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terça-feira, 6 de março de 2012

Proibida

A vida e suas coincidências...

Por razões que fogem à minha competência - an-han - estou em um período de retiro. Por longos 30 dias estou proibida de tomar cerveja, seja ela qual for. 

E é um período necessário. Porque tudo em excesso faz mal, de água à felicidade, passando por comida, sexo e, quem diria, cerveja. E eu abusei no carnaval. Ao fazer uma continha de padeiro, coisa simples, percebi a quantidade homérica que ingeri nos 6 dias de festas tupiniquins. Afinal, em um lugar onde a garrafa de água custava R$3 e 4 latinhas de Skol 250ml - a famosa "piriguete" nas terras soteropolitanas - saíam pela bagatela de R$5, a escolha era até justa, haja visto o valor previamente gasto em abadás. Enfim, foram cerca de 20 unidades por dia, vezes 6 dias, vezes 140 calorias a unidade, vezes...

Odeio Pitágoras.

Eu, que estou acostumada à longos períodos sem doces, chocolate e "afins", vou dizer: é difícil. Qualquer dose meia boca de corrida, de risada ou de suco de açaí substituem a serotonina, mas nada substitui a cevada. Sim, porque eu ainda tenho livre acesso ao álcool, logo não é papo de alcoolatra não, eu de fato sinto falta de cerveja mesmo.

Mas esta é terminantemente proibida.

E então a última cerveja provada antes do carnaval, ou seja, antes do estopim deste jejum, foi exatamente uma Proibida
Encontrada por acaso em uma loja de conveniências, dificilmente nas prateleiras por aí, a Proibida é a famosa cerveja que "trollou" o Pânico ano passado, com as tchecas que no fim eram uma estratégia de marketing viral utilizada pela cervejaria, e que deu o maior auê por conta do principal patrocinador do programa, a Skol.  Dizem que foi pegadinha, dizem que foi estratégia. Enfim... a cerveja tem um bom Marketing, criou a primeira likestore no Facebook semana passada e teve até bloco de carnaval em Récife.

A cerveja é o último lançamento da Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP), cervejaria da região nordeste do Brasil existente desde 2008. É uma Pilsen brasileiríssima que segue à risca a receita tcheca de cerveja, utilizando malte e lúpulo importado. Não é uma cerveja artesanal, não vem cheia das nove horas - pelo contrário, comprei num posto de gasolina por cerca de R$5 e provei na própria long neck mesmo - mas tem ares de Premium. Tem um aroma que chama a atenção, diferente das Pilsens do mercado, com um toque herbal e denotando lúpulo, mas no sabor um amargor leve, um pouco ácida e aguada. Nenhuma grande inovação nem descoberta, é uma cerveja de boteco, de verão. Refrescante como uma boa tcheca (sério, que frase esquisita!), boa para deixar um gostinho de quero mais quando este meu "inferno astral" acabar.

Só por mais 20 dias!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dá pra fazer!

Existem duas coisas que eu gosto quase mais do que de cerveja: de campanhas publicitárias que me arrepiem a espinha e passar horas na internet aumentando meu índice de cultura inútil. Geralmente entro em êxtase quando me deparo com campanhas publicitárias de cerveja viralizando pela internet. Nem precisa de cereja no topo.

Então a Samuel Adams, em sua fanpage oficial no facebook me surpreende: um aplicativo para que, baseado nos principais aspectos da cerveja - cor, corpo, características do malte, amargor, filtragem, etc - possamos criar a nossa cerveja ideal. O Crowd Craft Project é uma estratégia de marketing, que faz com que o público não só se sinta mais próximo da marca, mas se sinta parte dela. Até dia 05 de fevereiro, todos os palpites serão levados em conta para a produção da primeira cerveja "produzida" pelo facebook. O lançamento será feito em março, infelizmente não aqui no Brasil.

Foi como achar meu pote de ouro no fim do arco íris... Além de ser uma campanha sensacional, que foge dos padrões das mídias convencionais, de onde a maioria das cervejarias não saem, é parte do propósito da nossa busca pela cerveja perfeita.  Afinal, faz quase um ano que buscamos em cada empório, cada cidade, cada viagem, evento, mesa de bar, aquela cerveja perfeita, aquela que vai lembrar de Frank Sinatra, de rock, de infâncias e lugares. Talvez seja esta a alternativa: produzir a própria perfeição, objetivo que não poderia ser mais presunçoso, porém ainda válido.

