma cervejaria paulista, metropolitana, do Jabaquara. E criativa, muito criativa. À sua frente o mestre-cervejeiro André Leme, que tem as criações de rótulos pouco convencionais, de desenho criativo e receitas inovadoras. A Gordelícia é o carro-chefe da cervejaria, que ainda conta com rótulos como Refrescadô de Safadeza, Boo!, Trem Bão, La Sorciere, Sporro, Piscadinha e o último lançamento, a Prima Pode. Posso afirmar – tentando ser imparcial - que todas são perfeitas. Cada um no seu quesito: tem a do meu rótulo favorito, tem a da minha receita favorita, a do nome favorito, a que eu vendo mais.... E tem a Gordelícia, que é de tudo um pouco.

Esta gordinha seduz. Seduziu até o homem que não gostava de cerveja, que busca proteína e passa a noite regado à energético. Encontrou nela proteína e energia. Intensa, encorpada, doce. Uma cerveja com todos os atributos femininos, que passeia na boca, que revela sabores. Das frutas tropicais brasileiras à levedura belga, ela percorre cada cantinho da boca. Seu aroma? Perfume, não aroma. A cor? Clássica. A espuma? Marcante. O alcool? Presente e para derrubar os que não estiverem preparados para seu golpe de perna: 7.5% de abv. Uma Belgian Strong Golden Ale, de cor amarelo-palha, tem adição de malte de trigo e cereais flocados, trazendo corpo e volume. No aroma, cravo e banana. No sabor, baixo amargor, textura de pele macia – esta gordinha usa monange! – com um final adocicado.

Perfeita. Pra comprar, pra vender, pra beber, pra presentear e até mesmo pra seduzir. De mulher pra mulher.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Czechvar agora é chopp!


Texto escrito pela Elisângela  ou Eli, que nos representou no evento. Ela é uma recém apaixonada por cerveja – na realidade por qualquer tipo de bebida, mas que se aproximou do mundo da cerveja graças às boas influências. Valeu Eli!

A gente já falou aqui sobre a Czechvar e sobre como uma cerveja mesmo amarga pode ser leve e refrescante. Então a Uniland nos convidou para um evento especial no Consulado da Republica Tcheca: o lançamento no Brasil da Czechvar em barril!

A versão chopp da Czechvar traz o amargor residual persistente do lúpulo Saaz e o agradável aroma de malte tcheco. De sabor leve, talvez resultado da maçã em sua fermentação, é uma bebida muito refrescante que combina muito bem com o clima tropical do Brasil. Com a proposta de agradar os paladares dos consumidores mais exigentes, a Czechvar harmoniza muito bem com petiscos, refeições leves como saladas, peixes, grelhados ou queijos frescos.

Eu acrescentaria uma pitada de pimenta para realçar a refrescância natural do chopp, que deve ser consumido com um denso colarinho e estupidamente gelado.


Quem quiser conferir chopes Czechvar, vai no The Ale House Pub e Empório Alto dos Pinheiros em São Paulo, Grannies Pub em Campinas e Empório Biergarten em Ribeirão Preto.

Na zdraví!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Experiência Cervejeira Bohemia



A ponte Rio-SP nunca foi tão rápida. Pra quem está acostumada a levar mais de uma hora pra chegar em qualquer ponto de São Paulo, estar em Petrópolis, a quase 500km de casa, mesmo com o atraso do voo, antes do meio-dia, é até extasiante.

Por que Petrópolis? Porque é ela que está a fábrica da Cerveja Bohemia, e é lá que conhecemos a Experiência Cervejeira, num museu que, mais que Bohemia, fala da história da cerveja no Brasil. Patrocínio Ambev, meu querido! Devo falar que, ao lado da Yumi do Eu Bebo Sim e da Pollyana, da assessoria da Ambev, não tinha muita mulher no meio da machaiada cervejeira. Tudo bem, eu nunca disse que homem não sabe de cerveja, e eu aprendi um monte de coisa boa! 


Passando pela história, tipos de cerveja, onde um corredor e uma animação interativa muito bem feita mostra todos os tipos de cerveja. Tá, falta um ou outro, mas nota quem manja até demais. Outra tela mostra as grandes marcas de grande parte do mundo, num mapa onde podemos escolher país por país. Esta fase da experiência termina na Praça Koblenz, uma homenagem à cidade de Petrópolis, que leva o nome da praça localizada em frente à Cervejaria, fundada em 1845 pelos primeiros colonos  alemães que chegaram à cidade de Petrópolis.
E vamos à Bohemia. Mais uma brasileira na lista das perfeitas, foi a primeira cerveja pilsen caracterizada como Premium nas mesas de bar. Aquela que é a perfeita "cola social", como chamamos as loiras da mesa do bar, que só quando estamos bem, formados ou já estabilizados podemos coloca-la aos montes à mesa. Sim, porque quem nunca se contentou com qualquer cerveja nas festas de faculdade ou nas "aulas vagas" (cabuladas) nos bares nos arredores da faculdade ou trabalho?

