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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Waka waka

Nunca antes na história deste blog ficamos tanto tempo off. Peço sinceras desculpas e prometo - novamente - voltar à ativa como antes. Quem vive no exterior sabe como a fase de adaptação é complexa e demorada, e me tornar aussie tem sido quase impossível!

Mas antes que a adaptação se conclua, não falo de australianas. Como ainda tô no meio do caminho, vou contar de uma cerveja do meio do caminho.

Conexão na África do Sul e o que eu quero? Amarula! Por um tempinho não pensei em cerveja, afinal não é muito frequentemente que podemos tomar Amarula em sua terra natal. O doce licor de Marula, uma fruta africana, misturado em creme de leite e com PASMEM 17% de teor alcoólico. Amo Amarula desde os tempos de adolescente, quando achava que dava pra fazer amarula caseira com vodca e Nescau.

Mas eis que no Duty Free, quase apagada pelos mil destaques de Amarula na área de bebidas, eu encontro uma geladeira. Com cerveja gelada. Tinha mais duas horas de conexão e nem pensei duas vezes. Foi pro caixa!

Quem?
Darling Brew, Slow Beer.

Pesquisei e descobri que é uma cervejaria africana fundada em meados de 2007 em Cape Town, por viajantes que estavam pela África sem destino. Uma micro-cervejaria cujo primeiro rótulo foi este provado, e Slow beer é o conceito que representa a cervejaria, slow fermentation contra produção de massa. A inspiração da cervejaria para os rótulos é a tartaruga geométrica, uma das mais raras do mundo, encontradas somente na África mas que, recentemente, um grande incêndio florestal reduziu drasticamente a sua população e a deixou em extinção. Tem cores fortes e manchas no casco que parecem feitas geometricamente.

A Darling é uma lager leve, com uma rica cor laranja-dourada. Refrescante, com um sabor forte do lúpulo e finaliza com um amargor suave. Tem aroma frutado, com toque leve de banana, espuma clara e com muita carbonatação. Muito parecida com nossas lagers que matam a sede nos dias de verão, no meu caso matou a sede de curiosidade e, principalmente, ansiedade!

Waka waka (do it!)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Bohemia além da Bohemia

Ainda no fuso brasileiro, é de brasileira que falo hoje. A Bohemia Confraria, post que fiquei devendo desde a Experiência Cervejeira Bohemia, onde fui apresentada oficialmente à ela (sim, já a conhecia, mas superficialmente).

A Bohemia vai além da Pilsen Premium que pedimos no bar quando queremos algo mais top na cerveja com os amigos. Ela tem uma família de mais três lindas representantes: a Bohemia Escura, a Bohemia Weiss e a Bohemia Confraria. 

A última, uma receita especial, criada na idade média pelos monges belgas, que foi resgatada e aperfeiçoada pela Bohemia. É uma cerveja feita com lúpulo importado, de tipo Abadia, mais forte e encorpada, com um aroma frutado e cítrico, seu corpo de cor âmbar e sabor intenso, mas doce. Traz também um ABV bem elevado para a família, de 6.2%. Sua fabricação é inspirada no processo artesanal dos monges da Idade Média. A cerveja Bohemia Confraria é elaborada com lúpulo importado adicionado à aveia em sua receita. Essa fórmula lhe confere o sabor e o aroma frutado e cítrico característicos das cervejas de abadia. A Bohemia Confraria combina muito bem com aperitivos frios e defumados, frutos do mar, carnes marinadas, fondues, ervas, molhos agridoces e queijos fortes.


No apelo visual, uma garrafa diferenciada, que dá um efeito de cerâmica, artesanal. Combinada à taça Confraria, comprada na pequena loja de Souvenirs, que deixa a obra ainda mais bonita, é uma cerveja sem erro, ótima para o começo da noite, fim do dia ou apenas para acompanhar um petisco ou momento, quando quer que seja.

Saúde!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Experiência Cervejeira Bohemia



A ponte Rio-SP nunca foi tão rápida. Pra quem está acostumada a levar mais de uma hora pra chegar em qualquer ponto de São Paulo, estar em Petrópolis, a quase 500km de casa, mesmo com o atraso do voo, antes do meio-dia, é até extasiante.

Por que Petrópolis? Porque é ela que está a fábrica da Cerveja Bohemia, e é lá que conhecemos a Experiência Cervejeira, num museu que, mais que Bohemia, fala da história da cerveja no Brasil. Patrocínio Ambev, meu querido! Devo falar que, ao lado da Yumi do Eu Bebo Sim e da Pollyana, da assessoria da Ambev, não tinha muita mulher no meio da machaiada cervejeira. Tudo bem, eu nunca disse que homem não sabe de cerveja, e eu aprendi um monte de coisa boa! 


Passando pela história, tipos de cerveja, onde um corredor e uma animação interativa muito bem feita mostra todos os tipos de cerveja. Tá, falta um ou outro, mas nota quem manja até demais. Outra tela mostra as grandes marcas de grande parte do mundo, num mapa onde podemos escolher país por país. Esta fase da experiência termina na Praça Koblenz, uma homenagem à cidade de Petrópolis, que leva o nome da praça localizada em frente à Cervejaria, fundada em 1845 pelos primeiros colonos  alemães que chegaram à cidade de Petrópolis.
E vamos à Bohemia. Mais uma brasileira na lista das perfeitas, foi a primeira cerveja pilsen caracterizada como Premium nas mesas de bar. Aquela que é a perfeita "cola social", como chamamos as loiras da mesa do bar, que só quando estamos bem, formados ou já estabilizados podemos coloca-la aos montes à mesa. Sim, porque quem nunca se contentou com qualquer cerveja nas festas de faculdade ou nas "aulas vagas" (cabuladas) nos bares nos arredores da faculdade ou trabalho?

A produção, história e segredos da Bohemia são divididos nas Sala do Mestre, Sala dos Ingredientes (mastigar cevada é obrigatório em qualquer visita em cervejarias), Alquimia e Transformação, onde tomamos um Chope Bohemia exclusivo, vindo direto da produção (fato: não há chope de Bohemia fora de Petrópolis), o Ritual, onde duas mulheres nos mostram o ritual para tomar uma Bohemia - a escolhida foi a Confraria, receita especial que falarei no próximo post (sempre evitando o detalhamento de Cinquenta Tons de Cinza nos posts). 




Depois de dois copos de cerveja, um estúdio interativo, com fotos, jogos e quiz. Meus olhos brilharam quando vi uma rotuladora para personalizar uma garrafa de Mulheres e Cerveja, mas para minha frustração, não estava em funcionamento. Fiquei com isso meio entalado, odeio ilusões... Vão me fazer voltar né?! 


Ainda, a Vila Bohemia, onde vimos a real produção da cerveja, com as garrafas na pressa de serem preenchidas, rotuladas, encaixotadas e encaminhadas para as lojas, mercados, empórios e bocas sedentas. Finalizamos o dia no Boteco, com comidinhas de boteco sensacionais regadas à Bohemia Pilsen e mais um pouco da Bohemia Confraria. De souvenirs, ainda peca um pouco. Segundo o Ricardo Amorim, Gerente de Comunicação da Ambev, o projeto ainda está em expansão, e tão logo o restaurante se estruturar e crescer, uma loja de souvenirs de peso acompanhará a finalização da visita. Tomara, porque pra mim, souvenirs são parte importante de uma visita. Meu cartão de crédito sabe o quanto posso gastar estando extasiada pelo líquido dourado sagrado!


