sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estação Oktoberfest. Desembarque pelo lado direito do trem.

Semanas conturbadas. Um misto de inferno astral, resoluções de final de ano e a sazonalidade do meu trabalho – que ainda não é só cerveja – me afastaram um pouquinho daqui. Sinceras desculpas.

Ainda em clima de Oktoberfest, ainda lembrando da visita à fábrica da Eisenbahn, ainda lembrando daquele final de semana cheio de viagens, chuvas e histórias.

Falando em história, falemos da história da Eisenbahn. Cervejaria nacional localizada em Blumenau – SC – desde 2002 e em 2008 comprada pelo Grupo Schincariol, é uma das poucas nacionais que produz seu chope seguindo a Reinheitsgebot, a “Lei de Pureza Alemã” (aquela que um dia um rei que acordou de ressaca e uma maldita dor de cabeça e resolveu que não haveria mais nada nas cervejas além de malte de cevada, lúpulo e água). Sua fábrica fica ocalizada ao lado de uma antiga linha de trem em Blumenau, o que serviu de inspiração: Eisenbahn em alemão significa ferrovia. A Eisenbahn é premiada internacionalmente,sendo a primeira cervejaria da América do Sul a conquistar o European Beer Star, com 2 medalhas de bronze. Vale ainda citar que a Eisenbahn foi citada o livro de Michael Jackson, um dos melhores escritores e conhecedores de cervejas do mundo. Esse livro é como se fosse um guia de cervejas de todo o mundo e a Eisenbahn é a única cervejaria brasileira que aparece na página da América Latina.

Entre tantas outras menções e prêmios, a Eisenbahn é umas das estrelas do maior festival de cerveja. E como não poderia deixar de ser, tem uma receita específica para tal: A Eisenbahn Oktoberfest. Feita para celebrar os 25 anos da maior festa alemã fora da Alemanha, a Eisenbahn lançou a primeira Cerveja Oktoberfest feita no Brasil. Desenvolvida especialmente para o festival, é produzida somente de setembro a outubro. É uma cerveja lager de corpo médio, cristalina, com coloração dourada escura, e com aromas marcantes de malte, pão e cereais, apresentando leves aromas de lúpulo em simpáticas long-necks de rótulos azul-brilhante. É também considerada uma Märzenbier, já que segue o mesmo principio das cervejas do tipo.

Não, não a provei no festival, mas ainda antes da visita à fábrica, harmonizando com uma suculenta porção de polentas fritas e salsichões, além claro de risadas, amigos, chapéus, copos e souvenirs e, entre os 4 amigos, outros 2 tipos de cervejas da marca. Para mim, a cerveja mais leve da mesa, que contratou muito com o clima do local: frio, nublado e chuvoso.

Então, na sequência e para aquecer, dei início a prova de todas as cervejas da Einsenbahn. Minha favorita? Ainda a Oktoberfest!

Prosit!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ein, Zwei, G’sufa... Oktoberfest!

(um, dois, beber... Oktoberfest!)

Existem coisas, pessoas e oportunidades na vida que a gente arranja motivo pra não deixar pra trás. E a Oktoberfest foi uma delas. Na realidade eu até agradeci por ter “postergado” a oportunidade de ir na Oktoberfest. Ano passado surgiu a vontade e o convite, que eu acabei passando. Ainda bem, porque este ano as coisas tinham um brilho diferente. Uma vontade diferente, um interesse diferente. E que bom, a mesma companhia!

Muita coisa tem acontecido ultimamente, eu ganhei novas companhias sensacionais, mas perdi algumas que ainda machucam. No final de semana em Blumenau, duas pessoas fizeram uma falta irreparável, por dois motivos diferentes. Mas é a vida, a gente não tem controle sobre o sentimento dos outros, né? Mal temos sobre os nossos...

Enfim... um final de semana de guerreira, como ouvi dos amigos. De anjo à alemã, de uma festa à fantasia em Santos na sexta-feira à Blumenau, passando por São Paulo, Navegantes, ônibus, taxi, avião. Nem eu sei como cheguei... Mas cheguei, e logo nossa visita no sábado à fábrica da Eisenbahn estava já agendada para as 16h. 5 grandes apreciadores de cervejas e petiscos, pedindo todo o arsenal do cardápio antes mesmo da visita à produção.