A produção, história e segredos da Bohemia são divididos nas Sala do Mestre, Sala dos Ingredientes (mastigar cevada é obrigatório em qualquer visita em cervejarias), Alquimia e Transformação, onde tomamos um Chope Bohemia exclusivo, vindo direto da produção (fato: não há chope de Bohemia fora de Petrópolis), o Ritual, onde duas mulheres nos mostram o ritual para tomar uma Bohemia - a escolhida foi a Confraria, receita especial que falarei no próximo post (sempre evitando o detalhamento de Cinquenta Tons de Cinza nos posts). 




Depois de dois copos de cerveja, um estúdio interativo, com fotos, jogos e quiz. Meus olhos brilharam quando vi uma rotuladora para personalizar uma garrafa de Mulheres e Cerveja, mas para minha frustração, não estava em funcionamento. Fiquei com isso meio entalado, odeio ilusões... Vão me fazer voltar né?! 


Ainda, a Vila Bohemia, onde vimos a real produção da cerveja, com as garrafas na pressa de serem preenchidas, rotuladas, encaixotadas e encaminhadas para as lojas, mercados, empórios e bocas sedentas. Finalizamos o dia no Boteco, com comidinhas de boteco sensacionais regadas à Bohemia Pilsen e mais um pouco da Bohemia Confraria. De souvenirs, ainda peca um pouco. Segundo o Ricardo Amorim, Gerente de Comunicação da Ambev, o projeto ainda está em expansão, e tão logo o restaurante se estruturar e crescer, uma loja de souvenirs de peso acompanhará a finalização da visita. Tomara, porque pra mim, souvenirs são parte importante de uma visita. Meu cartão de crédito sabe o quanto posso gastar estando extasiada pelo líquido dourado sagrado!


Enfim, de volta pra casa, lembranças na bolsa, na câmera e na memória, agradeço o convite, indico a visita e confesso que fiquei SÓ mais um pouquinho apaixonada por cerveja, orgulhosa por ver a qualidade de uma produção genuinamente nacional.

SAÚDE!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O casamento de Catarina

O período de seca nos posts de cerveja está oficialmente encerrado.

Rafael foi um cara malandro. Veio quieto e em questão de meses conquistou a Michelle eeeee a Catarina. E quando pensávamos que só o casamento da Michelle que estava rolando, numa manhã estilo “Se Beber Não Case” levou o que restava da Catarina ao cartório e ela, quase sã, assinou seu novo nome. Sim, Michelle e Catarina agora assinam Reis.

E este casamento foi pautado pelo dourado líquido sagrado. Feito de cerveja e celebrado com cerveja, numa cervejaria. Afinal de contas, o casamento dos noivos que se conheceram nas comemorações do St. Patrick's Day e foram abençoados pela graças de São Patrício, não poderia ser de outra forma...

Começando pelas lembranças, um mimo. 

Potinhos de brigadeiro de cerveja.

A receita é simples mas requer paciência:
  • 350ml de cerveja Pilsen (usei Heineken)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher de sopa de margarina


Paciência para reduzir a cerveja para 150ml. Demora um pouquinho e não pode ferver, porque ela sobe. O fogo brando e o olhar zeloso constante duram cerca de 20 a 30 minutos e o cheiro... ainda estava em estado de ressaca (dois dias antes tinha visitado o hospital graças à festa de despedida de solteira. Plasil na veia, estômago enjoado e a aparência verde me acompanharam até a véspera do casamento) e o odor do álcool evaporando não foi muito confortável, confesso. Mas o resultado ficou excelente. O gostinho diferente da cevada deu um toque. A cor é como a de beijinho, um cremezinho claro, mas isso depende da cerveja usada. Como usei Pilsen, ficou mais clarinha, mas uma dica é usar a Stout, que deixa o doce até mais amarguinho, agradando mais! Mimo aprovado, sucesso. Foram feitos 100 potinhos, sobraram zero.

Decoração vinda da Despedida de Solteira

Não queria deixar as mesas do restaurante, que tem uma decoração mais rústica, lisas. Coletando ideias nos milhares de sites de casamento que vi por aí, vi uma decoração que usava garrafas de vidro como centro de mesa, com palhas e flores. Rá! Vamos adaptar e usar garrafas de cerveja, já que seria na Cervejaria, não? Melhor... na semana do casamento, mais especificamente 3 dias antes, na despedida de solteira, pedi para as meninas guardarem as garrafas de Heineken que tomavam, para que eu pudesse usá-las. A Dani Pioli, arquiteta e criativa nas horas vagas, me preparou a surpresa. Como ela que iria decorar o ambiente, ficou com as garrafas. E o rótulo, em vez de retirado, foi substituído por um personalizado. Sensacional ideia e efeito! Muitos levaram como lembrancinha. Inclusive eu!

Bolo de Guinness

Esta receita é velha conhecida do MC. E eu também já tinha usado a receita num bolo de aniversário de amigos. A decisão do bolo de Guinness foi por acaso. Quando estávamos à procura do bem-casado perfeito encontramos a Alessandra Tonisi (vale a visita no site pra quem vai casar ou só quer um bolo gostoso viu). Um ateliê no bairro da Saúde, uma casinha pequena e movimentada e a Alessandra, perdoem-me a redundância, um doce de pessoa! Eu procurava um outro tipo de bolo e faria com uma amiga da família, mas ela me conquistou. E deu boas idéias.