Enfim, de volta pra casa, lembranças na bolsa, na câmera e na memória, agradeço o convite, indico a visita e confesso que fiquei SÓ mais um pouquinho apaixonada por cerveja, orgulhosa por ver a qualidade de uma produção genuinamente nacional.

SAÚDE!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Cerveja com tequila

Ontem foi um tenso no trabalho. Tenso não, irritante. Mas nem me prolongo muito nisso porque todo mundo tem um alguém no trabalho que te faz um dia pensar em entrar atirando, bem a la Dia de Fúria. Um dia daqueles que você pensa: tudo que eu quero é chegar em casa e tomar uma cerveja. Parece coisa de homem, mas pra equilibrar, tomar uma cerveja assistindo O Diário de Bridget Jones. Pronto, mulherzinha.

Tenho sempre no porta latas da geladeira algumas latinhas providenciais, mas por sorte – ou coincidência -  tinha deixado uma nova aposta na porta da geladeira, comprada um dia antes. Uma amiga sempre me arrasta ao Empório Santa Maria quando quer presentear o namorado com algum rótulo, e eu tinha visto no mesmo dia algum post que falava da Desperados, cerveja com tequila - que eu tinha conhecido em Ibiza (bons tempos aqueles...), e eis que esta curiosidade bateu. Ainda tendendo a me encantar com rótulos, talvez pelo fato de ter a publicidade no sangue, a Tequieros chamou minha atenção.

Que tequila com limão é bom a gente sabe. Que cerveja com tequila é bom a gente também sabe, e tem até mil drinks trabalhados nesta vertente. Mas cerveja com tequila e um quê de limão...A linha tênue que divide o bom e o ruim. Confesso que para o momento, gelada, azedinha e refrescante, eu adorei, sorri, me acalmei. Acompanhei com pipoca e chocolate por um distúrbio psicológico e excesso de ansiedade, mas sei que, como cerveja, como sagrada, tsctsc... Não vira.

A Tequieros é uma fruitbeer da cervejaria francesa Gayant, cervejaria familiar independente desde 1919, que foi pioneira em novos estilos de fabricação, de cerveja sem álcool até a mais forte cerveja francesa, a Bière du Demon, com 12% de álcool. Hoje a Gayant tem 27% do mercado especial de cervejas na França. A cerveja tem uma espuma média – mesmo com a brincadeira feita com o copo servido (e sim, eu faço piada mesmo estando sozinha), tem um corpo bem amarelo, lembrando uma pilsen, de corpo leve, um pouco aguada, aroma de grãos e forte presença do lúpulo. No sabor, levemente doce e amarga, tudo ao mesmo tempo, mantendo o gosto da tequila e a presença do limão até o fim. Pra ser sincera parece as Ices moderninhas, com sabores inusitados. Tem um ABV considerável, 5.6% na garrafa de 330ml. Vale pra matar a curiosidade, mas nunca para colocar na lista da cerveja perfeita.

Mas confesso que gostei, me diverti e ficava repetindo o nome da cerveja talqual um pônei maldito. Mas isso foi um momento inusitado, precisava mesmo de algo mimimi pra revitalizar o dia.

Hoje eu vou de cerveja de gente grande, é sexta-feira.

Te quiero!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Cerveja orgásmica. Só que não.

Confesso que fiquei entre curiosa e excitada com o rótulo dela. Porque eu também confesso que muitas das cervejas que escolho, escolho pelo rótulo, salvo exceções de presentes e indicações.

Mas também confesso que nela só o nome é perfeito: Rogue OREgasmic Ale. Quase perfeito, porque percebi que o ORE faz alusão à Oregan, o estado de produção da Rogue. Produção esta aliás que faz parte do Projeto Chatoe. Mas falemos da Rogue antes.

A Rogue começou em 1988, em Ashland, Oregon, EUA, como uma “homebrew”, ou seja, pequena e simpática fábrica de cerveja artesanal que vendia no seu próprio pub, com 60 lugares. O lugar foi ficando pequeno e, na busca por um lugar perfeito, Jack, o criador, encontrou em Newport o lugar ideal para aumentar sua produção. Desde então, a Rogue é conhecida mundo afora pelos seus ingredientes nada em seus cerca de 40 rótulos, como bacon, pimenta, pétalas de rosas, mel... bom, já falamos antes aqui.
Já o projeto Chatoe faz parte de um forte movimento nos Estados Unidos chamado "Grow Your Own Food", ou seja, cultive seu próprio alimento. A Rogue então cuida de todos os processos da fabricação da cerveja, desde o plantio e cultivação dos ingredientes até a produção do líquido sagrado (sim, sagrado!). Indiretamente trouxe ainda um conceito muito difundido no meio do vinho para a cerveja: o terroir. Com maltes e lúpulos locais, a linha Chatoe é absolutamente vinculada ao solo e ao clima do Oregon. Isso vale especialmente para os lúpulos produzidos no Vale do Willamette, únicos no mundo. Ou seja, todos os insumos são locais, o que faz desta cerveja um tanto territorialista. Daí eu entendo o excesso de presunção no rótulo.

Então a cerveja. A OREgasmic Ale tem uma coloração âmbar com espuma bege, bem turva, no aroma o caramelo e no sabor a fortíssima presença do lúpulo com notas cítricas e herbais. E mais lúpulo. E um final seco e amargo. E um erro: logo depois de comer os pãeszinhos de sal grosso e alecrim da mesa, o retrogosto desta Ale se tornou mais seco e amargo. A alta cabornatação faz com que a cerveja dê uma enroscada na hora de descer. Uma American Pale Ale carregada no amargor e na pretensão.

Um rótulo que criou mais expectativa do que era possível suprir. E um rótulo nem tão barato, R$37,00 pelos 650ml.

Esta é a hora que a gente foge do inusitado e volta para o tradicional, para não perder a oportunidade de ter uma perfeita à mesa. Fui de Hoerggaden na sequencia para recolocar o sorriso no rosto.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um casamento cervejeiro :: Cervejaria Nacional


Há tempos estou pra falar da Cervejaria Nacional. Mais precisamente desde a primeira vez que a visitei, mas desta vez será especial.

A Cervejaria Nacional fica em Pinheiros, São Paulo. Tem três ambientes: a fábrica no primeiro andar, o bar no segundo e o restaurante no terceiro. Genuinamente nacional, usa o folclore brasileiro como tema da decoração e para nomear as cervejas.

Sim, fábrica, porque a Cervejaria Nacional é a única fábrica-bar de SP. Por isso lá só tem as cervejas produzidas por eles e é lá, no primeiro andar – onde eu tirei as melhores fotos da vida! -  que são produzidos cerca de 5.000 litros de cerveja de 5 tipos diferentes por mês. Cerveja sem conservantes, artesanal e muito saborosa, elaborada pelas mãos dos mestres-cervejeiros Fabiani e Alexandre Sigolo. Até hoje, lá já foram produzidas e bebidas mais de 25 receitas dos mais variados sabores e ingredientes.

Daí lá a gente ainda aprende mais sobre cerveja. A gente já sabia que cerveja gelada demais é um erro. E na Cervejaria eles explicam porque não servem a estupidamente gelada... “A temperatura baixa engana suas papilas gustativas e faz com que você dificilmente perceba o sabor ou a falta dele. Por isso, todas as nossas receitas chegam à torneira da chopeira com a temperatura entre 0º e 0,2ºC, para que você possa degustar e sentir todas as características do sabor de cada uma delas.” Cultura cervejeira. O bar no segundo andar, com mesas, balcão e decorado com sacas de cevada está sempre cheio – funciona desde o almoço até tarde da noite.

