sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O casamento de Catarina

O período de seca nos posts de cerveja está oficialmente encerrado.

Rafael foi um cara malandro. Veio quieto e em questão de meses conquistou a Michelle eeeee a Catarina. E quando pensávamos que só o casamento da Michelle que estava rolando, numa manhã estilo “Se Beber Não Case” levou o que restava da Catarina ao cartório e ela, quase sã, assinou seu novo nome. Sim, Michelle e Catarina agora assinam Reis.

E este casamento foi pautado pelo dourado líquido sagrado. Feito de cerveja e celebrado com cerveja, numa cervejaria. Afinal de contas, o casamento dos noivos que se conheceram nas comemorações do St. Patrick's Day e foram abençoados pela graças de São Patrício, não poderia ser de outra forma...

Começando pelas lembranças, um mimo. 

Potinhos de brigadeiro de cerveja.

A receita é simples mas requer paciência:
  • 350ml de cerveja Pilsen (usei Heineken)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher de sopa de margarina


Paciência para reduzir a cerveja para 150ml. Demora um pouquinho e não pode ferver, porque ela sobe. O fogo brando e o olhar zeloso constante duram cerca de 20 a 30 minutos e o cheiro... ainda estava em estado de ressaca (dois dias antes tinha visitado o hospital graças à festa de despedida de solteira. Plasil na veia, estômago enjoado e a aparência verde me acompanharam até a véspera do casamento) e o odor do álcool evaporando não foi muito confortável, confesso. Mas o resultado ficou excelente. O gostinho diferente da cevada deu um toque. A cor é como a de beijinho, um cremezinho claro, mas isso depende da cerveja usada. Como usei Pilsen, ficou mais clarinha, mas uma dica é usar a Stout, que deixa o doce até mais amarguinho, agradando mais! Mimo aprovado, sucesso. Foram feitos 100 potinhos, sobraram zero.

Decoração vinda da Despedida de Solteira

Não queria deixar as mesas do restaurante, que tem uma decoração mais rústica, lisas. Coletando ideias nos milhares de sites de casamento que vi por aí, vi uma decoração que usava garrafas de vidro como centro de mesa, com palhas e flores. Rá! Vamos adaptar e usar garrafas de cerveja, já que seria na Cervejaria, não? Melhor... na semana do casamento, mais especificamente 3 dias antes, na despedida de solteira, pedi para as meninas guardarem as garrafas de Heineken que tomavam, para que eu pudesse usá-las. A Dani Pioli, arquiteta e criativa nas horas vagas, me preparou a surpresa. Como ela que iria decorar o ambiente, ficou com as garrafas. E o rótulo, em vez de retirado, foi substituído por um personalizado. Sensacional ideia e efeito! Muitos levaram como lembrancinha. Inclusive eu!

Bolo de Guinness

Esta receita é velha conhecida do MC. E eu também já tinha usado a receita num bolo de aniversário de amigos. A decisão do bolo de Guinness foi por acaso. Quando estávamos à procura do bem-casado perfeito encontramos a Alessandra Tonisi (vale a visita no site pra quem vai casar ou só quer um bolo gostoso viu). Um ateliê no bairro da Saúde, uma casinha pequena e movimentada e a Alessandra, perdoem-me a redundância, um doce de pessoa! Eu procurava um outro tipo de bolo e faria com uma amiga da família, mas ela me conquistou. E deu boas idéias.

Bolo de casamento, quem vive este momento sabe, é muito caro, mas essencial. E lá no ateliê, discutindo formas e sabores, fui apresentada ao “Naked Cake”, uma nova moda de bolo de casamento que não tem a cobertura de pasta americana. A base seria de chocolate e o recheio, trufa de amêndoas brancas. Então me veio à cabeça: “Você já fez bolo de Guinness?”. Ela não conhecia a receita, e eu, orgulhosa, mostrei o Blog. Ela acatou a ideia, fechamos o contrato e na sequência o noivo, engalado, levou as latinhas de Guinness para que ela pudesse testar a receita. E que receita! Eu nunca vi convidados comendo o bolo de casamento, para mim é apenas mais uma das formalidades, mas o bolo simplesmente evaporou! E nós, os noivos, nos acabamos. Foi o melhor bolo que comi na vida! A massa era intensa, molhadinha, de chocolate com o toque amargo da Stout, o recheio quebrava, nada enjoativo, com pedacinhos de amêndoas de davam um crocante no bolo molhadinho. Recebi até foto do bolo no prato de convidados, que se perguntavam quem tinha feito, do que era... é, usar cerveja na culinária encanta e desperta a curiosidade!

Pra quem se pergunta, o Shrek é sim o Rafa, foi uma surpresa para ele. E sim, casei de sapato rosa e usei meu celular no altar. Mas enfim...

