Mostrando postagens com marcador Fábrica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fábrica. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de março de 2014

Catarina no país das Maravilhas (Brooklin Brewery)

Cada viagem, uma cervejaria local.

Esse é o lema de cada viagem, programada ou não. E às vezes são as viagem não programadas que trazem os momentos mais felizes.

O fato é que fui comprada. Num relacionamento onde um ama e o outro odeia carnaval, o meio termo às vezes surpreende. E eu troquei 4 dias de samba, suor e cerveja por 4 dias de neve, frio e óbvio, cerveja. Fui “avisada”, num ticket quase que surpresa, na quinta-feira antes do carnaval, que iríamos para Nova York. Mala de botas, cachecóis e casacos pronta, embarcamos no melhoooor estilo American Airlines e chegamos lá, num sutil -6C. A programação da viagem, feita nas 24 horas que antecederam a decolagem, veio uma luz: Eu.Vou.Visitar.A.Fábrica.Da.Brooklyn.

Meu Deus do céu! Então a ansiedade bateu. Já visitei muitas cervejarias, em muitos lugares, mas esta... Não sei dizer se era por ser a Brooklyn, que já tinha tomado tantas vezes, por não ser tão comercial, ou se era porque era NY. Apostas? Juntemos os dois e lá estava eu, em pleno domingo de carnaval, de casaco, cachecol, bota, luva e gorro, botando minha câmera pra tirar fotos cinzas, verdes e douradas.

A Brooklyn Brewery é carregada de uma história sonho de consumo de qualquer designer. Cervejaria fundada em 1988 por dois amigos que abandonaram seus empregos pra viver de cerveja (sonho), batizaram a marca após conseguirem alugar um galpão de distribuição nos “arredores” de Nova York a cerca de U$1 o metro quadrado, já que a cidade estava em crise e o bairro fadado à derrota. A então Brooklyn Brewery precisava de uma logomarca. O amigo e designer gráfico Milton Glaser, mais conhecido como o criador do logotipo para a campanha “Eu amo Nova York”, foi convidado para criar o logotipo da empresa e sua identidade. Sem muita grana e com uma excelente visão de “ninguém fecha um bom negócio sem uma ou duas cervejas na cabeça”, os sócios convenceram o designer amigo a fazer a marca por uma humilde participação nas vendas das cervejas. Hoje a Brooklyn distribui para cerca de 25 estados e 20 países. Bom negócio, eu diria...

Cervejaria crescendo, o comércio local impediu que a Brooklyn saísse do bairro (precisavam de mais estrutura para engarrafamento e distribuição)  e lhe permitiu realizar uma expansão 6,5 milhões dólares da cervejaria em 2009 – com o crescimento da Brooklyn, todos os comerciantes do bairro tiveram medo que o bairro do Brooklyn voltasse a ser o mesmo distrito industrial abandonado dos anos 80 e investiram neste crescimento. Outro bom negócio, eu diria.

Após esta expansão, hoje a Brooklyn é a cervejaria artesanal que mais exporta nos EUA. E hoje, visitar o bairro do Brooklyn foge totalmente da rota turística de Manhattan, mas vale a pena. É lá onde os alternativos de NY vivem, e onde antigamente o bairro era alvo de piadas dos nova-iorquinos e reino dominado pela máfia, e é “graças” a cervejaria (entre-aspas, claro) que o bairro hoje chama a atenção cultural e gastronômica de Nova York.

Aqui já falamos dela logo no começo da delícia de IPA favorita do Chefe Ali e sobre a Sorachi Ale (que virou pôster lá em casa). Hoje vamos falar de quem não é exportada, logo especialmente consumida dentro da cervejaria: A Brooklyn Silver Anniversary Lager. Era uma das especiais do dia (uma outra veio na mala pra depois), comemorando 25 anos da cervejaria e o rótulo é feito por artistas locais, celebrando também as bodas de prata do renascimento cultural do Brooklyn. A cerveja é refermentada na própria garrafa, e seu sabor se preserva o mesmo hoje ou mesmo em anos. Inspirada nas cervejas do século 19, é uma versão doppelbock da Brooklyn Lager original de 1988. Com aroma doce e frutado, exala uma mistura de caramelo do malte torrado e um toque de especiarias – o que eu particularmente já esperava, vendo o tom nebuloso e vermelho-alaranjado do corpo, bem colocado na taça Brooklyn que veio pra casa. Uma espuma (creeeme) bege clara, não muito persistente. Forte mesmo para aquele inverno, doce pelo malte frutado mas amarga na medida denotando presença do lúpulo, com final prolongado seco, com um retrogosto amendoado.

Li algumas resenhas locais sobre esta edição e algumas palavras como “surpreendente”, “maravilhosa” e “nobre” me ajudaram muito no julgamento de PERFEITA da viagem. Achei que pudesse ser um tanto parcial por toda a aura da viagem, pelo encanto de estar de volta à Big Apple ou qualquer sentimento de êxtase que trouxesse mais brilho do que o rótulo merecia. Mas não, estava sendo realista mesmo.

Tão perfeita quanto Nova York, sob frio, neve e passeios congelantes pode ser. Pra quem gosta, sempre perfeita.

