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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Czechvar agora é chopp!


Texto escrito pela Elisângela  ou Eli, que nos representou no evento. Ela é uma recém apaixonada por cerveja – na realidade por qualquer tipo de bebida, mas que se aproximou do mundo da cerveja graças às boas influências. Valeu Eli!

A gente já falou aqui sobre a Czechvar e sobre como uma cerveja mesmo amarga pode ser leve e refrescante. Então a Uniland nos convidou para um evento especial no Consulado da Republica Tcheca: o lançamento no Brasil da Czechvar em barril!

A versão chopp da Czechvar traz o amargor residual persistente do lúpulo Saaz e o agradável aroma de malte tcheco. De sabor leve, talvez resultado da maçã em sua fermentação, é uma bebida muito refrescante que combina muito bem com o clima tropical do Brasil. Com a proposta de agradar os paladares dos consumidores mais exigentes, a Czechvar harmoniza muito bem com petiscos, refeições leves como saladas, peixes, grelhados ou queijos frescos.

Eu acrescentaria uma pitada de pimenta para realçar a refrescância natural do chopp, que deve ser consumido com um denso colarinho e estupidamente gelado.


Quem quiser conferir chopes Czechvar, vai no The Ale House Pub e Empório Alto dos Pinheiros em São Paulo, Grannies Pub em Campinas e Empório Biergarten em Ribeirão Preto.

Na zdraví!


terça-feira, 17 de abril de 2012

Uma correspondente especial...

Um pedido de desculpas. E algumas justificativas... Pela primeira vez em mais de um ano eu fiquei praticamente um mês fora da vida cervejeira. 

Sim, eu tomei algumas, houve eventos, houve motivos, houve novas provas, o que não houve foi tempo. Além de ter tido a amigdalite da vida, eu tenho trabalhado como um camelo. E ainda, Catarina agora tem seu consorte, o que faz com que as horas vagas sejam sabiamente preenchidas com outras tarefas mundanas. E este consorte gosta mesmo é de energético, aí já viu...

Mas em blog de cerveja falemos de cerveja! E temos novidades... uma correspondente amante do mundo da cerveja, a Semyle Berardi - ou a Curi para os mais várzeas - mais que colega de trabalho, amiga que mora em Florianópolis e toda vez que vem para a matriz da empresa aqui em SP me traz boas cervejas, geralmente compradas no Beer Boss. Ela já me trouxe entre tantas uma Coruja, Theresópolis, Paulaner, Edelweiss e agora trouxe a menina dos olhos do Festival Brasileiro da Cerveja 2012, que aconteceu entre 21 e 24 de março em Blumenau – SC: a Lady in Black, cuja resenha está no forno! (Mas adianto: uma cerveja com nome de mulher feita para uma mulher... sensacional!)

Semyle ("Curi") no FBC 2012
O Festival contou com 84 stands de cervejarias artesanais e conhecidas, oferecendo mais de 500 rótulos para cerca de 23mil pessoas nos 4 dias de evento nesta quarta edição, que além de cervejas  este ano privilegiou a gastronomia local. Foram seis pontos de alimentação, que registraram um movimento intenso em quatro dias, especialmente na sexta e no sábado. A Semyle saiu de lá com 2 garrafas de Duff, que era a febre do local, com filas para a prova e compra – como sempre digo, o Marketing da Duff tem feito miséria aqui no Brasil. Ainda, uma coleção de bolachas, folders, copos e cerveja. Uma cervejeira nata que ainda está descobrindo seu potencial!

E que potencial. Antes mesmo de se considerar cervejeira, tem sua candidata à perfeita: o Chopp Asgard. Alias vale citar que a curiosidade nasceu do marido da Semyle, que se interessou pelo chopp – antes mesmo de saber que este havia sido premiado como o melhor chopp do Festival Brasileiro de Cerveja 2012 no dia anterior – pelo nome, já que Asgard é o planeta do Thor (amantes de HQ deleitem-se!). Foi o Chopp mais vendido também, com filas longas e que por pouco não permitiram a compra do souvenir: a camiseta do Thor (segundo o dono da cervejaria foram feitas apenas 780 unidades, esgotadas no mesmo dia do lançamento).