Recepção na Cervejaria Nacional

A Cervejaria Nacional é um dos meus três lugares “pra-tomar-cerveja” em São Paulo favoritos. E na busca de um local para a recepção, já que queria fugir do padrão de festa de casamento em buffet, a Cervejaria veio em pauta. Os restaurantes, ao saber que era casamento, cobravam menu fechado que saía mais caro que qualquer buffet que se preze. Quando estava ficando chato, uma amiga me sugere: “Leva os mais chegados pra tomar uma cerveja e pronto!”. Então conversei com a fofa da Patrícia Reali, gerente da Cervejaria, que nos deu o maior apoio e adorou a ideia. Fechamos o menu de harmonização, a R$90 por convidado, com cinco pratos e cada um acompanhado por uma cerveja da própria Cervejaria Nacional. Vou especificar e falar bastante disso semana que vem, ou este texto vira um capítulo de Cinquenta Tons de Cinza...

Aprovadíssimo pela geral. No fim das contas, o kit antirressaca que seria distribuído na balada na sequência, foi dado ali mesmo. Muita cerveja à vontade, menu farto e pessoas felizes. Tudo que todo casal de noivos que acabou de passar o nervoso do altar da igreja quer. Com cerca de 80 pessoas na lista, fechamos o segundo andar da Cervejaria, o que para um sábado à noite causou certo transtorno na fila de espera do local. E, claro, alvoroço toda vez que a noiva descia no primeiro andar para usar o banheiro. Descobri uma timidez que não sabia que existia.

Ansiosa pelo álbum oficial (por enquanto só temos as fotos de alguns amigos que postaram com a #casalreis no instragram), já que abriram a produção para que pudéssemos tirar mil fotos entre os barris de cerveja, sacas de cevada, tirando a cerveja do próprio tonel, acompanhando a fervura. Delírios de Catarina, noiva de touquinha!

O Brinde foi com Deus

Era algo que passava pela minha cabeça, mas que se mostrava surreal pelo preço da garrafa. Imagina 20 garrafas de Deus? Seria mais barato usar Veuve-Clicquot. Mas por motivos de logística e negociação, abortamos o vinho e brinde do jantar - embora já estivéssemos a caminho do Imigrantes Bebidas, de onde sairíamos com cerca de 40 garrafas e algumas centenas de reais desfalcados, quando a decisão foi obrigatoriamente tomada, um dia antes do casamento. Mas o protocolo do casamento pede o brinde dos noivos, o corte do bolo e mais mil mimimis, portanto era mesmo importante. Então, lá mesmo entre tantas garrafas, vejo uma caixa. Com um balde e duas taças personalizadas, a “módicos” R$270,00, ela, a Deus, piscou e disse: Um brinde!

Foi quase o momento mais emocionante da noite. O brinde com efetivamente a melhor cerveja do mundo, a eleita perfeita pelo Mulheres e Cerveja, aquela que quem não a conhece duvida ser cerveja. Divina, majestosa. Por pouco, quase a dama da noite. Nosso brinde dos noivos foi feito regado à Deus, em taças especiais que hoje adornam minha coleção de copos, quase que em uma redoma. Meu presente de casamento ver os olhos do Rafael brilhando ao prova-la. Estourar a rolha, claro, foi tarefa gentilmente cedida à Catarina, que julgou justo que todos os convidados a provassem, então a “bitoquinha coletiva” fez com que todos admirassem e ouvissem, um a um, o que era a Deus. Cerveja... Champanhoise... Belga... 28 euros em casa.

Um casamento especial. Diferente, simples, quebrando paradigmas, mas mesmo assim especial, íntimo e muito feliz. E, principalmente, cervejeiro. E pensar nisso me faz abrir um sorriso ao escrever, ao lembrar, ao falar. A cerveja agora tem um espaço na minha vida muito maior e mais bonito. E um novo admirador, que a cada ideia de incluía cerveja aprovava e apoiava.

Aos noivos, Prosit, Salut, Cheers, Tim-tim, Proost, lloniannau, Salute, Vive ou Saúde! Com todas as cervejas do mundo!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sinos de casamento


Não, não abandonei a busca da cerveja mais que perfeita. O que acontece mesmo são outras buscas: o vestido perfeito, a música perfeita, o bem-casado perfeito... e isso toma muito mais tempo do que qualquer mortal pode imaginar.

E as cervejas, ah bendito líquido proibido na dieta do vestido branco. E eu, que de força de vontade e disciplina não sei nem da teoria, me superei. Abdiquei das farras e desforras da vida de solteira antes mesmo de casada. Mas o noivo, que sabe que compete a paixão com a cerveja, não me deixa longe dela. Casamos em breve na Igreja da Cruz Torta, “coincidentemente” em frente ao Empório Altos do Pinheiros, o favorito, onde ele e amigos farão o esquenta. E foi lá que neste sábado, após a entrevista com o padre – casamento na igreja tem pormenores que até Deus duvida - ele me deu um romântico presente, outro além de dividir uma taça de Delirium e um filé de frango com salada ali mesmo no Empório.


