terça-feira, 6 de março de 2012

Proibida

A vida e suas coincidências...

Por razões que fogem à minha competência - an-han - estou em um período de retiro. Por longos 30 dias estou proibida de tomar cerveja, seja ela qual for. 

E é um período necessário. Porque tudo em excesso faz mal, de água à felicidade, passando por comida, sexo e, quem diria, cerveja. E eu abusei no carnaval. Ao fazer uma continha de padeiro, coisa simples, percebi a quantidade homérica que ingeri nos 6 dias de festas tupiniquins. Afinal, em um lugar onde a garrafa de água custava R$3 e 4 latinhas de Skol 250ml - a famosa "piriguete" nas terras soteropolitanas - saíam pela bagatela de R$5, a escolha era até justa, haja visto o valor previamente gasto em abadás. Enfim, foram cerca de 20 unidades por dia, vezes 6 dias, vezes 140 calorias a unidade, vezes...

Odeio Pitágoras.

Eu, que estou acostumada à longos períodos sem doces, chocolate e "afins", vou dizer: é difícil. Qualquer dose meia boca de corrida, de risada ou de suco de açaí substituem a serotonina, mas nada substitui a cevada. Sim, porque eu ainda tenho livre acesso ao álcool, logo não é papo de alcoolatra não, eu de fato sinto falta de cerveja mesmo.

Mas esta é terminantemente proibida.

E então a última cerveja provada antes do carnaval, ou seja, antes do estopim deste jejum, foi exatamente uma Proibida. 
Encontrada por acaso em uma loja de conveniências, dificilmente nas prateleiras por aí, a Proibida é a famosa cerveja que "trollou" o Pânico ano passado, com as tchecas que no fim eram uma estratégia de marketing viral utilizada pela cervejaria, e que deu o maior auê por conta do principal patrocinador do programa, a Skol.  Dizem que foi pegadinha, dizem que foi estratégia. Enfim... a cerveja tem um bom Marketing, criou a primeira likestore no Facebook semana passada e teve até bloco de carnaval em Récife.

A cerveja é o último lançamento da Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP), cervejaria da região nordeste do Brasil existente desde 2008. É uma Pilsen brasileiríssima que segue à risca a receita tcheca de cerveja, utilizando malte e lúpulo importado. Não é uma cerveja artesanal, não vem cheia das nove horas - pelo contrário, comprei num posto de gasolina por cerca de R$5 e provei na própria long neck mesmo - mas tem ares de Premium. Tem um aroma que chama a atenção, diferente das Pilsens do mercado, com um toque herbal e denotando lúpulo, mas no sabor um amargor leve, um pouco ácida e aguada. Nenhuma grande inovação nem descoberta, é uma cerveja de boteco, de verão. Refrescante como uma boa tcheca (sério, que frase esquisita!), boa para deixar um gostinho de quero mais quando este meu "inferno astral" acabar.

Só por mais 20 dias!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

My happy Valentine ♥

Hoje comemorou-se - e alguns casais ainda nem começaram as comemorações - o Dia de São Valentim, mundialmente conhecido como o padroeiro dos casais enamorados.

E juro que quando descobri a notícia, estava mesmo pesquisando sobre cerveja: a Grimm Brothers Brewing em parceria com a Câmara de Comércio de Loveland, cidadezinha em Colorado, Estados Unidos - onde a data é o maior evento do ano, com grandes comemorações e "parades" - a primeira cerveja oficial do dia dos namorados, a Bleeding Heart 2012. O lançamento oficial foi feito na semana passada, em um grande evento com uma limitação de 1 pint por pessoa, tamanho o sucesso da receita - e da cervejaria.

A Bleeding Heart é uma cerveja Porter, que foi produzida com cerejas - quase 50 quilos para a primeira receita - e envelhecida durante uma semana em barris com lascas de cacau. Soa forte e feminino. O encontro do Porter com a cereja. Romântico!

A cerveja é uma jogada para aumentar o turismo na época para a cidade de Loveland, mas virou tal febre entre os locais que a previsão é que dure apenas até o final desta semana. "We're hoping the true beer connoisseurs will want to come here to check out this new special beer available only in Loveland." Palavras de Jim Worthen, do Loveland Chambers. Sim, gostaria muito de ir Jim, conhecer a cerveja e revisitar a cidade de montanhas geladas e paisagem marrom, meu primeiro destino na terra de tio Sam. Até porque, a cerveja NÃO será encontrada fora de lá, ou seja, qualquer possibilidade de nós, brasileiros amantes de cerveja, provarmos a tal Bleeding Heart é através de PATROCÍNIO.

Amigos, não nos façam implorar...

E como amor e esperança andam juntos, o lote do proximo ano será estendido às garrafas, para alegria dos colecionadores viajantes e dos amigos deles.

Amigos, não nos façam implorar...