Touquinhas à postos, e a Amanda já começa seu discurso, mostrando maltes, lúpulos, cerais, explicando o passo-a-passo da velha produção de cerveja, barris, toneis, fermentação... aquele roteiro que todo cervejeiro A-D-O-R-A. No fim, fotos, fotos, e nossa prova da cerveja recém produzida. E, claro, a compra de souvenirs, onde eu me acabei com exemplares de Eisenbahn Oktoberfest e ainda um Licor de cerveja, que vai ser tema de um post futuro...

 
Inspirada na Oktoberfest de Munique, que ocorre há 200 anos, nossa versão brasileira é a maior festa alemã das Américas, com sua primeira edição em 1984 (quase a idade da Catarina!) e até hoje faz de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro. Embora o mote principal seja a cerveja, a Oktoberfest é folclore, tradição e cultura, com muita música, comidas típicas, danças e paradas com os costumes alemães preservados pelos imigrantes desde as formações das colônias vindas da Europa para o sul do Brasil. Em suas 26 edições mais de 17 milhões de pessoas já passaram pelo Parque Vila Germânica, ou seja, uma média de um público superior a 700 mil pessoas por ano.
A Oktoberfest original – uma das pretensões de viagem em curto prazo de Catarina - começou em 12 de outubro de 1810, quando o Rei Luis I, mais tarde Rei da Baviera, casou-se com a Princesa Tereza da Saxônia e para festejar o enlace organizou uma corrida de cavalos. O sucesso foi tanto, que a festa passou a ser realizada todos os anos com a participação do povo da região. Em homenagem à princesa, o local foi batizado com o nome de Gramado de Tereza. A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Neste local apareceram também os primeiros fotógrafos alemães, que ali encontraram um excelente ambiente para fazerem suas exposições. A cerveja, proibida desde os primeiros anos, só começaria a ser servida em 1918. Logo depois, os caricaturistas já retratavam a luta pelos copos cheios de cerveja e pela primeira vez pode-se apreciar nas telas dos cinemas a festa das mil atrações. Por consequência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros. (fonte: www.oktoberfestblumenau.com.br)
 
À noite, o evento, na Vila Germânica, e Catarina produzida com os costumes alemães não se continha. Um longa fila, uma longa espera, um evento lotado. E muita, MUITA gente bonita. Mais precisamente mulheres bonitas. Claro né, o sul e suas garotas aspirantes à modelos, seus olhos, peles e cabelos claros, seus biótipos de dar inveja à muita paulista. (Aqui cabe: não à mim, se tem uma coisa que faz parte do meu conjunto hoje em dia é a autoestima. Bora que o público é vasto gente...)

Música típica, comidas típicas, shows e atrações, muitas tendas das cervejarias locais, entre elas a Cervejaria Schornstein (um post futuro falará sobre a proeza do seu chopp natural), a Eisenbahn, de onde eu mal saí de perto, e minha primeira aquisição: o valioso caneco de chopp de 1 litro com o cordão característico. Fundamental. Foram 10 fichas de R$4,50, 10 chopps, e nem todos consumidos. Foi um sufoco vender as fichinhas no mercado clandestino e, na desistência, o erro: chopp de vinho. Foi neste momento que eu ouvi do Chefe Ali: “Catarina, você era meu orgulho, agora eu tenho vergonha de você.” 1,5litro de chopp de vinho e uma ressaca fenomenal no dia seguinte me lembraram que não importa quão cheiroso e convidativo o chopp de vinho pareça, ele é MUITO traiçoeiro. Sim, este eu digo com veemência: NUNCA MAIS.

Já quase na porta, debaixo de forte garoa (que a paulista que vos fala leva pra onde quer que viaje), um tropeço: um quiosque da AMBEV e a minha, a nossa, amada Hoeggarden. Justo no final, pela quantia de R$8,00 a “garrafa”. Também havia Stella Artois, Brahma (oficial) e muitas e muitas outras marcas do precioso líquido que adornava o evento com flores.

Hora de ir embora, que pela graça do horário de verão, tivemos uma hora a menos de evento. Cinco horas da manhã, e uma longa estrada nos esperava no dia seguinte. Que só não era mais longa que a minha estrada, que a cada cerveja, cada evento e cada pessoa que conheço, se mostra maior e bem mais interessante.

Na próxima semana: Einsebahn Oktoberfest, ainda em clima de folk germânico.

