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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um casamento cervejeiro :: Cervejaria Nacional


Há tempos estou pra falar da Cervejaria Nacional. Mais precisamente desde a primeira vez que a visitei, mas desta vez será especial.

A Cervejaria Nacional fica em Pinheiros, São Paulo. Tem três ambientes: a fábrica no primeiro andar, o bar no segundo e o restaurante no terceiro. Genuinamente nacional, usa o folclore brasileiro como tema da decoração e para nomear as cervejas.

Sim, fábrica, porque a Cervejaria Nacional é a única fábrica-bar de SP. Por isso lá só tem as cervejas produzidas por eles e é lá, no primeiro andar – onde eu tirei as melhores fotos da vida! -  que são produzidos cerca de 5.000 litros de cerveja de 5 tipos diferentes por mês. Cerveja sem conservantes, artesanal e muito saborosa, elaborada pelas mãos dos mestres-cervejeiros Fabiani e Alexandre Sigolo. Até hoje, lá já foram produzidas e bebidas mais de 25 receitas dos mais variados sabores e ingredientes.

Daí lá a gente ainda aprende mais sobre cerveja. A gente já sabia que cerveja gelada demais é um erro. E na Cervejaria eles explicam porque não servem a estupidamente gelada... “A temperatura baixa engana suas papilas gustativas e faz com que você dificilmente perceba o sabor ou a falta dele. Por isso, todas as nossas receitas chegam à torneira da chopeira com a temperatura entre 0º e 0,2ºC, para que você possa degustar e sentir todas as características do sabor de cada uma delas.” Cultura cervejeira. O bar no segundo andar, com mesas, balcão e decorado com sacas de cevada está sempre cheio – funciona desde o almoço até tarde da noite.

E indo ao terceiro e último andar, o restaurante, um espaço rústico, iluminado durante o dia e mais quente e ameno à noite, tem no fundo a cozinha, super à mostra através de um vidro que mostra a galera se empenhando em pratos sensacionais. E então foi neste ambiente que nosso casamento foi celebrado. O terceiro andar foi reservado e previamente decorado, e escolhemos o menu de harmonização da casa para nossos convidados.



Foram 5 pratos, cada um acompanhando – à vontade – uma cerveja da casa. Os convidados ao chegar tinham como opção de petiscos as “comidinhas de boteco”: Pastéis de Carne e Queijo, Bolinho de arroz, Batata da casa e Polenta frita. Para harmonizar, a cerveja Y-iara Pilsen, o carro-chefe da casa, primeira das cervejas a ser produzida. Base de maltes pilsen e vienna, coloração amarela-dourada, lúpulo Saaz para um aroma floral e 5% ABV. A ideia dessa receita é reproduzir a tradição do estilo, com amargor perceptível, 100% malte e personalidade. As cervejas Pilsens são leves, aromáticas, refrescantes e com delicadas notas de malte. Sugerida para acompanhar saladas, aperitivos fritos e condimentados e grelhados. Foi basicamente a escolha dos convidados para a noite toda, embora muito ainda tivesse por vir...

Como entrada, duas opções: Crostini de Cogumelos (Cogumelo paris com um toque de alho, parmesão e rúcula), servidos com a Cerveja Kurupira Ale, uma Amber Ale com equilíbrio entre o amargor do lúpulo e as notas adocicadas de malte, onde o caramelo tende a prevalecer. Nossa Ale do dia a dia e herdeira direta da receita da Drake's Brown Ale. O plano era criar uma receita baseada no primeiro grande sucesso da Cervejaria Nacional, com tons mais avermelhados. Na versão Kurupira temos 30 IBU's como na original, com maior presença das notas de malte caramelo e 5% ABV.
Salada Xavantes
Ainda como entrada, a Salada Xavantes - alface romana, molho ceasar, parmesão e croutons – servida com a cerveja Domina Weiss, que como toda cerveja de trigo tem um paladar refrescante, aromas de banana e cravo e a inconfundível sensação do malte de trigo, características que agradam muito nos dias mais quentes. Com uma receita simples de maltes de trigo e pilsen e lupulagem amena com o Tettnanger, a Domina Weiss é elaborada com uma cuidadosa fermentação que produz os aromas acima de maneira muito delicada, o que faz dela a campeã absoluta de vendas. Inclusive, foi com ela o primeiro brinde dos noivos, direto da fonte!