A Geuze Mariage Parfait chamou a atenção, óbvio, pelo nome. A cerveja belga da cervejaria Brouwerij F. Boon se intitula o casamento perfeito entre cervejas Lambic envelhecidas. É uma mistura de 100% de cervejas deste estilo, maturadas em tonéis de carvalho, passando ainda por uma segunda fermentação na garrafa, uma tradição mantida desde 1835. Esta cerveja tem pelo menos três anos de idade quando engarrafada, tanto que meu exemplar tem safra de 2006. É uma cerveja seca, bastante atenuada (baixa doçura), com baixa carbonatação e caracterizada por intensas notas frutadas e sabor especialmente ácido. Sua rolha estoura forte ao ser aberta. Em primeiro momento um aroma de champagne, em seguida surpreendentes aromas de estábulos, cítricos, florais e avinagrado, são tipicamente encontrados neste estilo, resultado da fermentação por leveduras especiais. Cerveja ácida e refrescante, que mascara o ABV de 8%. Muito para quem não bebe há mais de mês.

E ansiosa para o grande dia, que será comemorado em estilo cervejeiro. “Mariage Parfait”!

Tim-tim!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mais uma das cervejas rosas


Voltemos então às rosas, saindo das pétalas e indo para o rótulo.

Eu tenho rosas no nome, no quarto, na cor favorita, enfim, tenho um mundo cor-de-rosa único, mas isso quem não sabia, desconfiava. Tudo que é rosa me encanta. E eu partilho isso com algumas amigas, coincidentemente.

A Semyle, aquela nossa correspondente que ama o blog mas insiste em não participar, sempre vem com uma novidade. Daí ela apareceu com uma cerveja rosa envolta numa pulseira. Caveiras, rosas e framboesa. A framboesa na cerveja, claro. Adoro as surpresas mensais que ela traz pra SP...

A pulseira – que ela insiste que eu não uso – já sabe o caminho casa-trabalho de cor. A cerveja, estamos falando da Timmermans Framboise, tomada no mesmo dia num encontro de garotas no escritório ao lado. Bom porque pode ser aprovada não por uma, mas por 5 mulheres.

Uma lambic, e a maioria das mulheres que torce o nariz pra cerveja adora esta versão. Mesmo eu que adoro sentir o sabor do lúpulo me encanto pelas lambics.

A Timmermans Framboise é da cervejaria belga de mesmo nome, existente há mais de 300 anos, nos arredores do centro de Bruxelas. Maturada em barris de carvalho, a cerveja tem uma tonalidade rosa-avermelhada, com um aroma de framboesa tão intenso quanto o sabor. A espuma é bem rosada, e bem formada. Como tem aromatizante, tanto o aroma quando o sabor puxam bastante, praticamente anulando o amargor da cerveja e a deixando bem doce. Deixa um retrogosto doce e até arrisco dizer que enjoativo no final. Coisa de xarope. Mesmo assim, aprovada pelas mulheres.

Que digo, estavam mais ávidas pelas novidades de cada uma do que pela cerveja. Taí uma diferença entre os homens e as mulheres. Algumas conseguem deixar a cerveja em segundo plano quando a fofoca é boa.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Blue Moon (now I'm no longer alone)


Sexta-feira de coincidências. É na hora do almoço, coincidentemente regado a cerveja (e que meu chefe não me ouça!) que escuto: “você viu que hoje teremos lua azul?” A conversa cruza. Enquanto uma pergunta o que é lua azul, eu começo a cantarolar alheia à vida real... “blue blue blue moon, you saw me standing alone” . Ninguém deu a resposta da lua azul, e eu continuei divagando... lembrei de uma noite, também regada à cerveja, uma nova amizade, daquelas que surgem do nada e viram pra vida, e búfalo wings num bar em Nova York, na minha primeira viagem a Big Apple... Vieram à minha cabeça a Fernanda, The Marcels, Frank Sinatra, a moça do tempo, o cara de cera do bar e logo depois Neil Armstrong. Quando voltei à mesa, a conversa já tinha mudado de rumo.

Mas na ordem, a lua azul... hoje teremos a segunda lua cheia do mês, a primeira foi dia 2 de agosto. Daí chamamos este fenômeno de Lua Azul. Por que? Porque um sujeito nomeou este fato de maneira errada e o termo ficou. Na realidade, essa expressão existe há pelo menos 400 anos, mas não como sendo a segunda Lua cheia do mês. Este significado nasceu de um erro ocorrido em 1946 e se tornou popular. Embora estranho, a lua já ficou azul de verdade algumas vezes... em 1883, com a erupção do vulcão Krakatoa explodiu na Indonésia, a atmosfera ficou carregada por partículas de poeira que deixaram a Lua azul no mundo todo por quase dois anos. Sempre que há uma grande quantidade de poeira na atmosfera, esse efeito se repete. O mesmo ocorreu em 1927, na Índia, quando uma tempestade depois de uma enorme seca levantou toneladas de poeira na atmosfera. Ou em 1951, quando um enorme incêndio florestal no Canadá lançou uma quantidade de cinzas que deixou a lua azul.