Bolo de casamento, quem vive este momento sabe, é muito caro, mas essencial. E lá no ateliê, discutindo formas e sabores, fui apresentada ao “Naked Cake”, uma nova moda de bolo de casamento que não tem a cobertura de pasta americana. A base seria de chocolate e o recheio, trufa de amêndoas brancas. Então me veio à cabeça: “Você já fez bolo de Guinness?”. Ela não conhecia a receita, e eu, orgulhosa, mostrei o Blog. Ela acatou a ideia, fechamos o contrato e na sequência o noivo, engalado, levou as latinhas de Guinness para que ela pudesse testar a receita. E que receita! Eu nunca vi convidados comendo o bolo de casamento, para mim é apenas mais uma das formalidades, mas o bolo simplesmente evaporou! E nós, os noivos, nos acabamos. Foi o melhor bolo que comi na vida! A massa era intensa, molhadinha, de chocolate com o toque amargo da Stout, o recheio quebrava, nada enjoativo, com pedacinhos de amêndoas de davam um crocante no bolo molhadinho. Recebi até foto do bolo no prato de convidados, que se perguntavam quem tinha feito, do que era... é, usar cerveja na culinária encanta e desperta a curiosidade!

Pra quem se pergunta, o Shrek é sim o Rafa, foi uma surpresa para ele. E sim, casei de sapato rosa e usei meu celular no altar. Mas enfim...

Recepção na Cervejaria Nacional

A Cervejaria Nacional é um dos meus três lugares “pra-tomar-cerveja” em São Paulo favoritos. E na busca de um local para a recepção, já que queria fugir do padrão de festa de casamento em buffet, a Cervejaria veio em pauta. Os restaurantes, ao saber que era casamento, cobravam menu fechado que saía mais caro que qualquer buffet que se preze. Quando estava ficando chato, uma amiga me sugere: “Leva os mais chegados pra tomar uma cerveja e pronto!”. Então conversei com a fofa da Patrícia Reali, gerente da Cervejaria, que nos deu o maior apoio e adorou a ideia. Fechamos o menu de harmonização, a R$90 por convidado, com cinco pratos e cada um acompanhado por uma cerveja da própria Cervejaria Nacional. Vou especificar e falar bastante disso semana que vem, ou este texto vira um capítulo de Cinquenta Tons de Cinza...

Aprovadíssimo pela geral. No fim das contas, o kit antirressaca que seria distribuído na balada na sequência, foi dado ali mesmo. Muita cerveja à vontade, menu farto e pessoas felizes. Tudo que todo casal de noivos que acabou de passar o nervoso do altar da igreja quer. Com cerca de 80 pessoas na lista, fechamos o segundo andar da Cervejaria, o que para um sábado à noite causou certo transtorno na fila de espera do local. E, claro, alvoroço toda vez que a noiva descia no primeiro andar para usar o banheiro. Descobri uma timidez que não sabia que existia.

Ansiosa pelo álbum oficial (por enquanto só temos as fotos de alguns amigos que postaram com a #casalreis no instragram), já que abriram a produção para que pudéssemos tirar mil fotos entre os barris de cerveja, sacas de cevada, tirando a cerveja do próprio tonel, acompanhando a fervura. Delírios de Catarina, noiva de touquinha!

O Brinde foi com Deus

Era algo que passava pela minha cabeça, mas que se mostrava surreal pelo preço da garrafa. Imagina 20 garrafas de Deus? Seria mais barato usar Veuve-Clicquot. Mas por motivos de logística e negociação, abortamos o vinho e brinde do jantar - embora já estivéssemos a caminho do Imigrantes Bebidas, de onde sairíamos com cerca de 40 garrafas e algumas centenas de reais desfalcados, quando a decisão foi obrigatoriamente tomada, um dia antes do casamento. Mas o protocolo do casamento pede o brinde dos noivos, o corte do bolo e mais mil mimimis, portanto era mesmo importante. Então, lá mesmo entre tantas garrafas, vejo uma caixa. Com um balde e duas taças personalizadas, a “módicos” R$270,00, ela, a Deus, piscou e disse: Um brinde!

Foi quase o momento mais emocionante da noite. O brinde com efetivamente a melhor cerveja do mundo, a eleita perfeita pelo Mulheres e Cerveja, aquela que quem não a conhece duvida ser cerveja. Divina, majestosa. Por pouco, quase a dama da noite. Nosso brinde dos noivos foi feito regado à Deus, em taças especiais que hoje adornam minha coleção de copos, quase que em uma redoma. Meu presente de casamento ver os olhos do Rafael brilhando ao prova-la. Estourar a rolha, claro, foi tarefa gentilmente cedida à Catarina, que julgou justo que todos os convidados a provassem, então a “bitoquinha coletiva” fez com que todos admirassem e ouvissem, um a um, o que era a Deus. Cerveja... Champanhoise... Belga... 28 euros em casa.

Um casamento especial. Diferente, simples, quebrando paradigmas, mas mesmo assim especial, íntimo e muito feliz. E, principalmente, cervejeiro. E pensar nisso me faz abrir um sorriso ao escrever, ao lembrar, ao falar. A cerveja agora tem um espaço na minha vida muito maior e mais bonito. E um novo admirador, que a cada ideia de incluía cerveja aprovava e apoiava.