Fábrica da Brooklyn - mais fotos da visita no facebook!
Cheers!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Experiência Cervejeira Bohemia



A ponte Rio-SP nunca foi tão rápida. Pra quem está acostumada a levar mais de uma hora pra chegar em qualquer ponto de São Paulo, estar em Petrópolis, a quase 500km de casa, mesmo com o atraso do voo, antes do meio-dia, é até extasiante.

Por que Petrópolis? Porque é ela que está a fábrica da Cerveja Bohemia, e é lá que conhecemos a Experiência Cervejeira, num museu que, mais que Bohemia, fala da história da cerveja no Brasil. Patrocínio Ambev, meu querido! Devo falar que, ao lado da Yumi do Eu Bebo Sim e da Pollyana, da assessoria da Ambev, não tinha muita mulher no meio da machaiada cervejeira. Tudo bem, eu nunca disse que homem não sabe de cerveja, e eu aprendi um monte de coisa boa! 


Passando pela história, tipos de cerveja, onde um corredor e uma animação interativa muito bem feita mostra todos os tipos de cerveja. Tá, falta um ou outro, mas nota quem manja até demais. Outra tela mostra as grandes marcas de grande parte do mundo, num mapa onde podemos escolher país por país. Esta fase da experiência termina na Praça Koblenz, uma homenagem à cidade de Petrópolis, que leva o nome da praça localizada em frente à Cervejaria, fundada em 1845 pelos primeiros colonos  alemães que chegaram à cidade de Petrópolis.
E vamos à Bohemia. Mais uma brasileira na lista das perfeitas, foi a primeira cerveja pilsen caracterizada como Premium nas mesas de bar. Aquela que é a perfeita "cola social", como chamamos as loiras da mesa do bar, que só quando estamos bem, formados ou já estabilizados podemos coloca-la aos montes à mesa. Sim, porque quem nunca se contentou com qualquer cerveja nas festas de faculdade ou nas "aulas vagas" (cabuladas) nos bares nos arredores da faculdade ou trabalho?

A produção, história e segredos da Bohemia são divididos nas Sala do Mestre, Sala dos Ingredientes (mastigar cevada é obrigatório em qualquer visita em cervejarias), Alquimia e Transformação, onde tomamos um Chope Bohemia exclusivo, vindo direto da produção (fato: não há chope de Bohemia fora de Petrópolis), o Ritual, onde duas mulheres nos mostram o ritual para tomar uma Bohemia - a escolhida foi a Confraria, receita especial que falarei no próximo post (sempre evitando o detalhamento de Cinquenta Tons de Cinza nos posts). 




Depois de dois copos de cerveja, um estúdio interativo, com fotos, jogos e quiz. Meus olhos brilharam quando vi uma rotuladora para personalizar uma garrafa de Mulheres e Cerveja, mas para minha frustração, não estava em funcionamento. Fiquei com isso meio entalado, odeio ilusões... Vão me fazer voltar né?! 


Ainda, a Vila Bohemia, onde vimos a real produção da cerveja, com as garrafas na pressa de serem preenchidas, rotuladas, encaixotadas e encaminhadas para as lojas, mercados, empórios e bocas sedentas. Finalizamos o dia no Boteco, com comidinhas de boteco sensacionais regadas à Bohemia Pilsen e mais um pouco da Bohemia Confraria. De souvenirs, ainda peca um pouco. Segundo o Ricardo Amorim, Gerente de Comunicação da Ambev, o projeto ainda está em expansão, e tão logo o restaurante se estruturar e crescer, uma loja de souvenirs de peso acompanhará a finalização da visita. Tomara, porque pra mim, souvenirs são parte importante de uma visita. Meu cartão de crédito sabe o quanto posso gastar estando extasiada pelo líquido dourado sagrado!


Enfim, de volta pra casa, lembranças na bolsa, na câmera e na memória, agradeço o convite, indico a visita e confesso que fiquei SÓ mais um pouquinho apaixonada por cerveja, orgulhosa por ver a qualidade de uma produção genuinamente nacional.

SAÚDE!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um casamento cervejeiro :: Cervejaria Nacional


Há tempos estou pra falar da Cervejaria Nacional. Mais precisamente desde a primeira vez que a visitei, mas desta vez será especial.

A Cervejaria Nacional fica em Pinheiros, São Paulo. Tem três ambientes: a fábrica no primeiro andar, o bar no segundo e o restaurante no terceiro. Genuinamente nacional, usa o folclore brasileiro como tema da decoração e para nomear as cervejas.

Sim, fábrica, porque a Cervejaria Nacional é a única fábrica-bar de SP. Por isso lá só tem as cervejas produzidas por eles e é lá, no primeiro andar – onde eu tirei as melhores fotos da vida! -  que são produzidos cerca de 5.000 litros de cerveja de 5 tipos diferentes por mês. Cerveja sem conservantes, artesanal e muito saborosa, elaborada pelas mãos dos mestres-cervejeiros Fabiani e Alexandre Sigolo. Até hoje, lá já foram produzidas e bebidas mais de 25 receitas dos mais variados sabores e ingredientes.

Daí lá a gente ainda aprende mais sobre cerveja. A gente já sabia que cerveja gelada demais é um erro. E na Cervejaria eles explicam porque não servem a estupidamente gelada... “A temperatura baixa engana suas papilas gustativas e faz com que você dificilmente perceba o sabor ou a falta dele. Por isso, todas as nossas receitas chegam à torneira da chopeira com a temperatura entre 0º e 0,2ºC, para que você possa degustar e sentir todas as características do sabor de cada uma delas.” Cultura cervejeira. O bar no segundo andar, com mesas, balcão e decorado com sacas de cevada está sempre cheio – funciona desde o almoço até tarde da noite.