Veio a música moderna e associou este termo à tristeza. Várias músicas usam esta expressão para associar tristeza e solidão, que podemos ver nas músicas de Elvis Presley... Então a expressão se tornou moda, numa febre que deu nome a milhares de restaurantes e mostras de arte no país. Mas a definição de Lua azul de fato aparece em um livro chamado “Almanaque do Fazendeiro do Maine” nas edições anuais entre 1819 e 1962. “Em primeiro lugar considera-se o ano tropical, aquele que começa em um solstício de inverno (mais ou menos no dia 21 de dezembro para o Hemisfério Norte) e vai até o solstício de inverno seguinte. A maioria dos anos tropicais consegue conter 12 Luas cheias, três em cada estação do ano. Cada uma delas tem um nome específico para a atividade humana da época. Ocasionalmente, temos um ano tropical com 13 Luas cheias, o que significa que uma das estações do ano deverá ter quatro delas, ao invés de três. Nesta estação com quatro Luas cheias, a terceira a acontecer é chamada de Lua azul”, diz o almanaque. Daí, em 1946, um astrônomo amador que escrevia para a revista Sky & Telescope nos EUA, em um especial sobre meteoros, resolveu falar sobre Luas azuis. “Em 19 anos, sete vezes aconteceu (e ainda acontece) de haver 13 Luas cheias em um ano. Isto dá 11 meses com uma Lua cheia em cada um e um mês com duas”. Mas concluiu erroneamente: “esta segunda Lua cheia do mês foi chamada de Lua azul.”

E ficamos assim, com a lua azul. E eu, cantarolando “Blue Moon”, logo pensei em cerveja. Foi minha primeira witbier (cerveja branca), com uma suculenta laranja adornado seu copo tulipa. A Blue Moon é da cervejaria homônima baseada em Denver, Colorado, e que foi comprada há cerca de 3 anos pela Coors e virou Molson Coors. Uma Belgian White que leva em sua composição trigo, aveia, coentro e casca de laranja. De coloração âmbar turva, apresenta aromas cítricos (notas de lima e laranja) e sabor pouco amargo, seco, com toques de coentro, sendo muito parecida com a Hoeggarden. Daí a gente nem fala mais nada né? 


A Lua azul desta noite de 31 de agosto é muito especial, com mais coincidências. Aconteceu no mesmo dia do enterro de Neil Armstrong, o primeiro ser humano a dar o primeiro passo na Lua – com o pé esquerdo. Acho válido correr ao primeiro bar/empório e ver a lua cheia no céu - que está fabulosa - erguendo um caprichado copo de Blue Moon e agradecendo à vida!

PS: A inspiração veio do texto do Cássio Barbosa.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

As rosas simplesmente exalam!

Em toda visita ao Empório, dou uma passeadinha nas prateleiras, procurando um rótulo, uma história, uma indicação. E sempre me surpreendo. Não sou petulante a ponto de dizer que conheço tudo de cerveja, este universo a cada dia fica maior... Gosto, conheço, mas a caminhada é tão grande que eu sequer vejo o fim!

Mas voltemos a falar de flores. Ou de cerveja.

Quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, sofria muito bullying no prédio que morava. Quer dizer, na época não existia bullying, então eu era zuada mesmo. Uma das minhas melhores amigas até hoje tem duas irmãs que fizeram da minha infância o inferno na terra. Junto com as amigas delas. Mas esta guerra tinha uma trégua momentânea: a hora da salada de rosas. Íamos na casa vizinha ao nosso prédio e pegávamos pétalas de rosas, que temperávamos com vinagre, sal e azeite e comíamos escondidas atrás da arvore que tinha entre os dois terrenos. Ficava uma delícia! Tinha uma textura macia, um sabor leve adocicado e o perfume das rosas que ainda exalavam. Nunca esqueci deste gosto.

Quase vinte anos depois – e revelando minha idade para os abastados da matemática avançada – esta cena me vem à mente ao encontrar na geladeira uma Rogue Mom Hefeweisen Rose Petals.

É aquele momento que eu não penso duas vezes e abro a geladeira. Além de um rótulo simpaticíssimo com uma versão da Palmirinha, as palavras mágicas: Ale brewed with rose petals. Será que tem aquele gosto da infância?

TEM!


A Rogue Mom Hefeweisen Rose Petals faz parte da extensa família Rogue, cervejaria americana que tem mais de 30 rótulos, todos na linha do exótico. A cervejaria tem 24 anos, mas já tem história, prêmios e muita criatividade, desde os rótulos (que o sangue publicitário me faz amar) até os ingredientes. Cerveja com chocolate, chipotle, avelã, cerveja Mocha... tem de tudo!

Quando falamos da Mom Hefeweisen Rose Petals falamos de uma cerveja Blonde Ale no estilo witbier, o que me lembra bastante a Hoergaaden: turva, amarela clara e aroma de trigo, além do toque cítrico. Mas esta vai além. Um quê de palha, um toque de mel e fragrância de... rosas. Sim, aquele mesmo sabor de rosas, a lembrança do fundo do jardim, da árvore. Muito refrescante, é a típica cerveja do verão europeu, considerada "espumante" pelos alemães, mas na versão com pétalas de rosas. 
Não vou mentir, nem tudo são rosas. Tem um final seco, com a presença forte do trigo. Mas tem rosas. E não são qualquer rosas, pétalas de rosas de Eugene, Oregon.