O Chopp Asgard, da microcervejaria de mesmo nome que fica em Curitiba, PR, é considerado 100% natural, por não levar aditivos, e apresenta baixo teor alcoólico, cum um ABV de 3,4%. Dá pra sentir que tem pouco álcool, mas ainda assim é bem encorpado, de tonalidade turva, nebulosa. O chope é claro, leve e de baixa acidez, pois passa por um sistema de filtragem diferente da cerveja (que é pasteurizada, lembram da diferença?). Sua principal diferencial está no envase: um barril de aço inox com capacidade para dez litros apenas. Ainda, tem todo um cuidado com o processo de produção, que começa na escolha da água a ser utilizada, retirada de uma fonte própria. E isso fez toda a diferença no sabor do líquido, eleito o melhor da vida da nossa correspondente especial, que espero que continue engrandecendo nossa busca com sua participação especial.

Veja mais fotos do evento e de todos os stands visitados na página do MC no Facebook!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Natural de Pomerode, representando a Alemanha

Alimentar expectativas é arriscado. Mas quando estas são supridas... ah, nada melhor! Sim, eu nutri uma absurda expectativa ao ir para Blumenau, e por mais que sinta que fiquei muito pouco tempo, fiz o suficiente. Este é o terceiro e último post rendido pelos dois dias em terras pseudo-alemãs.

Na realidade nem falo do evento, e nem de Blumenau. Foi em Pomerode, uma cidadezinha meiga a poucos quilômetros de Blumenau, conhecida com a cidade mais alemã do Brasil,  que conhecemos a Cervejaria Schornstein. Fundada em junho de 2006, está sediada em um prédio tombado pelo patrimônio histórico, com cerca de 50 anos de existência e que tem uma chaminé de 30 metros de altura toda de tijolos maciços (por isso a referência logomarca e no significado do nome da fábrica). Tem ainda uma segunda fábrica na cidade de Holambra, em São Paulo.

Na fábrica em Pomerode, visitamos o bar da fábrica, o Schornstein Kneipe, onde servem petiscos tradicionais da culinária holandesa e alemã e ainda sugerem harmonizações para cada tipo de chope. Um pão fascinante e porções muito apetitosas e bem preparadas.

Ao chegar, pedimos o menu degustação, com os cinco tipos de cerveja que fabrica: pilsen natural, pilsen cristal, weiss, pale ale, bock e imperial stout.

A mesa, composta de 5 adoradores de cerveja foi unânime ao eleger o chope pilsen natural não só o melhor do local, mas o melhor da viagem. Foi então que vimos: uma torre de chope natural a caminho da mesa vizinha e não hesitamos. O chope é denso e encorpado, espuma densa, de cor mais turva. Um forte gosto de fermento, pouco  - bem pouco – amargo, talvez porque o lúpulo não se faz presente. Mais um excelente exemplar que segue a Lei da Pureza alemã (aquela...), uma cerveja de atributos tão naturais como aquela que a apresenta!

Sim, encontramos a cerveja perfeita! A perfeita para celebrar, comemorar e depois relembrar uma viagem curta mas sensacional.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ein, Zwei, G’sufa... Oktoberfest!

(um, dois, beber... Oktoberfest!)

Existem coisas, pessoas e oportunidades na vida que a gente arranja motivo pra não deixar pra trás. E a Oktoberfest foi uma delas. Na realidade eu até agradeci por ter “postergado” a oportunidade de ir na Oktoberfest. Ano passado surgiu a vontade e o convite, que eu acabei passando. Ainda bem, porque este ano as coisas tinham um brilho diferente. Uma vontade diferente, um interesse diferente. E que bom, a mesma companhia!

Muita coisa tem acontecido ultimamente, eu ganhei novas companhias sensacionais, mas perdi algumas que ainda machucam. No final de semana em Blumenau, duas pessoas fizeram uma falta irreparável, por dois motivos diferentes. Mas é a vida, a gente não tem controle sobre o sentimento dos outros, né? Mal temos sobre os nossos...

Enfim... um final de semana de guerreira, como ouvi dos amigos. De anjo à alemã, de uma festa à fantasia em Santos na sexta-feira à Blumenau, passando por São Paulo, Navegantes, ônibus, taxi, avião. Nem eu sei como cheguei... Mas cheguei, e logo nossa visita no sábado à fábrica da Eisenbahn estava já agendada para as 16h. 5 grandes apreciadores de cervejas e petiscos, pedindo todo o arsenal do cardápio antes mesmo da visita à produção.