E indo ao terceiro e último andar, o restaurante, um espaço rústico, iluminado durante o dia e mais quente e ameno à noite, tem no fundo a cozinha, super à mostra através de um vidro que mostra a galera se empenhando em pratos sensacionais. E então foi neste ambiente que nosso casamento foi celebrado. O terceiro andar foi reservado e previamente decorado, e escolhemos o menu de harmonização da casa para nossos convidados.



Foram 5 pratos, cada um acompanhando – à vontade – uma cerveja da casa. Os convidados ao chegar tinham como opção de petiscos as “comidinhas de boteco”: Pastéis de Carne e Queijo, Bolinho de arroz, Batata da casa e Polenta frita. Para harmonizar, a cerveja Y-iara Pilsen, o carro-chefe da casa, primeira das cervejas a ser produzida. Base de maltes pilsen e vienna, coloração amarela-dourada, lúpulo Saaz para um aroma floral e 5% ABV. A ideia dessa receita é reproduzir a tradição do estilo, com amargor perceptível, 100% malte e personalidade. As cervejas Pilsens são leves, aromáticas, refrescantes e com delicadas notas de malte. Sugerida para acompanhar saladas, aperitivos fritos e condimentados e grelhados. Foi basicamente a escolha dos convidados para a noite toda, embora muito ainda tivesse por vir...

Como entrada, duas opções: Crostini de Cogumelos (Cogumelo paris com um toque de alho, parmesão e rúcula), servidos com a Cerveja Kurupira Ale, uma Amber Ale com equilíbrio entre o amargor do lúpulo e as notas adocicadas de malte, onde o caramelo tende a prevalecer. Nossa Ale do dia a dia e herdeira direta da receita da Drake's Brown Ale. O plano era criar uma receita baseada no primeiro grande sucesso da Cervejaria Nacional, com tons mais avermelhados. Na versão Kurupira temos 30 IBU's como na original, com maior presença das notas de malte caramelo e 5% ABV.
Salada Xavantes
Ainda como entrada, a Salada Xavantes - alface romana, molho ceasar, parmesão e croutons – servida com a cerveja Domina Weiss, que como toda cerveja de trigo tem um paladar refrescante, aromas de banana e cravo e a inconfundível sensação do malte de trigo, características que agradam muito nos dias mais quentes. Com uma receita simples de maltes de trigo e pilsen e lupulagem amena com o Tettnanger, a Domina Weiss é elaborada com uma cuidadosa fermentação que produz os aromas acima de maneira muito delicada, o que faz dela a campeã absoluta de vendas. Inclusive, foi com ela o primeiro brinde dos noivos, direto da fonte!

Brinde dos noivos by Domina Weiss
O prato principal podia ser escolhido entre um sensacional Risoto de Costelinha (Arroz arbóreo com costelinha de porco desfiada, limão cravo e crispy de cebola) ou o Ravioli da Casa, que eu já a-d-o-r-a-v-a, recheado com mussarela de búfala e molho de tomate italiano. Ambos acompanhavam a Mula IPA, aquela favorita do padrinho Ali. É um estilo que tem se tornado muito popular entre os cervejeiros. A Mula nasceu como uma IPA americana, a qual possui teor alcoólico elevado (7,5%), corpo baixo, final seco e generosas doses de lúpulos americanos que contribuem para aromas de frutas tropicais, maracujá e cítrico além do amargor bem pronunciado (60 IBUs). Como as IPAs são cervejas de personalidade forte, amargor elevado e alto teor alcoólico com o lúpulo sendo o grande destaque, são indicadas para acompanhar pratos mais fortes e mais temperados. Por fim, além do fantástico Bolo de Guinness já anteriormente citado, a sobremesa, mais apreciada impossível: Petit Gateau com sorvete de creme, servida com a Sa’si Stout. As cervejas Stout são famosas por acompanharem doces e sobremesas. A Sa’si é uma Dry-Stout com  4,6% ABV, 35 IBU e cor negra profunda. Com o tempo o forte amargor de malte torrado foi sendo equilibrado com outros elementos da receita para dar harmonia aos sabores dessa Stout, caracterizada pela cremosidade e as notas de café e chocolate no aroma e sabor. 

E ainda, a Patrícia Reali, gerente da Cervejaria Nacional, foi incrível o tempo todo. Mesmo depois de 2 meses, ainda é tempo de agradecer a atenção especial que nos deu e o momento proporcionado. É sempre muito difícil agradar à todos em um evento – principalmente casamento – mas o local superou nossas expectativas. Quem já conhecia adorou a ideia de termos a recepção lá. E quem não conhecia com certeza se surpreendeu! Muito gostoso ter um casamento simples, mas cheio de estilo e com muitos elogios.
Valeu Pat!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O casamento de Catarina

O período de seca nos posts de cerveja está oficialmente encerrado.

Rafael foi um cara malandro. Veio quieto e em questão de meses conquistou a Michelle eeeee a Catarina. E quando pensávamos que só o casamento da Michelle que estava rolando, numa manhã estilo “Se Beber Não Case” levou o que restava da Catarina ao cartório e ela, quase sã, assinou seu novo nome. Sim, Michelle e Catarina agora assinam Reis.