Ainda, o poster acima também foi produzido em edição limitada de 100 unidades, sendo vendido a U$20 cada. Que mania de limitar tudo... Vejam aqui o release (em inglês) da cerveja em questão.

E, propositalmente no fim do dia, propositalmente para passarmos vontade, propositalmente feliz e sempre apaixonada...

Happy Valentine's!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

1 ano de Mulheres e Cerveja. Ai meu Deus!


"A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e quer nos ver felizes."
Benjamin Franklin
"DeuS é a prova viva de que a cerveja nos ama e nos quer ver felizes." 
Catarina

Há um ano, Melograno.

Hoje, 365 dias depois, 78 publicações, 57 cervejas provadas e comentadas e algumas poucas aspirantes à perfeita. Mas se falamos de números, então foram 14mil visualizações de página (nenhuma da minha mãe), onde os posts mais visualizados foram:
  1. Malzbier: Ser ou não ser... cerveja! - 252 Pageviews (e tem gente que nem considera Malzbier cerveja...)
  2. Dizem por aí... - 220  Pageviews  (Cerveja tcheca tinha que estar entre as tops)
  3. milnovecentosebolinhas - 212  Pageviews  (foi uma das perfeitas mais simples)
  4. Fruit de la passion - 131  Pageviews  (Cerveja inédita e que por pouco não vira perfeita e acaba com o blog)
  5. Discutível Perfeição - 130  Pageviews  (questionemos a devassidade de Sandy)

Mais números, foram 113 comentários, de amigos, parceiros, visitantes e indagantes. O post mais comentado foi Cerveja x Chopp, pessoalmente meu post favorito.

E ainda falando em números, foram pelo menos 8 eventos de cerveja, 6 países e 10 cidades percorridos na incansável busca da cerveja perfeita. Foram muitos novos amigos, acontecimentos e novidades. Foram dias e noites de leitura, conhecimento, novidades, muitas risadas, olhares desconfiados, milhões de tentativas de convencimento de que sim, mulher sabe falar sobre cerveja, é capaz de comparar tipos de cevada à ritmos musicais, datas comemorativas, sentimentos e personalidade. Foi uma longa amizade enfim desmistificada.

No topo da lista das perfeitas e dos momentos perfeitos, começamos com a Slava, então Hoerggarden, Innis&Gunn, Delirium Tremens, Basement, Schornestein.

E em exatos 365 dias depois, a busca se iluminou. A cerveja comprada direto na fonte, no paraíso das cervejas, num daqueles momentos inesquecíveis, toma o posto da perfeita. Lembro que eu que queria apenas duas coisas da Bélgica: visitar a fábrica da Stella e ir ao Delirium Café. Não pude me conter quando, no centro da cidade de ruas estreitas e sinuosas, numa Europa sempre em reforma no meio do ano passado, encontrei uma pequena loja de cervejas belgas. 
“Deus!”. Ao entrar e diretamente perguntar pelo rótulo, o atendente sem rodeios me pergunta: “Vous êtes au Brésil?”. “Oui”, respondo no meu francês limitado e engato o papo em inglês. E ele então diz que é a cerveja mais procurada pelos brasileiros, e que percebeu pela maneira de minha pronúncia, que lembrava “God” – Deus, mais precisamente. Por 28 euros, mal conseguia tirar o sorriso no rosto com uma sacola especial na mão. Prometi que seria a cerveja de um momento à altura.


Presente especial para as amigas presentes
E foi,  no Melograno novamente. Porque foi lá que surgiu a ideia, e lá, no melhor estilo Mulheres e Cerveja, foi comemorado, com as mulheres mais íntimas presentes, as que gostam e as que nem ligam tanto para cerveja, mas que sempre estiveram presentes apoiando a empreitada, entre altos e baixos. Um convite foi feito, uma lembrança cuidadosamente escolhida, produzida e à mão embalada e uma cerveja especialmente guardada para uma data especial, levada na bolsa. Muito aconteceu desde então, e então, no encontro comemorativo – e com medo de cometer o pecado de deixa-la vencer – a cerveja enfim cumpriu seu propósito: é a cerveja perfeita. E nem fui eu que disse isso.

Como o próprio nome diz, a cerveja dos deuses. A DeuS Brut des Flandres é umas das 3 cervejas no mundo produzidas pelo método “champenoise”, que a deixa com características parecidas com a de um champanhe.  Sua produção – longa produção, de quase um ano - se inicia na Bélgica, onde puro malte de cevada, água e lúpulo sofrem a primeira fermentação em tanques especiais. Também em tanques sofrem a primeira maturação, conhecida por segunda fermentação. Então o líquido é levado para a região de Champagne, na França, onde recebe açúcares e fermentos especiais, desta vez já na garrafa. Neste momento também recebe uma tampa provisória. 
Nesta etapa se inicia a terceira fermentação. Fica em pupitres maturando durante meses, sendo inclinada para baixo gradativamente. Neste período passa pelo processo de remuage, que consiste em girar a garrafa diariamente, sempre no mesmo horário, aumentando sua inclinação para baixo, até o ponto de estar totalmente de ponta cabeça. Após esta longa maturação, toda a borra e fermento se depositaram no “pescoço” da garrafa. Este fermento é congelado e retirado por pressão da garrafa (imagem). A garrafa é completada com cerveja já pronta para compensar a perda durante o processo e, finalmente, recebe a rolha de cortiça e o rótulo.