E indo ao terceiro e último andar, o restaurante, um espaço rústico, iluminado durante o dia e mais quente e ameno à noite, tem no fundo a cozinha, super à mostra através de um vidro que mostra a galera se empenhando em pratos sensacionais. E então foi neste ambiente que nosso casamento foi celebrado. O terceiro andar foi reservado e previamente decorado, e escolhemos o menu de harmonização da casa para nossos convidados.



Foram 5 pratos, cada um acompanhando – à vontade – uma cerveja da casa. Os convidados ao chegar tinham como opção de petiscos as “comidinhas de boteco”: Pastéis de Carne e Queijo, Bolinho de arroz, Batata da casa e Polenta frita. Para harmonizar, a cerveja Y-iara Pilsen, o carro-chefe da casa, primeira das cervejas a ser produzida. Base de maltes pilsen e vienna, coloração amarela-dourada, lúpulo Saaz para um aroma floral e 5% ABV. A ideia dessa receita é reproduzir a tradição do estilo, com amargor perceptível, 100% malte e personalidade. As cervejas Pilsens são leves, aromáticas, refrescantes e com delicadas notas de malte. Sugerida para acompanhar saladas, aperitivos fritos e condimentados e grelhados. Foi basicamente a escolha dos convidados para a noite toda, embora muito ainda tivesse por vir...

Como entrada, duas opções: Crostini de Cogumelos (Cogumelo paris com um toque de alho, parmesão e rúcula), servidos com a Cerveja Kurupira Ale, uma Amber Ale com equilíbrio entre o amargor do lúpulo e as notas adocicadas de malte, onde o caramelo tende a prevalecer. Nossa Ale do dia a dia e herdeira direta da receita da Drake's Brown Ale. O plano era criar uma receita baseada no primeiro grande sucesso da Cervejaria Nacional, com tons mais avermelhados. Na versão Kurupira temos 30 IBU's como na original, com maior presença das notas de malte caramelo e 5% ABV.
Salada Xavantes
Ainda como entrada, a Salada Xavantes - alface romana, molho ceasar, parmesão e croutons – servida com a cerveja Domina Weiss, que como toda cerveja de trigo tem um paladar refrescante, aromas de banana e cravo e a inconfundível sensação do malte de trigo, características que agradam muito nos dias mais quentes. Com uma receita simples de maltes de trigo e pilsen e lupulagem amena com o Tettnanger, a Domina Weiss é elaborada com uma cuidadosa fermentação que produz os aromas acima de maneira muito delicada, o que faz dela a campeã absoluta de vendas. Inclusive, foi com ela o primeiro brinde dos noivos, direto da fonte!

Brinde dos noivos by Domina Weiss
O prato principal podia ser escolhido entre um sensacional Risoto de Costelinha (Arroz arbóreo com costelinha de porco desfiada, limão cravo e crispy de cebola) ou o Ravioli da Casa, que eu já a-d-o-r-a-v-a, recheado com mussarela de búfala e molho de tomate italiano. Ambos acompanhavam a Mula IPA, aquela favorita do padrinho Ali. É um estilo que tem se tornado muito popular entre os cervejeiros. A Mula nasceu como uma IPA americana, a qual possui teor alcoólico elevado (7,5%), corpo baixo, final seco e generosas doses de lúpulos americanos que contribuem para aromas de frutas tropicais, maracujá e cítrico além do amargor bem pronunciado (60 IBUs). Como as IPAs são cervejas de personalidade forte, amargor elevado e alto teor alcoólico com o lúpulo sendo o grande destaque, são indicadas para acompanhar pratos mais fortes e mais temperados. Por fim, além do fantástico Bolo de Guinness já anteriormente citado, a sobremesa, mais apreciada impossível: Petit Gateau com sorvete de creme, servida com a Sa’si Stout. As cervejas Stout são famosas por acompanharem doces e sobremesas. A Sa’si é uma Dry-Stout com  4,6% ABV, 35 IBU e cor negra profunda. Com o tempo o forte amargor de malte torrado foi sendo equilibrado com outros elementos da receita para dar harmonia aos sabores dessa Stout, caracterizada pela cremosidade e as notas de café e chocolate no aroma e sabor. 

E ainda, a Patrícia Reali, gerente da Cervejaria Nacional, foi incrível o tempo todo. Mesmo depois de 2 meses, ainda é tempo de agradecer a atenção especial que nos deu e o momento proporcionado. É sempre muito difícil agradar à todos em um evento – principalmente casamento – mas o local superou nossas expectativas. Quem já conhecia adorou a ideia de termos a recepção lá. E quem não conhecia com certeza se surpreendeu! Muito gostoso ter um casamento simples, mas cheio de estilo e com muitos elogios.
Valeu Pat!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O casamento de Catarina

O período de seca nos posts de cerveja está oficialmente encerrado.

Rafael foi um cara malandro. Veio quieto e em questão de meses conquistou a Michelle eeeee a Catarina. E quando pensávamos que só o casamento da Michelle que estava rolando, numa manhã estilo “Se Beber Não Case” levou o que restava da Catarina ao cartório e ela, quase sã, assinou seu novo nome. Sim, Michelle e Catarina agora assinam Reis.

E este casamento foi pautado pelo dourado líquido sagrado. Feito de cerveja e celebrado com cerveja, numa cervejaria. Afinal de contas, o casamento dos noivos que se conheceram nas comemorações do St. Patrick's Day e foram abençoados pela graças de São Patrício, não poderia ser de outra forma...

Começando pelas lembranças, um mimo. 

Potinhos de brigadeiro de cerveja.

A receita é simples mas requer paciência:
  • 350ml de cerveja Pilsen (usei Heineken)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher de sopa de margarina


Paciência para reduzir a cerveja para 150ml. Demora um pouquinho e não pode ferver, porque ela sobe. O fogo brando e o olhar zeloso constante duram cerca de 20 a 30 minutos e o cheiro... ainda estava em estado de ressaca (dois dias antes tinha visitado o hospital graças à festa de despedida de solteira. Plasil na veia, estômago enjoado e a aparência verde me acompanharam até a véspera do casamento) e o odor do álcool evaporando não foi muito confortável, confesso. Mas o resultado ficou excelente. O gostinho diferente da cevada deu um toque. A cor é como a de beijinho, um cremezinho claro, mas isso depende da cerveja usada. Como usei Pilsen, ficou mais clarinha, mas uma dica é usar a Stout, que deixa o doce até mais amarguinho, agradando mais! Mimo aprovado, sucesso. Foram feitos 100 potinhos, sobraram zero.

Decoração vinda da Despedida de Solteira

Não queria deixar as mesas do restaurante, que tem uma decoração mais rústica, lisas. Coletando ideias nos milhares de sites de casamento que vi por aí, vi uma decoração que usava garrafas de vidro como centro de mesa, com palhas e flores. Rá! Vamos adaptar e usar garrafas de cerveja, já que seria na Cervejaria, não? Melhor... na semana do casamento, mais especificamente 3 dias antes, na despedida de solteira, pedi para as meninas guardarem as garrafas de Heineken que tomavam, para que eu pudesse usá-las. A Dani Pioli, arquiteta e criativa nas horas vagas, me preparou a surpresa. Como ela que iria decorar o ambiente, ficou com as garrafas. E o rótulo, em vez de retirado, foi substituído por um personalizado. Sensacional ideia e efeito! Muitos levaram como lembrancinha. Inclusive eu!