E este casamento foi pautado pelo dourado líquido sagrado. Feito de cerveja e celebrado com cerveja, numa cervejaria. Afinal de contas, o casamento dos noivos que se conheceram nas comemorações do St. Patrick's Day e foram abençoados pela graças de São Patrício, não poderia ser de outra forma...

Começando pelas lembranças, um mimo. 

Potinhos de brigadeiro de cerveja.

A receita é simples mas requer paciência:
  • 350ml de cerveja Pilsen (usei Heineken)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher de sopa de margarina


Paciência para reduzir a cerveja para 150ml. Demora um pouquinho e não pode ferver, porque ela sobe. O fogo brando e o olhar zeloso constante duram cerca de 20 a 30 minutos e o cheiro... ainda estava em estado de ressaca (dois dias antes tinha visitado o hospital graças à festa de despedida de solteira. Plasil na veia, estômago enjoado e a aparência verde me acompanharam até a véspera do casamento) e o odor do álcool evaporando não foi muito confortável, confesso. Mas o resultado ficou excelente. O gostinho diferente da cevada deu um toque. A cor é como a de beijinho, um cremezinho claro, mas isso depende da cerveja usada. Como usei Pilsen, ficou mais clarinha, mas uma dica é usar a Stout, que deixa o doce até mais amarguinho, agradando mais! Mimo aprovado, sucesso. Foram feitos 100 potinhos, sobraram zero.

Decoração vinda da Despedida de Solteira

Não queria deixar as mesas do restaurante, que tem uma decoração mais rústica, lisas. Coletando ideias nos milhares de sites de casamento que vi por aí, vi uma decoração que usava garrafas de vidro como centro de mesa, com palhas e flores. Rá! Vamos adaptar e usar garrafas de cerveja, já que seria na Cervejaria, não? Melhor... na semana do casamento, mais especificamente 3 dias antes, na despedida de solteira, pedi para as meninas guardarem as garrafas de Heineken que tomavam, para que eu pudesse usá-las. A Dani Pioli, arquiteta e criativa nas horas vagas, me preparou a surpresa. Como ela que iria decorar o ambiente, ficou com as garrafas. E o rótulo, em vez de retirado, foi substituído por um personalizado. Sensacional ideia e efeito! Muitos levaram como lembrancinha. Inclusive eu!

Bolo de Guinness

Esta receita é velha conhecida do MC. E eu também já tinha usado a receita num bolo de aniversário de amigos. A decisão do bolo de Guinness foi por acaso. Quando estávamos à procura do bem-casado perfeito encontramos a Alessandra Tonisi (vale a visita no site pra quem vai casar ou só quer um bolo gostoso viu). Um ateliê no bairro da Saúde, uma casinha pequena e movimentada e a Alessandra, perdoem-me a redundância, um doce de pessoa! Eu procurava um outro tipo de bolo e faria com uma amiga da família, mas ela me conquistou. E deu boas idéias.

Bolo de casamento, quem vive este momento sabe, é muito caro, mas essencial. E lá no ateliê, discutindo formas e sabores, fui apresentada ao “Naked Cake”, uma nova moda de bolo de casamento que não tem a cobertura de pasta americana. A base seria de chocolate e o recheio, trufa de amêndoas brancas. Então me veio à cabeça: “Você já fez bolo de Guinness?”. Ela não conhecia a receita, e eu, orgulhosa, mostrei o Blog. Ela acatou a ideia, fechamos o contrato e na sequência o noivo, engalado, levou as latinhas de Guinness para que ela pudesse testar a receita. E que receita! Eu nunca vi convidados comendo o bolo de casamento, para mim é apenas mais uma das formalidades, mas o bolo simplesmente evaporou! E nós, os noivos, nos acabamos. Foi o melhor bolo que comi na vida! A massa era intensa, molhadinha, de chocolate com o toque amargo da Stout, o recheio quebrava, nada enjoativo, com pedacinhos de amêndoas de davam um crocante no bolo molhadinho. Recebi até foto do bolo no prato de convidados, que se perguntavam quem tinha feito, do que era... é, usar cerveja na culinária encanta e desperta a curiosidade!

Pra quem se pergunta, o Shrek é sim o Rafa, foi uma surpresa para ele. E sim, casei de sapato rosa e usei meu celular no altar. Mas enfim...

Recepção na Cervejaria Nacional

A Cervejaria Nacional é um dos meus três lugares “pra-tomar-cerveja” em São Paulo favoritos. E na busca de um local para a recepção, já que queria fugir do padrão de festa de casamento em buffet, a Cervejaria veio em pauta. Os restaurantes, ao saber que era casamento, cobravam menu fechado que saía mais caro que qualquer buffet que se preze. Quando estava ficando chato, uma amiga me sugere: “Leva os mais chegados pra tomar uma cerveja e pronto!”. Então conversei com a fofa da Patrícia Reali, gerente da Cervejaria, que nos deu o maior apoio e adorou a ideia. Fechamos o menu de harmonização, a R$90 por convidado, com cinco pratos e cada um acompanhado por uma cerveja da própria Cervejaria Nacional. Vou especificar e falar bastante disso semana que vem, ou este texto vira um capítulo de Cinquenta Tons de Cinza...