Pra começar, estamos produzindo uma Ale, então esta nossa perfeita exclui as pilsens, lagers e todas as outras de baixa fermentação. Estando satisfeita com esta predefinição, continuemos. Mãos - e mouse - à obra. Minha fórmula ficou assim:

Que tal montar sua própria perfeita?
O aplicativo só está disponível em inglês, mas vamos lá... Sim, uma Golden Ale, com corpo e transparência médios. Tentei trabalhar com a lógica, deixando um arominha de ervas, uma cerveja levemente condimentada porém refrescante. Acho - acho - que eu produzi algo parecido com uma de minhas favoritas conhecidas. Acho... Mas vai dizer que a imagem acima não deu sede em plena segunda-feira?

De qualquer forma, cada dia, cada momento, pede uma perfeita. Para hoje, Golden Ale. Para amanhã, quem sabe uma Stout bem encorpada, com aquele sabor maltado e de chocolate ao fundo? Para quarta, uma IPA... Enfim, curiosa pelo resultado da campanha! E consciente de que tenho muito chão pra produzir uma cerveja e quero ainda mais chão para encontrar a perfeita. 

Um brinde, à busca e a Samuel Adams, com mais uma campanha sensacional!

Aliás, momento créditos para o Eu bebo sim, onde encontrei a dica do aplicativo, excelente :)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Edelweiss de flores, de músicas e de cervejas!

Iniciada a sequência de provas das cervejas recém-ganhadas do United World of Beers. E iniciada de maneira muito única. 

Primeiro porque sim, eu ainda estou com dó de desmontar o kit. Embora algumas das cervejas eu já conheça, tá tão bonito! E segundo porque uma delas me foi dada há um tempinho, junto com dois outros rótulos, pela Semyle (amiga, mais que colega de trabalho, corinthiana fanática e parceira) que quase morreu quando eu consegui derrubar a sacola e quebrar as garrafas com as cervejas que me trouxe de Florianópolis, no meio da minha sala no trabalho. Doeu tanto que eu na hora parei tudo pra caçar empórios onde eu pudesse encontrar as cervejas para repor o presente. Ainda bem que consegui!

Enfim, comecei a série por uma cerveja então duplamente patrocinada: a Edelweiss. E a apreciei de outra maneira dupla, assistindo um filme sobre cerveja, o Beerfest, que há algum tempo tinha ouvido falar e estava bem da curiosa para assistir. Aliás, filme com peculiaridades este. Indico para uma noite quente e com uma certa quantidade de München acompanhando a pipoca (por que não?)

Edelweiss tem muitos significados. Na música conta a história da família austríaca Von Trapp, de A Noviça Rebelde. Na natureza, é uma flor branca que nasce somente nos Alpes da Europa na região da França, Itália, Suíça, Iugoslávia e Áustria, onde, tradicionalmente, se tornou o símbolo do país. Aliás, reza a lenda que um rapaz, quando apaixonado por uma garota, deveria escalar a montanha, pegar um edelweiss e trazê-lo para a amada como prova de seu amor. Ainda hoje, no folclore austríaco, as danças e músicas tirolezas fazem referência a esta lenda. Em alemão, edelweiss significa “branco nobre”. Edelweiss também é sobrenome, e criado no Brasil! Segundo outra lenda, um padre alemão, após se apaixonar por uma brasileira, largou a batina e adotou seu codinome de poeta: Edelweiss.

Mas o significado mais feliz é a cerveja austríaca de trigo, importada pelo Grupo Heineken, que nasceu no coração dos Alpes, na Cervejaria Hofbraü Kaltenhausen na Áustria. Esta cervejaria, uma das mais antigas da Áustria, foi fundada em 1475. A cerveja ale é enriquecida com aroma de ervas alpinas, o que dá um aroma e um paladar bem diferenciado das outras cervejas de trigo, trazendo um leve amargor no final, bem leve. O aroma é doce e fermentado. Tem uma espuma bem densa, e um corpo de cor de mel. No sabor, o agradável sabor de uma weissbier, sem muitas diferenças, mas com um toque mais requintado, talvez pela adição das especiarias e o toque da flor tão rara e especial.

Filme bom, cerveja melhor ainda, e um sentimento de “quem vai escalar os alpes e me trazer uma Edelweiss gelada?”