Confesso que segui o mesmo erro do cidadão do post anterior e peguei a garrafa no ímpeto, sem sequer perguntar o preço. R$42,00 a garrafa de 650ml. É... 

Há quem diga que perfeitos são os lírios com sua fragrância, as orquídeas com sua elegância ou até mesmo as begônias por sua simplicidade.

E eu gosto mesmo é de rosas.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Dog A, a cerveja de 110 reais tomada no gargalo

“Catarina você já tomou cerveja com vodca?”

Já no caixa do Empório Alto dos Pinheiros escuto esta frase. Meu amigo vem até mim com uma BrewDog na mão. “Esta é forte hein!”

Era a Dog A, ABV de 15,1%, rótulo chumbo, quase preto, em sua totalidade. A edição é especial de 5º aniversário, lançada em março deste ano.

Amigo, você viu o preço desta cerveja?, pergunto, já com minhas dúvidas por se tratar de uma edição especial... “Ah, não deve ser tão cara, tava na geladeira”, ele diz sossegadíssimo.

Ok, mas ó, digo eu em tom de advertência... a BrewDog, fora da linha convencional costuma ser meio cara. Tem uma deles, que por um tempo foi considerada a cerveja mais forte do mundo – a Tactical Nuclear Penguim – que custa R$600. Daí veio outra mais forte – a Sink the Bismark – que tá quase na casa dos milhares....

Ele ficou assustado, mas continuamos bebendo. A cerveja é de fato forte, está longe de ser (isso pra não dizer NÃÃÃÃÃO faz isso com a cerveja) a longneck que se bebe no gargalo, de pé na frente do bar, que foi o que fizemos. É extremamente encorpada, cada gole leva uma eternidade para ser completado. Cerveja maltada, escura, sério, forte mesmo... uma Imperial Stout que, segundo o próprio fabricante, detona a boca. Tem inclusão de grãos de cacau, pimenta e café. Não sei a cor, o corpo, a espuma nem o aroma, porque, como disse, foi tomada no gargalo. Não me culpem.

Ainda em pé, ao lado do caixa. Escuto de longe um extasiado “QUANTO?”. R$110,00. Ri, ri muito. Rir da desgraça alheia é especialidade do ser humano.

Ele pagou, com dor no coração. E com Visa Vale.

Moral da história: nunca vá a um empório e pegue uma cerveja X da geladeira sem saber o preço. E não ache que porque você tem um chaveiro de abridor de garrafa você é o dono do mundo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Catarina no país das Maravilhas (Heineken Experience)


Eu já tinha dado um check-in em Amsterdan, mas assim que eu me envolvi no mundo da cerveja e descobri a existência no Heineken Experience, eu sempre pensava em voltar. E juro que aconteceu por acaso. Aquela amiga do casamento grego descobriu um show da Madonna lá, o noivo comprou um par de ingressos e para me comprar, me deram de presente. Pronto, motivo encontrado.

Trem agendado, hotel reservado por eles, além de todos os outros passeios. Disse que faria tudo de novo, com uma condição: eu queria ir no Heineken Experience! E num domingo MUITO chuvoso, lá estávamos.


A sensação do sorriso grudado no sorriso foi a mesma da visita na Guinness Storehouse. A fachada muito menor, um ambiente muito mais balada e muito menos chão de fábrica. A Heineken é marketing da base à tampinha da garrafa. São shows, projeções de rótulos, merchandising e muita cerveja. Em seu roteiro pré-definido, começamos com os já conhecidos ingredientes e modo de preparação da cerveja, apresentado por uma mulher (muito da mal-humoradinha devo confessar. Eu seria muito mais simpática naquele trabalho...) à frente da água, cevada, lúpulo e levedura.

A experiência continua e vai ficando cada vez melhor, e meu sorriso cada vez maior. Moeção de cevada, maquinário de milnovecentosebolinhas e... que tal FAZER sua própria cerveja? Bote seu avental e encoste a barriga numa panela gigante de água e cevada cozinhado, mexendo até levantar fervura. E prove o resultado. Quente mesmo, um gostinho doce doce do açúcar que ainda não foi fermentado.
Entre no processo de produção de cerveja! Uma sala para 16 pessoas, onde você é uma Heineken! Desde a água até chegar no bar, o ambiente sacode, molha, dá sensação de queda, tem bolinha de sabão, esquenta, esfria... E então um quiz. A batalha entre dois bartenders Heineken, cada pergunta certa, uma halfpint (que eu levei pra casa mas quebrou na viagem) de Heineken. Catarina tomou 4 Heinekens! Que orgulho! E que bartender...