Ein Prosit!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vai Vivi!!!!

Mais um começo de semana, nem tão tranquilo, já com um convite a postos: a Etapa Brasil do World Draught Masters Stella Artois. Seria nesta segunda-feira, 03 de outubro, que o representante Brasil seria escolhido para representar o país na final em Buenos Aires em 26 de outubro, competindo com outros 27 países. E lá fui eu novamente presenciar tal façanha, bem acompanhada de um amigo (já que a equipe feminina declinou) e com muito a conversar, conhecer assistir.

O local do evento, o Bourbon Street em São Paulo, foi uma excelente opção. Hostess elegantéeeerimas em todos os cantos, muitos e muitos garçons circulando com bandejas carregadas de chopes Stella Artois que mantinham nossos copos sempre – sempre – cheios, quitutes, canapés e acepipes muito saborosos e jazz. Muito jazz. 
E foi entre jazz, tango – Argentina né – e um pouquinho de Charles Chaplin, que eu tive o prazer de conhecer as meninas do Chat Feminino, os meninos do O Clube da Cerveja e enfim pessoalmente o @senarafa, da assessoria da Ambev. E a Catarina distribuindo a rodo o novo cartãozinho, tava que era um sorriso só! :D

Os concorrentes – de 21 bares de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – se apresentavam em grupos de 4, com direito à apreensão de quartas de final, semifinal e a grande final. Sim, apreensão, afinal eu estava super na torcida da Vivi, a única mulher desde as quarta de final, que foi ficando (e eu twittando), ficando (e eu twittando) e venceu! Alegria, alegria, a Vivi, além de uma graça de simpatia e linda, tirou o chope Stella com a maior maestria, seguindo todos os 9 passos e complementando com o sorriso que com certeza está no rosto até agora! A competição avaliou se os participantes seguiram à risca os nove passos do ritual de servir o Chopp Stella Artois. Além do respeito ao ritual, qualidade no serviço, habilidade, destreza e simpatia foram critérios eliminatórios.

A Vivi – Vivian Aline Salmeron – é bartender do Charles Edward, bar aqui em São Paulo há 8 anos, e já venceu a etapa Brasil em 2008, quando disputou o mundial na Bélgica (justo onde né?). Ela diz que seu segredo para vencer é “dedicação, tratar o chope como algo precioso, levar a sério o ritual dos nove passos e conhecer a história da bebida belga”.
Catarina e Vivi, pelas mãos de um fotógrafo militar já bem embriagado!

E o Mulheres e Cerveja vai continuar super in nessa competição e torcer MUITO para ter a primeira representante brasileira no hall da fama da Stella Artois.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

World Draught Masters - Stella Artois

Um começo de semana tranquilo e sem nenhuma novidade, algumas cervejas novas em folha compradas para degustação e então recebo um convite especial: o Encontro de Ativação do World Draught Master de Stella Artoir, que aconteceu dia 27 de setembro, na Botica do Quintana.

Claro que aceitei o convite sem pestanejar. Além de aceitar, fui a fundo sobre o assunto... o World Draught Master está em sua 15º edição, e a etapa final será dia 26 de outubro em Buenos Aires. O evento consiste em eleger o melhor tirador de chopp Stella Artois do mundo, aquele que segue com maestria o chamado “Nove passos para tirar o Chopp Stella Artois”. Curiosa, a primeira coisa que fiz foi saber sobre os vencedores e constatei: tem mulher sim entre os vencedores! Em 6 edições tivemos mulheres representando países como Bélgica, Nova Zelândia, Romênia, EUA, Austrália e Itália. Ah mulheres!

No evento, fomos apresentados ao ritual e conhecemos um pouquinho mais sobre a marca – já bem intima de Catarina, conforme você a vê abaixo admirando a fábrica em Leuven, Belgica.


