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terça-feira, 19 de março de 2013

Aussie St. Patrick's Day

Que a Austrália - Perth mais especificamente - não era o paraíso da nightlife eu já sabia. Mas confesso que, mesmo com a mudança de vida, isso me faz uma falta incontestável.

Domingo, St. Patrick's Day especial por diversos motivos: o primeiro na Austrália, o primeiro (de todo o sempre) trabalhando com o líquido sagrado e aquele que comemorava um ano com o agora marido. Nos conhecemos no último stop do tour do ano passado.

Atualizando e voltando um pouco, estou trabalhando numa cervejaria, coisa que conto mais pra frente. Ainda é começo, mas o progresso virá "sooner or later"! Então metade do domingo lá estava eu, com tiarinhas de St. Patrick's correndo pra lá e pra cá. O click-click das anteninhas está na minha cabeça até agora...

Depois de um longo dia, enfrentei o cansaço e até os housemates que não sairiam de casa aqueeeela hora - oito da noite! - nem pensar, e fomos eu e o marido para o Moon & Sixpence, um dos tradicionais pubs irlandeses em Perth (que conta com 4 mais precisamente). No centro da cidade, chegando por volta das nove da noite, a rua quase deserta. Sério.

Ao chegar lá, não tinha mais chapéu divertido, não tinha mais camiseta da Guinness, nada! Uma Guinness Pie e duas pints de Guinness, jogar conversa fora e curtir a noite quente da cidade. Foi o que nos restou.

E quer saber? Delícia! Mesmo abrindo mão da noite agitada, da correria do tour, das danças, saia xadrez, nariz verde... foi gostoso dividir uma paixão com outra.



Mudanças da vida. A única coisa que não muda foi o patrocínio Guinness da noite!

Cheers!

quarta-feira, 21 de março de 2012

St. Patrick's Day, tour de cerveja e amizade!

Algumas datas são esperadas ansiosamente. E pra mim, o St. Patrick's Day, o Dia de São Patrício, é uma delas. Resolvi que comemoraria da maneira mais irlandesa possível, sob o maior número de tradições: de verde, fazendo um tour pelos principais pub's de São Paulo, onde o objetivo era tomar uma cerveja por local.

Foi assim que comemorei meu primeiro St. Patrick's, lá em Londres há 2 anos. Queria reviver um pouquinho daquela nostalgia. E posso falar? Aqui foi muito mais interessante!
Pra começar, claro, Mulheres e Cerveja sempre à caráter. As camisetas verdes deram o que falar, puxaram assunto e foram alvo de olhares desconfiados e conhecidos (beijos pro pessoal da Cerveja Gourmet!). As amigas como sempre participaram e até os amigos exigiram uma de presente... e eu não sei dizer não, tinha camiseta e baby-look, todos fofos! Alias, momento agradecer à todos pelo apoio: Vaninha, Dani Pioli, Ali, Nick e até a minha mãe - que agora resolveu que acompanha super o blog depois de ganhar a camiseta e desfilar por aí toda toda!

Camiseta para os Homens,
Babylook para as  Mulheres
Após os preparativos, às 14h começou o já programado tour. Eu sabia que não seria fácil, que teria trânsito e que, por ser sábado, teriam filas e mais filas... mas toda esta expectativa foi triplicada! Filas não... horas de espera. Trânsito não... engarrafamento. Pubs cheios não... esquema "sai um pra entrar um". Cerveja não... MUITA cerveja!

o verde invadiu o dia,
dos sapatos e cervejas às... unhas! 
 
Chegamos no O'Malleys cerca de duas e pouco da tarde, e adivinha? Lo-ta-do. Cardápio reduzido, conseguimos um cantinho para sentar e pedir uma demorada porção de fritas e filé aperitivo. Mas a cerveja, rápida e verde, verdinha - assim como a ponta do meu nariz por tradição! Uma Heineken gelada - por incrível que pareça. Duas delas depois e, antes da casa começar a cobrar entrada, nos despedimos do ponto um do tour rumo ao The Blue Pub.

