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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sinos de casamento


Não, não abandonei a busca da cerveja mais que perfeita. O que acontece mesmo são outras buscas: o vestido perfeito, a música perfeita, o bem-casado perfeito... e isso toma muito mais tempo do que qualquer mortal pode imaginar.

E as cervejas, ah bendito líquido proibido na dieta do vestido branco. E eu, que de força de vontade e disciplina não sei nem da teoria, me superei. Abdiquei das farras e desforras da vida de solteira antes mesmo de casada. Mas o noivo, que sabe que compete a paixão com a cerveja, não me deixa longe dela. Casamos em breve na Igreja da Cruz Torta, “coincidentemente” em frente ao Empório Altos do Pinheiros, o favorito, onde ele e amigos farão o esquenta. E foi lá que neste sábado, após a entrevista com o padre – casamento na igreja tem pormenores que até Deus duvida - ele me deu um romântico presente, outro além de dividir uma taça de Delirium e um filé de frango com salada ali mesmo no Empório.


A Geuze Mariage Parfait chamou a atenção, óbvio, pelo nome. A cerveja belga da cervejaria Brouwerij F. Boon se intitula o casamento perfeito entre cervejas Lambic envelhecidas. É uma mistura de 100% de cervejas deste estilo, maturadas em tonéis de carvalho, passando ainda por uma segunda fermentação na garrafa, uma tradição mantida desde 1835. Esta cerveja tem pelo menos três anos de idade quando engarrafada, tanto que meu exemplar tem safra de 2006. É uma cerveja seca, bastante atenuada (baixa doçura), com baixa carbonatação e caracterizada por intensas notas frutadas e sabor especialmente ácido. Sua rolha estoura forte ao ser aberta. Em primeiro momento um aroma de champagne, em seguida surpreendentes aromas de estábulos, cítricos, florais e avinagrado, são tipicamente encontrados neste estilo, resultado da fermentação por leveduras especiais. Cerveja ácida e refrescante, que mascara o ABV de 8%. Muito para quem não bebe há mais de mês.

E ansiosa para o grande dia, que será comemorado em estilo cervejeiro. “Mariage Parfait”!

Tim-tim!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mais uma das cervejas rosas


Voltemos então às rosas, saindo das pétalas e indo para o rótulo.

Eu tenho rosas no nome, no quarto, na cor favorita, enfim, tenho um mundo cor-de-rosa único, mas isso quem não sabia, desconfiava. Tudo que é rosa me encanta. E eu partilho isso com algumas amigas, coincidentemente.

A Semyle, aquela nossa correspondente que ama o blog mas insiste em não participar, sempre vem com uma novidade. Daí ela apareceu com uma cerveja rosa envolta numa pulseira. Caveiras, rosas e framboesa. A framboesa na cerveja, claro. Adoro as surpresas mensais que ela traz pra SP...

A pulseira – que ela insiste que eu não uso – já sabe o caminho casa-trabalho de cor. A cerveja, estamos falando da Timmermans Framboise, tomada no mesmo dia num encontro de garotas no escritório ao lado. Bom porque pode ser aprovada não por uma, mas por 5 mulheres.

Uma lambic, e a maioria das mulheres que torce o nariz pra cerveja adora esta versão. Mesmo eu que adoro sentir o sabor do lúpulo me encanto pelas lambics.

A Timmermans Framboise é da cervejaria belga de mesmo nome, existente há mais de 300 anos, nos arredores do centro de Bruxelas. Maturada em barris de carvalho, a cerveja tem uma tonalidade rosa-avermelhada, com um aroma de framboesa tão intenso quanto o sabor. A espuma é bem rosada, e bem formada. Como tem aromatizante, tanto o aroma quando o sabor puxam bastante, praticamente anulando o amargor da cerveja e a deixando bem doce. Deixa um retrogosto doce e até arrisco dizer que enjoativo no final. Coisa de xarope. Mesmo assim, aprovada pelas mulheres.

Que digo, estavam mais ávidas pelas novidades de cada uma do que pela cerveja. Taí uma diferença entre os homens e as mulheres. Algumas conseguem deixar a cerveja em segundo plano quando a fofoca é boa.