Bolo de Guinness

Esta receita é velha conhecida do MC. E eu também já tinha usado a receita num bolo de aniversário de amigos. A decisão do bolo de Guinness foi por acaso. Quando estávamos à procura do bem-casado perfeito encontramos a Alessandra Tonisi (vale a visita no site pra quem vai casar ou só quer um bolo gostoso viu). Um ateliê no bairro da Saúde, uma casinha pequena e movimentada e a Alessandra, perdoem-me a redundância, um doce de pessoa! Eu procurava um outro tipo de bolo e faria com uma amiga da família, mas ela me conquistou. E deu boas idéias.

Bolo de casamento, quem vive este momento sabe, é muito caro, mas essencial. E lá no ateliê, discutindo formas e sabores, fui apresentada ao “Naked Cake”, uma nova moda de bolo de casamento que não tem a cobertura de pasta americana. A base seria de chocolate e o recheio, trufa de amêndoas brancas. Então me veio à cabeça: “Você já fez bolo de Guinness?”. Ela não conhecia a receita, e eu, orgulhosa, mostrei o Blog. Ela acatou a ideia, fechamos o contrato e na sequência o noivo, engalado, levou as latinhas de Guinness para que ela pudesse testar a receita. E que receita! Eu nunca vi convidados comendo o bolo de casamento, para mim é apenas mais uma das formalidades, mas o bolo simplesmente evaporou! E nós, os noivos, nos acabamos. Foi o melhor bolo que comi na vida! A massa era intensa, molhadinha, de chocolate com o toque amargo da Stout, o recheio quebrava, nada enjoativo, com pedacinhos de amêndoas de davam um crocante no bolo molhadinho. Recebi até foto do bolo no prato de convidados, que se perguntavam quem tinha feito, do que era... é, usar cerveja na culinária encanta e desperta a curiosidade!

Pra quem se pergunta, o Shrek é sim o Rafa, foi uma surpresa para ele. E sim, casei de sapato rosa e usei meu celular no altar. Mas enfim...

Recepção na Cervejaria Nacional

A Cervejaria Nacional é um dos meus três lugares “pra-tomar-cerveja” em São Paulo favoritos. E na busca de um local para a recepção, já que queria fugir do padrão de festa de casamento em buffet, a Cervejaria veio em pauta. Os restaurantes, ao saber que era casamento, cobravam menu fechado que saía mais caro que qualquer buffet que se preze. Quando estava ficando chato, uma amiga me sugere: “Leva os mais chegados pra tomar uma cerveja e pronto!”. Então conversei com a fofa da Patrícia Reali, gerente da Cervejaria, que nos deu o maior apoio e adorou a ideia. Fechamos o menu de harmonização, a R$90 por convidado, com cinco pratos e cada um acompanhado por uma cerveja da própria Cervejaria Nacional. Vou especificar e falar bastante disso semana que vem, ou este texto vira um capítulo de Cinquenta Tons de Cinza...

Aprovadíssimo pela geral. No fim das contas, o kit antirressaca que seria distribuído na balada na sequência, foi dado ali mesmo. Muita cerveja à vontade, menu farto e pessoas felizes. Tudo que todo casal de noivos que acabou de passar o nervoso do altar da igreja quer. Com cerca de 80 pessoas na lista, fechamos o segundo andar da Cervejaria, o que para um sábado à noite causou certo transtorno na fila de espera do local. E, claro, alvoroço toda vez que a noiva descia no primeiro andar para usar o banheiro. Descobri uma timidez que não sabia que existia.

Ansiosa pelo álbum oficial (por enquanto só temos as fotos de alguns amigos que postaram com a #casalreis no instragram), já que abriram a produção para que pudéssemos tirar mil fotos entre os barris de cerveja, sacas de cevada, tirando a cerveja do próprio tonel, acompanhando a fervura. Delírios de Catarina, noiva de touquinha!

O Brinde foi com Deus

Era algo que passava pela minha cabeça, mas que se mostrava surreal pelo preço da garrafa. Imagina 20 garrafas de Deus? Seria mais barato usar Veuve-Clicquot. Mas por motivos de logística e negociação, abortamos o vinho e brinde do jantar - embora já estivéssemos a caminho do Imigrantes Bebidas, de onde sairíamos com cerca de 40 garrafas e algumas centenas de reais desfalcados, quando a decisão foi obrigatoriamente tomada, um dia antes do casamento. Mas o protocolo do casamento pede o brinde dos noivos, o corte do bolo e mais mil mimimis, portanto era mesmo importante. Então, lá mesmo entre tantas garrafas, vejo uma caixa. Com um balde e duas taças personalizadas, a “módicos” R$270,00, ela, a Deus, piscou e disse: Um brinde!

Foi quase o momento mais emocionante da noite. O brinde com efetivamente a melhor cerveja do mundo, a eleita perfeita pelo Mulheres e Cerveja, aquela que quem não a conhece duvida ser cerveja. Divina, majestosa. Por pouco, quase a dama da noite. Nosso brinde dos noivos foi feito regado à Deus, em taças especiais que hoje adornam minha coleção de copos, quase que em uma redoma. Meu presente de casamento ver os olhos do Rafael brilhando ao prova-la. Estourar a rolha, claro, foi tarefa gentilmente cedida à Catarina, que julgou justo que todos os convidados a provassem, então a “bitoquinha coletiva” fez com que todos admirassem e ouvissem, um a um, o que era a Deus. Cerveja... Champanhoise... Belga... 28 euros em casa.

Um casamento especial. Diferente, simples, quebrando paradigmas, mas mesmo assim especial, íntimo e muito feliz. E, principalmente, cervejeiro. E pensar nisso me faz abrir um sorriso ao escrever, ao lembrar, ao falar. A cerveja agora tem um espaço na minha vida muito maior e mais bonito. E um novo admirador, que a cada ideia de incluía cerveja aprovava e apoiava.

Aos noivos, Prosit, Salut, Cheers, Tim-tim, Proost, lloniannau, Salute, Vive ou Saúde! Com todas as cervejas do mundo!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Blue Moon (now I'm no longer alone)


Sexta-feira de coincidências. É na hora do almoço, coincidentemente regado a cerveja (e que meu chefe não me ouça!) que escuto: “você viu que hoje teremos lua azul?” A conversa cruza. Enquanto uma pergunta o que é lua azul, eu começo a cantarolar alheia à vida real... “blue blue blue moon, you saw me standing alone” . Ninguém deu a resposta da lua azul, e eu continuei divagando... lembrei de uma noite, também regada à cerveja, uma nova amizade, daquelas que surgem do nada e viram pra vida, e búfalo wings num bar em Nova York, na minha primeira viagem a Big Apple... Vieram à minha cabeça a Fernanda, The Marcels, Frank Sinatra, a moça do tempo, o cara de cera do bar e logo depois Neil Armstrong. Quando voltei à mesa, a conversa já tinha mudado de rumo.