A DeuS Brut des Flandres é produzida pela Cervejaria Brouwerij Bosteels. Uma Belgian Strong Ale, suave e elegante do começo ao fim. Nas curvas da garrafa, no toque de requinte de seu rótulo, nas taças flute em que é servida (previamente gelada) e nos trejeitos para servir (entre 2 e 4°C posicionada num balde com gelo e água). Tem uma cor dourada clara, com bolinhas efervescentes bem pequenas, com uma espuma densa, branquinha e borbulhante. No aroma, um cítrico complexo, que entre o lúpulo podemos sentir o frutado de pera, maçã e um quê de hortelã, além de um leve temperado, bem gostoso. E no sabor... 
Momento medo. Sabe aquela clássica que "a expectativa é a mãe da frustração"? Mas quando uma das amigas da mesa, que não liga muito pra cervejas mimimis, disse ao primeiro gole que aquela era a melhor cerveja que ela havia provado na vida, me emocionei (eu estava emotiva). Um sabor refrescante mas muito delicado. Um misto de cerveja com a leveza da Champagne (que de fato pode-se chamar de Champagne, por ter parte da produção na região de mesmo nome), sendo suave e, descendo devagar, podia sentir as micro bolinhas que liberavam seu sabor frutado, doce e fermentado.  A DeuS tem um ABV alto, de 11.5%, muito acima da média das cervejas, mas que quase não sentimos no paladar. Mais no final, mas já com a boca limpa e pronta para o próximo momento.


Uma cerveja única, esperada, porém com um desfecho tendencioso. A DeuS é considerada uma das melhores cervejas do mundo, e claro, perfeita. Por isso, não, a busca não acabou. Não é justo encerrar um propósito com um resultado que todo mundo já sabe. Eu quero mais. Eu quero todas as perfeitas, todas as músicas, em todas as taças, com todas as companhias. Quero a perfeita de todos os momentos, de qualquer momento.

Eu só não quero ser perfeita. Porque eu já sou mulher.

E que venha mais um ano!

Cheers, Saúde, Prost, Vive, Tim Tim!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dá pra fazer!

Existem duas coisas que eu gosto quase mais do que de cerveja: de campanhas publicitárias que me arrepiem a espinha e passar horas na internet aumentando meu índice de cultura inútil. Geralmente entro em êxtase quando me deparo com campanhas publicitárias de cerveja viralizando pela internet. Nem precisa de cereja no topo.

Então a Samuel Adams, em sua fanpage oficial no facebook me surpreende: um aplicativo para que, baseado nos principais aspectos da cerveja - cor, corpo, características do malte, amargor, filtragem, etc - possamos criar a nossa cerveja ideal. O Crowd Craft Project é uma estratégia de marketing, que faz com que o público não só se sinta mais próximo da marca, mas se sinta parte dela. Até dia 05 de fevereiro, todos os palpites serão levados em conta para a produção da primeira cerveja "produzida" pelo facebook. O lançamento será feito em março, infelizmente não aqui no Brasil.

Foi como achar meu pote de ouro no fim do arco íris... Além de ser uma campanha sensacional, que foge dos padrões das mídias convencionais, de onde a maioria das cervejarias não saem, é parte do propósito da nossa busca pela cerveja perfeita.  Afinal, faz quase um ano que buscamos em cada empório, cada cidade, cada viagem, evento, mesa de bar, aquela cerveja perfeita, aquela que vai lembrar de Frank Sinatra, de rock, de infâncias e lugares. Talvez seja esta a alternativa: produzir a própria perfeição, objetivo que não poderia ser mais presunçoso, porém ainda válido.

Pra começar, estamos produzindo uma Ale, então esta nossa perfeita exclui as pilsens, lagers e todas as outras de baixa fermentação. Estando satisfeita com esta predefinição, continuemos. Mãos - e mouse - à obra. Minha fórmula ficou assim:

Que tal montar sua própria perfeita?
O aplicativo só está disponível em inglês, mas vamos lá... Sim, uma Golden Ale, com corpo e transparência médios. Tentei trabalhar com a lógica, deixando um arominha de ervas, uma cerveja levemente condimentada porém refrescante. Acho - acho - que eu produzi algo parecido com uma de minhas favoritas conhecidas. Acho... Mas vai dizer que a imagem acima não deu sede em plena segunda-feira?