Tirar o chope Stella foi simples mas carregado de emoção. Sim eu tremia. Em partes porque cerca de 100 pessoas me olhavam, em partes porque eu estava sendo julgada numa brincadeira para que pudéssemos testar e aplicar nossos conhecimentos. Mas principalmente porque ao pegar o cálice, todo um mundo voltou à memória. O bar se modificou, ao meu redor eu pude ver o pub, onde passei tantas noites de sexta e sábado, tirando por vezes centenas de pints numa só noite. Claro que não eram perfeitos, não eram milimetricamente avaliados, mas a sensação foi forte. Tão forte que eu voltei, no final do evento, para me testar ainda mais e fazer como os profissionais do campeonato: tirei dois chopes de Stella ao mesmo tempo, ambos com o colarinho recomendado, servido e tirado conforme o ritual. E por falar em ritual, apresentemo-lo:

1.O Cálice
O cálice foi criado para garantir a qualidade de Stella Artois em todos os detalhes: sabor, cor, aroma e espuma. Representa o requinte e a tradição de Stella Artois em todo o mundo.
2. A Purificação
É preciso ter certeza de que o cálice está limpo, livre de qualquer resíduo, inclusive de marca de dedos. Aqui o segredo é lavar bem, não segurar no corpo do cálice e sim na base, onde tem o brasão da marca. E para finalizar, secar o copo num rápido movimento segurando com a boca para baixo, evitando assim que fique água da lavagem dentro dele.
3. O Sacrifício
É, parece desperdício, mas o primeiro jato da chopeira não deve ser servido. O liquido que fica retido nos bicos não está fresco, e devemos garantir a qualidade desde a primeira gota.
4. A Alquimia
Deve-se inclinar o cálice à um ângulo de 45° e posiciona-lo abaixo do jato. Quando o chope atinge o cálice e começa a circular é criada a proporção ideal entre a espuma e líquido.
5. A Coroação
Um chope da qualidade de Stella Artois merece muito mais que um colarinho. Merece uma coroa, que é formada com o retorno do cálice para a posição vertical, quando este estiver com a metade do seu volume preenchido. A coroa evita que o líquido entre em contato com o ar, preservando seu sabor, aroma e temperatura. E tem gente que pede chope sem colarinho achando que está bebendo menos...
6. A Reverência
Chegou a hora de fechar a torneira. O chopeiro deve fechar rapidamente a torneira e retirar o cálice, sem deixar que caiam respingos. O líquido e o cálice jamais devem tocar a torneira.
7. A Guilhotina
Uma etapa não muito vista, mas além de importante, muito bonita de se ver. É onde o chopeiro deve retirar o excesso de espuma, utilizando-se de espátula especial de Stella Artois, inclinada num ângulo á 45°, passando-a sobre o cálice bem apoiado no balcão para retirar as bolhas maiores. Isso garante que a espuma dure mais tempo. Depois a espátula deve ser colocada num outro copo, com água limpa. Sem força, sem delicadeza, apenas na velocidade e com o toque ideal.

8. A Regra Inviolável
A coroa como vimos tem a importante tarefa, é fundamental para garantir o sabor e o aroma de Stella Artois. Além disto, ajuda a manter a sua temperatura. A altura ideal é de dois dedos: mais ou menos 3 cm.

9. A Premiação
Vire a marca do cálice para o cliente, segurando pela base e com a logomarca voltada para o consumidor. Enquanto ele se delicia com a sua obra prima, deseje “Saúde!”. 
Quer ver como foi fácil? Sim, esta sou eu:


Mesmo que “longo”, é um processo simples e rápido. O evento ainda deixou mais que o esperado: um livro sobre o World Draught Masters, um lindo cálice de brinde e mais: hoje é a etapa final Brasil, que conta com a participação de 21 bares de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Será no Bourbon Street, e estarei presente com amigos convidados para curtir, apreciar e matar mais um pouquinho de saudade da época em que estava do outro lado do balcão.

Ou seja, o assunto ainda não acabou...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Porque é primavera!

Ah a primavera! Minha época favorita do ano, com certeza! O sol volta a dar sua graça com maior frequência, os ipês de São Paulo florescem com seu amarelo vivo, as amoreiras tingem as calçadas, as roupas vão ficando leves e coloridas.

A primavera denota fertilidade, a vida na terra, onde na agricultura celebra o tempo  em que as sementes são plantadas e começam o seu processo de crescimento e um maior equilíbrio das forças da natureza. Pela cultura pagã, a primavera é um momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade ente homem e mulher. Ainda, o momento ideal de cultivarmos nossas sementes, já que é a época do ano que estamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre.

Época de celebrar? Falemos de cervejas. E de flores.