Uma longa sessão de filmes publicitários, anúncios esportivos, jogos de luzes, fotos, selfvideos e histórias, o bar. Na entrada ganhamos pulseiras com pins que valiam ou duas cervejas ou aquela velha história de tirar a própria pint (que eu já coleciono experiências com a Stella, Guinness e tantas outras). Onde eu fui?


Ganhar meu certificado! O único problema é que neste ponto meus amigos tinham partido para outro museu, mais cultural, e eu fiquei sozinha. Daí você conta com a habilidade e predisposição das pessoas para tirarem suas fotos. Não deu...



Sem controle, sem amigos e com cerca de 8 pints de Heineken correndo no corpo de Catarina, o abuso financeiro em Souvenirs Heineken foi certo. Moleton, mini engradado, bolachas, quadro (até quadro), chaveiro e a melhor recordação da existência do Mulheres e Cerveja: uma Heineken personalizada!

Aquele sorriso já nem cabia mais no rosto.

Agora sim eu não preciso mais voltar à Amsterdan. A não ser que me dêem outro motivo!

Proost!

PS: Álbum completo da experiência no Facebook do Mulheres e Cerveja.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mitologia Grega

Num contexto acadêmico, a palavra "mito" significa basicamente qualquer narrativa sacra e tradicional, seja verdadeira ou falsa. O sufixo "-logia", derivado do radical grego "logo", representa um campo de estudo sobre um assunto em particular. Com a junção de ambos os termos, "mitologia grega" seria, basicamente, o estudo dos mitos gregos, ou seja, os que fazem parte da cultura da Grécia. Sendo assim, o termo não só alude ao estudo dos mitos como também aos próprios mitos...

Mimimis míticos deixados a quem não quer falar de cerveja, existem dois momentos na minha lembrança que eu tenho certeza que nunca vão se apagar. 

O primeiro foi minha reação ao ver, pela primeira vez,  a vista paradisíaca no topo da ilha de Santorini, na Grécia. Eram quase nove horas da noite, o céu estava com aquelas cores todas misturadas, entre laranja, azul e dourado de quando o sol se põe no mar. A água do mar era quase um espelho do céu. Eu estava chegando do aeroporto, sem hotel agendado e ia dormir no quarto de um casal de amigos, cujo casamento, momento à parte, foi lá, regado à esta mesma paisagem . No caminho, numa virada à esquerda entre as vielas da ilha, me deparei com o mar à minha frente. Fiquei sem respirar por alguns segundos.

O segundo foi logo no dia seguinte. Aquele que eu pensei que seria o maior calor que teria no verão, a mistura de fome e boca seca. No centro da ilha, um restaurante com uma vista estratégica para a “caldeira”, que é o vulcão adormecido entre as ilhas em Santorini. Mar azul, céu azul. E na mesa eis o momento que que ela chega, em véu de noiva, daquele brasileiríssimo jeito de estupidamente gelada.  Ok, a gente sabe que se muito gelada a cerveja perde muito, mas aquela Mythos não perdeu nada!

A Mythos é uma autêntica cerveja grega, lançada em 1997 e produzida em Thessaloniki - norte da Grécia. Desde seu primeiro ano de lançamento conseguiu reverter a situação no mercado de cerveja grega e conquistou os corações do gregos (e muito mais, dos turistas), mesmo com todas as dificuldades e os obstáculos decorrentes da natureza do local, já que a Grécia tem mais de 200 ilhas e a logística é uma coisa complicada por ali. A cerveja leva em sua receita todo o know-how europeu na produção de cervejas, combinado com o paladar grego. Única exemplar grega a vencer o “Canadian Interbeer International Beer & Whiskey Competition”, motivo de orgulho da cervejaria.

Mythos Hellenic Lager Beer, seu nome completo, é uma cerveja suave e muito refrescante, com um corpo dourado-claro, translúcido que contrasta com sua espuma branca densa e cremosa. No paladar, um sabor frutado e com uma leve presença de cereais, muito pouco amarga, que denota um lúpulo leve e fresquinho no finalzinho. Cerveja de bar, de verão, de praia. E foi ela minha cerveja de cada almoço, cada jantar, cada praia de pedra vulcânica e calor mediterrâneo.

A cerveja não é perfeita, vai além, é um MITO! #tudunts

Ef Haristo! (uma das 5 palavras que aprendi em grego...)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Catarina no País... de Gales

Confesso que esta viagem foi bem diferente. Fiquei um pouco desligada do mundo, sequer levei meu computador, e vivi muito menos o lado cervejeiro da Europa do que gostaria. Tenho poucas – mas boas – histórias na bagagem.

Cada lugar, um rótulo, este é o objetivo de qualquer viagem que faço. E sobre as inglesas, muito já procurei nelas a minha nova perfeita. Resolvi pegar a estrada e procurar nos lugares mais distantes, e mais atípicos.

País de Gales. Ou Wales, como os britânicos o chamam. Viagem curta e decidida de última hora, como quase tudo que faço. Uma terça-feira e nenhum lugar agitado para receber três brasileiras ávidas por música e diversão. A cidade é linda, tem um idioma um tanto quanto curioso além do inglês, mas é pacata como uma cidade de interior. E estamos falando de Cardiff, a capital do País de Gales.