Aos noivos, Prosit, Salut, Cheers, Tim-tim, Proost, lloniannau, Salute, Vive ou Saúde! Com todas as cervejas do mundo!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mais uma das cervejas rosas


Voltemos então às rosas, saindo das pétalas e indo para o rótulo.

Eu tenho rosas no nome, no quarto, na cor favorita, enfim, tenho um mundo cor-de-rosa único, mas isso quem não sabia, desconfiava. Tudo que é rosa me encanta. E eu partilho isso com algumas amigas, coincidentemente.

A Semyle, aquela nossa correspondente que ama o blog mas insiste em não participar, sempre vem com uma novidade. Daí ela apareceu com uma cerveja rosa envolta numa pulseira. Caveiras, rosas e framboesa. A framboesa na cerveja, claro. Adoro as surpresas mensais que ela traz pra SP...

A pulseira – que ela insiste que eu não uso – já sabe o caminho casa-trabalho de cor. A cerveja, estamos falando da Timmermans Framboise, tomada no mesmo dia num encontro de garotas no escritório ao lado. Bom porque pode ser aprovada não por uma, mas por 5 mulheres.

Uma lambic, e a maioria das mulheres que torce o nariz pra cerveja adora esta versão. Mesmo eu que adoro sentir o sabor do lúpulo me encanto pelas lambics.

A Timmermans Framboise é da cervejaria belga de mesmo nome, existente há mais de 300 anos, nos arredores do centro de Bruxelas. Maturada em barris de carvalho, a cerveja tem uma tonalidade rosa-avermelhada, com um aroma de framboesa tão intenso quanto o sabor. A espuma é bem rosada, e bem formada. Como tem aromatizante, tanto o aroma quando o sabor puxam bastante, praticamente anulando o amargor da cerveja e a deixando bem doce. Deixa um retrogosto doce e até arrisco dizer que enjoativo no final. Coisa de xarope. Mesmo assim, aprovada pelas mulheres.

Que digo, estavam mais ávidas pelas novidades de cada uma do que pela cerveja. Taí uma diferença entre os homens e as mulheres. Algumas conseguem deixar a cerveja em segundo plano quando a fofoca é boa.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

De mulher pra mulher...

Nem só de busca vive Catarina...

Eis que recebo das meninas do Negócio de Mulher um convite para um evento especial: "Oficina Feminina de Degustação de Cervejas "

Vou replicar exatamente o release que recebi e contar porque fiquei encantada:

O Negócio de Mulher, um grupo de empreendedoras que desenvolve iniciativas criativas para as mulheres, promove no dia 23 de Junho, no Cinecittá Café, em Belo Horizonte, a Oficina Feminina de Degustação de Cervejas, com Armando Fontes, produtor da Cerveja Vilã e membro fundador da AcervA Mineira (associação de cervejeiros artesanais de MG).

Com o objetivo de levar a cultura e conhecimento de cervejas às mulheres, a oficina desvendará as diferenças entre os diversos estilos da bebida, abordará a história e as principais escolas cervejeiras do mundo, além de ter um momento reservado para a degustação de rótulos nacionais e internacionais especialmente escolhidos para o paladar feminino. 

Um pesquisa realizada em 2010 pela gigante inglesa SABMiller descobriu que as mulheres são melhores provadoras de cerveja que os homens. Evidências mostrariam que elas têm mais sensibilidade para detectar off-flavours que os homens. “Percebo que as mulheres experimentam mais, estão mais abertas a novas experiências que os homens” - revela Armando.

Karine Drumond e Priscila Valentino, sócias da Negócio de Mulher, ressaltam também a ligação da mulher com as cervejas: “As mulheres estão intimamente ligadas à descoberta da cerveja e sua produção. A cerveja não foi inventada, mas aprimorada e uma mulher na Alemanha, a beata Hildegard von Bingen 1179, abadessa beneditina, erudita e visionária, deu a primeira contribuição científica e técnica à produção de cerveja ao acrescentar o lúpulo na receita - explica Karine. “Por isso não estamos inovando com essa história, mas sim resgatando um pouco desta cultura” - complementa Priscila.

O encontro acontecerá no Cinecittá Café, onde as participantes poderão aprender e degustar os rótulos que serão apresentados, acompanhados de aperitivos e sobremesa harmonizada.

As vagas são limitadas e a inscrição deve ser feita pelo link http://bit.ly/KxPTxK. O valor promocional de inscrição é de R$90, até dia 20/06 e R$100 para inscrições após esta data. (Cervejas e aperitivos já inclusos no valor). O pagamento poderá ser feito com boleto bancário, depósito ou transferência.

Data: 23 de Junho
Horário: 14:30 às 17:30 hs
Local: Cinecittá. Rua Aimorés, 582, Funcionários
Valor: promocional até dia 20/06: R$90,00 | após 20/06: R$100,00
Inscrições: http://bit.ly/KxPTxK
Mais informações no site http://bit.ly/Lmde4K, pelo telefone 31 9841-8406 ou email contato@negociodemulher.com.br

Achei a ideia sensacional! Um evento reunindo apenas a beleza das mulheres e os encantos e sabores das cerveja... de novo, SENSACIONAL. E, para mim, seria um excelente motivo para enfim conhecer BH. Massssssss embarco dia 22 para minha saga anual no velho continente, seguindo minha incansável busca por cores, cheiros, sabores e rótulos em novos e já conhecidos locais! 