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Surpresas da vida de cervejeira - United Beers of the World

Depois de certo descanso em Fortaleza, um final de semana de esbórnia na casa de amigos celebrando um Reveillón paulista e fechando o período com chave de ouro com David Guetta em SP, volto ao trabalho. Segunda-feira e ao entrar na minha sala me deparo com uma caixa enorme, em meu nome. Sem sequer saber do que se tratava, abri. Na primeira imagem, uma caixa preta, grande, muito grande, e pesada. Escrito em verniz UV reserva (ah doces tempos de agência de publicidade) em letras garrafais, UNITED BEERS, e centralizado em dourado, os dizeres “Cervejas que unem o mundo”. Surpresa era a palavra.

Coloquei no chão, afastei a cadeira e abri.

Pausa para meu raciocínio publicitário: fico imaginando a equipe que criou esta ação, em sua primeira reunião de brainstorming, onde ao apresentar a campanha descreviam a reação do destinatário ao abrir o pacote. Os slides que defendiam o apelo emocional, o sentimento de proximidade com a marca, a satisfação em fazer parte de um grupo que soa seleto. A equipe de design que fez da embalagem algo que denotava luxo, alto-padrão, qualidade. Rótulos que eram enaltecidos pelo fundo preto e fosco, minunciosamente recortado nas silhuetas das garrafas e latas. Os redatores que redigiram um texto emocional, apelativo de forma discreta. Uma equipe de produção que por noites e madrugadas afora trabalharam no fechamento da arte-final, montagem de bonecos, aprovações e  - com toda certeza - alterações. Para toda esta equipe da Talent eu digo: WELLDONE! De uma publicitária com pé no mundo da cerveja para publicitários de plantão, vocês foram incríveis, insuperáveis, F***!!!

Voltando... Coloquei no chão, afastei a cadeira e abri. Do primeiro pensamento ao último, estava boquiaberta. Era como se, ao abrir a caixa, raios dourados tivessem saído e iluminado a sala, bem no estilo propaganda de Natal. 



Com 8 rótulos – com alguns provados e até com resenhas aqui, como a Dos Equis – o kit feito pela Heineken apresenta uma volta ao mundo através da holandesa Amstel Pulse, a italiana Birra Moretti, a austríaca Edelweiss, as irlandesas Murphy´s Irish Stout e Murphy´s Irish Red, a brasileira Xingu e duas cervejas de origem mexicana, Dos Equis e Sol Premium. 

Ao me recompor de tal surpresa, a primeira providência foi acessar o site: www. unitedbeers.com.br e conhecer mais sobre a ação. O portal traz informações detalhadas sobre o universo de cada uma das bebidas, e ainda um concurso cultural, o “Beer Brothers”, onde concorremos a uma geladeira estilo vintage customizada da ação ao convidar um amigo do Facebook para tomar umas das cervejas e criar uma frase, dizendo por que gostaria de tomar uma cerveja com este amigo. Nem preciso dizer que eu estou aqui concentradíssima bolando a melhor frase.

Claro que, ao longo de 2012, todas elas estarão por aqui sendo avaliadas, para ver se, entre estas, está a perfeita que eu tanto procuro. Mas sinceramente, dá até dó de mexer no layout do presente - sim, foi um presente, pra vida!

Me senti honrada, feliz, especial... como toda mulher deve ser!

Obrigada é a palavra!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigos, amigos, cervejas fazem parte!

(Post a 4 mãos)
 
São seis os amigos mais famosos do mundo. E são inúmeras as vezes que os vimos sentados diante de uma única protagonista: a cerveja.

Durante 10 anos – e pasmem, que acabaram há 7 anos – acompanhamos as piadas, tragi-comédias, amores, dores e neuras de 6 pessoas tão comuns quanto nós mesmos. Rachel, Monica, Phoebe, Ross, Chandler e Joey fizeram nossas noites mais agradáveis e hilárias. Seus quotes já são imortais, como o famoso “How you doing” de Joey, ou o “Could I be any...” de Chandler, isso claro, sem contar nos trejeitos e olhares de Ross. Tanto a dizer sobre eles, Catarina e Renatinha são fãs incondicionais do seriado. A ponto de saberem de cor as falas e detalhes de cada episódio. E vêem e revêem cada um deles como se fosse a primeira vez.

Mas uma coisa notada recentemente por Catarina, talvez pela nova paixão adicionada à sua lista: a cerveja favorita, principalmente de Joey: Budweiser.

Sem muito o que explicar, bud lembra parceiro, best bud, como ele mesmo chama seu amigo Chandler (ele deu até uma pulseira para ele, the woman repeller!)