Brinde dos noivos by Domina Weiss
O prato principal podia ser escolhido entre um sensacional Risoto de Costelinha (Arroz arbóreo com costelinha de porco desfiada, limão cravo e crispy de cebola) ou o Ravioli da Casa, que eu já a-d-o-r-a-v-a, recheado com mussarela de búfala e molho de tomate italiano. Ambos acompanhavam a Mula IPA, aquela favorita do padrinho Ali. É um estilo que tem se tornado muito popular entre os cervejeiros. A Mula nasceu como uma IPA americana, a qual possui teor alcoólico elevado (7,5%), corpo baixo, final seco e generosas doses de lúpulos americanos que contribuem para aromas de frutas tropicais, maracujá e cítrico além do amargor bem pronunciado (60 IBUs). Como as IPAs são cervejas de personalidade forte, amargor elevado e alto teor alcoólico com o lúpulo sendo o grande destaque, são indicadas para acompanhar pratos mais fortes e mais temperados. Por fim, além do fantástico Bolo de Guinness já anteriormente citado, a sobremesa, mais apreciada impossível: Petit Gateau com sorvete de creme, servida com a Sa’si Stout. As cervejas Stout são famosas por acompanharem doces e sobremesas. A Sa’si é uma Dry-Stout com  4,6% ABV, 35 IBU e cor negra profunda. Com o tempo o forte amargor de malte torrado foi sendo equilibrado com outros elementos da receita para dar harmonia aos sabores dessa Stout, caracterizada pela cremosidade e as notas de café e chocolate no aroma e sabor. 

E ainda, a Patrícia Reali, gerente da Cervejaria Nacional, foi incrível o tempo todo. Mesmo depois de 2 meses, ainda é tempo de agradecer a atenção especial que nos deu e o momento proporcionado. É sempre muito difícil agradar à todos em um evento – principalmente casamento – mas o local superou nossas expectativas. Quem já conhecia adorou a ideia de termos a recepção lá. E quem não conhecia com certeza se surpreendeu! Muito gostoso ter um casamento simples, mas cheio de estilo e com muitos elogios.
Valeu Pat!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Edelweiss de flores, de músicas e de cervejas!

Iniciada a sequência de provas das cervejas recém-ganhadas do United World of Beers. E iniciada de maneira muito única. 

Primeiro porque sim, eu ainda estou com dó de desmontar o kit. Embora algumas das cervejas eu já conheça, tá tão bonito! E segundo porque uma delas me foi dada há um tempinho, junto com dois outros rótulos, pela Semyle (amiga, mais que colega de trabalho, corinthiana fanática e parceira) que quase morreu quando eu consegui derrubar a sacola e quebrar as garrafas com as cervejas que me trouxe de Florianópolis, no meio da minha sala no trabalho. Doeu tanto que eu na hora parei tudo pra caçar empórios onde eu pudesse encontrar as cervejas para repor o presente. Ainda bem que consegui!

Enfim, comecei a série por uma cerveja então duplamente patrocinada: a Edelweiss. E a apreciei de outra maneira dupla, assistindo um filme sobre cerveja, o Beerfest, que há algum tempo tinha ouvido falar e estava bem da curiosa para assistir. Aliás, filme com peculiaridades este. Indico para uma noite quente e com uma certa quantidade de München acompanhando a pipoca (por que não?)

Edelweiss tem muitos significados. Na música conta a história da família austríaca Von Trapp, de A Noviça Rebelde. Na natureza, é uma flor branca que nasce somente nos Alpes da Europa na região da França, Itália, Suíça, Iugoslávia e Áustria, onde, tradicionalmente, se tornou o símbolo do país. Aliás, reza a lenda que um rapaz, quando apaixonado por uma garota, deveria escalar a montanha, pegar um edelweiss e trazê-lo para a amada como prova de seu amor. Ainda hoje, no folclore austríaco, as danças e músicas tirolezas fazem referência a esta lenda. Em alemão, edelweiss significa “branco nobre”. Edelweiss também é sobrenome, e criado no Brasil! Segundo outra lenda, um padre alemão, após se apaixonar por uma brasileira, largou a batina e adotou seu codinome de poeta: Edelweiss.

Mas o significado mais feliz é a cerveja austríaca de trigo, importada pelo Grupo Heineken, que nasceu no coração dos Alpes, na Cervejaria Hofbraü Kaltenhausen na Áustria. Esta cervejaria, uma das mais antigas da Áustria, foi fundada em 1475. A cerveja ale é enriquecida com aroma de ervas alpinas, o que dá um aroma e um paladar bem diferenciado das outras cervejas de trigo, trazendo um leve amargor no final, bem leve. O aroma é doce e fermentado. Tem uma espuma bem densa, e um corpo de cor de mel. No sabor, o agradável sabor de uma weissbier, sem muitas diferenças, mas com um toque mais requintado, talvez pela adição das especiarias e o toque da flor tão rara e especial.