De qualquer forma, cada dia, cada momento, pede uma perfeita. Para hoje, Golden Ale. Para amanhã, quem sabe uma Stout bem encorpada, com aquele sabor maltado e de chocolate ao fundo? Para quarta, uma IPA... Enfim, curiosa pelo resultado da campanha! E consciente de que tenho muito chão pra produzir uma cerveja e quero ainda mais chão para encontrar a perfeita. 

Um brinde, à busca e a Samuel Adams, com mais uma campanha sensacional!

Aliás, momento créditos para o Eu bebo sim, onde encontrei a dica do aplicativo, excelente :)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Edelweiss de flores, de músicas e de cervejas!

Iniciada a sequência de provas das cervejas recém-ganhadas do United World of Beers. E iniciada de maneira muito única. 

Primeiro porque sim, eu ainda estou com dó de desmontar o kit. Embora algumas das cervejas eu já conheça, tá tão bonito! E segundo porque uma delas me foi dada há um tempinho, junto com dois outros rótulos, pela Semyle (amiga, mais que colega de trabalho, corinthiana fanática e parceira) que quase morreu quando eu consegui derrubar a sacola e quebrar as garrafas com as cervejas que me trouxe de Florianópolis, no meio da minha sala no trabalho. Doeu tanto que eu na hora parei tudo pra caçar empórios onde eu pudesse encontrar as cervejas para repor o presente. Ainda bem que consegui!

Enfim, comecei a série por uma cerveja então duplamente patrocinada: a Edelweiss. E a apreciei de outra maneira dupla, assistindo um filme sobre cerveja, o Beerfest, que há algum tempo tinha ouvido falar e estava bem da curiosa para assistir. Aliás, filme com peculiaridades este. Indico para uma noite quente e com uma certa quantidade de München acompanhando a pipoca (por que não?)

Edelweiss tem muitos significados. Na música conta a história da família austríaca Von Trapp, de A Noviça Rebelde. Na natureza, é uma flor branca que nasce somente nos Alpes da Europa na região da França, Itália, Suíça, Iugoslávia e Áustria, onde, tradicionalmente, se tornou o símbolo do país. Aliás, reza a lenda que um rapaz, quando apaixonado por uma garota, deveria escalar a montanha, pegar um edelweiss e trazê-lo para a amada como prova de seu amor. Ainda hoje, no folclore austríaco, as danças e músicas tirolezas fazem referência a esta lenda. Em alemão, edelweiss significa “branco nobre”. Edelweiss também é sobrenome, e criado no Brasil! Segundo outra lenda, um padre alemão, após se apaixonar por uma brasileira, largou a batina e adotou seu codinome de poeta: Edelweiss.

Mas o significado mais feliz é a cerveja austríaca de trigo, importada pelo Grupo Heineken, que nasceu no coração dos Alpes, na Cervejaria Hofbraü Kaltenhausen na Áustria. Esta cervejaria, uma das mais antigas da Áustria, foi fundada em 1475. A cerveja ale é enriquecida com aroma de ervas alpinas, o que dá um aroma e um paladar bem diferenciado das outras cervejas de trigo, trazendo um leve amargor no final, bem leve. O aroma é doce e fermentado. Tem uma espuma bem densa, e um corpo de cor de mel. No sabor, o agradável sabor de uma weissbier, sem muitas diferenças, mas com um toque mais requintado, talvez pela adição das especiarias e o toque da flor tão rara e especial.

Filme bom, cerveja melhor ainda, e um sentimento de “quem vai escalar os alpes e me trazer uma Edelweiss gelada?”

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Surpresas da vida de cervejeira - United Beers of the World

Depois de certo descanso em Fortaleza, um final de semana de esbórnia na casa de amigos celebrando um Reveillón paulista e fechando o período com chave de ouro com David Guetta em SP, volto ao trabalho. Segunda-feira e ao entrar na minha sala me deparo com uma caixa enorme, em meu nome. Sem sequer saber do que se tratava, abri. Na primeira imagem, uma caixa preta, grande, muito grande, e pesada. Escrito em verniz UV reserva (ah doces tempos de agência de publicidade) em letras garrafais, UNITED BEERS, e centralizado em dourado, os dizeres “Cervejas que unem o mundo”. Surpresa era a palavra.

Coloquei no chão, afastei a cadeira e abri.