Mas na ordem, a lua azul... hoje teremos a segunda lua cheia do mês, a primeira foi dia 2 de agosto. Daí chamamos este fenômeno de Lua Azul. Por que? Porque um sujeito nomeou este fato de maneira errada e o termo ficou. Na realidade, essa expressão existe há pelo menos 400 anos, mas não como sendo a segunda Lua cheia do mês. Este significado nasceu de um erro ocorrido em 1946 e se tornou popular. Embora estranho, a lua já ficou azul de verdade algumas vezes... em 1883, com a erupção do vulcão Krakatoa explodiu na Indonésia, a atmosfera ficou carregada por partículas de poeira que deixaram a Lua azul no mundo todo por quase dois anos. Sempre que há uma grande quantidade de poeira na atmosfera, esse efeito se repete. O mesmo ocorreu em 1927, na Índia, quando uma tempestade depois de uma enorme seca levantou toneladas de poeira na atmosfera. Ou em 1951, quando um enorme incêndio florestal no Canadá lançou uma quantidade de cinzas que deixou a lua azul.

Veio a música moderna e associou este termo à tristeza. Várias músicas usam esta expressão para associar tristeza e solidão, que podemos ver nas músicas de Elvis Presley... Então a expressão se tornou moda, numa febre que deu nome a milhares de restaurantes e mostras de arte no país. Mas a definição de Lua azul de fato aparece em um livro chamado “Almanaque do Fazendeiro do Maine” nas edições anuais entre 1819 e 1962. “Em primeiro lugar considera-se o ano tropical, aquele que começa em um solstício de inverno (mais ou menos no dia 21 de dezembro para o Hemisfério Norte) e vai até o solstício de inverno seguinte. A maioria dos anos tropicais consegue conter 12 Luas cheias, três em cada estação do ano. Cada uma delas tem um nome específico para a atividade humana da época. Ocasionalmente, temos um ano tropical com 13 Luas cheias, o que significa que uma das estações do ano deverá ter quatro delas, ao invés de três. Nesta estação com quatro Luas cheias, a terceira a acontecer é chamada de Lua azul”, diz o almanaque. Daí, em 1946, um astrônomo amador que escrevia para a revista Sky & Telescope nos EUA, em um especial sobre meteoros, resolveu falar sobre Luas azuis. “Em 19 anos, sete vezes aconteceu (e ainda acontece) de haver 13 Luas cheias em um ano. Isto dá 11 meses com uma Lua cheia em cada um e um mês com duas”. Mas concluiu erroneamente: “esta segunda Lua cheia do mês foi chamada de Lua azul.”

E ficamos assim, com a lua azul. E eu, cantarolando “Blue Moon”, logo pensei em cerveja. Foi minha primeira witbier (cerveja branca), com uma suculenta laranja adornado seu copo tulipa. A Blue Moon é da cervejaria homônima baseada em Denver, Colorado, e que foi comprada há cerca de 3 anos pela Coors e virou Molson Coors. Uma Belgian White que leva em sua composição trigo, aveia, coentro e casca de laranja. De coloração âmbar turva, apresenta aromas cítricos (notas de lima e laranja) e sabor pouco amargo, seco, com toques de coentro, sendo muito parecida com a Hoeggarden. Daí a gente nem fala mais nada né? 


A Lua azul desta noite de 31 de agosto é muito especial, com mais coincidências. Aconteceu no mesmo dia do enterro de Neil Armstrong, o primeiro ser humano a dar o primeiro passo na Lua – com o pé esquerdo. Acho válido correr ao primeiro bar/empório e ver a lua cheia no céu - que está fabulosa - erguendo um caprichado copo de Blue Moon e agradecendo à vida!

PS: A inspiração veio do texto do Cássio Barbosa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Catarina no país das Maravilhas (Heineken Experience)


Eu já tinha dado um check-in em Amsterdan, mas assim que eu me envolvi no mundo da cerveja e descobri a existência no Heineken Experience, eu sempre pensava em voltar. E juro que aconteceu por acaso. Aquela amiga do casamento grego descobriu um show da Madonna lá, o noivo comprou um par de ingressos e para me comprar, me deram de presente. Pronto, motivo encontrado.

Trem agendado, hotel reservado por eles, além de todos os outros passeios. Disse que faria tudo de novo, com uma condição: eu queria ir no Heineken Experience! E num domingo MUITO chuvoso, lá estávamos.


A sensação do sorriso grudado no sorriso foi a mesma da visita na Guinness Storehouse. A fachada muito menor, um ambiente muito mais balada e muito menos chão de fábrica. A Heineken é marketing da base à tampinha da garrafa. São shows, projeções de rótulos, merchandising e muita cerveja. Em seu roteiro pré-definido, começamos com os já conhecidos ingredientes e modo de preparação da cerveja, apresentado por uma mulher (muito da mal-humoradinha devo confessar. Eu seria muito mais simpática naquele trabalho...) à frente da água, cevada, lúpulo e levedura.

A experiência continua e vai ficando cada vez melhor, e meu sorriso cada vez maior. Moeção de cevada, maquinário de milnovecentosebolinhas e... que tal FAZER sua própria cerveja? Bote seu avental e encoste a barriga numa panela gigante de água e cevada cozinhado, mexendo até levantar fervura. E prove o resultado. Quente mesmo, um gostinho doce doce do açúcar que ainda não foi fermentado.
Entre no processo de produção de cerveja! Uma sala para 16 pessoas, onde você é uma Heineken! Desde a água até chegar no bar, o ambiente sacode, molha, dá sensação de queda, tem bolinha de sabão, esquenta, esfria... E então um quiz. A batalha entre dois bartenders Heineken, cada pergunta certa, uma halfpint (que eu levei pra casa mas quebrou na viagem) de Heineken. Catarina tomou 4 Heinekens! Que orgulho! E que bartender...


Uma longa sessão de filmes publicitários, anúncios esportivos, jogos de luzes, fotos, selfvideos e histórias, o bar. Na entrada ganhamos pulseiras com pins que valiam ou duas cervejas ou aquela velha história de tirar a própria pint (que eu já coleciono experiências com a Stella, Guinness e tantas outras). Onde eu fui?


Ganhar meu certificado! O único problema é que neste ponto meus amigos tinham partido para outro museu, mais cultural, e eu fiquei sozinha. Daí você conta com a habilidade e predisposição das pessoas para tirarem suas fotos. Não deu...



Sem controle, sem amigos e com cerca de 8 pints de Heineken correndo no corpo de Catarina, o abuso financeiro em Souvenirs Heineken foi certo. Moleton, mini engradado, bolachas, quadro (até quadro), chaveiro e a melhor recordação da existência do Mulheres e Cerveja: uma Heineken personalizada!

Aquele sorriso já nem cabia mais no rosto.

Agora sim eu não preciso mais voltar à Amsterdan. A não ser que me dêem outro motivo!

Proost!

PS: Álbum completo da experiência no Facebook do Mulheres e Cerveja.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Quilmes que te quiero

E eis que esta é a semana mais romântica do ano!

Entre os apelos comerciais de São Valentino, João Dória e Santo Antônio, uma viagem romântica, a dois, celebrando um amor recente e cheio de novidades. Ser romântico é bom e inspira textos dignos de Neruda. Ou, melhor colocado, Cervantes.

Mas como eu não entendo poesia, minha atenção estava voltada para algo além daquele conjunto de bíceps, tríceps e palavras bonitas. Eu tinha uma família a visitar na terra de Evita Péron. Ah Buenos Aires com suas recordações, seu outono quase europeu, alfajores e aquelas Mediallunas!

E aquela cerveja...

Já falamos da Quilmes Cristal, cerveja trazida de presente de uma viagem de lua-de-mel. Mas eu fui além, e conheci a família Quilmes.