Lá, uma taxa de entrada alta para quem queria ficar alguns minutos: R$31,00. Mas nada como a delicadeza - chamemos assim - feminina. Entramos com um cronômetro: 10 minutos para conhecer sem pagar entrada! Foi o tempo necessário para um amigo e dois raros exemplares da Duff verde, edição especial da Duff para o St. Patrick's Day. Foi o momento do dia. Eu, que ainda não tinha experimentado a cerveja (sério), parei o mundo naquele momento para curtir a long neck puro malte e seu sabor encorpado. Um aroma forte, que me remeteu à primeira vez que coloquei cevada nas mãos. No sabor, biscoito. Ah vai... era a cevada, mas sim, biscoito, que logo logo dá lugar ao amarguinho do lúpulo. Enfim, igualzinha a Duff vermelhinha que eu tomei depois, "pra comparar" (desculpinha...)

Após cerca de 30 minutos, novo rumo: All Black. Só pra ver a fila e dizer "nãããão". E seguimos para a busca de outro Pub. Finnegan's. Cheio e fila. Brew Pub. Oi? "Ah, vamos inovar o tour e tomar uma no Empório Alto dos Pinheiros e então partir pro Queen's Head? Sim!

Lá, chopp Bamberg verde e aquele atendimento eficaz de sempre, sem fila e bem baratinha. Cestinha de pães e conversas femininas depois, 3 quarteirões de caminhada para o Queen's Head que adivinha? Fechado até que esvaziasse um pouco. Um sorvetinho de volta no Empório e rumo àquele que seria o final da noite de acordo com a programação: The Sailor.

Eu trabalho do lado do local, passo todo santo dia ali e me assustei com o que vi. Portas abertas, som no meio da Faria Lima, fila até o posto da esquina. E ainda eram 8:30pm. Paramos um pouquinho, socialização na fila pra ver o que era e o que não era e... Kiaora! Fila média, R$35,00 de entrada e hummm... quer saber? Vamos pra St. Patrick's Party, organizada pelo All Black?

E foi lá que, as oito da manhã do domingo, St, Patrick's acabou. Num galpão na Vila Leopoldina, Leprechauns, potes de ouro, Baileys e muita Guinness - que ÓBVIO que eu entrei no bar pra tirar a minha. A banda tocava U2, a decoração festiva verde com trevos e chapéus, fiz Micheladas verdes no bar para os amigos e a fila de mais de uma hora era regada por esperança, vento frio e Budweiser do posto de gasolina.

Sim, foi perfeito. Afinal, "as coisas boas vêm para aqueles que esperam"!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Catarina no país das maravilhas (Guinness Storehouse)

Voltando um pouquinho, logo no começo da nossa busca pela cerveja perfeita, a primeira providência tomada pela Catarina e Renatinha ao entrar no mundo cerveja foi a visita à fábrica da Baden Baden, em Campos do Jordão. Logo naquela época minha cabeça já sonhava em ir mais além, mais precisamente quilômetros além e conhecer enfim a fábrica de uma das meninas dos meus olhos: a fábrica da Guinness, em Dublin, Irlanda.

Uma viagem um tanto confusa mas que rendeu além de novos amigos, bons momentos e a tão esperada visita à Guinness Storehouse, que se saiu muito além de qualquer expectativa nutrida. Primeiro porque o local não é grande: é gigantesco. São sete andares  - o primeiro deles divididos em quatro pavimentos.

Primeiro vamos começar com um breve contexto da história da Guinness: Arthur Guinness, em 1759, iniciou sua produção de maneira inovadora, tanto que foi condenado por adicionar mais água que os padrões das cervejas Porters permitiam. Então, o xerife da cidade foi acionado para cortar o fornecimento de água da cervejaria, mas Arthur não permitiu, se colocando contra dizendo que defenderia sua produção com um exército se fosse necessário. Com o sucesso da receita de uma de suas Porters, Arthur decidiu que não fabricaria nenhuma outra receita senão a Guinness. Com a morte de Arthur em 1803, a cervejaria foi passada para seu filho, também Arthur, e já nesta época a fábrica da Guinness era a maior do mundo, na mesma localização de hoje, o St. James Gate, em Dublin, Irlanda. A paixão da família Guinness, que ainda está a frente da marca, depositada na produção da cerveja é chamada por eles de 5º ingrediente.