Pausa para meu raciocínio publicitário: fico imaginando a equipe que criou esta ação, em sua primeira reunião de brainstorming, onde ao apresentar a campanha descreviam a reação do destinatário ao abrir o pacote. Os slides que defendiam o apelo emocional, o sentimento de proximidade com a marca, a satisfação em fazer parte de um grupo que soa seleto. A equipe de design que fez da embalagem algo que denotava luxo, alto-padrão, qualidade. Rótulos que eram enaltecidos pelo fundo preto e fosco, minunciosamente recortado nas silhuetas das garrafas e latas. Os redatores que redigiram um texto emocional, apelativo de forma discreta. Uma equipe de produção que por noites e madrugadas afora trabalharam no fechamento da arte-final, montagem de bonecos, aprovações e  - com toda certeza - alterações. Para toda esta equipe da Talent eu digo: WELLDONE! De uma publicitária com pé no mundo da cerveja para publicitários de plantão, vocês foram incríveis, insuperáveis, F***!!!

Voltando... Coloquei no chão, afastei a cadeira e abri. Do primeiro pensamento ao último, estava boquiaberta. Era como se, ao abrir a caixa, raios dourados tivessem saído e iluminado a sala, bem no estilo propaganda de Natal. 



Com 8 rótulos – com alguns provados e até com resenhas aqui, como a Dos Equis – o kit feito pela Heineken apresenta uma volta ao mundo através da holandesa Amstel Pulse, a italiana Birra Moretti, a austríaca Edelweiss, as irlandesas Murphy´s Irish Stout e Murphy´s Irish Red, a brasileira Xingu e duas cervejas de origem mexicana, Dos Equis e Sol Premium. 

Ao me recompor de tal surpresa, a primeira providência foi acessar o site: www. unitedbeers.com.br e conhecer mais sobre a ação. O portal traz informações detalhadas sobre o universo de cada uma das bebidas, e ainda um concurso cultural, o “Beer Brothers”, onde concorremos a uma geladeira estilo vintage customizada da ação ao convidar um amigo do Facebook para tomar umas das cervejas e criar uma frase, dizendo por que gostaria de tomar uma cerveja com este amigo. Nem preciso dizer que eu estou aqui concentradíssima bolando a melhor frase.

Claro que, ao longo de 2012, todas elas estarão por aqui sendo avaliadas, para ver se, entre estas, está a perfeita que eu tanto procuro. Mas sinceramente, dá até dó de mexer no layout do presente - sim, foi um presente, pra vida!

Me senti honrada, feliz, especial... como toda mulher deve ser!

Obrigada é a palavra!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cerveja arretada!

Estar em constante busca da cerveja perfeita é algo que ao mesmo tempo que encanta, nos tira um pouco do roteiro em algumas ocasiões. E de roteiro me refiro ao roteiro turístico. Sou uma exímia exemplar da mistura da ascendência uruguaia com a nordestina. Filha de cearense, daquelas que carrega a peixeira na cintura e fala arrastado, fui passar os primeiros dias do ano em braços familiares em Fortaleza. Muito sol, praia e cerveja, como todo litoral tupiniquim que se preze.

E lá estava eu, pendurada no 3G do celular debaixo do guarda-sol. Objetivo: encontrar uma cerveja genuinamente nordestina. Etapa concluída!

A Drache Bier é produzida pela primeira – e até então única – cervejaria artesanal nordestina, com fábrica no município de Horizonte, a cerca de 50km de Fortaleza, a Cervejaria Nordeste. Produzida sob a Lei de Pureza Alemã, nas versões Pilsen, Stout, Pale Ale e Weiss (o trigo foi admitido posteriormente na Reinheitsgebot como ingrediente adjunto), todas provadas no empório do Shopping Dom Luis, em Fortaleza, onde o simpático Elisson (na foto) me explicou tintim por tintim todas as peculiaridades de cada cerveja.

A cervejaria trata como diferencial o fato de só trabalhar com produtos de alta qualidade. Ele ressalta que todos os ingredientes utilizados na fabricação do chopp Drache Bier são todos  importados: malte da Alemanha e Bélgica; lúpulo da Alemanha e Estados Unidos; e levedura da Bélgica e França, além de água mineral de fonte própria. Um estudo sobre uma fórmula mundialmente respeitada, buscada diretamente na Alemanha, os melhores ingredientes e a mais alta tecnologia de produção que durou cerca de 6 meses, até o lançamento, em 2009, que resultaram num chopp excelente, provados na seguinte ordem:

Drache Bier Pilsen
Um Chopp leve e suave, com o sabor do lúpulo bem acentuado, que denota a qualidade dos ingredientes. De cor amarelo brilhante e espuma branquinha branquinha (olha eu arrastando o sotaque), bem refrescante, servido gelado como o clima de verão nordestino pede. Excelente opção para acompanhar mariscos e crustáceos debaixo do guarda-sol.

Drache Bier Weiss
Como toda Weiss, tem o quê de banana, frutada, com cravos e florais. De cor amarela-opaca e espuma densa e não-filtrado, mas um pouco mais amargo que o comum. Mais gelado que visto por aí, foi quase meu rótulo favorito, o que não seria surpresa, já que eu adoro Weiss. Ótima opção para acompanhar queijo de cabra ou aves. 