Hoje, no dia do amigo, falamos da Budweiser americana, aquela lager que está sempre nas geladeiras nos filmes e seriados e que por algum tempo só nos fez vontade por aqui. Por algum tempo porque o Brasil está para ganhar uma nova amiga. Sim, a Budweiser será lançada em breve no Brasil.

A Budweiser foi a primeira cerveja nacionalmente americana. Seu nome na realidade é inspirado num tipo de cerveja de um lugar chamado Budweis, em uma região distante do Império Húngaro, e em 1883 começou a ser pasteurizada e engarrafada. Sim, nossa Bud era um másculo e rústico exemplar de chopp. O que alias combina e muito com seu público, homens trabalhadores, macacões, mãos sujas de graxa, trabalho pesado e jogos tradicionais. Nada mais americano, nada mais cinematográfico. Como imagem visual sempre foi o ponto alto da Budweiser – tanto o rótulo tipicamente americano com suas cores vermelho, branco e azul – com seu poder distintivo comparável ao da Coca-Cola; os slogans “O Rei das Cervejas” e “O Produto Genuíno” transformaram a marca na cerveja mais consumida do planeta, inclusive com campanhas que fizeram história (inclusive fazendo parte da nossa história!).

Em 2008 a Inbev comprou a Budweiser, tornando-se então a maior cervejaria do mundo. E já que a Bud será então fabricada e comercializada por aqui, nenhuma data melhor para comemorar a notícia da chegada de uma nova amiga do que no dia do amigo. Mas oficialmente sua primeira aparição acontecerá no Preliminary Draw, evento da Fifa que acontece no Rio de Janeiro na última semana desse mês. E estará no mercado até o mês de novembro (informações da Ambev). Na publicidade ela será representada por ninguém menos que Nisan Guanaes, ou melhor dizendo, pela Africa.

Enfim, uma cerveja para ser bebida entre amigos, após uma longa jornada de trabalho ou mesmo em frente à TV na companhia de 6 amigos inseparáveis que elevaram a amizade a um novo patamar.

O mundo e os amigos nunca mais foram os mesmos após Friends e talvez uma nova revolução aconteça após a Budweiser. Afinal, quando se trata de estômago ninguém entende mais que o Joey.

So... How YOU doing?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fetiches

Sendo Renatinha e Catarina duas publicitárias de formação, nada mais natural que de vez em quando apareça algum comentário sobre campanhas aqui no blog.

Sendo o blog sobre cervejas, nada mais natural que essas campanhas sejam sobre o nosso precioso líquido.

Sendo o blog ainda, um local onde falamos das percepções femininas sobre a cerveja como um contra ponto à visão masculina, nada melhor que esta campanha fale sobre homens e mulheres.

Tudo isso para falar sobre um anúncio da Heineken que eu adoro. Mas antes vou falar sobre a Heineken.

Confesso que apesar de reconhecer o seu valor, a Heineken não é uma das cervejas que está na minha lista de preferidas. Para ser bem sincera peço Heineken só em último caso, ou quando ela é a opção verde do St Patrick's day, para fazer uma graça.

É uma cerveja leve, amargor não muito marcante, clara, bom aroma, equilibrada. Mas toda vez que a tomo me lembro da célebre frase de Santo Arnaldo (um dos santos padroeiros dos cervejeiros) "Do suor do Homem e do amor de Deus veio a cerveja do mundo." No caso da Heineken sempre acho que sobrou suor e faltou amor. Mas enfim... O papo hoje é sobre campanhas publicitárias.

E nesse quesito a Heineken manda muito bem.

Não sei dizer exatamente de quando é este vídeo, eu o conheci no ano passado e fiquei simplesmente fascinada com a simplicidade com que aborda as diferenças de fetiches masculinos e femininos, de maneira criativa e nada ofensiva.

Imagine um casal que acabou de arrumar seu futuro lar, pensando em todos os detalhes. Esse casal, vai apresentar a casa para seus amigos. Clube da Luluzinha de um lado, clube do Bolinha do outro.

As mulheres caminham para o quarto e a anfitriã abre um closet gigante e bem iluminado, abarrotado de sapatos, acessórios e claro, muitas roupas. A realização do sonho de qualquer mulher que já se identificou em qualquer grau com Carrie Bradshaw.

A reação espontânea é uma histeria coletiva. Pura euforia interropida por uma espontânea histeria coletiva provocada pelos gritos masculinos vindos do outro lado da casa.

Então vimos os homens dentro de uma gigante e bem iluminada geladeira, abarrotada de cervejas.