Aprovadíssimo pela geral. No fim das contas, o kit antirressaca que seria distribuído na balada na sequência, foi dado ali mesmo. Muita cerveja à vontade, menu farto e pessoas felizes. Tudo que todo casal de noivos que acabou de passar o nervoso do altar da igreja quer. Com cerca de 80 pessoas na lista, fechamos o segundo andar da Cervejaria, o que para um sábado à noite causou certo transtorno na fila de espera do local. E, claro, alvoroço toda vez que a noiva descia no primeiro andar para usar o banheiro. Descobri uma timidez que não sabia que existia.

Ansiosa pelo álbum oficial (por enquanto só temos as fotos de alguns amigos que postaram com a #casalreis no instragram), já que abriram a produção para que pudéssemos tirar mil fotos entre os barris de cerveja, sacas de cevada, tirando a cerveja do próprio tonel, acompanhando a fervura. Delírios de Catarina, noiva de touquinha!

O Brinde foi com Deus

Era algo que passava pela minha cabeça, mas que se mostrava surreal pelo preço da garrafa. Imagina 20 garrafas de Deus? Seria mais barato usar Veuve-Clicquot. Mas por motivos de logística e negociação, abortamos o vinho e brinde do jantar - embora já estivéssemos a caminho do Imigrantes Bebidas, de onde sairíamos com cerca de 40 garrafas e algumas centenas de reais desfalcados, quando a decisão foi obrigatoriamente tomada, um dia antes do casamento. Mas o protocolo do casamento pede o brinde dos noivos, o corte do bolo e mais mil mimimis, portanto era mesmo importante. Então, lá mesmo entre tantas garrafas, vejo uma caixa. Com um balde e duas taças personalizadas, a “módicos” R$270,00, ela, a Deus, piscou e disse: Um brinde!

Foi quase o momento mais emocionante da noite. O brinde com efetivamente a melhor cerveja do mundo, a eleita perfeita pelo Mulheres e Cerveja, aquela que quem não a conhece duvida ser cerveja. Divina, majestosa. Por pouco, quase a dama da noite. Nosso brinde dos noivos foi feito regado à Deus, em taças especiais que hoje adornam minha coleção de copos, quase que em uma redoma. Meu presente de casamento ver os olhos do Rafael brilhando ao prova-la. Estourar a rolha, claro, foi tarefa gentilmente cedida à Catarina, que julgou justo que todos os convidados a provassem, então a “bitoquinha coletiva” fez com que todos admirassem e ouvissem, um a um, o que era a Deus. Cerveja... Champanhoise... Belga... 28 euros em casa.

Um casamento especial. Diferente, simples, quebrando paradigmas, mas mesmo assim especial, íntimo e muito feliz. E, principalmente, cervejeiro. E pensar nisso me faz abrir um sorriso ao escrever, ao lembrar, ao falar. A cerveja agora tem um espaço na minha vida muito maior e mais bonito. E um novo admirador, que a cada ideia de incluía cerveja aprovava e apoiava.

Aos noivos, Prosit, Salut, Cheers, Tim-tim, Proost, lloniannau, Salute, Vive ou Saúde! Com todas as cervejas do mundo!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Catarina no país das Maravilhas (Heineken Experience)


Eu já tinha dado um check-in em Amsterdan, mas assim que eu me envolvi no mundo da cerveja e descobri a existência no Heineken Experience, eu sempre pensava em voltar. E juro que aconteceu por acaso. Aquela amiga do casamento grego descobriu um show da Madonna lá, o noivo comprou um par de ingressos e para me comprar, me deram de presente. Pronto, motivo encontrado.

Trem agendado, hotel reservado por eles, além de todos os outros passeios. Disse que faria tudo de novo, com uma condição: eu queria ir no Heineken Experience! E num domingo MUITO chuvoso, lá estávamos.


A sensação do sorriso grudado no sorriso foi a mesma da visita na Guinness Storehouse. A fachada muito menor, um ambiente muito mais balada e muito menos chão de fábrica. A Heineken é marketing da base à tampinha da garrafa. São shows, projeções de rótulos, merchandising e muita cerveja. Em seu roteiro pré-definido, começamos com os já conhecidos ingredientes e modo de preparação da cerveja, apresentado por uma mulher (muito da mal-humoradinha devo confessar. Eu seria muito mais simpática naquele trabalho...) à frente da água, cevada, lúpulo e levedura.

A experiência continua e vai ficando cada vez melhor, e meu sorriso cada vez maior. Moeção de cevada, maquinário de milnovecentosebolinhas e... que tal FAZER sua própria cerveja? Bote seu avental e encoste a barriga numa panela gigante de água e cevada cozinhado, mexendo até levantar fervura. E prove o resultado. Quente mesmo, um gostinho doce doce do açúcar que ainda não foi fermentado.
Entre no processo de produção de cerveja! Uma sala para 16 pessoas, onde você é uma Heineken! Desde a água até chegar no bar, o ambiente sacode, molha, dá sensação de queda, tem bolinha de sabão, esquenta, esfria... E então um quiz. A batalha entre dois bartenders Heineken, cada pergunta certa, uma halfpint (que eu levei pra casa mas quebrou na viagem) de Heineken. Catarina tomou 4 Heinekens! Que orgulho! E que bartender...


Uma longa sessão de filmes publicitários, anúncios esportivos, jogos de luzes, fotos, selfvideos e histórias, o bar. Na entrada ganhamos pulseiras com pins que valiam ou duas cervejas ou aquela velha história de tirar a própria pint (que eu já coleciono experiências com a Stella, Guinness e tantas outras). Onde eu fui?