Drache Bier Pale Ale
A surpresa da noite. Vale dizer que eu estava em clima de verão, portanto aceitavelmente, os chopes eram servidos na temperatura de 1°C, o que para uma Pale Ale é muito gelada. Não sei se foi isso ou a surpresa com o amargor refrescante da versão, foi eleita minha Drache favorita. De tonalidade acobreada graças ao uso da mistura com o malte tostado, revela um sabor maltado e encorpado. Tem um toque herbal, por conta do lúpulo evidente, o que gerou até uma discussão com o Elisson.

Drache Bier Stout
A última versão da sequência de degustação, também sofreu a questão da temperatura acima, estando mais gelado que o comum, o que o deixou refrescante e com o sabor talvez até menos acentuado. Mais, oxi, nenhum problema até aí. Estava um calor da peste! O Drache Stout é uma boa opção para ser degustado com mariscos e crustáceos, feijoada, chocolate, tortas de frutas e sobremesas de banana. Enfim, pratos mais pesados, que harmonizam bem com o contraste entre a suavidade do aroma com traços de chocolate e malte tostado e o sabor forte e encorpado do café. Enfim, um excelente exemplar de Stout.



Ainda, a Drache tem todas as opções em garrafas long necks à venda por módicos R$15,00 o kit com as 4 versões. E uma infinidade de souvenirs. Vieram para casa acompanhando um garrafão em cerâmica – de presente – cheio de pilsen, que permaneceu gelada por 2 dias. E o atendimento... sensacional! Troquei algumas figurinhas com o Elisson e ele fez questão que eu não pagasse a degustação, apenas os souvenirs. Patrocínio dos bons! Minha mãe que o diga, não se cabia quando viu o cartãozinho do MC circulando entre os funcionários (acho que ela está começando a entender... e curtir.) e ainda menos quando ganhou um chopp Pilsen, escolhido pelo paladar dela a melhor opção.

Eu, que nem posso mais que considerar turista de tantas visitas que fiz à terra de Padre Cícero, não me contive com fotos mil e me rasgo de elogios sempre que saio de lá.

Um cheiro!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz Anno Novo!

Em um daqueles momentos irrecusáveis da nostalgia do final do ano, o amigo secreto da empresa, uma surpresa agradável. Eu raríssimas vezes fui surpreendida com bons presentes em amigos secretos, mas, seguindo os bons ventos do ano de 2011, sim, fui agradavelmente surpreendida. O limite de R$70,00 do amigo secreto corporativo foi preenchido com duas cervejas compradas da Mr. Beer. Aliás, adendo: quando o meu amigo secreto buscou informações sobre o que me dar e sugeriram cervejas à ele, ele se perguntou se eu tinha um problema com alcoolismo. Obrigada Sandro! 

Dois bons rótulos, indicados pelo atendente: Weihenstephaner Hefe Weissbier e a Hacker-Pschorr Anno 1417, ambas degustadas naqueles momentos entre amigos, dignos de boas cervejas. A Weihenstephaner eu já conhecia de outros tempos, uma cerveja de trigo bávara excelente, refrescante e encorpada, representando muito bem a classe das Weissbier.

O foco fica para a Hacker-Pschorr Anno 1417, cerveja alemã cheia de história para contar. 

A Cervejaria Hacker-Pschorr nasceu exatamente em 1417, 99 anos antes de ser criada a Lei de pureza Alemã, inicilamente apenas como Hacker. O nome atual da cervejaria remete à duas tradicionais cervejarias de Munique, que nesses 591 anos passaram por algumas junções e separações: A primeira união entre a Hackerbräu e a Pschorrbräu aconteceu por volta de 1800, quando Joseph Pschorr comprou a cervejaria Hacker e fundou uma com seu nome, mas manteve sua própria produção. Em 1944, já separadas, a Pschorr teve os seus equipamentos bombardeados durante a segunda Guerra, e a Hacker permitiu que a Pschorr utilizasse seus equipamentos para manter a produção ativa, simbolizando assim a união que permanece até hoje. A cervejaria é atualmente uma das seis grandes de Munique, e faz parte do grupo Paulaner.

Chegou ao Brasil recentemente, uma cerveja do estilo Keller Bier, um raro e antigo estilo de produção alemão - keller em alemão significa adega. Uma lager não-pasteurizada e não-filtrada, fermentada em barris abertos de madeira, o que a deixa com baixa carbonatação. Uma cerveja diferente, com uma cor dourada escura, espuma densa e um aroma maltado, que denota a presença marcante do lúpulo não só no aroma, mas com intensidade no sabor. Um tanto cítrica, bem saborosa e refrescante, com aquele toque de fermento das cervejas não-filtradas (lembram-se a surpresa causada pela Slava?).
Uma excelente cerveja para um dia de verão, seja chuvoso e abafado como nossos típicos reveillon paulistas. Aliás, vou além: a Anno 1417 é a cerveja perfeita. Não para finalizar a busca, mas para entrar em 2012 inspirada, seja pelo nome, seja por remeter à primeira cerveja da saga, seja por ser de presente ou por ser a primeira do ano.