Touquinhas à postos, e a Amanda já começa seu discurso, mostrando maltes, lúpulos, cerais, explicando o passo-a-passo da velha produção de cerveja, barris, toneis, fermentação... aquele roteiro que todo cervejeiro A-D-O-R-A. No fim, fotos, fotos, e nossa prova da cerveja recém produzida. E, claro, a compra de souvenirs, onde eu me acabei com exemplares de Eisenbahn Oktoberfest e ainda um Licor de cerveja, que vai ser tema de um post futuro...

 
Inspirada na Oktoberfest de Munique, que ocorre há 200 anos, nossa versão brasileira é a maior festa alemã das Américas, com sua primeira edição em 1984 (quase a idade da Catarina!) e até hoje faz de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro. Embora o mote principal seja a cerveja, a Oktoberfest é folclore, tradição e cultura, com muita música, comidas típicas, danças e paradas com os costumes alemães preservados pelos imigrantes desde as formações das colônias vindas da Europa para o sul do Brasil. Em suas 26 edições mais de 17 milhões de pessoas já passaram pelo Parque Vila Germânica, ou seja, uma média de um público superior a 700 mil pessoas por ano.
A Oktoberfest original – uma das pretensões de viagem em curto prazo de Catarina - começou em 12 de outubro de 1810, quando o Rei Luis I, mais tarde Rei da Baviera, casou-se com a Princesa Tereza da Saxônia e para festejar o enlace organizou uma corrida de cavalos. O sucesso foi tanto, que a festa passou a ser realizada todos os anos com a participação do povo da região. Em homenagem à princesa, o local foi batizado com o nome de Gramado de Tereza. A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Neste local apareceram também os primeiros fotógrafos alemães, que ali encontraram um excelente ambiente para fazerem suas exposições. A cerveja, proibida desde os primeiros anos, só começaria a ser servida em 1918. Logo depois, os caricaturistas já retratavam a luta pelos copos cheios de cerveja e pela primeira vez pode-se apreciar nas telas dos cinemas a festa das mil atrações. Por consequência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros. (fonte: www.oktoberfestblumenau.com.br)
 
À noite, o evento, na Vila Germânica, e Catarina produzida com os costumes alemães não se continha. Um longa fila, uma longa espera, um evento lotado. E muita, MUITA gente bonita. Mais precisamente mulheres bonitas. Claro né, o sul e suas garotas aspirantes à modelos, seus olhos, peles e cabelos claros, seus biótipos de dar inveja à muita paulista. (Aqui cabe: não à mim, se tem uma coisa que faz parte do meu conjunto hoje em dia é a autoestima. Bora que o público é vasto gente...)

Música típica, comidas típicas, shows e atrações, muitas tendas das cervejarias locais, entre elas a Cervejaria Schornstein (um post futuro falará sobre a proeza do seu chopp natural), a Eisenbahn, de onde eu mal saí de perto, e minha primeira aquisição: o valioso caneco de chopp de 1 litro com o cordão característico. Fundamental. Foram 10 fichas de R$4,50, 10 chopps, e nem todos consumidos. Foi um sufoco vender as fichinhas no mercado clandestino e, na desistência, o erro: chopp de vinho. Foi neste momento que eu ouvi do Chefe Ali: “Catarina, você era meu orgulho, agora eu tenho vergonha de você.” 1,5litro de chopp de vinho e uma ressaca fenomenal no dia seguinte me lembraram que não importa quão cheiroso e convidativo o chopp de vinho pareça, ele é MUITO traiçoeiro. Sim, este eu digo com veemência: NUNCA MAIS.

Já quase na porta, debaixo de forte garoa (que a paulista que vos fala leva pra onde quer que viaje), um tropeço: um quiosque da AMBEV e a minha, a nossa, amada Hoeggarden. Justo no final, pela quantia de R$8,00 a “garrafa”. Também havia Stella Artois, Brahma (oficial) e muitas e muitas outras marcas do precioso líquido que adornava o evento com flores.

Hora de ir embora, que pela graça do horário de verão, tivemos uma hora a menos de evento. Cinco horas da manhã, e uma longa estrada nos esperava no dia seguinte. Que só não era mais longa que a minha estrada, que a cada cerveja, cada evento e cada pessoa que conheço, se mostra maior e bem mais interessante.

Na próxima semana: Einsebahn Oktoberfest, ainda em clima de folk germânico.

Ein Prosit!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vai Vivi!!!!