Comecei pela Quilmes Stout, uma cerveja mais indicada para aquele frio da madrugada. Uma cerveja escura, com tom avermelhado, de corpo e cremosa, feita com maltes torrados que conferem o aroma de uma Stout. É um tipo de cerveja mais doce, com um amargor muito suave e equilibrado, com caramelo torrado que lembra o café ou chocolate. Como qualquer Stout. É uma boa cerveja sim, mas sem muita personalidade. Na realidade foi este meu comentário, e ao ler sobre a cerveja, percebi que não fui a única com este sentimento...




A Quilmes Bajo Cero. Para quem conhece Antarctica e Antarctica Sub-zero, aquela filtrada a -2C... Pronto. Se não conhece, é uma cerveja mais fraca, que desce mais fácil por ser mais aguada, refrescante para os dias quentes e para quem não esperar uma cerveja encorpada. Tem o mesmo quê de azedinha da Quilmes, mas mais suave. Cerveja de praia. O que na Argentina não combinou muito. Culpa do frio, ou não.
Depois destas duas experiências um tanto medianas, mesmo sabendo que ainda tinha 3 rótulos pendentes na família e já tendo como a preferida da família a velha Cristal - uma das minhas favoritas na hora do Happy Hour - fui vencida pelo vinho. Feita esta troca, todos sabemos que não poderia retornar à cerveja pelo menos por um dia. E a viagem já teria acabado.

O que não impediu de um novo rótulo sair de Caminito para a mala. Cenas de um próximo post...

quarta-feira, 21 de março de 2012

St. Patrick's Day, tour de cerveja e amizade!

Algumas datas são esperadas ansiosamente. E pra mim, o St. Patrick's Day, o Dia de São Patrício, é uma delas. Resolvi que comemoraria da maneira mais irlandesa possível, sob o maior número de tradições: de verde, fazendo um tour pelos principais pub's de São Paulo, onde o objetivo era tomar uma cerveja por local.

Foi assim que comemorei meu primeiro St. Patrick's, lá em Londres há 2 anos. Queria reviver um pouquinho daquela nostalgia. E posso falar? Aqui foi muito mais interessante!
Pra começar, claro, Mulheres e Cerveja sempre à caráter. As camisetas verdes deram o que falar, puxaram assunto e foram alvo de olhares desconfiados e conhecidos (beijos pro pessoal da Cerveja Gourmet!). As amigas como sempre participaram e até os amigos exigiram uma de presente... e eu não sei dizer não, tinha camiseta e baby-look, todos fofos! Alias, momento agradecer à todos pelo apoio: Vaninha, Dani Pioli, Ali, Nick e até a minha mãe - que agora resolveu que acompanha super o blog depois de ganhar a camiseta e desfilar por aí toda toda!

Camiseta para os Homens,
Babylook para as  Mulheres
Após os preparativos, às 14h começou o já programado tour. Eu sabia que não seria fácil, que teria trânsito e que, por ser sábado, teriam filas e mais filas... mas toda esta expectativa foi triplicada! Filas não... horas de espera. Trânsito não... engarrafamento. Pubs cheios não... esquema "sai um pra entrar um". Cerveja não... MUITA cerveja!

o verde invadiu o dia,
dos sapatos e cervejas às... unhas! 
 
Chegamos no O'Malleys cerca de duas e pouco da tarde, e adivinha? Lo-ta-do. Cardápio reduzido, conseguimos um cantinho para sentar e pedir uma demorada porção de fritas e filé aperitivo. Mas a cerveja, rápida e verde, verdinha - assim como a ponta do meu nariz por tradição! Uma Heineken gelada - por incrível que pareça. Duas delas depois e, antes da casa começar a cobrar entrada, nos despedimos do ponto um do tour rumo ao The Blue Pub.

Lá, uma taxa de entrada alta para quem queria ficar alguns minutos: R$31,00. Mas nada como a delicadeza - chamemos assim - feminina. Entramos com um cronômetro: 10 minutos para conhecer sem pagar entrada! Foi o tempo necessário para um amigo e dois raros exemplares da Duff verde, edição especial da Duff para o St. Patrick's Day. Foi o momento do dia. Eu, que ainda não tinha experimentado a cerveja (sério), parei o mundo naquele momento para curtir a long neck puro malte e seu sabor encorpado. Um aroma forte, que me remeteu à primeira vez que coloquei cevada nas mãos. No sabor, biscoito. Ah vai... era a cevada, mas sim, biscoito, que logo logo dá lugar ao amarguinho do lúpulo. Enfim, igualzinha a Duff vermelhinha que eu tomei depois, "pra comparar" (desculpinha...)

Após cerca de 30 minutos, novo rumo: All Black. Só pra ver a fila e dizer "nãããão". E seguimos para a busca de outro Pub. Finnegan's. Cheio e fila. Brew Pub. Oi? "Ah, vamos inovar o tour e tomar uma no Empório Alto dos Pinheiros e então partir pro Queen's Head? Sim!

Lá, chopp Bamberg verde e aquele atendimento eficaz de sempre, sem fila e bem baratinha. Cestinha de pães e conversas femininas depois, 3 quarteirões de caminhada para o Queen's Head que adivinha? Fechado até que esvaziasse um pouco. Um sorvetinho de volta no Empório e rumo àquele que seria o final da noite de acordo com a programação: The Sailor.

Eu trabalho do lado do local, passo todo santo dia ali e me assustei com o que vi. Portas abertas, som no meio da Faria Lima, fila até o posto da esquina. E ainda eram 8:30pm. Paramos um pouquinho, socialização na fila pra ver o que era e o que não era e... Kiaora! Fila média, R$35,00 de entrada e hummm... quer saber? Vamos pra St. Patrick's Party, organizada pelo All Black?

E foi lá que, as oito da manhã do domingo, St, Patrick's acabou. Num galpão na Vila Leopoldina, Leprechauns, potes de ouro, Baileys e muita Guinness - que ÓBVIO que eu entrei no bar pra tirar a minha. A banda tocava U2, a decoração festiva verde com trevos e chapéus, fiz Micheladas verdes no bar para os amigos e a fila de mais de uma hora era regada por esperança, vento frio e Budweiser do posto de gasolina.

Sim, foi perfeito. Afinal, "as coisas boas vêm para aqueles que esperam"!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Surpresas da vida de cervejeira - United Beers of the World

Depois de certo descanso em Fortaleza, um final de semana de esbórnia na casa de amigos celebrando um Reveillón paulista e fechando o período com chave de ouro com David Guetta em SP, volto ao trabalho. Segunda-feira e ao entrar na minha sala me deparo com uma caixa enorme, em meu nome. Sem sequer saber do que se tratava, abri. Na primeira imagem, uma caixa preta, grande, muito grande, e pesada. Escrito em verniz UV reserva (ah doces tempos de agência de publicidade) em letras garrafais, UNITED BEERS, e centralizado em dourado, os dizeres “Cervejas que unem o mundo”. Surpresa era a palavra.

Coloquei no chão, afastei a cadeira e abri.

Pausa para meu raciocínio publicitário: fico imaginando a equipe que criou esta ação, em sua primeira reunião de brainstorming, onde ao apresentar a campanha descreviam a reação do destinatário ao abrir o pacote. Os slides que defendiam o apelo emocional, o sentimento de proximidade com a marca, a satisfação em fazer parte de um grupo que soa seleto. A equipe de design que fez da embalagem algo que denotava luxo, alto-padrão, qualidade. Rótulos que eram enaltecidos pelo fundo preto e fosco, minunciosamente recortado nas silhuetas das garrafas e latas. Os redatores que redigiram um texto emocional, apelativo de forma discreta. Uma equipe de produção que por noites e madrugadas afora trabalharam no fechamento da arte-final, montagem de bonecos, aprovações e  - com toda certeza - alterações. Para toda esta equipe da Talent eu digo: WELLDONE! De uma publicitária com pé no mundo da cerveja para publicitários de plantão, vocês foram incríveis, insuperáveis, F***!!!