Pra quem puder participar do evento e quem sabe encontrar a cerveja perfeita por lá, me conta! Sério, vou adorar ceder o espaço para mulheres engajadas na busca da cerveja perfeita! (emailme: mulheresecerveja@gmail.com)

Saúde, em mineirim...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Lady in Black

Esse não foi um patrocínio, foi uma solicitação desesperada. Assim que soube que a Curi (a já apresentada Semyle) ia nos representar no Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau, eu já corri meus dedinhos pelo teclado para pesquisar o que eu queria de lá. Eis que, antes mesmo do Festival acontecer, eu vejo o lançamento da cerveja mais tendenciosa da história do Mulheres e Cerveja: a Lady in Black.

Foi no próprio site do Festival que eu li:
Mais uma vez presente no festival, a Sauber Beer, de Mogi Mirim (SP), aproveita para divulgar a Lady in Black, uma cerveja produzida em homenagem às mulheres. "Como diz o nome, é uma cerveja preta mais encorpada e adocicada para agradar o paladar feminino", ressalta o engenheiro químico Renato Marquetti Júnior.
Não tive dúvidas que era essa que eu queria! E ela não decepcionou.

O lançamento da Sauber Beer foi um presente de Renato para a esposa Vanesca, que mesmo tendo apoiado a cervejaria desde o início, não era apreciadora da bebida. Ele ficava constrangido com isso e se empenhou em pesquisar o paladar feminino, até chegar nesta cerveja, aprovada pela esposa, ainda que ela tenha reclamado do leve amargor no final. "Claro que eu adorei. É uma cerveja escura, como as mulheres gostam, mas que por outro lado é leve", explica ela. E eu assino embaixo. A cerveja, uma Stout bem equilibrada, cremosa, com espuma densa e persistente. Um aroma clássico das Stouts mas já afirmando o equilíbrio do amargor: um adocicado gostoso, pouca presença de lúpulo, amadeirado. Já no aroma percebe-se que é uma Stout doce que não vai ser enjoativa. Digo isso pq vi muito da Malzebier na Lady in Black, mas sem aquela “pegada” do açúcar da Malzebier, não trava, desce muito mais amena, deixando no fundo da boca o amargor que caracteriza uma boa Stout.

A Sauber Beer nasceu em 2009 da combinação entre a experiência de mais de 25 anos em Engenharia Química  de Renato e a paixão pela cerveja de alta qualidade. As cervejas são produzidas ao som dos pássaros e quedas d’água em uma agradável chácara na cidade de Mogi Mirim (SP), onde a proposta é obter uma cerveja que resgate o verdadeiro sabor de antigamente. 

A receita deu certo, já que na produção foram usados lúpulos mais suaves, mais aromatizados. Esta “fornada” especial rendeu apenas 100 garrafas de 600ml. Espero ver mais por aí. É uma cerveja que eu quero repetir a dose!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Uma correspondente especial...

Um pedido de desculpas. E algumas justificativas... Pela primeira vez em mais de um ano eu fiquei praticamente um mês fora da vida cervejeira. 

Sim, eu tomei algumas, houve eventos, houve motivos, houve novas provas, o que não houve foi tempo. Além de ter tido a amigdalite da vida, eu tenho trabalhado como um camelo. E ainda, Catarina agora tem seu consorte, o que faz com que as horas vagas sejam sabiamente preenchidas com outras tarefas mundanas. E este consorte gosta mesmo é de energético, aí já viu...

Mas em blog de cerveja falemos de cerveja! E temos novidades... uma correspondente amante do mundo da cerveja, a Semyle Berardi - ou a Curi para os mais várzeas - mais que colega de trabalho, amiga que mora em Florianópolis e toda vez que vem para a matriz da empresa aqui em SP me traz boas cervejas, geralmente compradas no Beer Boss. Ela já me trouxe entre tantas uma Coruja, Theresópolis, Paulaner, Edelweiss e agora trouxe a menina dos olhos do Festival Brasileiro da Cerveja 2012, que aconteceu entre 21 e 24 de março em Blumenau – SC: a Lady in Black, cuja resenha está no forno! (Mas adianto: uma cerveja com nome de mulher feita para uma mulher... sensacional!)

Semyle ("Curi") no FBC 2012
O Festival contou com 84 stands de cervejarias artesanais e conhecidas, oferecendo mais de 500 rótulos para cerca de 23mil pessoas nos 4 dias de evento nesta quarta edição, que além de cervejas  este ano privilegiou a gastronomia local. Foram seis pontos de alimentação, que registraram um movimento intenso em quatro dias, especialmente na sexta e no sábado. A Semyle saiu de lá com 2 garrafas de Duff, que era a febre do local, com filas para a prova e compra – como sempre digo, o Marketing da Duff tem feito miséria aqui no Brasil. Ainda, uma coleção de bolachas, folders, copos e cerveja. Uma cervejeira nata que ainda está descobrindo seu potencial!