Filme bom, cerveja melhor ainda, e um sentimento de “quem vai escalar os alpes e me trazer uma Edelweiss gelada?”

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cerveja arretada!

Estar em constante busca da cerveja perfeita é algo que ao mesmo tempo que encanta, nos tira um pouco do roteiro em algumas ocasiões. E de roteiro me refiro ao roteiro turístico. Sou uma exímia exemplar da mistura da ascendência uruguaia com a nordestina. Filha de cearense, daquelas que carrega a peixeira na cintura e fala arrastado, fui passar os primeiros dias do ano em braços familiares em Fortaleza. Muito sol, praia e cerveja, como todo litoral tupiniquim que se preze.

E lá estava eu, pendurada no 3G do celular debaixo do guarda-sol. Objetivo: encontrar uma cerveja genuinamente nordestina. Etapa concluída!

A Drache Bier é produzida pela primeira – e até então única – cervejaria artesanal nordestina, com fábrica no município de Horizonte, a cerca de 50km de Fortaleza, a Cervejaria Nordeste. Produzida sob a Lei de Pureza Alemã, nas versões Pilsen, Stout, Pale Ale e Weiss (o trigo foi admitido posteriormente na Reinheitsgebot como ingrediente adjunto), todas provadas no empório do Shopping Dom Luis, em Fortaleza, onde o simpático Elisson (na foto) me explicou tintim por tintim todas as peculiaridades de cada cerveja.

A cervejaria trata como diferencial o fato de só trabalhar com produtos de alta qualidade. Ele ressalta que todos os ingredientes utilizados na fabricação do chopp Drache Bier são todos  importados: malte da Alemanha e Bélgica; lúpulo da Alemanha e Estados Unidos; e levedura da Bélgica e França, além de água mineral de fonte própria. Um estudo sobre uma fórmula mundialmente respeitada, buscada diretamente na Alemanha, os melhores ingredientes e a mais alta tecnologia de produção que durou cerca de 6 meses, até o lançamento, em 2009, que resultaram num chopp excelente, provados na seguinte ordem:

Drache Bier Pilsen
Um Chopp leve e suave, com o sabor do lúpulo bem acentuado, que denota a qualidade dos ingredientes. De cor amarelo brilhante e espuma branquinha branquinha (olha eu arrastando o sotaque), bem refrescante, servido gelado como o clima de verão nordestino pede. Excelente opção para acompanhar mariscos e crustáceos debaixo do guarda-sol.

Drache Bier Weiss
Como toda Weiss, tem o quê de banana, frutada, com cravos e florais. De cor amarela-opaca e espuma densa e não-filtrado, mas um pouco mais amargo que o comum. Mais gelado que visto por aí, foi quase meu rótulo favorito, o que não seria surpresa, já que eu adoro Weiss. Ótima opção para acompanhar queijo de cabra ou aves. 



Drache Bier Pale Ale
A surpresa da noite. Vale dizer que eu estava em clima de verão, portanto aceitavelmente, os chopes eram servidos na temperatura de 1°C, o que para uma Pale Ale é muito gelada. Não sei se foi isso ou a surpresa com o amargor refrescante da versão, foi eleita minha Drache favorita. De tonalidade acobreada graças ao uso da mistura com o malte tostado, revela um sabor maltado e encorpado. Tem um toque herbal, por conta do lúpulo evidente, o que gerou até uma discussão com o Elisson.

Drache Bier Stout
A última versão da sequência de degustação, também sofreu a questão da temperatura acima, estando mais gelado que o comum, o que o deixou refrescante e com o sabor talvez até menos acentuado. Mais, oxi, nenhum problema até aí. Estava um calor da peste! O Drache Stout é uma boa opção para ser degustado com mariscos e crustáceos, feijoada, chocolate, tortas de frutas e sobremesas de banana. Enfim, pratos mais pesados, que harmonizam bem com o contraste entre a suavidade do aroma com traços de chocolate e malte tostado e o sabor forte e encorpado do café. Enfim, um excelente exemplar de Stout.



