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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mais uma das cervejas rosas


Voltemos então às rosas, saindo das pétalas e indo para o rótulo.

Eu tenho rosas no nome, no quarto, na cor favorita, enfim, tenho um mundo cor-de-rosa único, mas isso quem não sabia, desconfiava. Tudo que é rosa me encanta. E eu partilho isso com algumas amigas, coincidentemente.

A Semyle, aquela nossa correspondente que ama o blog mas insiste em não participar, sempre vem com uma novidade. Daí ela apareceu com uma cerveja rosa envolta numa pulseira. Caveiras, rosas e framboesa. A framboesa na cerveja, claro. Adoro as surpresas mensais que ela traz pra SP...

A pulseira – que ela insiste que eu não uso – já sabe o caminho casa-trabalho de cor. A cerveja, estamos falando da Timmermans Framboise, tomada no mesmo dia num encontro de garotas no escritório ao lado. Bom porque pode ser aprovada não por uma, mas por 5 mulheres.

Uma lambic, e a maioria das mulheres que torce o nariz pra cerveja adora esta versão. Mesmo eu que adoro sentir o sabor do lúpulo me encanto pelas lambics.

A Timmermans Framboise é da cervejaria belga de mesmo nome, existente há mais de 300 anos, nos arredores do centro de Bruxelas. Maturada em barris de carvalho, a cerveja tem uma tonalidade rosa-avermelhada, com um aroma de framboesa tão intenso quanto o sabor. A espuma é bem rosada, e bem formada. Como tem aromatizante, tanto o aroma quando o sabor puxam bastante, praticamente anulando o amargor da cerveja e a deixando bem doce. Deixa um retrogosto doce e até arrisco dizer que enjoativo no final. Coisa de xarope. Mesmo assim, aprovada pelas mulheres.

Que digo, estavam mais ávidas pelas novidades de cada uma do que pela cerveja. Taí uma diferença entre os homens e as mulheres. Algumas conseguem deixar a cerveja em segundo plano quando a fofoca é boa.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

As rosas simplesmente exalam!

Em toda visita ao Empório, dou uma passeadinha nas prateleiras, procurando um rótulo, uma história, uma indicação. E sempre me surpreendo. Não sou petulante a ponto de dizer que conheço tudo de cerveja, este universo a cada dia fica maior... Gosto, conheço, mas a caminhada é tão grande que eu sequer vejo o fim!

Mas voltemos a falar de flores. Ou de cerveja.

Quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, sofria muito bullying no prédio que morava. Quer dizer, na época não existia bullying, então eu era zuada mesmo. Uma das minhas melhores amigas até hoje tem duas irmãs que fizeram da minha infância o inferno na terra. Junto com as amigas delas. Mas esta guerra tinha uma trégua momentânea: a hora da salada de rosas. Íamos na casa vizinha ao nosso prédio e pegávamos pétalas de rosas, que temperávamos com vinagre, sal e azeite e comíamos escondidas atrás da arvore que tinha entre os dois terrenos. Ficava uma delícia! Tinha uma textura macia, um sabor leve adocicado e o perfume das rosas que ainda exalavam. Nunca esqueci deste gosto.

Quase vinte anos depois – e revelando minha idade para os abastados da matemática avançada – esta cena me vem à mente ao encontrar na geladeira uma Rogue Mom Hefeweisen Rose Petals.

É aquele momento que eu não penso duas vezes e abro a geladeira. Além de um rótulo simpaticíssimo com uma versão da Palmirinha, as palavras mágicas: Ale brewed with rose petals. Será que tem aquele gosto da infância?

TEM!


A Rogue Mom Hefeweisen Rose Petals faz parte da extensa família Rogue, cervejaria americana que tem mais de 30 rótulos, todos na linha do exótico. A cervejaria tem 24 anos, mas já tem história, prêmios e muita criatividade, desde os rótulos (que o sangue publicitário me faz amar) até os ingredientes. Cerveja com chocolate, chipotle, avelã, cerveja Mocha... tem de tudo!

Quando falamos da Mom Hefeweisen Rose Petals falamos de uma cerveja Blonde Ale no estilo witbier, o que me lembra bastante a Hoergaaden: turva, amarela clara e aroma de trigo, além do toque cítrico. Mas esta vai além. Um quê de palha, um toque de mel e fragrância de... rosas. Sim, aquele mesmo sabor de rosas, a lembrança do fundo do jardim, da árvore. Muito refrescante, é a típica cerveja do verão europeu, considerada "espumante" pelos alemães, mas na versão com pétalas de rosas. 
Não vou mentir, nem tudo são rosas. Tem um final seco, com a presença forte do trigo. Mas tem rosas. E não são qualquer rosas, pétalas de rosas de Eugene, Oregon.

Confesso que segui o mesmo erro do cidadão do post anterior e peguei a garrafa no ímpeto, sem sequer perguntar o preço. R$42,00 a garrafa de 650ml. É... 

Há quem diga que perfeitos são os lírios com sua fragrância, as orquídeas com sua elegância ou até mesmo as begônias por sua simplicidade.

E eu gosto mesmo é de rosas.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Porque é primavera!

Ah a primavera! Minha época favorita do ano, com certeza! O sol volta a dar sua graça com maior frequência, os ipês de São Paulo florescem com seu amarelo vivo, as amoreiras tingem as calçadas, as roupas vão ficando leves e coloridas.

A primavera denota fertilidade, a vida na terra, onde na agricultura celebra o tempo  em que as sementes são plantadas e começam o seu processo de crescimento e um maior equilíbrio das forças da natureza. Pela cultura pagã, a primavera é um momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade ente homem e mulher. Ainda, o momento ideal de cultivarmos nossas sementes, já que é a época do ano que estamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre.

Época de celebrar? Falemos de cervejas. E de flores.

Falamos muito de aromas florais, de fermentação floral, mas quando é que enfim teríamos de fato flores na cerveja? Conheço saladas de rosas (além de outras graças de rosas), perfumes feitos naturalmente de flores e tantas outras invenções. A cerveja não demoraria a entrar neste hall.
E foi então que as cervejarias americanas Dogfish Head e Samuel Adams inovaram e produziram a Savor Flower, uma cerveja colaborativa cuja composição inusitada: água de rosas, lavanda, hibiscus, jasmim e rosas, além de uma variante de lúpulo conhecida apenas como #369, que tem como principal característica ressaltar as notas florais da cerveja. É quase um buquê de flores engarrafado! Segundo os participantes do evento que a degustaram, a cerveja é clara, dourada, com o aroma doce e floral que é tão forte quando o sabor, que eles comparam à um chá de flores (ou de um pot-pourri).

Além de toda a botânica usada, a cerveja foi maturada em barris. Vejam neste vídeo todo o processo, da ideia à produção dos cervejeiros:


Infelizmente esta cerveja foi produzida somente para o evento Savor Craft Beer, em Washington, que ocorreu em Junho.  Esperamos que a ideia tenha vingado e que a Savor Flower entre no mercado. Cerveja com água de rosas para Catarina é como um ”body Shot”, e a curiosidade de conhecer este sabor está me matando!

E esta será a minha forma de celebrar a chegada da primavera neste final de semana: percorrer as ruas de SP, entre ipês e amoras, sempre em busca de uma cerveja perfeita, nem que seja só para esta estação...