Que homens tem verdadeira paixão por cerveja nunca negamos. Que mulheres tem real fetiche por sapatos também não somos nós que iremos contrariar.

Mas se Renatinha e Catarina (assim como tantas outras mulheres que conhecemos) participassem desse comercial, com certeza reforçariam o coro histérico tanto no closet quanto na geladeira.

Sem dúvida é uma campanha das mais bem trabalhadas, e me levou a pensar que melhor mesmo é compartilhar fetiches. Assim as possibilidades de que se concretizem aumentam muito. Porque duvido que ele teria conseguido essa geladeira, do jeitinho que idealizou, sem o aval da ilustríssima esposa.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Discutível Perfeição

Catarina e Renatinha são amigas de longa data. Mais que isso, uma equipe. Mas são diferentes, muito diferentes. Vêem a vida sob perspectivas completamente díspares. Se divertem juntas, bebem juntas mas não necessariamente encaram o mundo da mesma forma. E no post de hoje mostramos que, no mesmo assunto, temos dois textos que provam como personalidades divergentes não influenciam amizades... amizade esta que, aliás, só cresce, a cada texto, a cada gole, a cada descoberta.
Esta semana, falamos sobre a Devassa e sua nova campanha. Só que, ao discutirmos este assunto – claro, numa mesa regada à cerveja e agradáveis companhias, percebemos quão divergente nossa opinião sobre o assunto era. E resolvemos dividir nossos pontos de vista:

A Devassa... por Renatinha - Um brinde à espontaneidade.

Todo mundo sabe que mulher também bebe e gosta de cerveja (se não sabe, basta ler este blog para descobrir). Então porque ainda a maior parte das marcas insistem em direcionar suas campanhas aos homens? Pois é, mulheres gostam de cerveja, assistem televisão, lêem revistas, vão ao mercado, aos bares, são consumidoras em potencial e gostam de campanhas nas quais sintam-se incluídas.

Então podemos supor que as campanhas de cerveja deveriam abolir essa comparação de mulheres e cerveja, certo? Quase isso. Em 99,99% dos casos essa premissa é válida, mas quando temos uma cerveja com o nome de Devassa, essa regra não só pode, como deve ser quebrada. E isso pode ser visto de uma forma muitíssimo bem desenvolvida nos anúncios da Devassa com a Paris Hilton e com a Sandy. Sim, com a Sandy, mas vamos do começo.

Não poderia haver escolha melhor do que a Paris para representar uma cerveja com este nome. Devido a seu histórico de grandes arrebatamentos, por sua impetuosidade e querer manter-se sob a luz dos holofotes a qualquer custo. Perfeita e instigante a campanha causou uma grande e polêmica repercussão ao ser tirada do ar.

Em minha humilde opinião é no mínimo hipócrita no país do carnaval, onde mulheres semi(?)-nuas desfilam sem nenhum pudor, vetarem a Paris Hilton, devidamente vestida dançando de forma sensual enquanto transeuntes ficavam admirados com sua ousadia.

Enfim, polêmicas a parte (este parece ser o real tema das campanhas da Devassa) a Paris causou tal frisson que até hoje me pego rindo sozinha ao lembrar que mesmo em uma mesa só de mulheres nos divertimos muito ao ligar para a Paris enquanto tomávamos várias Devassas.

Mas a publicidade não pára, e vive de idéias criativas e inovadoras, às vezes até um pouco ousadas demais. Quem poderia então substituir a Paris no papel da nova Devassa? Quem poderia ser comparada à Paris? Quem superaria a Paris causando um verdadeiro frisson e polêmicas na rede? Qualquer outra no mesmo estilo seria apenas uma sequência nada criativa e ousada que não despertaria o interesse de consumidores e consumidoras. É nesse ponto que entra a Sandy.

Quando penso em Sandy só consigo visualizar aquela menininha chatinha, que fala sem parar, que fazia de tudo para ofuscar o irmão e que pregava um puritanismo que os fãs que me desculpem, mas não combina com o mundo real e não convence muita gente. Lembro de um grande amigo da época da faculdade, completamente alucinado pela Sandy que dizia que sua paixão era justamente por ter certeza que ela não tinha nada de santinha, que aquilo ali era só tipo para esconder uma verdadeira fera, ou se preferirem, uma verdadeira devassa.