Voltando... Coloquei no chão, afastei a cadeira e abri. Do primeiro pensamento ao último, estava boquiaberta. Era como se, ao abrir a caixa, raios dourados tivessem saído e iluminado a sala, bem no estilo propaganda de Natal. 



Com 8 rótulos – com alguns provados e até com resenhas aqui, como a Dos Equis – o kit feito pela Heineken apresenta uma volta ao mundo através da holandesa Amstel Pulse, a italiana Birra Moretti, a austríaca Edelweiss, as irlandesas Murphy´s Irish Stout e Murphy´s Irish Red, a brasileira Xingu e duas cervejas de origem mexicana, Dos Equis e Sol Premium. 

Ao me recompor de tal surpresa, a primeira providência foi acessar o site: www. unitedbeers.com.br e conhecer mais sobre a ação. O portal traz informações detalhadas sobre o universo de cada uma das bebidas, e ainda um concurso cultural, o “Beer Brothers”, onde concorremos a uma geladeira estilo vintage customizada da ação ao convidar um amigo do Facebook para tomar umas das cervejas e criar uma frase, dizendo por que gostaria de tomar uma cerveja com este amigo. Nem preciso dizer que eu estou aqui concentradíssima bolando a melhor frase.

Claro que, ao longo de 2012, todas elas estarão por aqui sendo avaliadas, para ver se, entre estas, está a perfeita que eu tanto procuro. Mas sinceramente, dá até dó de mexer no layout do presente - sim, foi um presente, pra vida!

Me senti honrada, feliz, especial... como toda mulher deve ser!

Obrigada é a palavra!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

10 dicas para aproveitar melhor sua cerveja

Navegando por aí pela internet, eis que em um site predominantemente masculino – que meu lado menino e bagunceiro adora! – encontro dicas preciosas sobre cerveja. Achei de fino trato dividir. Sem antes, claro, dar um toque feminino à coisa. Digno.
São 10 dicas e curiosidades, simples, para que possamos aproveitar melhor nossa cerveja. Algumas são clássicas e sabidas, outras novas e curiosas, mas todas uma importante lição para quem se interessa em beber bem.

1.    Gelada demais x gelada de menos
Enquanto gourmets e fãs de cervejas especiais afirmam que a bebida, quando servida em baixíssima temperatura, perde sabor e aroma,  grande parcela da população, consumidora das pilsens comuns, prefere a garrafa “trincando” de gelada. Difícil é dizer quem está correto. Como a forma de consumo é um hábito – e um prazer – o certo mesmo é fazer o que lhe agrada. Embora seja importante salientar que mesmo as Pilsens, as cervejas que devem ser consumidas mais geladas, começam a perder sabor quando estão abaixo de 4°C. Ainda, as bebidas excessivamente geladas amortecem as papilas gustativas e isso influencia no sabor. Ou seja, por mais refrescante que a cerveja esteja em um dia de sol, não se estará apreciando o líquido na sua melhor forma. As cervejas mais encorpadas, como as trapistas por exemplo, devem estar por volta de 14°C, contraindicada então para dias quentes ou ambientes sem ar-condicionado!


2.    Como gelar mais rápido?
Churrasco ou festa de última hora, onde os convivas levam o pack de cerveja em temperatura ambiente tem solução. Existe um artifício, comumente usado em baladas, para a cerveja gelar em minutos.
O segredo é químico: trata-se apenas de combinar os fatores temperatura baixa e superfície de contato. Colocar a cerveja para gelar no freezer é de fato a forma de se atingir a temperatura mais baixa possível, mas isso é demorado, já que o ar não é o melhor condutor de temperatura. A forma mais rápida é colocar bastante gelo e água, que envolve toda a embalagem da cerveja e esfria o líquido rapidamente – o que em outra forma oposta chamamos de “banho-maria” (claro que tinha que ter nome de mulher...).
Adicione à esta mistura sal e álcool, que junto com a água e gelo deixam a temperatura ainda mais baixa, tornando o processo ainda mais rápido. Só não se esqueça de lavar a embalagem antes de consumir. E de nunca comprar álcool com eucalipto.

3.    A escolha do copo é importante?
Independente do tipo da cerveja, é importante que o copo seja, ante de tudo, incolor e transparente. Só assim é possível observar a coloração e a formação de espuma da bebida. O formato também faz diferença de acordo com o tipo da cerveja e, se bem escolhido, tende a potencializar suas características. Apesar de existirem modelos ideais para cada rótulo algumas regras gerais podem ser seguidas:
- cervejas leves podem ser bebidas em copos tipo tulipa ou em taças com “pezinho” — ele impede que o calor da mão esquente o líquido;
- os exemplares mais aromáticos devem ser degustados em copos com bojo largo, que favorecem o desenvolvimento dos aromas;
- cervejas weiss têm alta carbonatação, grande formação de espuma e um fermento que fica no fundo da garrafa e que deve ser misturado à cerveja. Por isso, se faz necessário usar aqueles  copos compridos e mais largos no topo, que comportam 500 mililitros, chamados de weizen;
- copos americanos são úteis para beber cervejas leves bem geladas. Como é pequeno, o consumo do líquido é rápido e não dá tempo da bebida esquentar, mesmo com o calor das mãos;
- as de tipo champenoise, feitas com um método de fermentação semelhante ao do champanhe, devem ser bebidas nas taças indicadas para esta bebida, do tipo flûte.

4.    Onde guardar?
Cerveja não é vinho. Isso serve tanto para o consumo quanto para o armazenamento. A cerveja, quanto mais jovem for consumida, melhor. Então, armazenar não é muito aconselhado. De qualquer forma, para guardar garrafas e latas, o melhor é mesmo a geladeira, ou, ao menos, um ambiente fresco e protegido do sol.

5.    Latinha x garrafa
Eu particularmente não gosto muito de cerveja em lata, salvo as exceções das festas e churrascos. Mas a verdade é que não há nenhuma diferença. O processo de produção da bebida é igual. O que existe é uma pequena diferença de resistência da garrafa, que acaba retendo mais gás carbônico, mas isso é imperceptível ao paladar. Continuo discordando.

6.    É melhor gelar a garrafa deitada ou em pé?
De novo, cerveja não é vinho. Em pé, porque ainda se tem um pouco de ar residual na garrafa e o oxigênio é prejudicial à cerveja, pois causa o envelhecimento do líquido. A garrafa em pé diminui o contato com o ar. Mas hoje a maioria das cervejarias trabalham com o mínimo de oxigeno residual, o que diminui a diferença entre uma e outra posição para armazenar e gelar.

7.    Que tal uma degustação?
Para começar, é indispensável que os copos estejam limpos e secos. O ideal é seguir uma linha para guiar a degustação: cervejas diferentes de um mesmo fabricante ou cervejas do mesmo estilo, mas de fabricantes diferentes. Escolhidos os rótulos, é indicado começar com as mais leves primeiro, partindo para as mais encorpadas e alcoólicas. Para aguçar os sentidos, é aconselhável que os participantes não tenham consumido bebidas alcoólicas no mesmo dia. Para perceber as características de cada bebida, é essencial que elas sejam servidas na temperatura adequada.