E que potencial. Antes mesmo de se considerar cervejeira, tem sua candidata à perfeita: o Chopp Asgard. Alias vale citar que a curiosidade nasceu do marido da Semyle, que se interessou pelo chopp – antes mesmo de saber que este havia sido premiado como o melhor chopp do Festival Brasileiro de Cerveja 2012 no dia anterior – pelo nome, já que Asgard é o planeta do Thor (amantes de HQ deleitem-se!). Foi o Chopp mais vendido também, com filas longas e que por pouco não permitiram a compra do souvenir: a camiseta do Thor (segundo o dono da cervejaria foram feitas apenas 780 unidades, esgotadas no mesmo dia do lançamento).

O Chopp Asgard, da microcervejaria de mesmo nome que fica em Curitiba, PR, é considerado 100% natural, por não levar aditivos, e apresenta baixo teor alcoólico, cum um ABV de 3,4%. Dá pra sentir que tem pouco álcool, mas ainda assim é bem encorpado, de tonalidade turva, nebulosa. O chope é claro, leve e de baixa acidez, pois passa por um sistema de filtragem diferente da cerveja (que é pasteurizada, lembram da diferença?). Sua principal diferencial está no envase: um barril de aço inox com capacidade para dez litros apenas. Ainda, tem todo um cuidado com o processo de produção, que começa na escolha da água a ser utilizada, retirada de uma fonte própria. E isso fez toda a diferença no sabor do líquido, eleito o melhor da vida da nossa correspondente especial, que espero que continue engrandecendo nossa busca com sua participação especial.

Veja mais fotos do evento e de todos os stands visitados na página do MC no Facebook!

quarta-feira, 21 de março de 2012

St. Patrick's Day, tour de cerveja e amizade!

Algumas datas são esperadas ansiosamente. E pra mim, o St. Patrick's Day, o Dia de São Patrício, é uma delas. Resolvi que comemoraria da maneira mais irlandesa possível, sob o maior número de tradições: de verde, fazendo um tour pelos principais pub's de São Paulo, onde o objetivo era tomar uma cerveja por local.

Foi assim que comemorei meu primeiro St. Patrick's, lá em Londres há 2 anos. Queria reviver um pouquinho daquela nostalgia. E posso falar? Aqui foi muito mais interessante!
Pra começar, claro, Mulheres e Cerveja sempre à caráter. As camisetas verdes deram o que falar, puxaram assunto e foram alvo de olhares desconfiados e conhecidos (beijos pro pessoal da Cerveja Gourmet!). As amigas como sempre participaram e até os amigos exigiram uma de presente... e eu não sei dizer não, tinha camiseta e baby-look, todos fofos! Alias, momento agradecer à todos pelo apoio: Vaninha, Dani Pioli, Ali, Nick e até a minha mãe - que agora resolveu que acompanha super o blog depois de ganhar a camiseta e desfilar por aí toda toda!

Camiseta para os Homens,
Babylook para as  Mulheres
Após os preparativos, às 14h começou o já programado tour. Eu sabia que não seria fácil, que teria trânsito e que, por ser sábado, teriam filas e mais filas... mas toda esta expectativa foi triplicada! Filas não... horas de espera. Trânsito não... engarrafamento. Pubs cheios não... esquema "sai um pra entrar um". Cerveja não... MUITA cerveja!

o verde invadiu o dia,
dos sapatos e cervejas às... unhas! 
 
Chegamos no O'Malleys cerca de duas e pouco da tarde, e adivinha? Lo-ta-do. Cardápio reduzido, conseguimos um cantinho para sentar e pedir uma demorada porção de fritas e filé aperitivo. Mas a cerveja, rápida e verde, verdinha - assim como a ponta do meu nariz por tradição! Uma Heineken gelada - por incrível que pareça. Duas delas depois e, antes da casa começar a cobrar entrada, nos despedimos do ponto um do tour rumo ao The Blue Pub.

Lá, uma taxa de entrada alta para quem queria ficar alguns minutos: R$31,00. Mas nada como a delicadeza - chamemos assim - feminina. Entramos com um cronômetro: 10 minutos para conhecer sem pagar entrada! Foi o tempo necessário para um amigo e dois raros exemplares da Duff verde, edição especial da Duff para o St. Patrick's Day. Foi o momento do dia. Eu, que ainda não tinha experimentado a cerveja (sério), parei o mundo naquele momento para curtir a long neck puro malte e seu sabor encorpado. Um aroma forte, que me remeteu à primeira vez que coloquei cevada nas mãos. No sabor, biscoito. Ah vai... era a cevada, mas sim, biscoito, que logo logo dá lugar ao amarguinho do lúpulo. Enfim, igualzinha a Duff vermelhinha que eu tomei depois, "pra comparar" (desculpinha...)

Após cerca de 30 minutos, novo rumo: All Black. Só pra ver a fila e dizer "nãããão". E seguimos para a busca de outro Pub. Finnegan's. Cheio e fila. Brew Pub. Oi? "Ah, vamos inovar o tour e tomar uma no Empório Alto dos Pinheiros e então partir pro Queen's Head? Sim!

Lá, chopp Bamberg verde e aquele atendimento eficaz de sempre, sem fila e bem baratinha. Cestinha de pães e conversas femininas depois, 3 quarteirões de caminhada para o Queen's Head que adivinha? Fechado até que esvaziasse um pouco. Um sorvetinho de volta no Empório e rumo àquele que seria o final da noite de acordo com a programação: The Sailor.