Falamos muito de aromas florais, de fermentação floral, mas quando é que enfim teríamos de fato flores na cerveja? Conheço saladas de rosas (além de outras graças de rosas), perfumes feitos naturalmente de flores e tantas outras invenções. A cerveja não demoraria a entrar neste hall.
E foi então que as cervejarias americanas Dogfish Head e Samuel Adams inovaram e produziram a Savor Flower, uma cerveja colaborativa cuja composição inusitada: água de rosas, lavanda, hibiscus, jasmim e rosas, além de uma variante de lúpulo conhecida apenas como #369, que tem como principal característica ressaltar as notas florais da cerveja. É quase um buquê de flores engarrafado! Segundo os participantes do evento que a degustaram, a cerveja é clara, dourada, com o aroma doce e floral que é tão forte quando o sabor, que eles comparam à um chá de flores (ou de um pot-pourri).

Além de toda a botânica usada, a cerveja foi maturada em barris. Vejam neste vídeo todo o processo, da ideia à produção dos cervejeiros:


Infelizmente esta cerveja foi produzida somente para o evento Savor Craft Beer, em Washington, que ocorreu em Junho.  Esperamos que a ideia tenha vingado e que a Savor Flower entre no mercado. Cerveja com água de rosas para Catarina é como um ”body Shot”, e a curiosidade de conhecer este sabor está me matando!

E esta será a minha forma de celebrar a chegada da primavera neste final de semana: percorrer as ruas de SP, entre ipês e amoras, sempre em busca de uma cerveja perfeita, nem que seja só para esta estação...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Para um dia nublado, cerveja!

Em clima de Restaurante Week, nos últimos 10 dias já esgotei todo meu vale-refeição e visitei praticamente todas as opções ao redor do trabalho. Tenho comido bem, mas, mais do que isso, tenho comido muito. Ontem, ao conhecer o menu do La Pasta Gialla, prometi que seria o último. Mas hoje quebrei a promessa e fui almoçar no Empório Santa Maria. A opção de menu Restaurante Week lá é apenas para o jantar, mas a combinação dia cinza, multa de trânsito + pepinos no trabalho + TPM estava em clima de mau humor, e eu resolvi me agraciar com um bom almoço e uma cerveja especial. Porque eu merecia! Sim, TPM.

Pequei. As opções de cervejas no almoço do Empório são menor que escassas:. São 3: Guinness, Oettinger e uma australiana que mal prestei atenção. Apenas li o rótulo “cloudy wheatbeer” da Oettinger e pensei: combina com tudo!

Escolhida porque eu sou sentimental. E porque hoje, quarta-feira mais que cinza na capital paulista, eu precisava de um certo ânimo no dia. Escolhida porque no prato tinha uma seleção de queijos e pães caprichada. E também porque a Guinness já tinha sido pedida na mesa e eu com certeza daria uma bicadinha.

A Oettinger Hefeweizen é uma das cervejas de trigo mais vendidas na Alemanha.  Uma Ale de estilo German Weizen, é engarrafada com as leveduras utilizadas na fermentação (daí “Hefe”), o que a deixa com esta cor dourada turva característica. Além disso, o aroma adocicado de cravo e banana e o sabor encorpado típicos de uma boa cerveja de trigo se fazem presentes. Suave, com seus 4,9% de teor alcoólico que não comprometeram em nada minha volta à labuta! O ponto fraco: ser enlatada, o que prejudica a formação do creme e a mistura no copo... Não é nada que desonere a cerveja, mas se estamos aqui pra falar, falemos. Outro ponto fraco, que nem foi da cerveja mas do local onde comprei, foi o preço: R$ 22,00 a lata de 500mil. Mas até aí, o próprio almoço já tinha comprometido o orçamento. Como disse, pequei.

Enfim... sim, a Oettinger Hefeweizen foi perfeita. Perfeita para melhorar meu humor, para adoçar meu dia (junto com a sensacional torta de morango de sobremesa), para inspirar meu texto, para reunir dois amigos queridos...

Perdoem-me o trocadinho para finalizar, mas Tive um Perfeito Momento nesta quarta-feira cinza!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sexo, cerveja e acepipes

Hoje que eu parei pra pensar no significado do dia. Dia do sexo – 06/09 – véspera de feriado. Todos interligados, afinal, tire os zeros e surge a posição que data o dia de hoje. Aproveite a noite e descanse a “quarta de cinzas”. Use a desculpa do clima de véspera e saia para beber e angariar sua companhia para o evento especificado...