Também nunca vou me esquecer de uma aula de teatro onde interpretávamos um tribunal e a ré confessa tinha que dar o seu depoimento sobre o assassinato da Sandy. A atriz em sua retórica bem articulada e cheia de argumentos contra a hipocrisia pueril pregada pela cantora adolescente foi absolvida com maioria absoluta dos votos do jurí. O argumento que nos convenceu é que ninguém poderia ser acusado de matar algo que não existe, como o papai-noel ou uma adolescente tão pura, meiga, santa, ingenua, virgem e tímida como a Sandy pregava ser.

Ou seja, a Sandy como nova Devassa dá um grito libertário pelo fim da hipocrisia. Viva o lado Devassa da vida, o lado leve, refrescante de estar entre amigos, de ser espontâneo. Porque a vida cheia de regras perde totalmente a graça e nos transforma em robozinhos que apenas seguem um protocolo que tem como promessa garantir a felicidade.

Protocolo este que pelo visto, nem a Sandy aguenta mais.

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A Devassa... por Catarina - Um brinde à diversidade

Eu acho que um blog que trata de mulher e de cerveja não pode se abster de falar sobre o assunto... podemos dizer que é notícia velha, que passou, que o “boom” já aconteceu, mas eu ainda quero falar da nova Devassa.

Sim, porque até poucos meses atrás eu estava pendurada no celular, rodeada de mulheres em um restaurante, com dezenas de garrafas de Devassa à minha frente torcendo – e sendo filmada – para falar com a Paris Hilton. Queria mesmo saber se ela ia falar em inglês ou português, saber o sotaque, o que ela iria falar. Curiosa, bem no estilo consumidora participando de promoção de sabão em pó.

Vou contar um segredo, que até mesmo a Renatinha caiu de costas quando soube: eu sou fã da Sandy. Quer dizer, não essa nova Sandy, que cortou o cabelo e começou a cantar algo como jazz, mas do bom e velho “Sandy e Jr.”, que tocava em dupla, usava franja e roupas de franja e tinha seriado no domingo. Eu ainda sei várias músicas do Sandy e Jr. de cor e salteado, dancinhas inclusive. Porque eu e Sandy temos a mesma idade, porque eu passei a infância e adolescência escutando e revivo algumas músicas. No karaokê principalmente, no meu repertorio sempre tem “Maria Chiquinha”. É meu lado criança que eu não permito deixar apagar. Gosto disso.

Mas ve-la loira e tentando provar que de puritana ela não tem nada... não sei. Não me convenceu. A mesma garota que passou anos da vida defendendo a virgindade, casou com o primeiro namorado e tem o selo de qualidade de família feliz não vai me convencer que já dançou bêbada em cima da mesa de um bar. E não estou criticando o lado puritano da Sandy não, afinal, contrariando o marketing da Devassa, todo mundo tem é um lado puritano mesmo, de Amélia, tímido e retraído. Até mesmo a antiga Devassa Paris Hilton deve ter seus momentos introspectos.  Sensualidade na Sandy não é algo que vem do sex appeal. Se, aos olhos masculinos, ela denota algum desejo, é exatamente pela pureza que ela construiu durante seus 24, 25 anos de carreira. Não é um cachê que vai mudar isso. Mas ainda assim eu gosto da ousadia da cerveja ao escolhê-la – embora queria muito ser uma mosquinha pra ter participado das negociações e descobrir o que fez a Sandy aceitar o papel, ah queria. Acho que, se o objetivo era barulho, bem feito! A mídia espontânea gerada, de critica ou elogio, foi excelente.

Já a cerveja... bom, eu gosto, é sempre uma das minhas opções quando a ocasião é apenas brindar e descontrair, é uma cerveja leve, e – o que eu adoro – dá sempre pra brincar com a marca e fazer piadinhas com as amigas. Eu conheci a Devassa quando ela era ainda tipicamente carioca, estava a trabalho no Rio de Janeiro e visitar a Devassa era coisa de turista. Provei as então alardeadas loura, ruiva e negra. Naquela época – 6 anos atrás – eu ainda não tinha realizado que era fascinada por cerveja, elegi a ruiva minha favorita unicamente porque combinava com meu cabelo. Hoje eu já coloco a Devassa em outro patamar, tirando-a da cerveja “de turista” para a cerveja “de ocasião”, onde a loura tem mais frequência: uma pilsen clara e refrescante, que me dá o charme que preciso para conquistar qualquer homem, mesmo abrindo a long neck com o antebraço (sim rapazes) e finalizar o primeiro gole com aquela olhadinha clássica e dizer, com sotaque e força, Devassa!

E vc, Devassa ou apenas outra loira gelada?