Logo na chegada, uma grande surpresa, uma parede gigantesca com TODOS os rótulos e edições da cerveja. Só ali devo ter ficado uns 20 minutos apreciando cada garrafa e, claro, tirando mil fotos. Um simpático guia inicia o tour de alguns chineses com uma breve explicação sobre a cerveja num ambiente que, através de jogos de luzes e imagens, parece que estamos dentro de um gigantesco copo de Guinness.



A seguir, os ingredientes nos são apresentados e minimamente explicados conforme o anúncio: “Para entender o que faz a Guinness tão especial, você tem que começar com os ingredientes crus. Água, cevada, lúpulo e levedura: quatro ingredientes naturais, cuidadosamente selecionados para garantir que eles são da mais alta qualidade. Cada ingrediente em si é especial, mas se misturados de acordo com a receita secreta, o resultado é simplesmente extraordinário.”

- Água:
Em qualquer lugar do mundo, a água da Guinness é a mesma, vinda de fontes irlandesas. Eles têm um programa chamado “Water of life”, e todas as moedas jogadas na fonte vão para este programa de tratamento.




- Cevada:
A Guinness é produzida com uma combinação de cevada maltada, não maltada e torrada.







- Lúpulo:
A Guinness tem mais lúpulo que qualquer outra cerveja, seja Ale ou Lager. É o que a torna tão diferente. O lúpulo é como uma planta trepadeira, com um aroma que pode ser verificado ao esfregar as planta com as mãos: é assim que a qualidade é testada. Como o lúpulo é uma espécie de conservante natural, a Guinness exige que o mesmo lote seja exportado para todas as fábricas da cerveja.


- Levedura:
É a levedura que transforma os nutrientes e açúcar da cevada em álcool. Também é produzida de acordo com os padrões criados por Arthur Guinness, apenas em um único local, o St. James Gate, e exportado. É tão valioso que existe uma reserva da levedura trancada dentro dos cofres da sala da diretoria da Guinness.



A seguir, nos é apresentado todo o processo de produção, maturação, estoque e distribuição, com informações detalhadas de cada um dos processos. Juro que tentei roubar a receita, mas fui pega e tive que deixar as anotações para trás...

Ainda, um jogo de perguntas para testar o conhecimento sobre a cerveja em geral e um andar exclusivo para a comunicação da marca – foi lá que o lado latente de publicitária da Catarina entrou em êxtase. Dezenas de anúncios, peças publicitárias e todos os filmes já criados pela Guinness desde o início da marca. SENSACIONAL!

Mas a melhor parte da visita (ou não, difícil definir) foi tirar minha própria pint! Há uma explicação detalhada do processo (que mencionei no meu primeiro post) e fui avaliada por um guia que se manteve ao meu lado o tempo todo. Ao finalizar, com honra, ganhei até um certificado! E pude sentar numa confortável poltrona e me deliciar com minha Guinness especialmente tirada por mim, cujo barril vinha direto da fábrica, há poucos metros de distância. Foi enfim a melhor Guinness que tomei na vida!


Para finalizar, um bar no último andar do edifício, que mais se parece um observatório em 360º da cidade de Dublin. Apreciar a paisagem cinza com uma Guinness na mão foi quase um grand-finale para o dia. Isso se não fosse a loja da Guinness no meu caminho de saída, onde deixei preciosos 65 euros em souvenirs: chaveiros, moletom, bolsas, bolachas, camisetas, uma caneca e até ganhei uma gota da cerveja armazenada dentro de um vidro. O lado consumista de Catarina também se realizou.


Saí da visita completamente exausta. Mas incrivelmente feliz. Foi um sonho realizado e mais um passo dado na compreensão e aprendizado do mundo das cervejas. Um dos muitos que virão pela frente.

Como foram muitas fotos e quero dividir este momento com todos, publiquei o álbum completo da visita aqui!

“There is a poetry in a pint of Guinness”.

Cheers!