Que 2012 seja de longo caminho na busca da cerveja perfeita, com muito mais aprendizado e boas companhias!

Feliz Ano Novo!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Então é Natal! (Aleluia...)

Depois de muito tempo consegui entender o verdadeiro espírito do Natal. Consegui unir meu lado infantil, que adora as decorações, tem fascínio por árvore de natal, come quilos de panetone compulsivamente e adora dar - e receber - presentes com o perfil da Catarina, que de vinhos natalinos e champagnes passou a provar e conhecer as cervejas especiais da época.

Já na semana passada, em uma visita ao Empório Alto dos Pinheiros, pude começar as degustações festivas natalinas, com a Delirium Noel. Vale lembrar que, nas terras de produção das cervejas especiais de Natal, o clima é outro. O hemisfério norte goza do frio do inverno, flocos de neve dão o toque blasé do Natal do Papai Noel, que se protege então com sua barba, gorro, casaco e botinas. (Pausa para uma oração tipicamente natalina por todos os papais noéis de Shopping brasileiros, que derretem durante o mês de festividades no nosso típico clima de verão)

A Delirium Noel (na realidade, Delirium Noël, assim, com trema, olha que gostoso!) é uma Strong Dark Ale, forte como o nome diz, mas com um toque azedinho de frutas vermelhas, bem leve e encoberto pelo amargor do lúpulo e o caramelo torrado. Ainda, um tanto condimentada. Uma belga que traz a sensação de Nostalgia – e que me encaminha para ter provado todas da família Delirium. Cerveja de alto teor alcoolico como toda Delirium, tem 10% de ABV.

Acompanhando a ceia de Natal, logo após a meia noite, um suculento prato de inúmeros itens natalinos, com passas e castanhas mil, uma BrewDog especial: a There is no Santa. No rótulo, um texto que traduz o espírito natalino e irônico da cervejaria:
“Hark! A limited edition seasonal stout brewed with cocoa nibs and ginger stems. In the true spirit of Christmas ’cheers’ we at BrewDog have taken it upon ourselves to create a Santas’s little helper for all those battling through the festive season. Our crack team of elves, penguins and red nose raindeer have been crafting, brewing and perfecting this warming winter stout as a reward for all those driven to the brink and back in the name of Noel. Now all you have to do is don that customary yule tide sweater and find a roaring open fire to enjoy it by. In fact this beer is so good, we specifically advise against sharing it with any chimney intruding, night time visitors. Oh and just remember, this BrewDog’s not for life, it’s just for Christmas.”

A cerveja traduz exatamente a sensação que tive no que considero fim da infância, quando descobri que Papai Noel não existia, não era invisível e não tinha dinheiro pra comprar tudo que eu queria. É amarga, o que hoje eu até gosto – na cerveja. Uma Stout bem sazonal, não é aquela cerveja que vou pedir em outra ocasião senão fazer brincadeiras com o nome. Embora seja MUITO boa, tem um quê de irreverente demais. Temperada, com o gengibre (que faz sucesso na temporada) bem denotado, acompanhado de outras especiarias como canela, baunilha e o peso do lúpulo, além do forte sabor do caramelo torrado, como qualquer Stout. Uma espuma tão densa que parece que seca. A farofa adocicada e o tender agradeceram.

Na tarde do domingo de Natal, almoço de família e mais um exemplar sai da geladeira. Aliás, minha família ainda não entende bem pra quê eu paro de comer pra tirar foto e nem com que propósito tem tanta cerveja “estranha” no meu quarto. Enfim... foi a vez da Christmas Porter, também uma BrewDog. Novamente, um texto interessante no corpo da garrafa, em forma de poema:
"An Ode To The christmas Porter:
Hark! The sound of hurried footspteps come
The countdown to Christmas has begun
The hijacked season of joviality
That's more about consumers than cordiality
Yet the Yuletide frenzy wasn't always this way
When a non-nanny state made you work Christmas day
Like the porters of London who toiled by the river
Continuing to graft with hands ass a-shiver
But whenever shift's end did begin to near
The porters would reach for theis namesake beer
So if the numb gnaw of winter has begun to bite
Or the wish lists of some are enough to cause fright
Just pick yourself up a reward as you go
And if you need an excuse, the porter said so." 