Mais um começo de semana, nem tão tranquilo, já com um convite a postos: a Etapa Brasil do World Draught Masters Stella Artois. Seria nesta segunda-feira, 03 de outubro, que o representante Brasil seria escolhido para representar o país na final em Buenos Aires em 26 de outubro, competindo com outros 27 países. E lá fui eu novamente presenciar tal façanha, bem acompanhada de um amigo (já que a equipe feminina declinou) e com muito a conversar, conhecer assistir.

O local do evento, o Bourbon Street em São Paulo, foi uma excelente opção. Hostess elegantéeeerimas em todos os cantos, muitos e muitos garçons circulando com bandejas carregadas de chopes Stella Artois que mantinham nossos copos sempre – sempre – cheios, quitutes, canapés e acepipes muito saborosos e jazz. Muito jazz. 
E foi entre jazz, tango – Argentina né – e um pouquinho de Charles Chaplin, que eu tive o prazer de conhecer as meninas do Chat Feminino, os meninos do O Clube da Cerveja e enfim pessoalmente o @senarafa, da assessoria da Ambev. E a Catarina distribuindo a rodo o novo cartãozinho, tava que era um sorriso só! :D

Os concorrentes – de 21 bares de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – se apresentavam em grupos de 4, com direito à apreensão de quartas de final, semifinal e a grande final. Sim, apreensão, afinal eu estava super na torcida da Vivi, a única mulher desde as quarta de final, que foi ficando (e eu twittando), ficando (e eu twittando) e venceu! Alegria, alegria, a Vivi, além de uma graça de simpatia e linda, tirou o chope Stella com a maior maestria, seguindo todos os 9 passos e complementando com o sorriso que com certeza está no rosto até agora! A competição avaliou se os participantes seguiram à risca os nove passos do ritual de servir o Chopp Stella Artois. Além do respeito ao ritual, qualidade no serviço, habilidade, destreza e simpatia foram critérios eliminatórios.

A Vivi – Vivian Aline Salmeron – é bartender do Charles Edward, bar aqui em São Paulo há 8 anos, e já venceu a etapa Brasil em 2008, quando disputou o mundial na Bélgica (justo onde né?). Ela diz que seu segredo para vencer é “dedicação, tratar o chope como algo precioso, levar a sério o ritual dos nove passos e conhecer a história da bebida belga”.
Catarina e Vivi, pelas mãos de um fotógrafo militar já bem embriagado!

E o Mulheres e Cerveja vai continuar super in nessa competição e torcer MUITO para ter a primeira representante brasileira no hall da fama da Stella Artois.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

World Draught Masters - Stella Artois

Um começo de semana tranquilo e sem nenhuma novidade, algumas cervejas novas em folha compradas para degustação e então recebo um convite especial: o Encontro de Ativação do World Draught Master de Stella Artoir, que aconteceu dia 27 de setembro, na Botica do Quintana.

Claro que aceitei o convite sem pestanejar. Além de aceitar, fui a fundo sobre o assunto... o World Draught Master está em sua 15º edição, e a etapa final será dia 26 de outubro em Buenos Aires. O evento consiste em eleger o melhor tirador de chopp Stella Artois do mundo, aquele que segue com maestria o chamado “Nove passos para tirar o Chopp Stella Artois”. Curiosa, a primeira coisa que fiz foi saber sobre os vencedores e constatei: tem mulher sim entre os vencedores! Em 6 edições tivemos mulheres representando países como Bélgica, Nova Zelândia, Romênia, EUA, Austrália e Itália. Ah mulheres!

No evento, fomos apresentados ao ritual e conhecemos um pouquinho mais sobre a marca – já bem intima de Catarina, conforme você a vê abaixo admirando a fábrica em Leuven, Belgica.


Tirar o chope Stella foi simples mas carregado de emoção. Sim eu tremia. Em partes porque cerca de 100 pessoas me olhavam, em partes porque eu estava sendo julgada numa brincadeira para que pudéssemos testar e aplicar nossos conhecimentos. Mas principalmente porque ao pegar o cálice, todo um mundo voltou à memória. O bar se modificou, ao meu redor eu pude ver o pub, onde passei tantas noites de sexta e sábado, tirando por vezes centenas de pints numa só noite. Claro que não eram perfeitos, não eram milimetricamente avaliados, mas a sensação foi forte. Tão forte que eu voltei, no final do evento, para me testar ainda mais e fazer como os profissionais do campeonato: tirei dois chopes de Stella ao mesmo tempo, ambos com o colarinho recomendado, servido e tirado conforme o ritual. E por falar em ritual, apresentemo-lo:

1.O Cálice
O cálice foi criado para garantir a qualidade de Stella Artois em todos os detalhes: sabor, cor, aroma e espuma. Representa o requinte e a tradição de Stella Artois em todo o mundo.
2. A Purificação
É preciso ter certeza de que o cálice está limpo, livre de qualquer resíduo, inclusive de marca de dedos. Aqui o segredo é lavar bem, não segurar no corpo do cálice e sim na base, onde tem o brasão da marca. E para finalizar, secar o copo num rápido movimento segurando com a boca para baixo, evitando assim que fique água da lavagem dentro dele.
3. O Sacrifício
É, parece desperdício, mas o primeiro jato da chopeira não deve ser servido. O liquido que fica retido nos bicos não está fresco, e devemos garantir a qualidade desde a primeira gota.
4. A Alquimia
Deve-se inclinar o cálice à um ângulo de 45° e posiciona-lo abaixo do jato. Quando o chope atinge o cálice e começa a circular é criada a proporção ideal entre a espuma e líquido.
5. A Coroação
Um chope da qualidade de Stella Artois merece muito mais que um colarinho. Merece uma coroa, que é formada com o retorno do cálice para a posição vertical, quando este estiver com a metade do seu volume preenchido. A coroa evita que o líquido entre em contato com o ar, preservando seu sabor, aroma e temperatura. E tem gente que pede chope sem colarinho achando que está bebendo menos...
6. A Reverência
Chegou a hora de fechar a torneira. O chopeiro deve fechar rapidamente a torneira e retirar o cálice, sem deixar que caiam respingos. O líquido e o cálice jamais devem tocar a torneira.
7. A Guilhotina
Uma etapa não muito vista, mas além de importante, muito bonita de se ver. É onde o chopeiro deve retirar o excesso de espuma, utilizando-se de espátula especial de Stella Artois, inclinada num ângulo á 45°, passando-a sobre o cálice bem apoiado no balcão para retirar as bolhas maiores. Isso garante que a espuma dure mais tempo. Depois a espátula deve ser colocada num outro copo, com água limpa. Sem força, sem delicadeza, apenas na velocidade e com o toque ideal.

8. A Regra Inviolável
A coroa como vimos tem a importante tarefa, é fundamental para garantir o sabor e o aroma de Stella Artois. Além disto, ajuda a manter a sua temperatura. A altura ideal é de dois dedos: mais ou menos 3 cm.

9. A Premiação
Vire a marca do cálice para o cliente, segurando pela base e com a logomarca voltada para o consumidor. Enquanto ele se delicia com a sua obra prima, deseje “Saúde!”. 
Quer ver como foi fácil? Sim, esta sou eu:


Mesmo que “longo”, é um processo simples e rápido. O evento ainda deixou mais que o esperado: um livro sobre o World Draught Masters, um lindo cálice de brinde e mais: hoje é a etapa final Brasil, que conta com a participação de 21 bares de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Será no Bourbon Street, e estarei presente com amigos convidados para curtir, apreciar e matar mais um pouquinho de saudade da época em que estava do outro lado do balcão.

Ou seja, o assunto ainda não acabou...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Envelheço na cidade

Hoje completo mais um ano de vida. Cada aniversário é para mim muito mais do que simplesmente somar 1 ano à idade. Na verdade é um ciclo que se encerra para dar início a um novo.

É a hora de se avaliar, refletir, repensar atitudes, crescer... amadurecer. Deixar aos poucos de enxergar tudo em preto e branco. Somar cores à compreensão do mundo.

É saber dosar a ingenuidade do pequeno beija-flor (às vezes tão necessária) e ao mesmo tempo, aproximar-se mais um passo da sabedoria da coruja.

Ah! A Coruja!

A coruja é uma ave de hábitos noturnos, tal qual os amantes da cerveja. Além de ser símbolo de sabedoria e mistérios, assim como as mulheres. Com a bagagem adquirida neste último ano sinto-me assim, mais sábia (principalmente no quesito cerveja) e viva, extra-viva, para aproveitar cada oportunidade misteriosa que a vida nos oferece dentro de um universo de possibilidades.

E se este é o tema deste post, nenhuma cerveja seria melhor para ilustrá-lo do que a Coruja Extra-Viva.