E sair para beber quase sempre significa beber cerveja! Mas o segredo hoje não é a cerveja – que se consumida moderadamente também ajuda a despertar a libido (e perder a vergonha em alguns casos), é o acepipe.

Por isso hoje eu não falo de Devassas, Tchecas, Stellas ou Delirium. Falo do AMENDOIM. Sim, nosso amiguinho amendoim, que mais que amigo é parceiro. Um acepipe que agrada a todos, nunca falha e nem deixa falhar.

Um dos alimentos afrodisíacos mais populares e acessíveis, é rico em vitamina B3, contribui para vasodilatação sanguínea aumentando a libido. E nada melhor do que uma mulher com sua libido turbinada, não é? Ainda, o amendoim tem a fama de ser um forte remédio na luta contra a impotência masculina, com a ajuda das vitaminas do Complexo B e o aminoácido arginina, que promovem a produção de hormônios sexuais e evita a impotência sexual.

Portanto, gatos e gatas que pretendem comemorar a data com grande estilo, escolham seus melhores rótulos e estejam munidos de amendoim, camisinha e uma boa companhia!

Muita Saúde!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ah Moleque!

I Beer Experience
 Um sábado chuvoso, de muito trânsito em São Paulo, e um compromisso que por mais que tivesse motivos para não ir, não poderia deixar de presenciar: o I Beer Experience, que aconteceu no último sábado.

Foram 28 stands, de cervejarias e empórios, oferecendo os mais variados tipos de cerveja, ao som de Velhas Virgens e Blues on the table. Velhas Virgens inclusive com sua cerveja própria.

Vou confessar: esperava algo diferente. Pedir as cervejas estava complicado, a “casa” estava cheia. Tive a impressão que tudo era puramente comercial. Não conseguia conversar com as pessoas nos stands, era tudo muito rápido, não podia ficar com as garrafas (como se isso impedisse Catarina de fazer qualquer coisa né) e as melhores cervejas se esgotaram bem rápido. Tanto que deixei de lado todo o apelo cervejeiro e resolvi curtir com os amigos a área de descanso. Tantas cervejas me deixaram meio aérea.
Mas, críticas à parte, sim, tive novos sabores, uma grande favorita, cervejas de todos os tipos e inclusive uma excelente surpresa pessoal. Além claro de barganhar a taça da Estrella Galicia. Catarina com seus sapatinhos amarelos e seu sorriso doce conquista! :D
Vamos às duas favoritas:
 
Madera
Mais pelo trocadilho mesmo! Depois de algumas muitas cervejas, era divertido pedir “uma madera”. Realmente não esperava a surpresa. A Madera,  da nanocervejaria Brix de Piracicaba (SP) é uma old ale maturada em barril de carvalho – e todos sabem, eu gosto desta história de maturação e envelhecimento, enquanto ainda não é comigo. A Madera, com seus 9% de teor alcóolico, é extremamente maltada e encorpada, com um toque frutado bem leve. Excelente cerveja, perfeita para dias frios e chuvosos com (ou sem) boa companhia. Vou repetir só pra constar: 9% de teor alcóolico, o que me fez deixar o evento com o velho TOC de não pisar nas linhas do chão. Tsc tsc.

Bacuri Beer – Amazon.
Sensacional é a palavra. E também a palavra bacuri, que rondava o evento e já tinha chegado à mim em dicas e sugestões dos amigos mesmo antes do sábado. Tanto que por vezes o estoque da cerveja se acabava, sendo reposto para alegria dos beers presentes.
A cerveja já foi vencedora do Prêmio Tecno Bebida Award no ano de 2002, mas seu lançamento oficial foi feito lá no Beer Experience, o que aumentava o zumzumzum em torno da receita desta cerveja: a Amazon Beer, cervejaria de Belém do Pará, utiliza frutos amazônicos na composição de suas cervejas. E nesta em especial era o Bacuri, que também significa “moleque pequeno” em expressões sulistas do Brasil. Já no norte, esta fruta exótica  e popular de polpa agridoce e mil e uma utilizações na culinária e até medicina, dá à Bacuri Beer um toque adocicado, leve e... é, inebriante. 
Cerveja de cor amarela bem clara, com espuma densa e um aroma suave de lichia, que eu adoro! No sabor, leve, muito leve, ligeiramente ácida . Ainda, um gostinho de biscoito no final, graças ao fermento. Mais uma que vai agradar muito ao paladar feminino, por ser leve e de baixíssimo teor alcoólico: 1,8% apenas. Aliás, fato comprovado: segundo pesquisa do bar da fábrica da cervejaria, 72% do público que consome o chope da Bacuri Beer é feminino. Ah Mulheres!