Eu trabalho do lado do local, passo todo santo dia ali e me assustei com o que vi. Portas abertas, som no meio da Faria Lima, fila até o posto da esquina. E ainda eram 8:30pm. Paramos um pouquinho, socialização na fila pra ver o que era e o que não era e... Kiaora! Fila média, R$35,00 de entrada e hummm... quer saber? Vamos pra St. Patrick's Party, organizada pelo All Black?

E foi lá que, as oito da manhã do domingo, St, Patrick's acabou. Num galpão na Vila Leopoldina, Leprechauns, potes de ouro, Baileys e muita Guinness - que ÓBVIO que eu entrei no bar pra tirar a minha. A banda tocava U2, a decoração festiva verde com trevos e chapéus, fiz Micheladas verdes no bar para os amigos e a fila de mais de uma hora era regada por esperança, vento frio e Budweiser do posto de gasolina.

Sim, foi perfeito. Afinal, "as coisas boas vêm para aqueles que esperam"!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

My happy Valentine ♥

Hoje comemorou-se - e alguns casais ainda nem começaram as comemorações - o Dia de São Valentim, mundialmente conhecido como o padroeiro dos casais enamorados.

E juro que quando descobri a notícia, estava mesmo pesquisando sobre cerveja: a Grimm Brothers Brewing em parceria com a Câmara de Comércio de Loveland, cidadezinha em Colorado, Estados Unidos - onde a data é o maior evento do ano, com grandes comemorações e "parades" - a primeira cerveja oficial do dia dos namorados, a Bleeding Heart 2012. O lançamento oficial foi feito na semana passada, em um grande evento com uma limitação de 1 pint por pessoa, tamanho o sucesso da receita - e da cervejaria.

A Bleeding Heart é uma cerveja Porter, que foi produzida com cerejas - quase 50 quilos para a primeira receita - e envelhecida durante uma semana em barris com lascas de cacau. Soa forte e feminino. O encontro do Porter com a cereja. Romântico!

A cerveja é uma jogada para aumentar o turismo na época para a cidade de Loveland, mas virou tal febre entre os locais que a previsão é que dure apenas até o final desta semana. "We're hoping the true beer connoisseurs will want to come here to check out this new special beer available only in Loveland." Palavras de Jim Worthen, do Loveland Chambers. Sim, gostaria muito de ir Jim, conhecer a cerveja e revisitar a cidade de montanhas geladas e paisagem marrom, meu primeiro destino na terra de tio Sam. Até porque, a cerveja NÃO será encontrada fora de lá, ou seja, qualquer possibilidade de nós, brasileiros amantes de cerveja, provarmos a tal Bleeding Heart é através de PATROCÍNIO.

Amigos, não nos façam implorar...

E como amor e esperança andam juntos, o lote do proximo ano será estendido às garrafas, para alegria dos colecionadores viajantes e dos amigos deles.

Amigos, não nos façam implorar...

Ainda, o poster acima também foi produzido em edição limitada de 100 unidades, sendo vendido a U$20 cada. Que mania de limitar tudo... Vejam aqui o release (em inglês) da cerveja em questão.

E, propositalmente no fim do dia, propositalmente para passarmos vontade, propositalmente feliz e sempre apaixonada...

Happy Valentine's!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

1 ano de Mulheres e Cerveja. Ai meu Deus!


"A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e quer nos ver felizes."
Benjamin Franklin
"DeuS é a prova viva de que a cerveja nos ama e nos quer ver felizes." 
Catarina

Há um ano, Melograno.

Hoje, 365 dias depois, 78 publicações, 57 cervejas provadas e comentadas e algumas poucas aspirantes à perfeita. Mas se falamos de números, então foram 14mil visualizações de página (nenhuma da minha mãe), onde os posts mais visualizados foram:
  1. Malzbier: Ser ou não ser... cerveja! - 252 Pageviews (e tem gente que nem considera Malzbier cerveja...)
  2. Dizem por aí... - 220  Pageviews  (Cerveja tcheca tinha que estar entre as tops)
  3. milnovecentosebolinhas - 212  Pageviews  (foi uma das perfeitas mais simples)
  4. Fruit de la passion - 131  Pageviews  (Cerveja inédita e que por pouco não vira perfeita e acaba com o blog)
  5. Discutível Perfeição - 130  Pageviews  (questionemos a devassidade de Sandy)

Mais números, foram 113 comentários, de amigos, parceiros, visitantes e indagantes. O post mais comentado foi Cerveja x Chopp, pessoalmente meu post favorito.

E ainda falando em números, foram pelo menos 8 eventos de cerveja, 6 países e 10 cidades percorridos na incansável busca da cerveja perfeita. Foram muitos novos amigos, acontecimentos e novidades. Foram dias e noites de leitura, conhecimento, novidades, muitas risadas, olhares desconfiados, milhões de tentativas de convencimento de que sim, mulher sabe falar sobre cerveja, é capaz de comparar tipos de cevada à ritmos musicais, datas comemorativas, sentimentos e personalidade. Foi uma longa amizade enfim desmistificada.