Ganhar meu certificado! O único problema é que neste ponto meus amigos tinham partido para outro museu, mais cultural, e eu fiquei sozinha. Daí você conta com a habilidade e predisposição das pessoas para tirarem suas fotos. Não deu...



Sem controle, sem amigos e com cerca de 8 pints de Heineken correndo no corpo de Catarina, o abuso financeiro em Souvenirs Heineken foi certo. Moleton, mini engradado, bolachas, quadro (até quadro), chaveiro e a melhor recordação da existência do Mulheres e Cerveja: uma Heineken personalizada!

Aquele sorriso já nem cabia mais no rosto.

Agora sim eu não preciso mais voltar à Amsterdan. A não ser que me dêem outro motivo!

Proost!

PS: Álbum completo da experiência no Facebook do Mulheres e Cerveja.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estação Oktoberfest. Desembarque pelo lado direito do trem.

Semanas conturbadas. Um misto de inferno astral, resoluções de final de ano e a sazonalidade do meu trabalho – que ainda não é só cerveja – me afastaram um pouquinho daqui. Sinceras desculpas.

Ainda em clima de Oktoberfest, ainda lembrando da visita à fábrica da Eisenbahn, ainda lembrando daquele final de semana cheio de viagens, chuvas e histórias.

Falando em história, falemos da história da Eisenbahn. Cervejaria nacional localizada em Blumenau – SC – desde 2002 e em 2008 comprada pelo Grupo Schincariol, é uma das poucas nacionais que produz seu chope seguindo a Reinheitsgebot, a “Lei de Pureza Alemã” (aquela que um dia um rei que acordou de ressaca e uma maldita dor de cabeça e resolveu que não haveria mais nada nas cervejas além de malte de cevada, lúpulo e água). Sua fábrica fica ocalizada ao lado de uma antiga linha de trem em Blumenau, o que serviu de inspiração: Eisenbahn em alemão significa ferrovia. A Eisenbahn é premiada internacionalmente,sendo a primeira cervejaria da América do Sul a conquistar o European Beer Star, com 2 medalhas de bronze. Vale ainda citar que a Eisenbahn foi citada o livro de Michael Jackson, um dos melhores escritores e conhecedores de cervejas do mundo. Esse livro é como se fosse um guia de cervejas de todo o mundo e a Eisenbahn é a única cervejaria brasileira que aparece na página da América Latina.

Entre tantas outras menções e prêmios, a Eisenbahn é umas das estrelas do maior festival de cerveja. E como não poderia deixar de ser, tem uma receita específica para tal: A Eisenbahn Oktoberfest. Feita para celebrar os 25 anos da maior festa alemã fora da Alemanha, a Eisenbahn lançou a primeira Cerveja Oktoberfest feita no Brasil. Desenvolvida especialmente para o festival, é produzida somente de setembro a outubro. É uma cerveja lager de corpo médio, cristalina, com coloração dourada escura, e com aromas marcantes de malte, pão e cereais, apresentando leves aromas de lúpulo em simpáticas long-necks de rótulos azul-brilhante. É também considerada uma Märzenbier, já que segue o mesmo principio das cervejas do tipo.

Não, não a provei no festival, mas ainda antes da visita à fábrica, harmonizando com uma suculenta porção de polentas fritas e salsichões, além claro de risadas, amigos, chapéus, copos e souvenirs e, entre os 4 amigos, outros 2 tipos de cervejas da marca. Para mim, a cerveja mais leve da mesa, que contratou muito com o clima do local: frio, nublado e chuvoso.

Então, na sequência e para aquecer, dei início a prova de todas as cervejas da Einsenbahn. Minha favorita? Ainda a Oktoberfest!

Prosit!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Catarina no país das maravilhas (Guinness Storehouse)

Voltando um pouquinho, logo no começo da nossa busca pela cerveja perfeita, a primeira providência tomada pela Catarina e Renatinha ao entrar no mundo cerveja foi a visita à fábrica da Baden Baden, em Campos do Jordão. Logo naquela época minha cabeça já sonhava em ir mais além, mais precisamente quilômetros além e conhecer enfim a fábrica de uma das meninas dos meus olhos: a fábrica da Guinness, em Dublin, Irlanda.

Uma viagem um tanto confusa mas que rendeu além de novos amigos, bons momentos e a tão esperada visita à Guinness Storehouse, que se saiu muito além de qualquer expectativa nutrida. Primeiro porque o local não é grande: é gigantesco. São sete andares  - o primeiro deles divididos em quatro pavimentos.

Primeiro vamos começar com um breve contexto da história da Guinness: Arthur Guinness, em 1759, iniciou sua produção de maneira inovadora, tanto que foi condenado por adicionar mais água que os padrões das cervejas Porters permitiam. Então, o xerife da cidade foi acionado para cortar o fornecimento de água da cervejaria, mas Arthur não permitiu, se colocando contra dizendo que defenderia sua produção com um exército se fosse necessário. Com o sucesso da receita de uma de suas Porters, Arthur decidiu que não fabricaria nenhuma outra receita senão a Guinness. Com a morte de Arthur em 1803, a cervejaria foi passada para seu filho, também Arthur, e já nesta época a fábrica da Guinness era a maior do mundo, na mesma localização de hoje, o St. James Gate, em Dublin, Irlanda. A paixão da família Guinness, que ainda está a frente da marca, depositada na produção da cerveja é chamada por eles de 5º ingrediente.