Mas a pergunta não muda: qual é a cerveja local daqui? Com um sorriso no rosto, a muito jovem (sério, ela não tinha nem 20 anos) me levou até o tap das Ales locais. Eram 3 locais e uma “Guest Ale” (que não provei por não ser local), e pude provar um pouco de todas até escolher a minha favorita e tomar uma pint muito bem tirada.



Pela ordem dos taps, a The Rev. James, uma cerveja encorpada e picante, com um aroma forte amadeirado que lembra castanha. Uma típica Ale, de cor âmbar e espuma clara, com um corpo doce porém com um final seco e amargo. Uma cerveja curiosa, que a cada gole fui mudando um pouco a opinião. No fim das contas, uma Ale doce e até agradável para o paladar feminino das amigas. A cerveja é o nome de um dos proprietários originais da Buckley Brewery, que em 1997 foi comprada pela SA Brain&Co.

Em seguida, a Brains Bitter, que conforme o próprio nome, amarga. Feita através de uma mistura curiosa de maltes e dois tipos de lúpulos, tem um sabor doce inicial que logo é substituído pela presença forte do lúpulo, sendo amarga como um cabo de guarda-chuva. Ainda assim, é frequente vencedora de prêmios internacionais. Gosto de cerveja amarga, mas este ficou em terceiro lugar, entre as três.

Última da noite, a Brains SA. É a cerveja da mídia de Wales, patrocina o time de Rugby e está presente em pôsteres em todos os pubs que circulei. Mais uma vez, a cervejaria ultiliza uma mistura de lúpulos, que traz – mais uma vez – amargor na ale, não tão denotada quanto na anterior. Com um corpo mais acobreado, tem um final seco com o sabor e aroma do malte, com notas de frutas e um leve adocicado no final. Boa, bem boa, a favorita.

Todas elas são da cervejaria SA Brain&Co, própria de Cardiff, localizada desde 1713 no coração da cidade, na avenida principal. Em 1882 foi comprado pela Samuel Arthur Brain e seu tio Joseph Benjamin Brain, e os negócios continuam na família até hoje, sendo o presidente neto dos fundadores. Ainda hoje  as cervejas são produzidos de forma tradicional na cervejaria, que é um marco central da cidade, caracterizado por sua chaminé subindo ao lado da estação central de Cardiff.

Realmente, no quesito cerveja, Cardiff não me decepcionou. Já o clima... não parou de chover por um minuto sequer nos dois dias que estive lá. Depois soube por uma amiga londrina que nasceu em Wales que não chove lá por raros 15 dias no ano. Ou seja, 350 dias de água. Valeu São Pedro!

lloniannau! (Sim, isso é "Saúde" em galês)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Para um verão diferente, Sidras!


Quem é vivo...

Virou tradição - espero - passar as férias em Londres e dar aquela esticadinha, até onde o cartão de crédito permite! E este ano a viagem se deu por um motivo nobre e sem chance de recusa! Então, cá estou!

Já matei as saudades de muitas cervejas aqui... a primeira, correndo, foi a Früli, lógico. Depois Guinness, Innis & Gunn (a perfeita do ano passado), Snake pint (mistura australiana de uma espécie de groselha, cerveja e cidra), Carling... e sempre que possivel, aquela passada no Tesco pra descobrir algo novo e barato.

Mas hoje não falo de cerveja. Quero falar das "Ciders". Sim, a sidra, a Cereser, popular substituta brasileira do Champagne na hora dos fogos de Ano-Novo. A sidra é uma bebida preparada com sumo fermentado de maçã. Seus maiores produtores são Inglaterra e França, no entanto é também bastante popular na Suíça, Alemanha, Espanha, Portugal, Brasil, Irlanda, Áustria, África do Sul e Austrália. No Reino Unido, a sidra é geralmente associada à região oeste do país, e também produzido no País de Gales e na Inglaterra, onde há duas grades fazendas de sidras. Estima-se que há cerca de 480 fabricantes de Sidra ativos no Reino Unido, tomando 8% do mercado alcoólico do Reino Unido. Sabendo-se como este povo bebe, não é um mercado pequeno...

Já dei uma breve apresentada sobre as sidras no inicio da nossa busca, mas sem me aprofundar. Com o verão na Inglaterra, este ano foi uma das minhas primeiras opções para refrescar o calor de ... 25C. Nossa! E de fato são mais populares no verão do que as cervejas, cujas temperaturas não são as mais geladas. 