No topo da lista das perfeitas e dos momentos perfeitos, começamos com a Slava, então Hoerggarden, Innis&Gunn, Delirium Tremens, Basement, Schornestein.

E em exatos 365 dias depois, a busca se iluminou. A cerveja comprada direto na fonte, no paraíso das cervejas, num daqueles momentos inesquecíveis, toma o posto da perfeita. Lembro que eu que queria apenas duas coisas da Bélgica: visitar a fábrica da Stella e ir ao Delirium Café. Não pude me conter quando, no centro da cidade de ruas estreitas e sinuosas, numa Europa sempre em reforma no meio do ano passado, encontrei uma pequena loja de cervejas belgas. 
“Deus!”. Ao entrar e diretamente perguntar pelo rótulo, o atendente sem rodeios me pergunta: “Vous êtes au Brésil?”. “Oui”, respondo no meu francês limitado e engato o papo em inglês. E ele então diz que é a cerveja mais procurada pelos brasileiros, e que percebeu pela maneira de minha pronúncia, que lembrava “God” – Deus, mais precisamente. Por 28 euros, mal conseguia tirar o sorriso no rosto com uma sacola especial na mão. Prometi que seria a cerveja de um momento à altura.


Presente especial para as amigas presentes
E foi,  no Melograno novamente. Porque foi lá que surgiu a ideia, e lá, no melhor estilo Mulheres e Cerveja, foi comemorado, com as mulheres mais íntimas presentes, as que gostam e as que nem ligam tanto para cerveja, mas que sempre estiveram presentes apoiando a empreitada, entre altos e baixos. Um convite foi feito, uma lembrança cuidadosamente escolhida, produzida e à mão embalada e uma cerveja especialmente guardada para uma data especial, levada na bolsa. Muito aconteceu desde então, e então, no encontro comemorativo – e com medo de cometer o pecado de deixa-la vencer – a cerveja enfim cumpriu seu propósito: é a cerveja perfeita. E nem fui eu que disse isso.

Como o próprio nome diz, a cerveja dos deuses. A DeuS Brut des Flandres é umas das 3 cervejas no mundo produzidas pelo método “champenoise”, que a deixa com características parecidas com a de um champanhe.  Sua produção – longa produção, de quase um ano - se inicia na Bélgica, onde puro malte de cevada, água e lúpulo sofrem a primeira fermentação em tanques especiais. Também em tanques sofrem a primeira maturação, conhecida por segunda fermentação. Então o líquido é levado para a região de Champagne, na França, onde recebe açúcares e fermentos especiais, desta vez já na garrafa. Neste momento também recebe uma tampa provisória. 
Nesta etapa se inicia a terceira fermentação. Fica em pupitres maturando durante meses, sendo inclinada para baixo gradativamente. Neste período passa pelo processo de remuage, que consiste em girar a garrafa diariamente, sempre no mesmo horário, aumentando sua inclinação para baixo, até o ponto de estar totalmente de ponta cabeça. Após esta longa maturação, toda a borra e fermento se depositaram no “pescoço” da garrafa. Este fermento é congelado e retirado por pressão da garrafa (imagem). A garrafa é completada com cerveja já pronta para compensar a perda durante o processo e, finalmente, recebe a rolha de cortiça e o rótulo.

A DeuS Brut des Flandres é produzida pela Cervejaria Brouwerij Bosteels. Uma Belgian Strong Ale, suave e elegante do começo ao fim. Nas curvas da garrafa, no toque de requinte de seu rótulo, nas taças flute em que é servida (previamente gelada) e nos trejeitos para servir (entre 2 e 4°C posicionada num balde com gelo e água). Tem uma cor dourada clara, com bolinhas efervescentes bem pequenas, com uma espuma densa, branquinha e borbulhante. No aroma, um cítrico complexo, que entre o lúpulo podemos sentir o frutado de pera, maçã e um quê de hortelã, além de um leve temperado, bem gostoso. E no sabor... 
Momento medo. Sabe aquela clássica que "a expectativa é a mãe da frustração"? Mas quando uma das amigas da mesa, que não liga muito pra cervejas mimimis, disse ao primeiro gole que aquela era a melhor cerveja que ela havia provado na vida, me emocionei (eu estava emotiva). Um sabor refrescante mas muito delicado. Um misto de cerveja com a leveza da Champagne (que de fato pode-se chamar de Champagne, por ter parte da produção na região de mesmo nome), sendo suave e, descendo devagar, podia sentir as micro bolinhas que liberavam seu sabor frutado, doce e fermentado.  A DeuS tem um ABV alto, de 11.5%, muito acima da média das cervejas, mas que quase não sentimos no paladar. Mais no final, mas já com a boca limpa e pronta para o próximo momento.


Uma cerveja única, esperada, porém com um desfecho tendencioso. A DeuS é considerada uma das melhores cervejas do mundo, e claro, perfeita. Por isso, não, a busca não acabou. Não é justo encerrar um propósito com um resultado que todo mundo já sabe. Eu quero mais. Eu quero todas as perfeitas, todas as músicas, em todas as taças, com todas as companhias. Quero a perfeita de todos os momentos, de qualquer momento.

Eu só não quero ser perfeita. Porque eu já sou mulher.

E que venha mais um ano!

Cheers, Saúde, Prost, Vive, Tim Tim!