Ainda, a Drache tem todas as opções em garrafas long necks à venda por módicos R$15,00 o kit com as 4 versões. E uma infinidade de souvenirs. Vieram para casa acompanhando um garrafão em cerâmica – de presente – cheio de pilsen, que permaneceu gelada por 2 dias. E o atendimento... sensacional! Troquei algumas figurinhas com o Elisson e ele fez questão que eu não pagasse a degustação, apenas os souvenirs. Patrocínio dos bons! Minha mãe que o diga, não se cabia quando viu o cartãozinho do MC circulando entre os funcionários (acho que ela está começando a entender... e curtir.) e ainda menos quando ganhou um chopp Pilsen, escolhido pelo paladar dela a melhor opção.

Eu, que nem posso mais que considerar turista de tantas visitas que fiz à terra de Padre Cícero, não me contive com fotos mil e me rasgo de elogios sempre que saio de lá.

Um cheiro!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz Anno Novo!

Em um daqueles momentos irrecusáveis da nostalgia do final do ano, o amigo secreto da empresa, uma surpresa agradável. Eu raríssimas vezes fui surpreendida com bons presentes em amigos secretos, mas, seguindo os bons ventos do ano de 2011, sim, fui agradavelmente surpreendida. O limite de R$70,00 do amigo secreto corporativo foi preenchido com duas cervejas compradas da Mr. Beer. Aliás, adendo: quando o meu amigo secreto buscou informações sobre o que me dar e sugeriram cervejas à ele, ele se perguntou se eu tinha um problema com alcoolismo. Obrigada Sandro! 

Dois bons rótulos, indicados pelo atendente: Weihenstephaner Hefe Weissbier e a Hacker-Pschorr Anno 1417, ambas degustadas naqueles momentos entre amigos, dignos de boas cervejas. A Weihenstephaner eu já conhecia de outros tempos, uma cerveja de trigo bávara excelente, refrescante e encorpada, representando muito bem a classe das Weissbier.

O foco fica para a Hacker-Pschorr Anno 1417, cerveja alemã cheia de história para contar. 

A Cervejaria Hacker-Pschorr nasceu exatamente em 1417, 99 anos antes de ser criada a Lei de pureza Alemã, inicilamente apenas como Hacker. O nome atual da cervejaria remete à duas tradicionais cervejarias de Munique, que nesses 591 anos passaram por algumas junções e separações: A primeira união entre a Hackerbräu e a Pschorrbräu aconteceu por volta de 1800, quando Joseph Pschorr comprou a cervejaria Hacker e fundou uma com seu nome, mas manteve sua própria produção. Em 1944, já separadas, a Pschorr teve os seus equipamentos bombardeados durante a segunda Guerra, e a Hacker permitiu que a Pschorr utilizasse seus equipamentos para manter a produção ativa, simbolizando assim a união que permanece até hoje. A cervejaria é atualmente uma das seis grandes de Munique, e faz parte do grupo Paulaner.

Chegou ao Brasil recentemente, uma cerveja do estilo Keller Bier, um raro e antigo estilo de produção alemão - keller em alemão significa adega. Uma lager não-pasteurizada e não-filtrada, fermentada em barris abertos de madeira, o que a deixa com baixa carbonatação. Uma cerveja diferente, com uma cor dourada escura, espuma densa e um aroma maltado, que denota a presença marcante do lúpulo não só no aroma, mas com intensidade no sabor. Um tanto cítrica, bem saborosa e refrescante, com aquele toque de fermento das cervejas não-filtradas (lembram-se a surpresa causada pela Slava?).
Uma excelente cerveja para um dia de verão, seja chuvoso e abafado como nossos típicos reveillon paulistas. Aliás, vou além: a Anno 1417 é a cerveja perfeita. Não para finalizar a busca, mas para entrar em 2012 inspirada, seja pelo nome, seja por remeter à primeira cerveja da saga, seja por ser de presente ou por ser a primeira do ano.

Que 2012 seja de longo caminho na busca da cerveja perfeita, com muito mais aprendizado e boas companhias!

Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De rosa e de 11, Catarina também comemora!

Onze.

Meu número, e hoje ainda mais. Meu aniversário.

E pensando em números, pensei em cerveja. Não, não existe uma cerveja de rótulo 11. Existiu, mas foi retirada. Mas existem tantas outras que até marcaram passagem aqui pelo blog. Entre elas, dois exemplos:

A 1795 foi a primeira cerveja que, então Renatinha e eu, tomamos no Melograno, de onde veio toda a ideia do blog e da busca que persiste – mesmo apesar dos pesares.