Fabricada no sul do Brasil a Coruja é uma cerveja viva, o que quer dizer que é uma cerveja não pasteurizada. Mas se não é pasteurizada é chopp, certo? Mas você já viu chopp em garrafa? Pois é. Nada mais de enxergar as coisas em preto e branco.

A Coruja é uma cerveja não pasteurizada, não passa por temperaturas elevadas e não possui conservantes. É servida em um frasco de remédio antigo com rótulo serigrafado diretamente no vidro. Sim, desde sua apresentação nota-se que é um espetáculo de cerveja.

Lançada em 2007 a Coruja Extra-Viva é feita com lúpulo, fermento, água e três vezes mais malte de cevada. Segue a lei de pureza alemã e é bem encorpada. Sua espuma é densa, abundante, e persistente na medida certa. Coloração âmbar e o aroma de pão que eu amo de paixão. Seu sabor é, como o nome sugere, vivo, forte, intenso, marcante, sabe? Assim como as mulheres de 30. Possui uma harmônica mistura levemente adocicada e um amargor com toque ácido. Daquelas cervejas realmente inesquecíveis.

Ótima para encerrar uma noite de degustação. Mas se estivermos no começo da noite sugiro a Otus Lager, a cerveja dourada da Coruja. Mais leve que a Extra-Viva, não tão intensa, mas de grande personalidade e profundo amargor residual.

Independente de ser Otus, Alba, Strix, Viva, Extra-Viva, cerveja ou chopp, o importante é o que elas teem em comum além da marca Coruja. Todas são produzidas com cuidado e possuem sabores únicos além do 2° mandamento da coruja estampado no rótulo: Beba com sabedoria.

Mais um exemplo da sabedoria da Coruja? A empresa divulga movimentos artísticos, apoiando exposições, lançamentos de filmes, eventos de arquitetura entre outros.

A sabedoria pode se manifestar de várias formas, mas para mim o seu maior exemplo é perceber que o passar do tempo só nos beneficia. Por isso, cada aniversário deve ser frenéticamente comemorado, para celebrar o aprendizado, o crescimento que conseguimos obter de nossa vivência e da observação.

Observação da vida, do cotidiano, dos relacionamentos, dos rapazes desfilando, das mulheres a beber... um feliz aniversário, para mim ou pra você!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cerveja ou Chopp?

Hoje é sexta-feira, dia de cerveja. Ou seria melhor pedir um chopp? Não, mulheres, não são a mesma coisa.

Resumidamente, o processo de preparo é o mesmo, mas a cerveja passa por um processo de pasteurização logo após envasada, que impede-a de continuar fermentando, até para que a garrafa não estoure e ela possa ser conservada por mais tempo – o chopp dura em um barril por apenas 10 dias. Na técnica e na prática, são muitas diferenças, mas que passam despercebidas por muitas mulheres. Até porque, para a mulher a cerveja é como um grande objeto de prazer, não importa como, quando e onde.

Mas comparemos o chopp com um homem: Tem base familiar tradicional, tem cultura nativa da vida, tem força e brutalidade. Ele chega até você e fala justamente o que você PRECISA ouvir e te conquista. Não perde tempo, não tem tempo a perder. É mais quente, mais presente. Tem todo um estilo mais natural que te faz quere-lo rapidamente. O chopp é o homem de oportunidade, aquele que vem pronto e na medida para o consumo imediato. Tem gás suficiente para aquele momento, tem a espuma encorpada que faz sua aparência apetitosa, tem o suor no copo na medida que não deixa suas frágeis mãos escorregarem. Não o deixe para amanhã, pode já ter fermentado demais.

Já a cerveja é aquele homem que tem a mesma base do chopp, tem a mesma tradição, os mesmos princípios, mas é um gentleman que foi cuidadosamente ensinado, regrado e educado. Ele vem até você com mais classe, bem vestido, até rotulado com seus padrões. Ele tem porte e presença, mas é gentil, te refresca e te aquece, tem um toque mais sutil e te faz querer mais, saber mais, provar mais. Você pode até leva-lo para casa e apresenta-lo à familia, ele vem de uma escola onde muitos diferentes estiveram se preparando durante muito tempo, esperando o momento de te cortejar na mesa. Não se faça de rogada, este homem passou por altos e baixos para chegar até você.

A base é a mesma, os ingredientes são os mesmos, mas o approach é diferente. Qual afinal é o seu tipo de homem?

Momento cultura: A palavra chopp é derivada da palavra alemã Schopp, que significa uma medida equivalente a 300ml. ;)