Não sei se a vontade que sinto agora é de tomar outra Bacuri Beer ou de enfim provar a fruta, que desconheço.

Enfim, Beer Experience deixou sua marca. Espero muito que cresça e seja seguido por muitas outras edições, ficando cada vez melhor e mais bem frequentado. E quando eu digo “deixou sua marca”... calma, não é pra valer! ;)

Valeu Beers!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A cerveja perfeita existe!

Assim como o homem perfeito, o presente perfeito, o trabalho perfeito... todos eles existem. E tolo daquele que acredita que tudo é apenas ilusão. Porque o perfeito está dentro da gente, é visto apenas pelo nosso olhar. Pelo olhar do sonhador. Sim, porque o sonhador não se priva, não se limita, não se conforma; se existe mais, se existe melhor, busquemo-lo. Nem que isso seja a última e única coisa que façamos na vida.

Mas, para encontrar o perfeito, precisamos conhecer até mesmo o oposto daquilo que julgamos perfeito. Aquilo que nossos sentidos abominam. Aqui, no caso, falamos do paladar, mais precisamente o feminino. E sejamos honestas... poucas mulheres se rendem ao amargor.

Eu acredito sim na existência da cerveja perfeita. Mas ela definitivamente não é a Perigosa.

Um rótulo que chama atenção, por uma peculiar razão autoexplicativa. Sim, veneno. E a Perigosa Imperial IPA Stout primeiramente de fato se chamava “Venenosa”. Mas foram obrigados a trocar o rótulo. Cabível, vai que alguma criança que resolveu tomar veneno acaba por se embriagar com cerveja...

Então a Perigosa, vendida em simpáticas garrafinhas de 330ml (algo nela tinha que ser simpática), é uma IPA da cervejaria Bodebrown, de Curitiba. Chegou ao mercado este ano, e por mais amarga que seja, é muito bem recebida. Tem um aroma intenso, frutado até, o que inclusive se presencia no sabor, um leve toque de frutas tropicais. Manga foi a fruta citada na mesa. Ainda soma com o leve caramelado e a presença firme do lúpulo. No final, puro amargor, cortante, longo, intenso. De puxar o céu da boca e te deixar com cara de quem comeu banana verde. Pra quem gosta de cerveja amarga, um “copo” cheio! Pra quem prefere uma cervejinha de trigo com banana... bem, você fez o pedido errado.

E eu como sonhadora, mesmo passando por cervejas amargas, sem gelo, sem espuma, servidas de forma errada, continuo aqui, dizendo: Sim, ela tem que existir! Eu não posso deixar que um amargor mais intenso, que um erro na escolha do rótulo ou que um custo mais caro de vez em quando apague o brilho do meu propósito de encontrar a cerveja perfeita e me impeça de seguir adiante. As pessoas são diferentes, as cervejas são diferentes, esta é a regra básica da vida e dessa busca. O que nos resta é aprender como tirar o melhor proveito de tudo e lidar com estas diferenças, de maneira a ter grandes relacionamentos na vida e incríveis cervejas na memória.

Se eu comparar a busca da cerveja perfeita à busca do homem perfeito acima citado, comparo a Perigosa com um antigo relacionamento malsucedido. Desceu ruim, mas você sabe que no próximo rótulo pode estar a perfeição. Ou não.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A cerveja perfeita não existe

Quando começou a busca pela cerveja perfeita uma coisa já estava muito clara em minha cabeça: ela não existe.

Afinal a perfeição é utópica. Cada um tem suas próprias definições do perfeito. A cerveja perfeita deveria agradar o paladar masculino e feminino, ter um brilho em sua cor, um aroma profundo, e um sabor complexo? Ou simplesmente a perceberíamos até mesmo de olhos fechados? Deve ser servida no copo e na temperatura ideais? Ou ela é tão perfeita que se mantém igual a qualquer temperatura?

Mais do que isso. Uma cerveja pode ser perfeita apenas para uma determinada ocasião. E novas perguntas teriam que ser respondidas: Perfeita por que? Perfeita para quem? Em qual momento? Com quem?