Ontem, na exata virada comemorei com um amigo querido – desses novos que a vida nos presenteia – com uma 1906. Cerveja que me marcou num evento entre amigos.

Números e sabores. Números e cheiros. Números e cores.

Por isso, minha cerveja especial de aniversário, por razões emocionais e, para quem me conhece, até obvias, é a Hoergaarden Rosée.

Hoegaarden porque é Hoegaarden e das mais simples cervejas, uma das favoritas.

E Rosée... como eu disse, quem me conhece sabe que tenho rosas desde o pé até no meu registro de nascimento.

Este exemplar colorido da querida Hoergaarden nada mais é que a cerveja branca com adicional de framboesa. Doce, frutada, uma típica fruitbeer. Deixa o toque rosa com seu creme salmão, o sabor doce e ainda, uma certa cremosidade que impressiona. Sem amargor nenhum, uma companhia perfeita para, quem sabe, um bolo de aniversário ou qualquer outro tradicional docinho da data.

Feliz, de aniversário a Hoegaaden, hoje comemoro uma fase muito boa da vida. Foi em 2011 que a paixão por cerveja floresceu, e tem crescido a cada dia, a cada rotulo, a cada novo amigo que esta nova “empreitada” me traz.

Em 2011 eu conquistei mais do que só mais um ano de vida. Foram incontáveis cervejas, incontáveis risadas, icontaveis boas companhias. Agradeço a todos que participam e me ajudam nesta busca da cerveja perfeita!

E é hoje, no dia 11, uma garota 11, que eu falo de mais uma no hall das favoritas. Rosa.

<:)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Para um dia nublado, cerveja!

Em clima de Restaurante Week, nos últimos 10 dias já esgotei todo meu vale-refeição e visitei praticamente todas as opções ao redor do trabalho. Tenho comido bem, mas, mais do que isso, tenho comido muito. Ontem, ao conhecer o menu do La Pasta Gialla, prometi que seria o último. Mas hoje quebrei a promessa e fui almoçar no Empório Santa Maria. A opção de menu Restaurante Week lá é apenas para o jantar, mas a combinação dia cinza, multa de trânsito + pepinos no trabalho + TPM estava em clima de mau humor, e eu resolvi me agraciar com um bom almoço e uma cerveja especial. Porque eu merecia! Sim, TPM.

Pequei. As opções de cervejas no almoço do Empório são menor que escassas:. São 3: Guinness, Oettinger e uma australiana que mal prestei atenção. Apenas li o rótulo “cloudy wheatbeer” da Oettinger e pensei: combina com tudo!

Escolhida porque eu sou sentimental. E porque hoje, quarta-feira mais que cinza na capital paulista, eu precisava de um certo ânimo no dia. Escolhida porque no prato tinha uma seleção de queijos e pães caprichada. E também porque a Guinness já tinha sido pedida na mesa e eu com certeza daria uma bicadinha.

A Oettinger Hefeweizen é uma das cervejas de trigo mais vendidas na Alemanha.  Uma Ale de estilo German Weizen, é engarrafada com as leveduras utilizadas na fermentação (daí “Hefe”), o que a deixa com esta cor dourada turva característica. Além disso, o aroma adocicado de cravo e banana e o sabor encorpado típicos de uma boa cerveja de trigo se fazem presentes. Suave, com seus 4,9% de teor alcoólico que não comprometeram em nada minha volta à labuta! O ponto fraco: ser enlatada, o que prejudica a formação do creme e a mistura no copo... Não é nada que desonere a cerveja, mas se estamos aqui pra falar, falemos. Outro ponto fraco, que nem foi da cerveja mas do local onde comprei, foi o preço: R$ 22,00 a lata de 500mil. Mas até aí, o próprio almoço já tinha comprometido o orçamento. Como disse, pequei.

Enfim... sim, a Oettinger Hefeweizen foi perfeita. Perfeita para melhorar meu humor, para adoçar meu dia (junto com a sensacional torta de morango de sobremesa), para inspirar meu texto, para reunir dois amigos queridos...

Perdoem-me o trocadinho para finalizar, mas Tive um Perfeito Momento nesta quarta-feira cinza!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Traições

Tudo bem, eu confesso. Sou uma traidora.

Que outro termo eu poderia utilizar para justificar o fato de que passei a semana inteira sem tomar nenhuma cerveja?