Logo na chegada, uma grande surpresa, uma parede gigantesca com TODOS os rótulos e edições da cerveja. Só ali devo ter ficado uns 20 minutos apreciando cada garrafa e, claro, tirando mil fotos. Um simpático guia inicia o tour de alguns chineses com uma breve explicação sobre a cerveja num ambiente que, através de jogos de luzes e imagens, parece que estamos dentro de um gigantesco copo de Guinness.



A seguir, os ingredientes nos são apresentados e minimamente explicados conforme o anúncio: “Para entender o que faz a Guinness tão especial, você tem que começar com os ingredientes crus. Água, cevada, lúpulo e levedura: quatro ingredientes naturais, cuidadosamente selecionados para garantir que eles são da mais alta qualidade. Cada ingrediente em si é especial, mas se misturados de acordo com a receita secreta, o resultado é simplesmente extraordinário.”

- Água:
Em qualquer lugar do mundo, a água da Guinness é a mesma, vinda de fontes irlandesas. Eles têm um programa chamado “Water of life”, e todas as moedas jogadas na fonte vão para este programa de tratamento.




- Cevada:
A Guinness é produzida com uma combinação de cevada maltada, não maltada e torrada.







- Lúpulo:
A Guinness tem mais lúpulo que qualquer outra cerveja, seja Ale ou Lager. É o que a torna tão diferente. O lúpulo é como uma planta trepadeira, com um aroma que pode ser verificado ao esfregar as planta com as mãos: é assim que a qualidade é testada. Como o lúpulo é uma espécie de conservante natural, a Guinness exige que o mesmo lote seja exportado para todas as fábricas da cerveja.


- Levedura:
É a levedura que transforma os nutrientes e açúcar da cevada em álcool. Também é produzida de acordo com os padrões criados por Arthur Guinness, apenas em um único local, o St. James Gate, e exportado. É tão valioso que existe uma reserva da levedura trancada dentro dos cofres da sala da diretoria da Guinness.



A seguir, nos é apresentado todo o processo de produção, maturação, estoque e distribuição, com informações detalhadas de cada um dos processos. Juro que tentei roubar a receita, mas fui pega e tive que deixar as anotações para trás...

Ainda, um jogo de perguntas para testar o conhecimento sobre a cerveja em geral e um andar exclusivo para a comunicação da marca – foi lá que o lado latente de publicitária da Catarina entrou em êxtase. Dezenas de anúncios, peças publicitárias e todos os filmes já criados pela Guinness desde o início da marca. SENSACIONAL!

Mas a melhor parte da visita (ou não, difícil definir) foi tirar minha própria pint! Há uma explicação detalhada do processo (que mencionei no meu primeiro post) e fui avaliada por um guia que se manteve ao meu lado o tempo todo. Ao finalizar, com honra, ganhei até um certificado! E pude sentar numa confortável poltrona e me deliciar com minha Guinness especialmente tirada por mim, cujo barril vinha direto da fábrica, há poucos metros de distância. Foi enfim a melhor Guinness que tomei na vida!


Para finalizar, um bar no último andar do edifício, que mais se parece um observatório em 360º da cidade de Dublin. Apreciar a paisagem cinza com uma Guinness na mão foi quase um grand-finale para o dia. Isso se não fosse a loja da Guinness no meu caminho de saída, onde deixei preciosos 65 euros em souvenirs: chaveiros, moletom, bolsas, bolachas, camisetas, uma caneca e até ganhei uma gota da cerveja armazenada dentro de um vidro. O lado consumista de Catarina também se realizou.


Saí da visita completamente exausta. Mas incrivelmente feliz. Foi um sonho realizado e mais um passo dado na compreensão e aprendizado do mundo das cervejas. Um dos muitos que virão pela frente.

Como foram muitas fotos e quero dividir este momento com todos, publiquei o álbum completo da visita aqui!

“There is a poetry in a pint of Guinness”.

Cheers!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Yes, they have bananas!

Mais um post remoto. E fica difícil escolher uma favorita, cada vez mais difícil. Já se foram 11 dias de Londres, e bem mais de 11 rótulos provados. A cada pub, a cada ida ao mercado, a cada refeição, até a cada parada em casa (neste momento, enquanto escrevo, tomo uma Baltika, russa)... ainda bem que a vida de sightseeing me faz caminhar e caminhar, porque tanta cerveja pode acabar com os atributos da Catarina...

Hoje vou falar não especificamente de uma cerveja, mas também de um pub. O "The Porterhouse". Fica na charmosa Covent Garden, que é um dos meus lugares favoritos em Londres, se parece com algo entre a estação da Luz, Mercadão e sei lá, uma feirinha de malhas de Monte Sião. E num dia mais quente de um verão que ainda não deu as caras, fez uma noite clara maravilhosa. 
A Porterhouse Brewing Co. é na realidade irlandesa - para onde estou indo em algumas horas - e tem entre seus rótulos cervejas próprias como a Oyster Stout, Porterhouse Red e Chiller. No total são 3 Stouts, 3 Ales e 3 Lagers, algumas premiadas inclusive. A companhia tem 5 pubs próprios, além de um hotel. É realmente um mundo a se explorar!