Ah! A relatividade da perfeição que se busca em uma cerveja, em um amigo, na vida...

Em contra partida muitos posts daqui do blog falam justamente sobre isso. Sobre o estar entre amigos que torna a cerveja mais especial. Que não é a cerveja que faz o momento, mas o momento que faz a cerveja.

E que mais importante do que fazer afirmações sobre processos de fabricação e tipos, é ter plena consciência que a melhor cerveja é aquela que é preparada por quem gosta de bebê-la, e o faz com cuidado.

Sim, a cerveja exige cuidados, assim como as relações, que também são utópicas quando consideradas perfeitas.

Para mim a busca pela cerveja perfeita sempre foi mera desculpa para aprender. Sobre cerveja, seus processos, seus tipos e rituais. Mais do que isso, ter base para criar inclusive meus próprios rituais e apurar minhas percepções.

Posso dizer que me aproximo cada vez mais desse objetivo, mas não sem a ajuda de meus amigos. Amigos que compartilham suas histórias e conhecimentos cervejeiros, amigos que me trazem de longe cervejas inusitadas, amigos que me presenteiam com lindas garrafas especiais e principalmente, que dividem muitos goles comigo.

A todos esses amigos que fazem parte desta minha jornada eu agradeço de coração. Pelo incentivo e a companhia que sempre, SEMPRE, será bem vinda. Serei eternamente grata, em dívida com todos, e quero que saibam que podem contar comigo SEMPRE!

Enfim, como eu disse lá no começo do texto, a cerveja perfeita não existe. Ou melhor, ela existe apenas nas cabeças dos sonhadores.

Ah! Os sonhadores. Sonhadores são ousados, capazes de enfrentar seus próprios medos de peito aberto. Seguir uma direção sem nem ao menos saber onde irão chegar e se deliciar com as incertezas dos caminhos. Esses idealistas é que geram evolução, pois só eles conseguem imaginar o inimaginável e lutar para tornar real o impossível. Sabem agir com fé, fé tamanha inclusive para acreditar na cerveja perfeita.

Mas se os sonhadores conduzem à evolução são os realistas que constroem o dia a dia. Que fazem o mundo girar. Mesmo que às vezes sejam um pouco chatos quando anotam tudo na ponta do lápis e calculam riscos é importante perceber que o mundo só existe por causa dos realistas. Os sonhadores estão sempre com a cabeça na lua, e isso pode até ser um charme, mas os torna pouco confiáveis.

Só os realistas são capazes de construir as condições ideais para que haja espaço para sonhar. E teem plena convicção de que a busca pela cerveja perfeita é algo que pode ter uma linda jornada, mas não um final feliz.

Enquanto os sonhadores são capazes de se entregar de corpo e alma pela cerveja perfeita, de não perder o foco e passar a vida buscando algo que só existe dentro de si. Os realistas sabem que para alcançar um objetivo de verdade às vezes é necessário mudar de direção.

É neste ponto em que me encontro. Quando percebo que estou em uma bifurcação da estrada. É o momento de escolher entre seguir na direção que me levará a algo em que não acredito, ou romper alguns laços ao escolher manter meu objetivo principal: conhecimento.

E o conhecimento é mesmo uma estrada contraditória, pois embora envolva todos ao seu redor, é também na verdade bastante solitária simplesmente porque cada um tem um ritmo próprio...

Termino dizendo que tudo o que aconteceu de fevereiro para cá foi incrível e serei grata por toda a minha vida. Seguir por aqui foi o maior passo que eu poderia ter dado no início de qualquer caminho que eu resolvesse trilhar.

Jamais deixarei de acompanhar o que acontece neste cenário tão especial, mas agora minha jornada continua por outra direção. Na busca daquilo em que realmente acredito. Sigo sem olhar para trás. E sei que sempre poderei contar com uma pequena ajuda dos meus amigos.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Plantão Extraordinário!


O mulheres e cerveja informa: Hoje é o dia oficial da cerveja.

Como boas cervejeiras iremos comemorar incansavelmente até o dia acabar. Portanto não teremos tempo de escrever hoje sobre este dia tão especial.

Maiores detalhes poderão ser acompanhados através deste mesmo blog no post de segunda feira.

Mas a qualquer momento poderemos voltar com novas informações. (Acompanhe pelo Twitter os detalhes deste evento)