Isso mesmo, nessa última semana eu troquei o meu tão estimado e precioso líquido feito de malte, lúpulo e água por um outro líquido, aquele feito à partir da fermentação de uvas de diversas castas e que tem fama de ser meio metido a besta.

Pois é, troquei a humilde e companheira cerveja pelo elitista vinho.  E foi assim, me sentindo como uma traidora, que no fim do domingo corri até o mercado com o coração cheio de pesar e me ajoelhei na frente da prateleira das cervejas. Pedi perdão, enchi o carrinho e voltei para casa feliz.

Mas só senti a redenção chegar no primeiro gole da Erdinger Champ.

Acredito que seu nome remeta ao termo champenoise, já que assim como neste médoto, sua segunda fermentação acontece na garrafa. Viu? Vinho e cerveja tem suas diferenças, mas no fundo também possuem muitas coisas em comum.

Voltando, a Champ me emocionou logo de cara, porque ela possui aroma de pão, que é sem dúvida o meu preferido para uma cerveja. Não sei explicar o porquê, mas acho que é a sensação aconchegante que o cheiro de pão fresquinho provoca em mim. Enfim, o seu processo de fabricação é que gera este aroma tão marcante.

Mais do que isso, ela é a primeira cerveja de trigo produzida para ser bebida diretamente da garrafa, e sabe como é, né? A primeira a gente nunca esquece.

É o que eu falo, cada uma tem o seu estilo e o seu momento, esta sim é uma cerveja que pode ser entregue ao cliente no balcão apenas com aquele guardanapo enrolado para não gelar demais a mão e evitar acidentes.

O sabor é suave e seu teor alccólico é baixo, o que também não atrapalha a conversa mas ajuda a descontrair.

Já sei o que pensou. Perfeita pra balada. É mesmo, e a idéia da Erdinger é justo essa, uma cerveja de trigo para a balada.

Afinal, uma boa companhia também tem que estar disposta a encarar uma pista de dança, cair na noite e se misturar. Assim é a cerveja, assim é a Erdinger Champ. Mais do que aprovada e bem diferente do vinho, aquele lá, só em ambientes mais tranquilos, acompanhado de uma bela taça e de preferência de um belo e muito bem harmonizado prato.

Brincadeiras a parte, tudo tem o seu momento. E admito, algumas "traições" servem para nos fazer dar mais valor ao objeto traído.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Impressões

Pela segunda sexta-feira seguida, dispensei a companhia das amigas para me preparar para algo maior que aconteceria no sábado.

Nada melhor para uma concentração do que muito descanso e boa cerveja.

A cerveja escolhida nesta datas citadas, foi a Franziskaner Hefe-Weissbier. Uma respeitável senhora de mais de 600 anos, que é obtida através de alta fermentação.

Já era consumida e apreciada pelos babilônios. E é a preferida de 9 entre 10 bávaros, criadores do estilo.

Uma experiência bastante suave, já que contém menos lúpulo, e o processo de filtragem mantém o fermento mesmo após o envase.

Como as demais cervejas de trigo, possui uma cor amarelo ouro bastante turva. 

Confesso que ao sentir seu aroma tive que me redimir do comentário feito no post sobre a Baden Baden Weiss. Um leve toque de banana que combinou perfeitamente com o estilo. Então sim, banana também pode ser uma boa combinação, desde que utilizada em uma bem medida dose.

Outro aroma e sabor que fez essa cerveja me ganhar, foi o cravo. A especiaria conferiu uma complexidade atraente ao seu paladar.

E já que estamos falando de uma cerveja que segue a maneira mais antiga de ser produzida, nada melhor do que seguir as tradições alemãs à risca. Uma delas refere-se ao brinde com esse estilo específico de cerveja, que deve ser feito com a parte inferior do copo.

Bom, após esta deliciosa cerveja, fui dormir tranquila e relaxada para que no sábado pudesse chegar bastante animada aos shows que ansiosamente esperava desde o final do ano passado: Ozzy e U2.

É nesta parte que peço perdão aos bávaros e suas tradições, com todo o respeito que esta cerveja de qualidade e produzida com cuidado merece. Mas as melhores cervejas desses dois últimos fins-de-semana foram, sem dúvida, as pouco geladas, caras, mal armazenadas e pessimamente servidas em copos de plástico, mas que foram embaladas por músicas que conversavam com minha alma.

Nem sempre a melhor cerveja é a melhor cerveja. Muitas vezes as impressões sobre ela dependem muito mais da companhia e do lugar onde ela é apreciada.