8.    Quais as cervejas mais refrescantes?
As cervejas do tipo larger, em especial as pilsens são as mais indicadas. Porém isso não se restringe às marcas populares. As pilsens tchecas, por exemplo, são extremamente refrescantes (como já disse sobre a Czechvar). Ainda, outras opções, como as bières blanches (feitas de trigo) são excelentes pedidas para o calor. As cervejas de trigo da Alemanha também são bem refrescantes e as lambic com frutas também podem ser boa opção de aperitivo em dias quentes.

9.    Existe drinque com cerveja?
Para Catarina, por uma questão de alter ego, o melhor é a Michelada. Drink popular no México, consiste de limão, um pouco de sal (tem quem coloque pimenta chili  também) na borda do copo, cubos de gelo, e cerveja pilsen. Há variações da bebida em outros pontos da América Latina, que pode levar suco de tomate e outros temperos. Nos EUA também é possível encontrar variações de margaritas feitas com cerveja, assim como no Brasil alguns bares já se arriscaram a oferecer caipirinha de cerveja – o resultado é um refresco de cevada, com sabor diluído e “temperado” pelo limão.

10.    O que é a cerveja “choca”?
Três efeitos indesejáveis na cerveja podem resultar numa bebida alterada, chamada popularmente de “choca”:
a) perda de gás carbônico, por conta de algum defeito na tampa ou pelo “esquenta-esfria” da garrafa, que faz a tampa se contrair e expandir – e, consequentemente, escapar o gás;
b) cerveja “velha” ou mal transportada ou armazenada e que perdeu suas características ideais;
c) coagulação da proteína da cerveja – de novo por causa do processo de “esquenta-esfria” feito algumas vezes. Nesse caso, a bebida não tem sabor alterado, mas seu aspecto fica comprometido, levemente leitoso, num efeito chamado de turbidez.

Mas a dica mais importante, que eu chamaria de 11ª, seria: beba com moderação. E não falo somente da mistura péssima de bebida e direção, falo sobre beber bem, o que é diferente de beber muito. Aproveitar o sabor da cerveja depois de muitos e muitos copos se torna impossível – principalmente de se lembrar. Mesmo as cervejas mais gourmets tem alto ABV e podem dar a fantástica dor de cabeça no dia seguinte (nunca me esqueço dos 3 litros de München em um pub que me causaram o pior domingo da vida). Portanto, separe os objetivos. Se o intuito é beber muito, faça-o rodeado de pessoas conhecidas e confiáveis, prepare o Engov e o kit antirressaca e aproveite!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De rosa e de 11, Catarina também comemora!

Onze.

Meu número, e hoje ainda mais. Meu aniversário.

E pensando em números, pensei em cerveja. Não, não existe uma cerveja de rótulo 11. Existiu, mas foi retirada. Mas existem tantas outras que até marcaram passagem aqui pelo blog. Entre elas, dois exemplos:

A 1795 foi a primeira cerveja que, então Renatinha e eu, tomamos no Melograno, de onde veio toda a ideia do blog e da busca que persiste – mesmo apesar dos pesares.

Ontem, na exata virada comemorei com um amigo querido – desses novos que a vida nos presenteia – com uma 1906. Cerveja que me marcou num evento entre amigos.

Números e sabores. Números e cheiros. Números e cores.

Por isso, minha cerveja especial de aniversário, por razões emocionais e, para quem me conhece, até obvias, é a Hoergaarden Rosée.

Hoegaarden porque é Hoegaarden e das mais simples cervejas, uma das favoritas.

E Rosée... como eu disse, quem me conhece sabe que tenho rosas desde o pé até no meu registro de nascimento.

Este exemplar colorido da querida Hoergaarden nada mais é que a cerveja branca com adicional de framboesa. Doce, frutada, uma típica fruitbeer. Deixa o toque rosa com seu creme salmão, o sabor doce e ainda, uma certa cremosidade que impressiona. Sem amargor nenhum, uma companhia perfeita para, quem sabe, um bolo de aniversário ou qualquer outro tradicional docinho da data.

Feliz, de aniversário a Hoegaaden, hoje comemoro uma fase muito boa da vida. Foi em 2011 que a paixão por cerveja floresceu, e tem crescido a cada dia, a cada rotulo, a cada novo amigo que esta nova “empreitada” me traz.

Em 2011 eu conquistei mais do que só mais um ano de vida. Foram incontáveis cervejas, incontáveis risadas, icontaveis boas companhias. Agradeço a todos que participam e me ajudam nesta busca da cerveja perfeita!

E é hoje, no dia 11, uma garota 11, que eu falo de mais uma no hall das favoritas. Rosa.

<:)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estação Oktoberfest. Desembarque pelo lado direito do trem.

Semanas conturbadas. Um misto de inferno astral, resoluções de final de ano e a sazonalidade do meu trabalho – que ainda não é só cerveja – me afastaram um pouquinho daqui. Sinceras desculpas.

Ainda em clima de Oktoberfest, ainda lembrando da visita à fábrica da Eisenbahn, ainda lembrando daquele final de semana cheio de viagens, chuvas e histórias.

Falando em história, falemos da história da Eisenbahn. Cervejaria nacional localizada em Blumenau – SC – desde 2002 e em 2008 comprada pelo Grupo Schincariol, é uma das poucas nacionais que produz seu chope seguindo a Reinheitsgebot, a “Lei de Pureza Alemã” (aquela que um dia um rei que acordou de ressaca e uma maldita dor de cabeça e resolveu que não haveria mais nada nas cervejas além de malte de cevada, lúpulo e água). Sua fábrica fica ocalizada ao lado de uma antiga linha de trem em Blumenau, o que serviu de inspiração: Eisenbahn em alemão significa ferrovia. A Eisenbahn é premiada internacionalmente,sendo a primeira cervejaria da América do Sul a conquistar o European Beer Star, com 2 medalhas de bronze. Vale ainda citar que a Eisenbahn foi citada o livro de Michael Jackson, um dos melhores escritores e conhecedores de cervejas do mundo. Esse livro é como se fosse um guia de cervejas de todo o mundo e a Eisenbahn é a única cervejaria brasileira que aparece na página da América Latina.

Entre tantas outras menções e prêmios, a Eisenbahn é umas das estrelas do maior festival de cerveja. E como não poderia deixar de ser, tem uma receita específica para tal: A Eisenbahn Oktoberfest. Feita para celebrar os 25 anos da maior festa alemã fora da Alemanha, a Eisenbahn lançou a primeira Cerveja Oktoberfest feita no Brasil. Desenvolvida especialmente para o festival, é produzida somente de setembro a outubro. É uma cerveja lager de corpo médio, cristalina, com coloração dourada escura, e com aromas marcantes de malte, pão e cereais, apresentando leves aromas de lúpulo em simpáticas long-necks de rótulos azul-brilhante. É também considerada uma Märzenbier, já que segue o mesmo principio das cervejas do tipo.

Não, não a provei no festival, mas ainda antes da visita à fábrica, harmonizando com uma suculenta porção de polentas fritas e salsichões, além claro de risadas, amigos, chapéus, copos e souvenirs e, entre os 4 amigos, outros 2 tipos de cervejas da marca. Para mim, a cerveja mais leve da mesa, que contratou muito com o clima do local: frio, nublado e chuvoso.

Então, na sequência e para aquecer, dei início a prova de todas as cervejas da Einsenbahn. Minha favorita? Ainda a Oktoberfest!

Prosit!