A Christmas Porter é uma versão da Alice Porter, que saiu de linha há algum tempo. Uma Porter de espuma densa – mas menos que a There is no santa - com cacau, raspas de laranja, gengibre e pimenta. Sim, pimenta, bem forte, bem sentida, bom colocada no rótulo e que chama atenção: chili. Aliás, o pessoal da BrewDog não para de inventar nas receitas das suas cervejas, que têm como características ser um chute no estômago de tão fortes. Esta dá até aquela travada na boca de tão amarga, tem um final seco, uma queimadinha leve na ponta da língua, o torrado característico das Porters e o chute da BrewDog. O que a faz muito boa!

O Natal acabou com a companhia de amigos em casa, rodeados de Heineken e Stella, e finalizando com aquele licor de cerveja comprado na Eisenbahn na Oktoberfest – o que, claro, vai virar um post. Um Natal agradável, cheio de surpresas, descobertas, presentes (entre eles as BrewDogs acima) e boas risadas. Ah, e muita, muita comida, mérito de Amélia, aquela que cozinha.

Ho ho ho!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ah o verão!

Nada como estar de volta à melhor estação do ano. Por mais que dias de inverno me inspirem, me deixem elegante e me façam reviver aquela fase da vida que jamais esquecerei, eu sou uma garota do sol. Céu azul e óculos escuros, aquela sensação gostosa de sair do ar-condicionado e sentir o quente do sol na pele.

E, para falar de verão, a escolha foi um rótulo que está se tornando popular em terras canárias: a Dos Equis (XX). Mexicana, importada pela FEMSA, que pode ser encontrada em alguns bares e restaurante que nem mesmo são de cervejas especiais. Eu mesma a provei em horário de almoço, perto do trabalho, no Boteco Ferraz (onde aliás eu havia pedido uma weissbier, que o garçom veio me servir em um copo baixo de boca larga. Não né...). Produzida pela cervejaria Monctezuma Brewery desde 1897, foi inicialmente nomeada Siglo XX (século vinte) em homenagem ao século que iniciava por seu criador, um imigrante alemão chamado Wilhelm Hasser. Após a chegada do novo século, ela foi renomeada para Dos Equis (ou seja XX).

Uma representante tipicamente latina: uma cerveja lager, muito suave ao paladar e quase nada amarga. Famosa no mercado mexicano e na região do Caribe. Com sabor revigorante e refrescante, a cerveja é leve e possui um agradável sabor de malte. Vou repetir: leve, muito leve. Daquelas que, sem perceber, vão-se inúmeras long necks. Não pesa, não empapuça, dá vontade de mais. E não tem um ABV alto: 4,5% ( o que ainda me impede de dirigir, mas...)

A Dos Equis cumpre o que uma boa cerveja em dia de verão promete: refresca, alegra, dá sabor no dia. Seja dia de praia, de piscina ou até mesmo de trabalho.

Um brinde ao verão!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Adiante, bela Austrália!

Austrália de costas largas, um azul intenso em seus mares e olhos e um sabor intenso. Austrália de amigos verdadeiros e uma companhia incomparável. Austrália de um sotaque carregado. Grande Austrália...

Sim, em um momento em que me pego perdida em grandes lembranças aussies, me pego provando uma Golden Ale australiana, a James Squire Golden Ale, a primeira cerveja australiana.

A cerveja tem uma história interessante: foi fundada por James Squire, um criminoso condenado por roubo diversas vezes enviado para o “Novo Continente” em 1785. Ele chegou a ser condenado anteriormente a vir para a América, mas serviu ao exército para evitar a punição. Porém, após roubar alguns galos e galinhas de um quintal, foi enquadrado no programa de transporte de presidiários para a Austrália. James é tido como a primeira pessoa a conseguir cultivar lúpulo no país naquela época. Morto em 1822, o funeral de James Squire foi, até então, o maior já realizado na colônia inglesa. Aliás, mais interessante ainda é saber que os presos eram enviados às colônias para povoar a região e para os ingleses se livrarem de criminosos na Inglaterra. Logo, haviam muitos condenados vivendo na Austrália. Novo!

Voltando à James, fundou a cervejaria que até hoje permanece artesanal, mesmo comprada por grandes corporações da região. Mesmo de mais de 200 anos depois, com seu rótulo old fashion com um toque de “feito à mão”, servida em garrafinhas afuniladas de 345ml. Comprada no quiosque da Mr. Beers por módicos R$18,00. A Golden Ale apresenta uma coloração caramelo-alaranjada bonita, âmbar, translúcida e uma espuma densa. Um aroma amadeirado, herbal, fechado, que já denota sua principal característica: o amargor, que impressiona, surpreende. Um lúpulo evidente, porém com um leve adocicado presente, bem característico das cervejas inglesas. Desce seca e maltada, com o final novamente amargo. O que não a faz ruim, de maneira nenhuma – eu gosto das amargas sim, equilibra a vida e remete àquelas lembranças.

É... Austrália de homens, sabores e histórias. Um dia eu escrevo de lá...

Cheers! (com sotaque bem carregado)