Ao chegar no pub, muito bem indicado pelos amigos que estão me recebendo aqui na cidade, me senti como uma criança em um parque de diversões. Todas as paredes do local - TODAS! - são revestidas por vitrines de cervejas especiais, até algumas brasileiras entram na gama. Por exemplo, acompanhando o trabalho da Renatinha, que falou sobre a cerveja especialmente feita para o casamento de William e Katherine (a real), lá encontrei a cerveja feita para o casamento de Charles e Diana, de 1981! 

São 5 andares, divididos em diversos ambientes e com bares separados. Uma área externa na frente do bar fica bem de frente para o Museu do Transporte público de Londres e para o Covent Market. E digo mais: muita gente bonita. Não sei se estava mais extasiada com a paisagem dentro ou fora do pub.

Na hora de escolher, minutos e minutos se passaram. Um menu simples e extenso (menu este que veio na bolsa como um souvenir autorizado. Até porque, segundo o bartender, se ele não deixasse eu iria levar do mesmo jeito), separando as cervejas por país. Todos os preços entre £3 e £7, uma outra que ia além disso. Optei por começar por uma inglesa um tanto curiosa: Wells Banana Bread Beer. Sim, banana. E de fato contém banana. Aliás, de fruitbeer aqui não faltam opções. Até de manga tinha. Sério, manga?

A Banana Bread, da cervejaria Wells & Youngs,  é mais banana que cerveja, mas que dá um resultado muito bom. Doce e intensa, tem uma cor acobreada forte, porém com transparência. A espuma é encorpada, cremosa (creme/espuma...). O aroma de banana prevalece, com um quê de baunilha e também denota um caramelo típico das ales. Maltada e amarga na medida para não contrariar a harmonia com a banana, a Wells é uma cerveja no mínimo interessante. Mas o fato é: não é possível pedir outra garrafa após 500ml dela. Garrafa esta que saiu por módicos £4,20 (menos de R$12).


Segui então com uma weissbeer alemã, na sequência uma Früli, uma Stout pra não perder o costume e uma Guinness porque você sabe né...

Não sei se pelo interior ou pelo exterior, mas eu prometi ainda voltar neste pub antes da volta. E comigo promessa é sempre dívida!

Cheers mates!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Em busca... parte 3 - Viu? Como se faz...

Sejam bem vindos à fábrica da Baden Baden.

Assim como muitas boas idéias (o surgimento deste blog, por exemplo), a Baden Baden surgiu em uma conversa de bar. Quatro amigos chateados por não encontrarem mais a venda sua cerveja favorita (a Spitfire) resolveram produzir sua própria cerveja.

Produzir sua própria cerveja não é tarefa das mais fáceis. É preciso ter muito conhecimento técnico, espaço, tempo e dedicação. Bom, esses quatro amigos se saíram muito bem e são mundialmente reconhecidos por seu trabalho.

Uma leve pincelada de conhecimento básico. Toda cerveja é constituída basicamente de malte, água e lúpulo. Sendo que 90% da cerveja é água. E o lúpulo é o responsável pelo sabor amargo característico da cerveja.

Na visita à fábrica pode-se inclusive provar o malte e o lúpulo. O malte ainda em duas versões, torrado ou não. O torrado tem sabor bastante semelhante ao café e o lúpulo... bom, este é melhor não provar.

Existem basicamente duas famílias de cerveja, as Ales e as Larges, sendo que a principal diferença entre elas está na fermentação. As ales são de alta fermentação, enquanto as larges são de baixa fermentação.

E claro, é sempre importante lembrar a diferença entre chopp e cerveja.

Uma curiosidade. O nome da cervejaria vem de uma estação de águas termais, que fica na cidade de Baden na Alemanha, e significa "banho banho".

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente, nada como aprender na prática. Ou seja, bebendo. E foi o que aconteceu na sequência. Onde nos serviram para degustação um chopp cristal e um bock.

De brinde, um copo do tour pela fábrica.

Após a degustação e muitas fotos ao lado dos tonéis e fazendo poses junto às cervejas da Baden, hora de passar pela loja e escolher o que levar para casa.

Na dúvida levamos tudo o que estava a nosso alcance. De moletom à cerveja Tripel nas sacolas fomos embora felizes (e com um leve desfalque bancário).

A Tripel é uma cerveja de edição limitada, com 14% de teor alcoólico (o maior do Brasil), passa por um processo de tripla fermentação, com inclusive 2 adições de açúcar, e tem um longo período de maturação. Por mais cara que fosse, não resistimos. Nos sentimos obrigadas a trazer para casa uma garrafa, que só será aberta em alguma data comemorativa muito especial. 

Na sacola também uma Stout, cerveja que segundo seus fabricantes, harmoniza com (pasmem) chocolate. Harmonização que ainda testaremos para saber se realmente funciona.

Bom, o moletom foi por puro consumismo mesmo, sem nenhuma explicação razoável. Mas fazer o que? Sou apaixonada não só por cerveja, mas por roupas confortáveis também.

Mais fotos, agora do lado de fora da fábrica e agora sim, podemos seguir viagem rumo às cachoeiras de Santo Antônio do Pinhal, cidade vizinha a Campos.

Duas mulheres em busca de uma cachoeira não me parece mais algo tão simples e nem uma idéia tão boa assim.

Continua...