Servidas em pints repletas de cubos de gelo, elas ocupam um grande espaço nas geladeiras dos pubs e prateleiras dos supermercados. Minha favorita, sempre, é a Kopparberg. Um nome sueco, uma grande marca inglesa. A Kopparberg é uma sidra da categoria suave, leve, doce e refrescante. Me lembra um pouco a nossa H2Oh, sem muito gás e com um sabor bem suave. A de pêra minha fiel favorita, mas também nos sabores Morango, maçã e outras combinações estranhas e surpreendentes. Todo verão eles inovam com um novo rótulo. Já a "dona do pedaço" é a Strongbow, vendida tanto em garrafas longnecks como "from the tap", popular nos pubs londrinos. Uma sidra seca mais clássica, forte, de maçã tradicionalmente. Não inventam sabores. Aliás, no passado, era dos mesmos produtores da Heineken.


Ainda no popular, a Magners, a segunda mais vendida. Esta é irlandesa e comumente vista como patrocinadora de grandes eventos e shows no Reino Unido e Irlanda. Nas versões Original, Pêra, Frutas vermelhas, Light e a sensação deste verão, "Spiced Apple and Rhubarb". Eu nunca comi um ruibarbo, mas na sidra é bem gostoso. 


Estas todas já eram velhas conhecidas minhas de outros tempos, mas este ano uma nova - e excelente marca - foi lançada, que tomou o posto da perfeita entre as Ciders: Rekordelig. Sim, Sidra é algo sueco, então é comum esses nomes estranhos! A Rekorderlig é genuinamente sueca, uma empresa familiar, no mercado local desde 99 e agora se expandiu para a União Européia. Tem 6 sabores, uma sidra suave, não tão doce quanto a Kopparberg e mais refrescante.

Eu que nem buscava perfeição, achei uma Cider perfeita. Viagem de surpresas!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

De mulher pra mulher...

Nem só de busca vive Catarina...

Eis que recebo das meninas do Negócio de Mulher um convite para um evento especial: "Oficina Feminina de Degustação de Cervejas "

Vou replicar exatamente o release que recebi e contar porque fiquei encantada:

O Negócio de Mulher, um grupo de empreendedoras que desenvolve iniciativas criativas para as mulheres, promove no dia 23 de Junho, no Cinecittá Café, em Belo Horizonte, a Oficina Feminina de Degustação de Cervejas, com Armando Fontes, produtor da Cerveja Vilã e membro fundador da AcervA Mineira (associação de cervejeiros artesanais de MG).

Com o objetivo de levar a cultura e conhecimento de cervejas às mulheres, a oficina desvendará as diferenças entre os diversos estilos da bebida, abordará a história e as principais escolas cervejeiras do mundo, além de ter um momento reservado para a degustação de rótulos nacionais e internacionais especialmente escolhidos para o paladar feminino. 

Um pesquisa realizada em 2010 pela gigante inglesa SABMiller descobriu que as mulheres são melhores provadoras de cerveja que os homens. Evidências mostrariam que elas têm mais sensibilidade para detectar off-flavours que os homens. “Percebo que as mulheres experimentam mais, estão mais abertas a novas experiências que os homens” - revela Armando.

Karine Drumond e Priscila Valentino, sócias da Negócio de Mulher, ressaltam também a ligação da mulher com as cervejas: “As mulheres estão intimamente ligadas à descoberta da cerveja e sua produção. A cerveja não foi inventada, mas aprimorada e uma mulher na Alemanha, a beata Hildegard von Bingen 1179, abadessa beneditina, erudita e visionária, deu a primeira contribuição científica e técnica à produção de cerveja ao acrescentar o lúpulo na receita - explica Karine. “Por isso não estamos inovando com essa história, mas sim resgatando um pouco desta cultura” - complementa Priscila.

O encontro acontecerá no Cinecittá Café, onde as participantes poderão aprender e degustar os rótulos que serão apresentados, acompanhados de aperitivos e sobremesa harmonizada.

As vagas são limitadas e a inscrição deve ser feita pelo link http://bit.ly/KxPTxK. O valor promocional de inscrição é de R$90, até dia 20/06 e R$100 para inscrições após esta data. (Cervejas e aperitivos já inclusos no valor). O pagamento poderá ser feito com boleto bancário, depósito ou transferência.

Data: 23 de Junho
Horário: 14:30 às 17:30 hs
Local: Cinecittá. Rua Aimorés, 582, Funcionários
Valor: promocional até dia 20/06: R$90,00 | após 20/06: R$100,00
Inscrições: http://bit.ly/KxPTxK
Mais informações no site http://bit.ly/Lmde4K, pelo telefone 31 9841-8406 ou email contato@negociodemulher.com.br

Achei a ideia sensacional! Um evento reunindo apenas a beleza das mulheres e os encantos e sabores das cerveja... de novo, SENSACIONAL. E, para mim, seria um excelente motivo para enfim conhecer BH. Massssssss embarco dia 22 para minha saga anual no velho continente, seguindo minha incansável busca por cores, cheiros, sabores e rótulos em novos e já conhecidos locais! 

Pra quem puder participar do evento e quem sabe encontrar a cerveja perfeita por lá, me conta! Sério, vou adorar ceder o espaço para mulheres engajadas na busca da cerveja perfeita! (emailme: mulheresecerveja@gmail.com)

Saúde, em mineirim...